{"id":217228,"date":"2021-09-22T09:00:37","date_gmt":"2021-09-22T08:00:37","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=217228"},"modified":"2021-09-20T11:01:28","modified_gmt":"2021-09-20T10:01:28","slug":"lusofonias-eslovaquia-nao-chorar-as-cebolas-do-egipto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/lusofonias-eslovaquia-nao-chorar-as-cebolas-do-egipto\/","title":{"rendered":"LUSOFONIAS &#8211; Eslov\u00e1quia: N\u00e3o chorar as cebolas do Egipto"},"content":{"rendered":"<p><em>Tony Neves, em Roma<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Lusofonias-PapaEslovaquia-Ciganos.jpeg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-217230\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Lusofonias-PapaEslovaquia-Ciganos.jpeg\" alt=\"\" width=\"800\" height=\"533\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Lusofonias-PapaEslovaquia-Ciganos.jpeg 800w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Lusofonias-PapaEslovaquia-Ciganos-390x260.jpeg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Lusofonias-PapaEslovaquia-Ciganos-768x512.jpeg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/Lusofonias-PapaEslovaquia-Ciganos-480x320.jpeg 480w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><\/a><\/p>\n<p>A Eslov\u00e1quia acolheu o Papa Francisco com alegria e festa, de 12 a 15 de setembro. Em quatro dias, o Papa teve nove interven\u00e7\u00f5es, t\u00e3o incisivas como plurais nos destinat\u00e1rios, contextos e ideias reflectidas e partilhadas.<\/p>\n<p>A visita abriu com um Encontro Ecum\u00e9nico. O Papa falou da f\u00e9 crist\u00e3 como semente de unidade e fermento de fraternidade na Eslov\u00e1quia. Com uma hist\u00f3ria recente marcada pela persegui\u00e7\u00e3o aos crentes, Francisco defendeu a beleza da liberdade, mas lamentou que muitas pessoas a troquem por estilos de vida anestesiados e acomodados com promessas de p\u00e3o e seguran\u00e7a. Alertou: \u2018c\u00e1lculos de conveni\u00eancia, raz\u00f5es hist\u00f3ricas e la\u00e7os pol\u00edticos n\u00e3o podem ser obst\u00e1culos irremov\u00edveis no caminho\u2019. Apontando caminhos de ecumenismo, o Papa apelou a uma unidade que se conquiste com compromissos comuns a favor dos mais pobres, pois \u2018a partilha da caridade abre horizontes mais amplos e ajuda a caminhar mais r\u00e1pido, superando preconceitos e equ\u00edvocos\u2019. O Encontro com a Comunidade Judaica permitiu fazer mem\u00f3ria dos mais de cem mil judeus eslovacos mortos durante a II Guerra Mundial. Disse o Papa: \u2018Estejamos unidos na condena\u00e7\u00e3o de toda a viol\u00eancia, de todas as formas de antissemitismo\u2019.<\/p>\n<p>\u00c0s Autoridades e Diplomatas, o Papa recordou que a Eslov\u00e1quia \u00e9 um dos \u2018locais de interac\u00e7\u00e3o entre o cristianismo ocidental e oriental\u2019, o que constitui uma mensagem de paz no cora\u00e7\u00e3o de uma Europa que se exige mais solid\u00e1ria, hospitaleira, integradora e justa: \u2018\u00c9 preciso trabalhar para construir um futuro onde as leis se apliquem equitativamente a todos, com base numa justi\u00e7a que nunca se deixe comprar\u2019. Ao citar os grandes mission\u00e1rios Cirilo e Met\u00f3dio, o Papa recordou estes santos eslavos que \u2018mostraram que preservar o bem n\u00e3o significa repetir o passado, mas abrir-se ao novo sem se desenraizar\u2019.<\/p>\n<p>O encontro com os Bispos e outros respons\u00e1veis pela pastoral permitiu ao Papa lembrar que o mundo precisa de \u2018uma Igreja que caminhe em conjunto, percorrendo as estradas da vida com a chama do Evangelho acesa\u2019. A Igreja tem de atrair para Cristo atrav\u00e9s da alegria do Evangelho e do acolhimento das interroga\u00e7\u00f5es e expectativas do povo. Espera-se da Igreja o compromisso pela liberdade (ajudando o povo a n\u00e3o ser como o de Israel que, no deserto, chorava as cebolas do Egipto, trocando-as pela perspetiva de liberdade que se desenhava!), pela criatividade (percorrendo e propondo novos caminhos, modos e linguagens para anunciar o Evangelho) e di\u00e1logo (com todos).<\/p>\n<p>A op\u00e7\u00e3o pelas periferias e margens est\u00e1 bem presente em dois dos momentos mais simb\u00f3licos desta viagem: a visita ao Centro Bel\u00e9m\u2019, onde as Irm\u00e3s de Madre Teresa de Calcut\u00e1 trabalham com pessoas sem abrigo e portadoras de defici\u00eancia; o encontro com a comunidade cigana no bairro Lunik IX, em Kosice, onde vivem cerca de 5 mil pessoas em condi\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias, completamente \u00e0 margem da sociedade. Ali o Papa proclamou bem alto: \u2018Na Igreja, ningu\u00e9m deve sentir-se estranho nem marginalizado; ju\u00edzos e preconceitos s\u00f3 aumentam as dist\u00e2ncias; colocar as pessoas em guetos n\u00e3o resolve nada; o caminho para uma conviv\u00eancia pacifica \u00e9 a integra\u00e7\u00e3o\u2019.<\/p>\n<p>Tr\u00eas grandes celebra\u00e7\u00f5es, com milhares de pessoas, marcaram esta peregrina\u00e7\u00e3o papal. A Divina Liturgia Bizantina de S. Jo\u00e3o Cris\u00f3stomo permitiu ao papa uma profunda reflex\u00e3o sobre a import\u00e2ncia da cruz na vida dos crist\u00e3os. N\u00e3o aceitar o Deus fr\u00e1gil e crucificado \u00e9 uma tenta\u00e7\u00e3o de todos os tempos e lugares: \u2018aspiramos a um cristianismo de vencedores, triunfalista. Mas sem cruz, ele \u00e9 mundano e torna-se est\u00e9ril\u2019. No Encontro com os Jovens, o Papa pediu um combate ao amor banalizado, assente numa pr\u00e1tica de usar e deitar fora. Pediu a constru\u00e7\u00e3o de projectos de amor para toda a vida, assentes na fidelidade, dom e responsabilidade. No jogo da vida todos s\u00e3o titulares, n\u00e3o dando ouvidos a quem fala de sonhos, mas vende ilus\u00f5es.<\/p>\n<p>Na Missa Final, no Santu\u00e1rio Mariana de Sastin, evocou-se a F\u00e9 de Maria, uma mulher sempre a caminho, com uma f\u00e9 prof\u00e9tica que n\u00e3o se reduz a a\u00e7\u00facar para ado\u00e7ar a vida. Concluiu o Papa \u2018Esta \u00e9 a prova da compaix\u00e3o: ficar junto da cruz. Ficar com o rosto marcado pelas l\u00e1grimas, mas com a f\u00e9 de quem sabe que, no seu Filho, Deus transforma o sofrimento e vence a morte\u2019.<\/p>\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-217228-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/lusofonias-Papa-eslovaquia-24-9-2021.mp3?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/lusofonias-Papa-eslovaquia-24-9-2021.mp3\">https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/lusofonias-Papa-eslovaquia-24-9-2021.mp3<\/a><\/audio>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tony Neves, em 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