{"id":21825,"date":"2010-12-24T07:16:37","date_gmt":"2010-12-24T07:16:37","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2010\/12\/24\/missas-de-natal\/"},"modified":"2010-12-24T07:16:37","modified_gmt":"2010-12-24T07:16:37","slug":"missas-de-natal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/missas-de-natal\/","title":{"rendered":"Missas de Natal"},"content":{"rendered":"<p>Celebra\u00e7\u00e3o lit\u00fargica contempla tr\u00eas eucaristias: a da noite, a da aurora e a do dia <!--more--> <\/p>\n<p>O Natal contempla, na sua celebra&ccedil;&atilde;o lit&uacute;rgica, tr&ecirc;s eucaristias: a da noite, a da aurora e a do dia. <\/p>\n<p>A missa foi introduzida nas celebra&ccedil;&otilde;es do Natal pelos cat&oacute;licos no ano 400, dado que at&eacute; ali a &uacute;nica celebra&ccedil;&atilde;o da Igreja era a P&aacute;scoa. Esta celebra&ccedil;&atilde;o ter&aacute; come&ccedil;ado na bas&iacute;lica erigida no monte Esquilino, dedicada a Nossa Senhora.<\/p>\n<p>A escolha do dia 25 prende-se com uma conven&ccedil;&atilde;o da Igreja, uma vez que n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel determinar a data precisa do nascimento de Cristo. O dia 25 era considerado pelos pag&atilde;os como o dia do Sol (pela proximidade com o solst&iacute;cio de Inverno) e para os cat&oacute;licos Deus &eacute; a luz do mundo, da&iacute; a associa&ccedil;&atilde;o a este dia.<\/p>\n<p>Celebrada &agrave; meia-noite, a missa do galo, <em>&laquo;in galli cantu&raquo;<\/em>, passou a ser a primeira da sequ&ecirc;ncia lit&uacute;rgica. Seguia-se-lhe a da <em>&laquo;aurora&raquo;<\/em> ou missa de alva (introduzida no s&eacute;culo VI) e a missa pr&oacute;pria do dia, que no s&eacute;culo IV fora a primitiva celebra&ccedil;&atilde;o da festa religiosa do Natal.<\/p>\n<p>A express&atilde;o &ldquo;Missa do Galo&rdquo; &eacute; espec&iacute;fica dos pa&iacute;ses latinos e deriva da lenda ancestral que aponta ter sido a &uacute;nica vez que um galo cantou. Uma outra lenda, de origem espanhola, conta que antes de baterem as 12 badaladas da meia noite de 24 de Dezembro, cada lavrador da prov&iacute;ncia de Toledo, em Espanha, matava um galo, em mem&oacute;ria daquele que cantou tr&ecirc;s vezes quando Pedro negou Jesus, por ocasi&atilde;o da sua morte.<\/p>\n<p>A ave era depois levada para a Igreja a fim de ser oferecida aos pobres, que viam assim, o seu Natal melhorado. Era costume em algumas aldeias espanholas e portuguesas, levar o galo para a Igreja para este cantar durante a missa, significando isto um pren&uacute;ncio de boas colheitas. <\/p>\n<p>Nos primeiros s&eacute;culos, as vig&iacute;lias festivas eram dias de jejum. Os fi&eacute;is reuniam-se na Igreja e passavam a noite a rezar e a cantar. A Igreja era toda iluminada com l&acirc;mpadas de azeite e com tochas. A iluminar a Palavra de Deus havia c&iacute;rios e tochas junto do altar, enquanto que as paredes eram revestidas de panos e tapetes. O templo era perfumado com alecrim, rosmaninho e murta. Em alguns locais mais frios, era costume deitar palha no ch&atilde;o para aquecer o ambiente. <\/p>\n<p>O jejum da vig&iacute;lia conduzia ao desprendimento e contempla&ccedil;&atilde;o do mist&eacute;rio religioso. Quando se aboliu o jejum, o povo continuou a chamar consoada &agrave; ceia de Natal, embora fosse mais abundante. Como era costume comer peixe, esta tradi&ccedil;&atilde;o continuou.<\/p>\n<p>O termo &ldquo;consoada&rdquo;, que significa pequena refei&ccedil;&atilde;o, surgiu no S&eacute;c. XVII, mas s&oacute; se divulgou quando a classe mais rica come&ccedil;ou a realizar uma pequena refei&ccedil;&atilde;o ap&oacute;s a missa da vig&iacute;lia do Natal. Nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas do s&eacute;c. XIX e primeiras do s&eacute;c. XX, a pobreza no meio rural era muito grande, e para boa parte da popula&ccedil;&atilde;o era uma noite igual &agrave;s outras. <\/p>\n<p>A vig&iacute;lia de Natal come&ccedil;ava com uma ora&ccedil;&atilde;o, com a leitura de Palavra de Deus, prega&ccedil;&atilde;o e com um canto. Ap&oacute;s a missa seguia-se a representa&ccedil;&atilde;o de um auto de Natal, dentro da Igreja. Antes do sol nascer, rezava-se a missa do galo ou da aurora. A meio da manh&atilde; do dia 25, celebrava-se a missa da festa. Ao entrar na Igreja, a grande curiosidade era o pres&eacute;pio.<\/p>\n<p>A missa de Natal come&ccedil;ava com um c&acirc;ntico natal&iacute;cio. No momento do <em>&ldquo;Gloria in excelsis Deo&rdquo;<\/em>, as campainhas tocavam para assinalar o nascimento do Redentor. No fim da missa, todos iam beijar o menino. Nalgumas Igrejas, o pres&eacute;pio estava tapado at&eacute; &agrave; altura do c&acirc;ntico.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Celebra\u00e7\u00e3o lit\u00fargica contempla tr\u00eas eucaristias: a da noite, a da aurora e a do dia<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[267],"class_list":["post-21825","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-vaticano","tag-natal"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21825","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21825"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21825\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21825"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21825"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21825"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}