{"id":217371,"date":"2021-09-22T09:54:34","date_gmt":"2021-09-22T08:54:34","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=217371"},"modified":"2021-09-22T09:55:05","modified_gmt":"2021-09-22T08:55:05","slug":"saber-aprender-a-caminhar-como-igreja-sinodal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/saber-aprender-a-caminhar-como-igreja-sinodal\/","title":{"rendered":"SABER APRENDER -A caminhar como Igreja sinodal"},"content":{"rendered":"<p><em>Miguel Oliveira Pan\u00e3o (<a href=\"http:\/\/www.miguelpanao.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Professor<\/a>\u00a0Universit\u00e1rio),\u00a0<a href=\"https:\/\/cienciafe.miguelpanao.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Blog<\/a>\u00a0&amp;\u00a0<a href=\"https:\/\/cienciafe.miguelpanao.com\/livros\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Autor<\/a><\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Uma Igreja Sinodal \u00e9 a que procura um \u201ccaminhar juntos\u201d para ser testemunho da comunh\u00e3o que vive e anunciar a raz\u00e3o de ser assim aos outros. Mas uma recente <a href=\"https:\/\/setemargens.com\/inquerito-7m-sobre-o-sinodo-entre-as-baixas-expectativas-e-a-oportunidade-de-uma-igreja-aberta\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">sondagem<\/a>; a diversas associa\u00e7\u00f5es cat\u00f3licas e movimentos organizada pelo 7Margens mostrou pouca ades\u00e3o a pensar sobre a Igreja sinodal. Que sinal ler dessa reac\u00e7\u00e3o? Pouco interesse em falar do assunto ou estaremos cansados de question\u00e1rios? \u00c9 verdade que esse aconteceu antes das f\u00e9rias e o momento poderia n\u00e3o ser o mais oportuno, mas se n\u00e3o \u201cespica\u00e7armos\u201d os cora\u00e7\u00f5es, as mentes e as vozes, o testemunho morre no nosso sil\u00eancio. Ser\u00e1 que aconteceria o mesmo se o inqu\u00e9rito fosse feito no Facebook?<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/sinodo-2021-2023.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-217372 size-medium\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/sinodo-2021-2023-390x260.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/sinodo-2021-2023-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/sinodo-2021-2023-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/sinodo-2021-2023-480x320.jpg 480w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/sinodo-2021-2023.jpg 900w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/><\/a>Desde os anos 1980 que o acesso a uma rede por telefone levou muitas pessoas a estarem cerca de duas horas por dia, sete dias da semana, ligadas \u00e0 WELL \u2014 <em>Whole Earth \u2018Lectronic Link<\/em>. Howard Rheingold no seu livro <em>\u201dVirtual Communities\u201d<\/em> refere-se \u00e0 sua experi\u00eancia na WELL como uma \u2014 <em>\u00abaut\u00eantica comunidade (\u2026) porque desde o in\u00edcio que estava fundada no meu mundo f\u00edsico quotidiano.\u00bb<\/em> As comunidades virtuais s\u00e3o agregados sociais que surgem da Internet quando um n\u00famero suficiente de pessoas entra em di\u00e1logo entre si por tempo suficiente, e com emotividade tal que acabam por formar redes de relacionamentos pessoais no <em>ciberespa\u00e7o<\/em>. Ali\u00e1s, este termo \u2014 <em>ciberespa\u00e7o<\/em> \u2014 foi introduzido pelo escritor William Gibson num livro de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica \u2014 <em>Neuromancer<\/em> \u2014 e que comp\u00f5e o espa\u00e7o conceptual onde as palavras, os relacionamentos humanos, os dados, e tudo o que move, e faz mover, quem nele se embrenha, manifesta a potencialidade relacional da comunica\u00e7\u00e3o mediada pelos computadores.<\/p>\n<p>Nas diversas comunidades virtuais desde a WELL ao Facebook vive-se uma <em>comunh\u00e3o no ciberespa\u00e7o<\/em>, mostrando que essa possibilidade pode levar a que pessoas de diferentes parte do mundo possam fazer uma experi\u00eancia relacional baseada em <em>interesses comuns.