{"id":217272,"date":"2021-09-20T15:27:16","date_gmt":"2021-09-20T14:27:16","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=217272"},"modified":"2021-09-22T10:04:52","modified_gmt":"2021-09-22T09:04:52","slug":"refugiados-pessoas-como-nos-com-sonhos-como-nos-a-espera-do-que-a-europa-pode-fazer-comunidade-de-santo-egidio-c-video","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/refugiados-pessoas-como-nos-com-sonhos-como-nos-a-espera-do-que-a-europa-pode-fazer-comunidade-de-santo-egidio-c-video\/","title":{"rendered":"Refugiados: \u00abPessoas como n\u00f3s, com sonhos como n\u00f3s\u00bb, \u00e0 espera \u00abdo que a Europa pode fazer\u00bb &#8211; Comunidade de Santo Eg\u00eddio (c\/v\u00eddeo)"},"content":{"rendered":"<p><em>Rita Gomes e Ana Filipa Ribeiro estiveram no campo de Moria, na Gr\u00e9cia, onde perceberam a vida estagnada de homens, mulheres e crian\u00e7as \u00e0 procura de paz<\/em><\/p>\n<p><!--more--><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/SantEgidio.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-217274 size-full\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/SantEgidio.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"768\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/SantEgidio.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/SantEgidio-347x260.jpg 347w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/SantEgidio-768x576.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/SantEgidio-510x382.jpg 510w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/SantEgidio-980x735.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/SantEgidio-480x360.jpg 480w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Lisboa, 20 set 2021 (Ecclesia) \u2013 Rita Gomes, respons\u00e1vel em Portugal pela Comunidade de Santo Eg\u00eddio disse que o acolhimento de refugiados \u201c\u00e9 poss\u00edvel\u201d e que importa mostrar esta realidade \u201c\u00e0s entidades pol\u00edticas\u201d.<\/p>\n<p>\u201cA comunidade de Sant\u2019Eg\u00eddio tem corredores humanit\u00e1rios entre a Turquia e a Eti\u00f3pia, onde trazemos pessoas desses campos de refugiados, diretamente para um pa\u00eds, j\u00e1 com o visto, sem terem de passar por uma travessia demon\u00edaca\u201d, conta \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA.<\/p>\n<p>A respons\u00e1vel esteve em agosto no campo de refugiados de Moria, na ilha de Lesbos, na Gr\u00e9cia, onde lamentou ter reencontrado pessoas que conheceu h\u00e1 dois anos.<\/p>\n<p>\u201cConheci pessoas que estavam l\u00e1 h\u00e1 dois anos e sentiam, por isso, que a esperan\u00e7a estava a desvanecer-se. Acham que v\u00e3o ficar ali de forma indeterminada. N\u00e3o encontram mudan\u00e7a na sua vida\u201d, lamenta, enfatizando que as pessoas aguardam \u201co que a Europa pode fazer\u201d.<\/p>\n<blockquote><p>H\u00e1 dezenas de conflitos ativos e nesses locais vivem pessoas como n\u00f3s, com sonhos como n\u00f3s, pessoas que t\u00eam no m\u00ednimo a esperan\u00e7a que os filhos tenham uma vida rica e isso pode n\u00e3o acontecer por causa das guerras. Crian\u00e7as de seis ou oito anos s\u00f3 viram guerra. Chegam \u00e0 Europa, que \u00e9 paz, e n\u00e3o encontram isso. S\u00e3o pessoas presas, num local sem sonhos e esperan\u00e7a\u201d.<\/p><\/blockquote>\n<p>Sete mulheres portuguesas estiveram dez dias em agosto, no campo de refugiados em Moria, respondendo a um desafio que a Comunidade de Santo Eg\u00eddio faz a todos os volunt\u00e1rios em tempo de ver\u00e3o: quando as atividades nos pa\u00edses de origem dos volunt\u00e1rios entram em pausa, estes s\u00e3o convidados a partir para, em pa\u00edses ou locais de miss\u00e3o, poderem ser uma ajuda em projetos e \u00e0s popula\u00e7\u00f5es locais.<\/p>\n<p>\u201cO que os volunt\u00e1rios fazem \u00e9 deslocar-se a esses locais para uma experi\u00eancia de miss\u00e3o, de contacto e conhecimento de hist\u00f3rias de vida que de outra maneira n\u00e3o se poderiam ter. A pandemia fez-nos fechar muito e \u00e9 importante abrir os nossos cora\u00e7\u00f5es. H\u00e1 muita gente a precisar de n\u00f3s\u201d, lembra a respons\u00e1vel.<\/p>\n<p>Ana Filipa Ribeiro, que em Portugal est\u00e1 ligada \u00e0s Escolas da Paz, que procuram junto de crian\u00e7as diferenciadas provocar mudan\u00e7as atrav\u00e9s do crescimento conjunto, foi uma das volunt\u00e1rias em Moria, e destaca o ritmo intenso em 10 dias no campo.