{"id":21794,"date":"2006-12-20T13:00:00","date_gmt":"2006-12-20T13:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/12\/20\/a-arvore-mais-famosa-do-mundo\/"},"modified":"2006-12-20T13:00:00","modified_gmt":"2006-12-20T13:00:00","slug":"a-arvore-mais-famosa-do-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-arvore-mais-famosa-do-mundo\/","title":{"rendered":"A \u00c1rvore mais famosa do mundo"},"content":{"rendered":"<p>A \u00c1rvore de Natal, conhecida em algumas regi\u00f5es da Europa como \u201c\u00c1rvore de Cristo\u201d, \u00e9 presen\u00e7a constante em todas as casas na quadra natal\u00edcia. No princ\u00edpio do m\u00eas de Dezembro v\u00e1rias fam\u00edlias decoram a \u00e1rvore e em muitos locais do pa\u00eds \u00e9 poss\u00edvel admirar a beleza e magnitude de muitas. A \u00c1rvore de Natal \u00e9 um s\u00edmbolo de agradecimento pela vinda de Jesus Cristo. Mas esta tradi\u00e7\u00e3o n\u00e3o nasceu com o Natal, tendo ra\u00edzes mais long\u00ednquas.   Os romanos enfeitavam \u00e1rvores em honra de Saturno, o deus da agricultura, numa \u00e9poca equivalente ao Advento, onde hoje se prepara a \u00c1rvore de natal. Os eg\u00edpcios levavam galhos verdes de palmeiras para dentro das casa no dia mais curto do ano (que \u00e9 em Dezembro), como s\u00edmbolo de triunfo da vida sobre a morte. Nas culturas celtas, os druidas, uma comunidade de s\u00e1bios, tinham o costume de decorar velhos carvalhos com ma\u00e7as douradas para festividades tamb\u00e9m celebradas na mesma \u00e9poca do ano.  Segundo a tradi\u00e7\u00e3o, S. Bonif\u00e1cio, no s\u00e9culo VII, nas suas prega\u00e7\u00f5es na Tur\u00edngia (uma regi\u00e3o da Alemanha) usava o perfil triangular dos abetos com s\u00edmbolo da Sant\u00edssima Trindade (Pai, Filho e Esp\u00edrito Santo). Assim, o carvalho, at\u00e9 ent\u00e3o considerado como s\u00edmbolo divino, foi substitu\u00eddo pelo triangular abeto. Era costume na Europa Central, no s\u00e9culo XII, penduravam-se \u00e1rvores com o cume para baixo em resultado da mesma simbologia triangular da Sant\u00edssima Trindade.   No S\u00e9culo XVI, em 1510, na Europa Central surgiu a primeira refer\u00eancia a \u201c\u00c1rvore de natal\u201d, come\u00e7ando a partir desta data a vulgarizar-se. A autoria \u00e9 atribu\u00edda a Lutero (1483-1546), autor da reforma protestante, que durante um passeio pela floresta numa noite de Inverno de c\u00e9u limpo e estrelas brilhantes, trouxe essa imagem \u00e0 fam\u00edlia sob a forma de \u00c1rvore de natal, com uma estrela brilhante no topo e decorada com velas, isto porque para ele o c\u00e9u devia ter estado assim na noite do nascimento de Cristo.   O costume come\u00e7ou a enraizar-se e na Alemanha, onde tanto fam\u00edlias ricas como pobres decoravam as suas \u00e1rvores com frutos, doces e flores de papel. As flores vermelhas representavam o conhecimento e as brancas representavam a inoc\u00eancia.   No in\u00edcio do s\u00e9culo XVII, a Gr\u00e3-Bretanha importou da Alemanha a tradi\u00e7\u00e3o da \u00c1rvore de natal pelas m\u00e3os dos monarcas de Hannover. Contudo a tradi\u00e7\u00e3o s\u00f3 se consolidou nas Ilhas Brit\u00e2nicas ap\u00f3s a publica\u00e7\u00e3o pela \u201cIllustrated London News\u201d, de uma imagem da Rainha Vit\u00f3ria e Alberto com os seus filhos, junto \u00e0 \u00c1rvore de natal no castelo de Windsor, estava-se no natal de 1846. Esta tradi\u00e7\u00e3o espalhou-se por toda a Europa e chegou aos EUA aquando da guerra da independ\u00eancia pelas m\u00e3os dos soldados alem\u00e3es. A tradi\u00e7\u00e3o n\u00e3o se consolidou uniformemente dada a diverg\u00eancia de povos e culturas. Contudo, em 1856, a Casa Branca foi enfeitada com uma \u00e1rvore de natal e a tradi\u00e7\u00e3o mant\u00e9m-se desde 1923.  Em Portugal, a tradi\u00e7\u00e3o da \u00e1rvore de Natal foi surgindo a pouco e pouco ao lado dos j\u00e1 tradicionais pres\u00e9pios. At\u00e9 aos anos 50, a \u00c1rvore de Natal era pouco vulgar nas cidades e nos campos era pura e simplesmente ignorada, mas, hoje em dia, a \u00c1rvore de Natal j\u00e1 faz parte da tradi\u00e7\u00e3o natal\u00edcia portuguesa, sendo que n\u00e3o faltam as bolas e fitas coloridas, assim como uma estrela no topo, simbolizando a estrela de Bel\u00e9m que indica o caminho.  Actualmente existe o fen\u00f3meno da &#8220;homogeneiza\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica do Natal\u201d, explica Alfredo Teixeira, professor da UCP. A \u00e1rvore de Natal h\u00e1 20 ou 30 anos era um s\u00edmbolo raro come\u00e7ando a existir em espa\u00e7os urbanos. Alfredo Teixeira aponta para uma homogeneiza\u00e7\u00e3o do Natal \u201cdevido \u00e0s imagens divulgadas pela comunica\u00e7\u00e3o social\u201d.  Tamb\u00e9m a Pra\u00e7a de S\u00e3o Pedro, no Vaticano, \u00e9 enfeitada com uma \u00c1rvore de Natal, em tamanho gigante, uma tradi\u00e7\u00e3o iniciada h\u00e1 mais de 20 anos por Jo\u00e3o Paulo II e prosseguida por Bento XVI. O actual Papa explicou, no ano passado, que \u201ccom a sua presen\u00e7a luminosa, Cristo dissipou as trevas do erro e do pecado, trazendo \u00e0 humanidade a alegria da fulgurante luz divina, da qual a \u00e1rvore de Natal \u00e9 um sinal e uma recorda\u00e7\u00e3o\u201d.   <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A \u00c1rvore de Natal, conhecida em algumas regi\u00f5es da Europa como \u201c\u00c1rvore de Cristo\u201d, \u00e9 presen\u00e7a constante em todas as casas na quadra natal\u00edcia. 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