<\/em> Mas um interesse comum n\u00e3o tem a profundidade de uma viv\u00eancia comum. Por isso, quando li a not\u00edcia no 7Margens a sublinhar a pouca ades\u00e3o \u00e0 resposta a tr\u00eas quest\u00f5es sobre este modo de ser da Igreja, o modo sinodal, pensei na diferen\u00e7a que encontrei ao ler sobre a experi\u00eancias destas comunidades virtuais. Ser\u00e1 que a sinodalidade n\u00e3o \u00e9 do interesse comum dos movimentos e associa\u00e7\u00f5es cat\u00f3licas por n\u00e3o ser ainda a viv\u00eancia comum que deveria e, por isso, ningu\u00e9m tem paci\u00eancia para responder a tr\u00eas quest\u00f5es?<\/p>\n<p>De acordo com o <a href=\"https:\/\/www.conferenciaepiscopal.pt\/v1\/wp-content\/uploads\/Sinodo_2021-2023_DocumentoPreparatorio.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Documento de Trabalho<\/a> publicado pela Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa no in\u00edcio de Setembro, a pr\u00e1tica da sinodalidade faz parte do proceder da Igreja desde o primeiro mil\u00e9nio. E os eixos fundamentais da Igreja sinodal s\u00e3o a comunh\u00e3o, a participa\u00e7\u00e3o e a miss\u00e3o. \u00c9 um \u201ccaminhar juntos\u201d que espelhava o sentimento que passava para fora em rela\u00e7\u00e3o aos Crist\u00e3os e que levou Tertuliano a escrever\u2014 <em>\u00abvede como eles se amam!\u00bb<\/em> De facto, a experi\u00eancia viva do amor entre n\u00f3s \u00e9 a encarna\u00e7\u00e3o do Evangelho quando diz que \u2014 <em>\u00abOnde dois ou mais estiverem reunidos [se amarem, diria] em meu nome, Eu estarei no meio deles.\u00bb<\/em> (Mt 18, 20). Esta presen\u00e7a de Jesus entre n\u00f3s quando amamos \u00e9, para mim, uma experi\u00eancia real que potencia qualquer sinodalidade. Mas \u00e9 essa a realidade que vivemos? Ou ser\u00e1 que, com toda a simplicidade, nunca pens\u00e1mos muito nisso por estarmos t\u00e3o atarefados com outras coisas? Talvez estas quest\u00f5es n\u00e3o sejam apenas para os movimentos e associa\u00e7\u00f5es cat\u00f3licas, mas para todos n\u00f3s. Por isso, decidi responder o que vai no cora\u00e7\u00e3o no momento em que escrevo esta rubrica.<\/p>\n<h4>1. Que expectativas lhe suscita este desafio sinodal no que respeita \u00e0 Igreja Cat\u00f3lica em Portugal?<\/h4>\n<p>Por vezes questiono se temos consci\u00eancia da potencialidade de nos amarmos mais e melhor. Na minha experi\u00eancia crist\u00e3 vi alguma competi\u00e7\u00e3o entre movimentos, associa\u00e7\u00f5es e par\u00f3quias para ver qual \u00e9 o melhor. Se est\u00e1s no meu movimento quero-te bem, se escolhes ir para outro, sinto-me tra\u00eddo porque o meu movimento \u00e9 o melhor. Parece infantil, e \u00e9, mas vivi algumas situa\u00e7\u00f5es na pele com estes tra\u00e7os. O desafio sinodal est\u00e1 em reconhecer o carisma da associa\u00e7\u00e3o do outro com o mesmo valor que dou ao carisma da minha associa\u00e7\u00e3o. \u00c9 dif\u00edcil caminharmos juntos se andamos demasiados atentos a quem faz melhor seja o que for.<\/p>\n<p>Por outro lado, a dificuldade em \u201ccaminhar juntos\u201d pode ter a ver com a diferen\u00e7as entre os ritmos vividos por cada experi\u00eancia crist\u00e3, ou at\u00e9 entre os que partilham a mesma experi\u00eancia. Por exemplo, numa sinfonia n\u00e3o h\u00e1 quem v\u00e1 atr\u00e1s ou \u00e0 frente porque todos tocamos em simult\u00e2neo. H\u00e1 harmonia se soubermos acolher e respeitar o ritmo de cada um. E nem sempre as disson\u00e2ncias ficam mal numa m\u00fasica, mas se formos conduzidos pelo Maestro, e todos colocarmos o olhar n\u2019Ele, deixaremos que seja Ele a conduzir o ritmo de cada um. Conhecer os ritmos provenientes da diversidade criativa do Esp\u00edrito Santo \u00e9 uma expectativa que tenho para este desafio sinodal.<\/p>\n<h4>2. Para que a Igreja Cat\u00f3lica em Portugal acolha este desafio como uma oportunidade de renova\u00e7\u00e3o (pessoal, comunit\u00e1ria e de modos de funcionar) norteada pela Boa Nova de Jesus, que devem fazer os leigos? E que recomenda\u00e7\u00f5es faria aos bispos portugueses?