{"id":21835,"date":"2006-12-22T12:28:42","date_gmt":"2006-12-22T12:28:42","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/12\/22\/taize-e-as-parabolas-de-partilha\/"},"modified":"2006-12-22T12:28:42","modified_gmt":"2006-12-22T12:28:42","slug":"taize-e-as-parabolas-de-partilha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/taize-e-as-parabolas-de-partilha\/","title":{"rendered":"Taiz\u00e9 e as \u00abPar\u00e1bolas de partilha\u00bb"},"content":{"rendered":"<p>Carta de Calcut\u00e1 enviada pelo prior da Comunidade Ecum\u00e9nica aos 40 mil jovens que se encontram em Zagreb no final deste ano <!--more--> H\u00e1 trinta anos, o irm\u00e3o Roger esteve em Calcut\u00e1, com irm\u00e3os e jovens de diversos continentes, vivendo num bairro pobre e participando no trabalho da Madre Teresa junto de crian\u00e7as abandonadas e de moribundos. De l\u00e1, trouxe a Carta ao Povo de Deus, publicada durante um encontro de jovens na catedral Notre-Dame de Paris. Com a Madre Teresa, escreveu depois v\u00e1rias mensagens e tr\u00eas livros. Essa presen\u00e7a de 1976 foi a semente de uma longa rela\u00e7\u00e3o da nossa comunidade com os crist\u00e3os da \u00cdndia. Visitas por todo o pa\u00eds, dois encontros intercontinentais em Madras e vindas constantes de jovens indianos a Taiz\u00e9 s\u00e3o diferentes facetas desse relacionamento. E Calcut\u00e1 continuou a evocar em n\u00f3s simultaneamente a mis\u00e9ria humana e os rostos das pessoas que l\u00e1 d\u00e3o a vida pelos mais pobres, irradiando luz. Pensei ent\u00e3o que seria importante voltar a Calcut\u00e1 e preparar um encontro. Juntou 6 000 jovens, sobretudo asi\u00e1ticos, de 5 a 9 de Outubro de 2006. Tratava-se de dar uma nova dimens\u00e3o \u00e0 \u00abperegrina\u00e7\u00e3o de confian\u00e7a\u00bb, de acompanhar os jovens asi\u00e1ticos no seu pr\u00f3prio continente, de os escutar e sustentar a sua esperan\u00e7a. A Carta de Calcut\u00e1 foi escrita a seguir a esse encontro, para ser publicada aquando do Encontro Europeu em Zagreb. Continuando a \u00abperegrina\u00e7\u00e3o de confian\u00e7a atrav\u00e9s da terra\u00bb, que re\u00fane jovens de numerosos pa\u00edses, compreendemos cada vez com mais profundidade esta realidade: todos os homens constituem uma s\u00f3 fam\u00edlia e Deus habita cada ser humano, sem excep\u00e7\u00e3o.  Na \u00cdndia, como noutras partes da \u00c1sia, descobrimos como a aten\u00e7\u00e3o natural que se d\u00e1 \u00e0 presen\u00e7a de Deus em toda a cria\u00e7\u00e3o implica respeito pelas outras pessoas e pelo que \u00e9 sagrado para elas. Hoje em dia, nas sociedades modernas, \u00e9 importante reavivar essa aten\u00e7\u00e3o para com Deus e esse respeito pelo homem.  Para Deus, todo o ser humano \u00e9 sagrado. Cristo abriu os bra\u00e7os na cruz para juntar em Deus toda a humanidade. Se nos envia para transmitir o amor de Deus at\u00e9 aos confins da terra \u00e9 antes de mais atrav\u00e9s de um di\u00e1logo de vida. Deus nunca nos pede para medir for\u00e7as com aqueles que n\u00e3o o conhecem.  