<\/p>\n<p>\u201cTivemos sempre com atividades. Fizemos Escolas da Paz com crian\u00e7as, demos aulas de ingl\u00eas e italiano, servimos refei\u00e7\u00f5es para que as pessoas possam estar em fam\u00edlia, \u00e0 volta de uma mesa e poder usufruir da refei\u00e7\u00e3o\u201d, recorda em entrevista ao programa ECCLESIA, emitida hoje na RTP2.<\/p>\n<figure id=\"attachment_217275\" aria-describedby=\"caption-attachment-217275\" style=\"width: 345px\" class=\"wp-caption alignright\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-217275 size-medium\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Voluntarios-em-Lesbos-em-2019-345x260.jpg\" alt=\"\" width=\"345\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Voluntarios-em-Lesbos-em-2019-345x260.jpg 345w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Voluntarios-em-Lesbos-em-2019-768x579.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Voluntarios-em-Lesbos-em-2019-480x362.jpg 480w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Voluntarios-em-Lesbos-em-2019.jpg 960w\" sizes=\"(max-width: 345px) 100vw, 345px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-217275\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Rita Gomes<\/figcaption><\/figure>\n<p>A Comunidade de Santo Eg\u00eddio diferencia-se das restantes ONG no terreno que procuram providenciar \u201ccomida, sa\u00fade, \u00e1gua, tendas. T\u00eam um trabalho muito espec\u00edfico e muito importante\u201d; a Comunidade procura \u201cdar algo mais\u201d.<\/p>\n<p>\u201cAtrav\u00e9s da amizade queremos mostrar que \u00e9 poss\u00edvel, que o amor existe, que a paz \u00e9 poss\u00edvel. Um simples jantar sentado \u00e0 mesa, com pessoas diferentes, torna-se um jantar de amigos\u201d, indica a respons\u00e1vel.<\/p>\n<p>Rita Gomes diz que as condi\u00e7\u00f5es do campo de refugiados de Moria, em compara\u00e7\u00e3o com o que ardeu h\u00e1 um ano, s\u00e3o melhores, uma vez que o atual j\u00e1 n\u00e3o se encontra sobrelotado \u2013 o anterior destinado a acolher duas mil pessoas, acolhia 20 mil \u2013 e as fam\u00edlias est\u00e3o divididas por tendas, mas indica que o sentimento de \u201cpris\u00e3o\u201d continua.<\/p>\n<blockquote><p>O campo d\u00e1 a sensa\u00e7\u00e3o de calma, mas \u00e9 uma calma aparente. H\u00e1 poeira por todo o lado. As condi\u00e7\u00f5es s\u00e3o um pouco melhores, mas as pessoas est\u00e3o l\u00e1 presas, n\u00e3o \u00e9 um campo de liberdade, elas n\u00e3o chegam e t\u00eam uma vida digna. Damos por garantido nas nossas casas termos uma cozinha, uma casa de banho, um quarto. E estas fam\u00edlias tomam banho a c\u00e9u aberto, n\u00e3o t\u00eam local para fazer uma refei\u00e7\u00e3o. As pessoas est\u00e3o l\u00e1 e est\u00e3o presas. O campo n\u00e3o tem entrada ou sa\u00edda facilitada\u201d.<\/p><\/blockquote>\n<p>Do outro lado do mar avista-se a Turquia, \u201cparece simples alcan\u00e7ar o sonho\u201d, conta Rita Gomes, mas o destino, \u201cdepois de um caminho demon\u00edaco, feito em barco por pessoas que n\u00e3o sabem nadar\u201d, \u00e9 uma \u201cEuropa fechada, que n\u00e3o est\u00e1 pronta para os acolher e os mant\u00e9m presos durante dois anos numa ilha\u201d.<\/p>\n<p>A Comunidade de Santo Eg\u00eddio organiza a 7 de outubro um \u201cencontro ecum\u00e9nico entre todas as religi\u00f5es para rezar pela paz\u201d.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 uma oportunidade para mostrar que todas as religi\u00f5es, sejam mu\u00e7ulmanas, judaicas, budistas, todas elas t\u00eam orienta\u00e7\u00f5es diferentes mas em comum t\u00eam o amor a Deus. N\u00e3o estamos para julgar, para mudar as pessoas. Queremos ajudar para aliviar a sua situa\u00e7\u00e3o, mas o nosso objetivo \u00e9 que consigam seguir os seus sonhos\u201d, destaca.<\/p>\n<p><em>LS<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe  id=\"_ytid_66731\"  width=\"480\" height=\"270\"  data-origwidth=\"480\" data-origheight=\"270\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/UkXYfW3qQ5Y?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=pt&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=0&#038;fs=1&#038;playsinline=1&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" 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