<\/h4>\n<p>Quando cantamos \u201cpovo sacerdotal, Igreja Santa de Deus\u201d estamos a falar de quem? Todos. Sabemos. Mas se os leigos estiverem \u00e0 espera que seja o sacerdote ou bispo a decidir tudo, n\u00e3o me parece que esse seja um caminho sinodal. Pela minha experi\u00eancia pessoal, os leigos devem abrir as m\u00e3os e oferecer a sua disponibilidade, ideias, e trabalho para que tudo o que diz respeito \u00e0 Igreja sinodal espelhe para um mundo uma experi\u00eancia de amor. Mas seria preciso acolher a vontade dos leigos em servir.<\/p>\n<p>A recomenda\u00e7\u00e3o que faria aos bispos seria a de terem paci\u00eancia com a vontade dos leigos de renovar diversos campos de ac\u00e7\u00e3o e miss\u00e3o, sem refrear o entusiasmo, e como fruto de um discernimento colectivo terem a coragem de experimentar coisas novas. N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil porque o mundo vive uma grande acelera\u00e7\u00e3o e o risco de estarmos sempre a experimentar coisas novas \u00e9 o da desorienta\u00e7\u00e3o e alguma insensibilidade \u00e0 Voz do Esp\u00edrito Santo. Por isso, tamb\u00e9m os leigos deveriam ser pacientes com os bispos e perseverantes na ora\u00e7\u00e3o por eles.<\/p>\n<p>Numa Igreja sinodal n\u00e3o existem leigos com ideias salvadoras de tudo e mais alguma coisas, mas cada ideia \u00e9 uma responsabilidade. Por isso, quando partilhada, ser\u00e1 a comunidade que pode levar para a frente as ideias que Deus suscita no cora\u00e7\u00e3o de alguns e que testemunham uma vida espiritual cada vez mais profunda.<\/p>\n<h4>3. Que caracter\u00edsticas e \u00e2mbito entende dever ter a escuta que as igrejas diocesanas s\u00e3o chamadas a realizar, at\u00e9 \u00e0 primavera de 2022?<\/h4>\n<p>Abertura. Acolhimento. Discernimento. Humildade. Desapego. Pois, uma mente aberta n\u00e3o nega o valor da surpresa e daquilo que \u00e9 diferente do habitual.<\/p>\n<p>Um acolhimento abra\u00e7a a voz de cada crist\u00e3o como parte inextric\u00e1vel da Igreja sinodal que pode conter uma inspira\u00e7\u00e3o de Deus. Mas se n\u00e3o criarmos os espa\u00e7os para acolher essa inspira\u00e7\u00e3o, n\u00e3o a podemos conhecer.<\/p>\n<p>Discernimento porque nem todas as ideias s\u00e3o inspira\u00e7\u00f5es. Por isso, h\u00e1 que ter a humildade de reconhecer que podemos ser chamados a perder a nossa ideia (como todas estas que aqui partilhei), e viver no desapego. Isto \u00e9, uma ideia dada no desapego deixa de ser nossa.<\/p>\n<p>Os temas que tocam a Igreja sinodal para que se renove ao modo que Deus quiser s\u00e3o muitos e, nesse sentido, temo que at\u00e9 \u00e0 Primavera de 2022, se n\u00e3o abrirmos estas e outras quest\u00f5es a todas as pessoas, percamos uma oportunidade de escutar aquela ou aquele que Deus inspira de modo particular.<\/p>\n<hr \/>\n<p>As respostas que aqui partilhei um pouco a quente s\u00e3o por vezes vagas, e outras vezes concretas. Reconhe\u00e7o que o exerc\u00edcio de participar nesta reflex\u00e3o exige tempo, paci\u00eancia, leitura, comunh\u00e3o entre as pessoas e nem sempre esses espa\u00e7os abundam diante dos afazeres do quotidiano, mas tenho esperan\u00e7a.<\/p>\n<p>Esperan\u00e7a que destes momentos de paragem para examinar o caminho que fazemos juntos, n\u00e3o s\u00f3 se d\u00eaem in\u00edcio a processos de renova\u00e7\u00e3o espiritual, com tamb\u00e9m os levem a bom termo.<\/p>\n<p>Esperan\u00e7a de que s\u00f3 o amor rec\u00edproco que torna vis\u00edvel a todos a presen\u00e7a de Jesus seja a b\u00fassola para sabermos aprender a caminhar como Igreja sinodal.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Para acompanhar o que escrevo pode subscrever a Newsletter <em>Escritos<\/em> em <a href=\"https:\/\/tinyletter.com\/miguelopanao\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/tinyletter.com\/miguelopanao<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Miguel Oliveira Pan\u00e3o 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