Muitos jovens atrav\u00e9s do mundo est\u00e3o dispostos a tornar mais vis\u00edvel a unidade da fam\u00edlia humana. T\u00eam de enfrentar uma quest\u00e3o: como resistir \u00e0 viol\u00eancia, \u00e0s discrimina\u00e7\u00f5es, como ultrapassar muros de \u00f3dio ou de indiferen\u00e7a? Esses muros existem entre povos, entre continentes, mas tamb\u00e9m ao nosso lado e at\u00e9 no interior do cora\u00e7\u00e3o humano. Ent\u00e3o, somos n\u00f3s mesmos que temos de fazer uma escolha: escolher amar, escolher a esperan\u00e7a.  Os imensos problemas das nossas sociedades podem alimentar o derrotismo. Quando escolhemos amar, descobrimos um espa\u00e7o de liberdade para criar um futuro para n\u00f3s mesmos e para aqueles que nos s\u00e3o confiados.  Com poucos meios, Deus torna-nos criadores com ele, onde as circunst\u00e2ncias n\u00e3o s\u00e3o favor\u00e1veis. Ir ao encontro do outro, por vezes de m\u00e3os vazias, escutar, tentar compreender; e eis que uma situa\u00e7\u00e3o bloqueada se pode transformar.  Deus espera-nos naqueles que s\u00e3o mais pobres do que n\u00f3s. \u00abO que fizestes a um destes mais pequeninos, foi a mim que o fizestes.\u00bb (I)  No Norte e tamb\u00e9m no Sul, enormes desigualdades alimentam o medo diante do futuro. Alguns, com coragem, consagram as suas energias a modificar estruturas de injusti\u00e7a.  Interroguemo-nos, todos n\u00f3s, sobre o nosso modo de vida. Simplifiquemos a nossa exist\u00eancia. E encontraremos disponibilidade e abertura do cora\u00e7\u00e3o para com os outros.  Hoje existem m\u00faltiplas iniciativas de partilha, acess\u00edveis a cada um de n\u00f3s. Um com\u00e9rcio inventivo e mais justo ou o micro cr\u00e9dito demonstraram que crescimento econ\u00f3mico e solidariedade com os mais pobres podiam estar lado a lado. H\u00e1 pessoas que est\u00e3o atentas a que uma parte do seu dinheiro contribua para promover mais justi\u00e7a.  Para que as nossas sociedades adquiram um rosto mais humano, \u00e9 indispens\u00e1vel que d\u00eamos o nosso tempo. Cada um pode procurar escutar e ajudar nem que seja uma \u00fanica pessoa: uma crian\u00e7a desamparada, um jovem sem trabalho nem esperan\u00e7a, algu\u00e9m que \u00e9 pobre, uma pessoa idosa.  Escolher amar, escolher a esperan\u00e7a. Perseverando nesse caminho, descobrimos com espanto que, antes de qualquer esfor\u00e7o da nossa parte, Deus escolheu cada um de n\u00f3s: \u00abNada temas, chamei-te pelo teu nome, tu \u00e9s meu. Sou o teu Deus, tu \u00e9s precioso aos meus olhos e amo-te.\u00bb (II)  Na ora\u00e7\u00e3o, pomo-nos, a n\u00f3s mesmos e \u00e0queles que nos est\u00e3o confiados, sob o olhar de bondade de Deus. Ele acolhe-nos tal como somos, com o que \u00e9 bom, mas tamb\u00e9m com as nossas contradi\u00e7\u00f5es interiores e at\u00e9 com as nossas faltas. O Evangelho assegura-nos: as nossas fragilidades podem tornar-se uma porta atrav\u00e9s da qual o Esp\u00edrito Santo entra na nossa vida.  H\u00e1 trinta anos, o irm\u00e3o Roger escrevia em Calcut\u00e1: \u00abA ora\u00e7\u00e3o \u00e9 para ti uma fonte para amar. Sem nada esperar em troca, entrega-te de corpo e esp\u00edrito. Cada dia, medita algumas palavras das Escrituras, para te colocares face a um Outro, o Ressuscitado. No sil\u00eancio, deixa que brote em ti uma palavra viva de Cristo para, de seguida, a pores em pr\u00e1tica.