{"id":21711,"date":"2006-12-15T17:02:41","date_gmt":"2006-12-15T17:02:41","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/12\/15\/obra-inedita-da-a-conhecer-autos-natalicios-do-algarve\/"},"modified":"2006-12-15T17:02:41","modified_gmt":"2006-12-15T17:02:41","slug":"obra-inedita-da-a-conhecer-autos-natalicios-do-algarve","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/obra-inedita-da-a-conhecer-autos-natalicios-do-algarve\/","title":{"rendered":"Obra in\u00e9dita d\u00e1 a conhecer autos natal\u00edcios do Algarve"},"content":{"rendered":"<p>Tradi\u00e7\u00f5es esquecidas s\u00e3o recuperadas <!--more--> \u201cNatal Tradicional II\u201d \u00e9 o nome do livro que recolhe as tradi\u00e7\u00f5es dos autos natal\u00edcios na regi\u00e3o do Algarve. Esta obra que ser\u00e1 brevemente editada, mostra como as tradi\u00e7\u00f5es s\u00e3o ricas e apesar de n\u00e3o serem revividas, n\u00e3o est\u00e3o esquecidas. Uma parceria a duas m\u00e3os que juntou o Padre Jos\u00e9 Cunha Duarte, respons\u00e1vel pela parte etnogr\u00e1fica e o irm\u00e3o, o Padre Afonso Cunha Duarte, respons\u00e1vel pela an\u00e1lise liter\u00e1ria dos autos e suas fontes.   H\u00e1 cerca de 20 anos o Padre Jos\u00e9 Cunha Duarte iniciou a recolha etnogr\u00e1fica dos cantares, tradi\u00e7\u00f5es da regi\u00e3o algarvia. O primeiro volume com o t\u00edtulo \u201cNatal no Algarve \u2013 Ra\u00edzes Medievais\u201d foi um resumo de todos os cantares particulares recolhidos em todo o Algarve, Esta obra contem ainda informa\u00e7\u00e3o sobre todos os grupos de cantares de charolas, que correspondem a um canto com dan\u00e7a medieval, assim como de janeiras, falando das suas origens. Passados tantos anos a dan\u00e7a desapareceu mas ficaram os cantares.   Para este segundo volume, os co-autores fizeram um estudo sobre os teatros, chegando mesmo a descobrir o livro que serviu de base aos autos algarvios. A obra apresenta a origem do teatro religioso, a forma como come\u00e7ou dentro da Igreja e as suas representa\u00e7\u00f5es durante as vig\u00edlias. \u201cNa noite de Natal era tradi\u00e7\u00e3o haver representa\u00e7\u00f5es e as comunidades juntavam-se, uma vez que as representa\u00e7\u00f5es serviam tamb\u00e9m como catequese\u201d, lembra o Padre Jos\u00e9 Cunha Duarte. Era tradi\u00e7\u00e3o na noite de Natal, na noite de fim de ano e na noite dos reis, sendo representados na pra\u00e7a do Rossio, no Algarve.  \u201cA origens dos autos e o fundamentos deles, preservam e d\u00e3o a conhecer a nossa cultura\u201d, assim acredita o co-autor, Pe Jos\u00e9 Duarte. Assim, a obra cita todas as fontes de origem dos autos natal\u00edcios e as bases onde os pr\u00f3prios autores realizavam a escrita dos autos. Planeiam tamb\u00e9m publicar um auto in\u00e9dito encontrado na Biblioteca de Faro, o Auto dos Tr\u00eas Reis Magos, assim como o Auto dos Pastores e um estudo sobre um auto recolhido por Jos\u00e9 de Leite Vasconcelos.  A obra reserva tamb\u00e9m um cap\u00edtulo \u00e0s cantigas de Santa Maria. \u201cQuem ler os autos natal\u00edcios repara que quando se fala de Maria, todas as met\u00e1foras se desenvolvem nas cantigas de Santa Maria\u201d, sendo c\u00f3pia do original, refere Pe Jos\u00e9 Cunha Duarte.    Os autos j\u00e1 n\u00e3o s\u00e3o representados porque \u201ca I Rep\u00fablica proibiu as manifesta\u00e7\u00f5es p\u00fablicas dos autos\u201d, explica o Pe Jos\u00e9 Duarte. Em 1917 ainda se encenou o Auto dos Reis e 1925 foi a \u00faltima representa\u00e7\u00e3o do Auto dos Pastores. \u201cA d\u00e9cada de vinte ainda assistiu a algumas tentativas de representa\u00e7\u00f5es, depois perderam-se\u201d, d\u00e1 conta o co-autor. Ainda v\u00e3o persistindo algumas tradi\u00e7\u00f5es: no Barlavento Algarvio ainda existem os cantares ao menino, \u201cque antigamente eram acompanhados por representa\u00e7\u00f5es, agora s\u00f3 continuam os cantares\u201d, elucida.   Na obra est\u00e3o anexos outros teatros algarvios. O Combate dos Mouros, que ainda hoje se representa em Santa Catarina da Fonte do Bispo, com uma periodicidade bienal. Antigamente tamb\u00e9m havia a prociss\u00e3o de Nossa Senhora das Dores, no Algarve, onde as pessoas iam em prociss\u00e3o atr\u00e1s do andor a cantar vivas a Nossa Senhora. \u201cRecolhemos a tradi\u00e7\u00e3o, que hoje apenas se circunscrevem a declama\u00e7\u00f5es, das Loas de Santa Catarina da Fonte do Bispo, da cidade de Loul\u00e9\u201d, esclarece o Pe Jos\u00e9 Duarte. Apresentam ainda como ap\u00eandice da obra, o teatro monumental de Albufeira, que consiste num pres\u00e9pio com movimento de 24 cenas, com todas as figuras feitas em barro. \u201cEste texto vai ser publicado pela primeira vez e seis fotografias das imagens\u201d, sublinha.   E como as tradi\u00e7\u00f5es n\u00e3o se ficam por aqui, t\u00eam ainda um projecto sobre os costumes e tradi\u00e7\u00f5es algarvias, nomes pr\u00f3prios usados nesta regi\u00e3o do pa\u00eds. \u201cPorque se assim n\u00e3o for, daqui a uns anos ningu\u00e9m se lembra destes costumes\u201d. Com o primeiro volume, o autor d\u00e1 conta de um enriquecimento. Com o segundo volume destes estudos sobre as tradi\u00e7\u00f5es o Padre Jos\u00e9 Duarte gostaria que os grupos de teatro encenassem algumas pe\u00e7as e levassem \u00e0 cena estas recria\u00e7\u00f5es\u201d. Fica a sugest\u00e3o. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tradi\u00e7\u00f5es esquecidas s\u00e3o recuperadas<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[127,185,267],"class_list":["post-21711","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional","tag-catequese","tag-diocese-do-algarve","tag-natal"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21711","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21711"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21711\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21711"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21711"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21711"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}