{"id":21834,"date":"2006-12-22T12:13:03","date_gmt":"2006-12-22T12:13:03","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/12\/22\/o-natal-como-a-grande-festa-da-vida\/"},"modified":"2006-12-22T12:13:03","modified_gmt":"2006-12-22T12:13:03","slug":"o-natal-como-a-grande-festa-da-vida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/o-natal-como-a-grande-festa-da-vida\/","title":{"rendered":"O Natal como a grande Festa da Vida"},"content":{"rendered":"<p>Mensagem de Natal do Bispo do Algarve <!--more--> <i>N\u2019Ele estava a vida e a vida era a luz dos homens (Jo 1,4)<\/i> Aos meus caros diocesanos e a quantos escolhem o Algarve para passar esta quadra festiva, quero dirigir uma mensagem amiga e o convite a celebrarmos o Natal como a grande Festa da Vida. Nesta quadra natal\u00edcia, independentemente do nosso credo, da nossa cor pol\u00edtica ou posi\u00e7\u00e3o social, convergimos todos para a formula\u00e7\u00e3o de votos que exprimem a aspira\u00e7\u00e3o mais humana e mais genu\u00edna, que gostar\u00edamos de ver concretizada \u00e0 nossa volta, a come\u00e7ar por aqueles a que estamos ligados por la\u00e7os de sangue, de amizade, de profiss\u00e3o, bem como em todo o mundo, particularmente nos pa\u00edses onde a viol\u00eancia e a morte de tantos inocentes se transformam em not\u00edcia banal de todos os dias. Se h\u00e1 um tempo no ano em que nos sentimos membros e irm\u00e3os da grande fam\u00edlia humana, esse \u00e9 seguramente esta quadra natal\u00edcia. E tudo isto, porque na crian\u00e7a fr\u00e1gil de Bel\u00e9m, simbolicamente evocada em todos os pres\u00e9pios do mundo, contemplamos o que melhor define a pessoa humana. Ele, que \u00e9 Deus, faz-se o que n\u00f3s somos, para que tenhamos acesso ao que Ele \u00e9. A vida que brota do mist\u00e9rio da encarna\u00e7\u00e3o do Verbo de Deus, ajuda-nos a entender, de modo mais pleno, a nossa humanidade, bem como os valores que, quando promovidos e defendidos, contribuem para tornar este mundo mais solid\u00e1rio e mais fraterno. Esta quadra tem o cond\u00e3o de criar em todos um \u201cparentesco espiritual\u201d, congregando-nos numa \u00fanica e grande fam\u00edlia, participante do mesmo bem fundamental: o dom da vida que somos chamados a preservar desde o seu in\u00edcio at\u00e9 ao seu termo natural. Deus \u00e9 a fonte da vida. Ele vive desde sempre e para sempre (cf Ap 10,6; 15,7). \u201cN\u2019Ele vivemos, nos movemos e existimos\u201d (Act 17,28). Toda a vida \u00e9 uma participa\u00e7\u00e3o da vida divina. O dom divino da vida atinge a sua express\u00e3o m\u00e1xima em Jesus Cristo. Ele \u00e9 a vida (cf Jo 14,6). Comunicar a vida e fazer viver \u00e9 a raz\u00e3o de ser da sua miss\u00e3o: \u201cEu vim para que tenham vida e a tenham em abund\u00e2ncia\u201d (Jo 10,10). Ele, como Filho eterno de Deus, participa, desde a eternidade, na plenitude da vida: N\u2019Ele estava a vida e a vida era a luz dos homens (Jo 1,4). Vida que se torna presente na humanidade pelo seu nascimento, e atinge a sua plenitude na ressurrei\u00e7\u00e3o. Acolher, promover, defender, festejar a vida como o dom por excel\u00eancia de Deus \u00e9 a grande li\u00e7\u00e3o que podemos aprender em cada Natal e em cada nascimento de um novo ser humano. A mulher que transporta em si um filho n\u00e3o desejado merece muito mais do que a possibilidade de suprimir, legalmente, a nova vida em si gerada e que iniciou j\u00e1 o seu processo normal de desenvolvimento. Merece ser acolhida, compreendida e ajudada, pela sociedade e tamb\u00e9m pelo Estado, a superar, com todos os meios, as causas da rejei\u00e7\u00e3o daquele filho. O car\u00e1cter sagrado da vida e a dignidade da mulher contradizem a supress\u00e3o dessa nova vida como \u00fanica solu\u00e7\u00e3o. Esta op\u00e7\u00e3o \u00e9 sempre geradora de um novo drama, com marcas que o tempo n\u00e3o consegue apagar. A vida n\u00e3o se referenda, defende-se em todas as situa\u00e7\u00f5es; a vida n\u00e3o se plebiscita, promove-se hoje, como ontem. A vida n\u00e3o se interrompe pois quem o fizer jamais poder\u00e1 retomar o seu processo normal de desenvolvimento. Classificar como \u201cprogresso\u201d a destrui\u00e7\u00e3o legal da vida humana \u00e9, seguramente, sintoma de uma invers\u00e3o de valores. \u00c9 preocupante verificarmos que op\u00e7\u00f5es, antes rejeitadas pelo sentido moral comum, se v\u00e3o gradualmente tornando protegidas pela lei. Estamos diante de uma nova situa\u00e7\u00e3o cultural, um confronto civilizacional, em que se justificam os atentados contra a vida em nome dos direitos da liberdade individual. Com este pressuposto pretende-se a protec\u00e7\u00e3o legal da pr\u00e1tica do aborto com total liberdade, at\u00e9 \u00e0s dez semanas, e a participa\u00e7\u00e3o gratuita dos Servi\u00e7os de Sa\u00fade. Se bem que a quest\u00e3o da defesa da vida humana n\u00e3o se reduza a uma quest\u00e3o religiosa, na medida em que constitui um valor inviol\u00e1vel para todos os homens e mulheres, crentes ou n\u00e3o, quero exortar todos, de modo particular os cat\u00f3licos do Algarve a assumirem a primeira linha na rejei\u00e7\u00e3o desta proposta de supress\u00e3o da vida humana. A nossa op\u00e7\u00e3o e o nosso testemunho devem ser claros e inequ\u00edvocos: sempre e em todas as circunst\u00e2ncias somos chamados a defender e a promover a cultura da vida. Desejo a todos um SANTO E FELIZ NATAL e um NOVO ANO ao servi\u00e7o da Vida.  <i>D. Manuel Neto Quintas, Bispo do Algarve<\/i> <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mensagem de Natal do Bispo do Algarve<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[93,154,185,206,267,289],"class_list":["post-21834","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-aborto","tag-crianca","tag-diocese-do-algarve","tag-familia","tag-natal","tag-presepios"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21834","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21834"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21834\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21834"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21834"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21834"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}