\u00bb  E, ao deixar Calcut\u00e1, acrescentou: \u00abPartimos depois de ter descoberto, no \u00e2mago de uma imensa desgra\u00e7a, a vitalidade surpreendente de um povo e de ter encontrado testemunhas de um futuro diferente para todos. Para contribuir para esse futuro, o Povo de Deus tem uma possibilidade que lhe \u00e9 espec\u00edfica: espalhado por toda a terra, pode fazer crescer na fam\u00edlia humana uma par\u00e1bola de partilha. Essa par\u00e1bola ter\u00e1 for\u00e7a suficiente para se propagar at\u00e9 ao ponto de abalar as estruturas mais im\u00f3veis e de criar comunh\u00e3o na fam\u00edlia humana.\u00bb (III)  Este apelo do irm\u00e3o Roger continua a ser actual hoje em dia. Dispersos por todo o mundo, os crist\u00e3os podem ajudar a criar uma esperan\u00e7a para todos, ao viverem desta not\u00edcia inacredit\u00e1vel: depois da ressurrei\u00e7\u00e3o de Cristo, a nossa humanidade j\u00e1 n\u00e3o est\u00e1 fragmentada.  Como ser testemunhas, na terra, de um Deus de amor se deixarmos que as nossas separa\u00e7\u00f5es entre crist\u00e3os continuem? Ousemos avan\u00e7ar para a unidade vis\u00edvel! Quando, todos juntos, nos voltamos para Cristo, quando nos reunimos numa ora\u00e7\u00e3o em comum, o Esp\u00edrito Santo j\u00e1 nos est\u00e1 a unir. Humildemente, na ora\u00e7\u00e3o, aprendemos sempre a pertencer uns aos outros. Teremos a coragem de nunca agir sem ter em conta os outros?  Quanto mais nos aproximamos de Cristo e do seu Evangelho, mais nos aproximamos uns dos outros.  Atrav\u00e9s do acolhimento rec\u00edproco, realiza-se uma partilha de dons. O conjunto desses dons \u00e9 hoje necess\u00e1rio para tornar aud\u00edvel a voz do Evangelho. Aqueles que puseram a sua confian\u00e7a em Cristo s\u00e3o chamados a oferecer a sua uni\u00e3o a todos. E o louvor de Deus pode ressoar.  Ent\u00e3o torna-se realidade a bela par\u00e1bola do Evangelho: o pequeno gr\u00e3o de mostarda torna-se a maior das plantas do jardim, de tal forma que as aves do c\u00e9u v\u00eam fazer nela os seus ninhos. (IV) Enraizados em Cristo, descobrimos em n\u00f3s a capacidade de nos abrirmos aos outros, tamb\u00e9m \u00e0queles que n\u00e3o podem acreditar nele ou que lhe s\u00e3o indiferentes. Cristo fez-se servidor de todos, n\u00e3o humilha ningu\u00e9m.  Mais do que nunca, temos hoje a possibilidade de vivermos uma comunh\u00e3o para al\u00e9m das fronteiras entre os povos. Deus d\u00e1-nos o seu sopro, o seu Esp\u00edrito. E pedimos-lhe: \u00abGuia os nossos passos no caminho da paz.\u00bb (V)  1&#8194;No in\u00edcio do seu minist\u00e9rio, o Papa Bento XVI escreveu: \u00abTodos os homens pertencem a uma \u00fanica e mesma fam\u00edlia.\u00bb (Mensagem para a Jornada Mundial da Paz 2006) Em Calcut\u00e1, os crist\u00e3os s\u00e3o uma minoria entre outras grandes religi\u00f5es hist\u00f3ricas. Na \u00cdndia, tens\u00f5es entre religi\u00f5es conduziram a viol\u00eancias graves. Contudo, o respeito m\u00fatuo constitui o essencial das rela\u00e7\u00f5es entre os crentes. As festas de cada tradi\u00e7\u00e3o s\u00e3o respeitadas pelos outros e at\u00e9 podem tornar-se ocasi\u00e3o de partilha.  