{"id":21746,"date":"2006-12-18T16:34:02","date_gmt":"2006-12-18T16:34:02","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/12\/18\/acores-revivem-tradicoes-natalicias\/"},"modified":"2006-12-18T16:34:02","modified_gmt":"2006-12-18T16:34:02","slug":"acores-revivem-tradicoes-natalicias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/acores-revivem-tradicoes-natalicias\/","title":{"rendered":"A\u00e7ores revivem tradi\u00e7\u00f5es natal\u00edcias"},"content":{"rendered":"<p>O Natal \u00e9 ainda tempo de tradi\u00e7\u00f5es. Mais ou menos dilu\u00eddas no tempo, as mem\u00f3rias n\u00e3o apagam as actividades pr\u00f3prias desta altura natal\u00edcia.  Os A\u00e7ores mant\u00e9m muito das suas tradi\u00e7\u00f5es antigas, sendo que a grande maioria das fam\u00edlias assina esta data armando o pres\u00e9pio num lugar destacado da casa. \u201cE \u00e9 neste lugar que a fam\u00edlia se re\u00fane num conv\u00edvio muito intenso que caracteriza as ilhas, mas que faz com que exista um conv\u00edvio familiar\u201d, assinala \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA Jo\u00e3o Bosco Mota Amaral.  Conv\u00edvio que se repete pelas casas dos diversos membros da fam\u00edlia e \u201cque se estende muitas vezes at\u00e9 ao dia 2 de Fevereiro, altura da apresenta\u00e7\u00e3o do menino Jesus no templo\u201d, explica Mota Amaral. Esta \u00e9 uma das tradi\u00e7\u00f5es que se mant\u00e9m, por exemplo, na Ribeira Grande.  Mais do que a ceia de Natal, \u201c\u00e9 a consoada de Natal\u201d. Os preparativos e ambiente familiar continuam a ditar a tradi\u00e7\u00e3o. A execu\u00e7\u00e3o dos licores privativas de cada fam\u00edlia, com receitas antigas que foram passando entre gera\u00e7\u00f5es. \u201cEntre os conv\u00edvios de natal todos querem mostrar as suas habilidades gastron\u00f3micas. Os licores de anis, de maracuj\u00e1, de leite, tendo como nome gen\u00e9rico todos os licores \u00abmijinha do menino Jesus\u00bb\u201d, assinala o ex presidente da Assembleia da Rep\u00fablica.  Nas mesas alguns pratos gastron\u00f3micos marcam tamb\u00e9m a tradi\u00e7\u00e3o, \u201capesar do gosto ser privativo de cada fam\u00edlia\u201d, assinala Mota Amaral. Doces conventuais, os queijinhos de am\u00eandoa, o toucinho do c\u00e9u, o bolo de natal, o arroz doce e a massa cevada est\u00e3o sempre presentes em todas as festas dos A\u00e7ores, sendo que algumas novidades s\u00e3o trazidas do Canad\u00e1 ou dos Estados Unidos, \u201cdas nossas comunidades\u201d, refere.   As par\u00f3quias organizam as suas festividades, proporcionando em fam\u00edlia um conv\u00edvio maior, tanto na noite de Natal como tamb\u00e9m no fim do ano, em ac\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as. \u201cEm alguns locais h\u00e1 ainda a tradi\u00e7\u00e3o de alguns grupos percorrem as freguesias a cantarem c\u00e2nticos de Natal\u201d, sublinha Mota Amaral.  Os pres\u00e9pios e a sua constru\u00e7\u00e3o continua a ser das tradi\u00e7\u00f5es mais vivas. \u201cProcurar as pedras vermelhas nas zonas vulc\u00e2nicas, o musgo, tudo isso encantava a vida comunit\u00e1ria e das fam\u00edlias, para os preparativos do Natal\u201d, acentua Mota Amaral. A Missa do Galo marca a v\u00e9spera de Natal, \u201conde \u00e0 meia noite se re\u00fane muita gente\u201d. Em alguns locais, existem os pres\u00e9pios vivos, com uma crian\u00e7a que nessa noite \u00e9 baptizada, \u201ccomo forma de presen\u00e7a viva do menino Jesus\u201d, finaliza. De cria\u00e7\u00e3o franciscana, os pres\u00e9pios continuam a ser o grande centro de interesse. Algumas mem\u00f3rias recordam que na d\u00e9cada de 40 do s\u00e9culo XX, come\u00e7ou a aparecer a representa\u00e7\u00e3o de pres\u00e9pios monumentais em Angra do Hero\u00edsmo.  Em muitas casas a\u00e7orianas, se p\u00f5em ramos de faia contra as paredes ou ramos de laranjeira com frutos, que nessa \u00e9poca s\u00e3o amarelos. Veste-se o Menino com uma saia rodada e um corpete de seda branca bordada a lantejoulas, sobre uma c\u00f3moda ou numa mesa encostada \u00e0 parede, envolto num pano de cor viva. Pela casa se espalham velas, jarras com flores e bonecos de barro de fabrico popular. Podiam mesmo ver-se bilhetes postais ilustrados da Am\u00e9rica, se o dono da casa tivesse l\u00e1 estado ou tivesse parente que lho enviasse.  Outro costume era o prato de triguinho do Menino Jesus, deitado de molho no dia 13 de Dezembro, no dia 25 j\u00e1 estaria a germinar com folhas de alguns cent\u00edmetros. As casas permaneciam enfeitadas at\u00e9 ao dia 6 de Janeiro.  Antigamente, nos A\u00e7ores, a festa do Natal era considerada como a festa da Fam\u00edlia e da Saudade. Come\u00e7ando na noite do dia 24 de Dezembro, com a missa do Galo, terminava 12 dias depois, no dia em que se evocam os Reis Magos. As fam\u00edlias visitavam-se umas \u00e0s outras na noite de Natal, dirigindo-se juntas depois \u00e0 Missa do Galo. Celebrada a eucaristia, beijavam o Menino e todos juntos ceavam, o t\u00edpico caldo de couves, peixe e p\u00e3o com queijo. A verdadeira festa era reservada ao dia 25 com ementa de caldo de galinha com arroz e feij\u00e3o, galinha cozida, p\u00e3o de trigo, figo e nozes, tudo regado com vinho.  <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Natal \u00e9 ainda tempo de tradi\u00e7\u00f5es. 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