{"id":21650,"date":"2006-12-13T11:34:46","date_gmt":"2006-12-13T11:34:46","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/12\/13\/vim-para-que-tenham-vida\/"},"modified":"2006-12-13T11:34:46","modified_gmt":"2006-12-13T11:34:46","slug":"vim-para-que-tenham-vida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/vim-para-que-tenham-vida\/","title":{"rendered":"Vim para que tenham vida"},"content":{"rendered":"<p>Mensagem de Natal do Bispo Portalegre-Castelo Branco <!--more--> A sociedade humana \u00e9 uma sociedade de conflitos. E o maior de todos eles tem um car\u00e1cter cultural. Trata-se do conflito entre a cultura da vida e a cultura da morte. A raiz desse conflito encontra-se inscrita na matriz da natureza humana. A psicologia tenta explic\u00e1-la a partir de instintos b\u00e1sicos: o instinto de vida e o instinto de morte. A Teologia, baseada na Revela\u00e7\u00e3o, explica-a a partir do pecado, introduzido no mundo logo na origem da humanidade, e da gra\u00e7a da Reden\u00e7\u00e3o, prometida na sequ\u00eancia do pecado e concretizada em Jesus Cristo, que nasceu de uma Mulher e se entregou voluntariamente \u00e0 morte por toda a humanidade. Na verdade, a hist\u00f3ria da humanidade, desde a primeira agress\u00e3o mortal praticada por Caim contra seu irm\u00e3o Abel, nunca mais deixou de estar manchada de sangue. E, nos nossos dias, a agressividade e a viol\u00eancia est\u00e3o t\u00e3o generalizadas que continuam, diariamente, a aparecer em primeiro plano na comunica\u00e7\u00e3o social. Por vezes at\u00e9 d\u00e1 a impress\u00e3o que nada mais existe no mundo. A isto chamamos cultura de morte. Em paralelo, desenvolveu-se a cultura da vida. O nosso Deus \u00e9 o Deus da vida. Muitas vezes e de muitos modos (Heb 1,1), interveio ao longo da Hist\u00f3ria da Salva\u00e7\u00e3o, para ajudar a humanidade a descobrir o valor da vida humana e incutir em cada homem e em cada mulher um total respeito pela vida dos seus semelhantes, dom gratuito e sagrado concedido pelo pr\u00f3prio Deus. Merece ser acolhido, respeitado e promovido. As interven\u00e7\u00f5es de Deus atingiram o auge quando, na plenitude dos tempos, nos enviou o Seu Filho, nascido de uma Mulher, para que, estando Ele revestido da natureza humana, nos ensinasse, pelo exemplo e pela palavra, a implantar na terra o reino da verdade, do amor e da paz, dando assim incremento \u00e0 cultura da vida. Infelizmente, a cultura da vida continua a ser obstaculizada. Multiplicam-se as declara\u00e7\u00f5es de condena\u00e7\u00e3o contra toda a esp\u00e9cie de tirania, de escravid\u00e3o, de fascismo e de explora\u00e7\u00e3o injusta dos seres humanos. Apregoa-se a democracia e a igualdade de direitos. Mas renascem novas formas de agress\u00e3o \u00e0 vida humana. Hoje todos condenamos quem um dia ter\u00e1 dito que um doente \u00e9 uma boca in\u00fatil. No entanto, as ideias de eugenismo e de selec\u00e7\u00e3o de uns em detrimento dos outros fazem caminho. A nega\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica do que \u00e9 apregoado em teoria continua a ser real. Que o digam os sem-abrigo, os imigrantes, os desempregados, os doentes cr\u00f3nicos e incur\u00e1veis; que o digam os nascituros a quem \u00e9 negado o direito de nascer, que o digam as crian\u00e7as abandonadas; que o digam os que morrem de fome e tantos outros. Como disse o vencedor do Pr\u00e9mio Nobel da Paz, deste ano, a pobreza continua a ser uma das maiores causas da guerra. \u00c9 imperioso que toda a humanidade se empenhe seriamente na erradica\u00e7\u00e3o da pobreza, para alcan\u00e7ar a paz. Jesus Cristo, o Verbo Encarnado no seio de Maria, nasceu pobre em Bel\u00e9m e entregou voluntariamente a sua vida pela reden\u00e7\u00e3o da humanidade, para que todos pudessem compreender o valor sagrado da vida. Ele pr\u00f3prio o afirmou: Eu vim para que tenham vida e a tenham em abund\u00e2ncia (Jo 10,10). Por isso, a melhor forma de celebrar o Natal \u00e9, antes de mais acolher nos nossos cora\u00e7\u00f5es o Autor da Vida e agradecer o dom da pr\u00f3pria vida. Em seguida, cabe-nos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para que todas as vidas humanas sejam acolhidas, respeitadas, amadas e promovidas. S\u00f3 assim ajudaremos, verdadeiramente, a construir a paz e a implantar a cultura da vida. Unidos a favor da vida, desejo a todos um Santo Natal.  Portalegre, 12 de Dezembro de 2006 D. Jos\u00e9, Bispo de Portalegre-Castelo Branco <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mensagem de Natal do Bispo Portalegre-Castelo Branco<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[154,179,267],"class_list":["post-21650","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-crianca","tag-diocese-de-portalegre-castelo-branco","tag-natal"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21650","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21650"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21650\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21650"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21650"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21650"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}