2&#8194;Um jovem pai de fam\u00edlia liban\u00eas escrevia-nos enquanto os bombardeamentos no M\u00e9dio Oriente se intensificavam de uma e outra parte: \u00abA paz do cora\u00e7\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel! Quando se foi humilhado, a tenta\u00e7\u00e3o \u00e9 querer humilhar por sua vez. Apesar do sofrimento, apesar do \u00f3dio que se torna cada vez mais forte, apesar do desejo de vingan\u00e7a que cresce em n\u00f3s nos momentos de fraqueza, creio nessa paz. Sim, a paz aqui e agora!\u00bb  3&#8194;V\u00e1rios irm\u00e3os de Taiz\u00e9 vivem desde h\u00e1 trinta anos no Bangladesh, no meio de um povo quase inteiramente mu\u00e7ulmano. Partilham a exist\u00eancia quotidiana dos mais pobres e dos mais abandonados. Um deles escreve: \u00abDescobrimos cada vez mais que aqueles que s\u00e3o rejeitados pela sociedade por causa da sua fraqueza e da sua aparente inutilidade s\u00e3o uma presen\u00e7a de Deus. Se os acolhemos, conduzem-nos progressivamente para fora de um mundo de hiper competi\u00e7\u00e3o para um mundo de comunh\u00e3o de cora\u00e7\u00f5es. Na grande diversidade das religi\u00f5es e das culturas, a nossa presen\u00e7a no Bangladesh quer ser um sinal de que o servi\u00e7o dos nossos irm\u00e3os e irm\u00e3s vulner\u00e1veis abre um caminho de paz e de unidade.\u00bb O que a Madre Teresa come\u00e7ou em Calcut\u00e1 continua a irradiar imensamente atrav\u00e9s das suas irm\u00e3s. Os cuidados e o amor dados aos mais pobres s\u00e3o sinais claros do amor de Deus. E muitas outras pessoas por todo o mundo empenham-se numa mesma via de solidariedade. Sem elas, como estaria a nossa terra?  4&#8194;As desigualdades provocam, mais cedo ou mais tarde, viol\u00eancias. 20% da popula\u00e7\u00e3o mundial que habita nos pa\u00edses mais desenvolvidos utiliza 80% dos recursos naturais do nosso mundo. Uma gest\u00e3o respons\u00e1vel das fontes de energia e dos recursos de \u00e1gua pot\u00e1vel torna-se cada vez mais urgente.  5&#8194;Por ocasi\u00e3o das ex\u00e9quias do irm\u00e3o Roger, o Prior da Grande Chartreuse (Cartuxa), Marcellin Theeuwes, escrevia: \u00abAs circunst\u00e2ncias dram\u00e1ticas da morte do irm\u00e3o Roger s\u00e3o simplesmente um sinal exterior que p\u00f5e ainda mais em evid\u00eancia a vulnerabilidade que ele cultivava como uma porta pela qual, de prefer\u00eancia, Deus pode entrar em n\u00f3s.\u00bb (Ver tamb\u00e9m 2 Cor\u00edntios 12,10.)  6&#8194;Um crist\u00e3o do s\u00e9c. IV exprime bem como a ora\u00e7\u00e3o e o compromisso s\u00e3o complementares. Para ele, participar na Eucaristia leva a uma solidariedade com os pobres: \u00abQueres honrar o Corpo do Senhor? Aquele que disse: Isto \u00e9 o meu corpo, disse tamb\u00e9m: Vistes-me com fome e n\u00e3o me destes de comer. O que n\u00e3o fizestes a um dos mais pequenos, foi a mim que o recusastes! Honra portanto a Cristo partilhando os teus bens com os pobres.\u00bb (S. Jo\u00e3o Cris\u00f3stomo, Homilia 50 sobre Mateus)  7&#8194;J\u00e1 os crist\u00e3os da primeira gera\u00e7\u00e3o, uma pequen\u00edssima minoria no mundo, tinham esta certeza: Cristo destruiu o muro de separa\u00e7\u00e3o entre os povos ao dar a sua vida na cruz. (Ver Ef\u00e9sios 2,14-16.)  8&#8194;Um crist\u00e3o que vivia na Palestina no s\u00e9culo VI escreveu: \u00abImaginai que o mundo \u00e9 um c\u00edrculo, que o centro \u00e9 Deus, e que os raios s\u00e3o as diferentes maneiras de viver dos homens. Quando estes, desejando aproximar-se de Deus, caminham para o interior do c\u00edrculo, aproximam-se uns dos outros ao mesmo tempo que se aproximam de Deus. Quanto mais se aproximam de Deus, mais se aproximam uns dos outros. E quanto mais se aproximam uns dos outros, mais se aproximam de Deus.\u00bb (Doroteu de Gaza, Instru\u00e7\u00f5es VI)  9&#8194;\u00abAs rela\u00e7\u00f5es da Igreja com as restantes religi\u00f5es baseiam-se num duplo aspecto: respeito pelo homem na sua busca de resposta \u00e0s quest\u00f5es mais profundas da vida, e respeito pela ac\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito nesse mesmo homem. (\u2026) Toda a ora\u00e7\u00e3o aut\u00eantica \u00e9 suscitada pelo Esp\u00edrito Santo, que est\u00e1 misteriosamente presente no cora\u00e7\u00e3o dos homens.\u00bb (Jo\u00e3o Paulo II, Redemptoris missio) Como crist\u00e3os, n\u00e3o podemos esconder que no cora\u00e7\u00e3o da nossa f\u00e9 se encontra Cristo Jesus, que nos une de forma \u00fanica a Deus. (Ver 1 Tim\u00f3teo 2,5.) Mas, em vez de nos proibir um verdadeiro di\u00e1logo, esse absoluto obriga-nos a ele, pois se Jesus \u00e9 \u00fanico, \u00e9-o pela sua humildade. \u00c9 por isso que nunca poderemos, em seu nome, olhar para os outros de alto, mas somente acolh\u00ea-los e deixarmo-nos acolher por eles.  10&#8194;Neste caminho, Dietrich Bonhoeffer \u00e9 um dos que nos podem apoiar, ele que, nas horas mais sombrias do s\u00e9c. XX, deu a sua vida at\u00e9 ao mart\u00edrio. A poucos meses da sua morte, escrevia, na pris\u00e3o, estas palavras que agora cantamos em Taiz\u00e9: \u00ab\u00d3 Deus, junta em ti os meus pensamentos. Em ti encontro a luz, tu nunca me esqueces. Em ti encontro o socorro, em ti encontro a paci\u00eancia. N\u00e3o compreendo os teus caminhos, mas tu conheces o meu caminho.\u00bb  (I) Mateus 25,40. (II) Isa\u00edas 43,1-4. (III) Irm\u00e3o Roger, Carta ao Povo de Deus, 1976. (IV) Ver Lucas 13,18-21. (V) Ver Lucas 1,79.  <i>Irm\u00e3o Alois<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Carta de Calcut\u00e1 enviada pelo prior da Comunidade Ecum\u00e9nica aos 40 mil jovens que se encontram em Zagreb no final deste ano<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[120,154,206,237,248,314,315],"class_list":["post-21835","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-bento-xvi","tag-crianca","tag-familia","tag-joao-paulo-ii","tag-madre-teresa","tag-solidariedade","tag-taize"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21835","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21835"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21835\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21835"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21835"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21835"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}