{"id":21630,"date":"2006-12-12T12:32:04","date_gmt":"2006-12-12T12:32:04","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/12\/12\/o-espanto-do-natal\/"},"modified":"2006-12-12T12:32:04","modified_gmt":"2006-12-12T12:32:04","slug":"o-espanto-do-natal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/o-espanto-do-natal\/","title":{"rendered":"O espanto do Natal"},"content":{"rendered":"<p>N\u00f3s que todos os anos vivemos o Natal perdemos o espanto perante o Natal. Essa \u00e9 uma das piores coisas que pode acontecer a quem vive todos os anos o Natal. De facto, aqueles que participam com fervor na celebra\u00e7\u00e3o anual do Natal sentem muitas emo\u00e7\u00f5es acerca dele, desde a eleva\u00e7\u00e3o espiritual \u00e0 indigna\u00e7\u00e3o perante o consumismo e o desinteresse da sociedade. Mas raramente sentem aquilo que \u00e9 o mais adequado perante o mist\u00e9rio natal\u00edcio: o espanto. O espanto principal vem, naturalmente, do pr\u00f3prio acontecimento que se celebra: que Deus omnipotente, que n\u00e3o cabe nos C\u00e9us, tenha decidido descer at\u00e9 n\u00f3s e nascer como um menino, \u00e9 algo de inaudito, inconceb\u00edvel, quase inacredit\u00e1vel. Este \u00e9 o mist\u00e9rio central da nossa f\u00e9 crist\u00e3, mas dificilmente o conseguimos entender, quanto mais descrever, de tal forma ele ultrapassa tudo o que podemos imaginar. Vivemos todos os dias com ele, mas n\u00e3o somos capazes de compreender aquilo em que baseamos a nossa pr\u00f3pria vida. O nosso Deus \u00e9, sem d\u00favida, espantoso! Mas, mesmo se olharmos o Natal de fora, ele \u00e9 uma festa absolutamente assombrosa. Se virmos o Natal como algu\u00e9m que nada sabe sobre ele, se o considerarmos sem refer\u00eancia ao seu significado espiritual, temos de admitir que se trata de um fen\u00f3meno impressionante. Ele \u00e9 a \u00fanica festa verdadeiramente global que o mundo alguma vez viu. O Natal atravessa todas as fronteiras e culturas. Existem, sem d\u00favida, muitas pessoas a quem o Natal nada diz, mas \u00e9 dif\u00edcil encontrar algu\u00e9m que n\u00e3o saiba que ele existe. Por outro lado, todos falam do &#8220;esp\u00edrito natal\u00edcio&#8221; mesmo quando ignoram o tal significado espiritual. De m\u00faltiplas maneiras e formas, os meios agn\u00f3sticos, pag\u00e3os e at\u00e9 ateus se sentem tocados por uma m\u00edstica que n\u00e3o sabem de onde vem. &#8220;Festa da fam\u00edlia&#8221;, &#8220;tradi\u00e7\u00e3o popular&#8221;, &#8220;quadra da solidariedade&#8221;, &#8220;reino do Pai Natal&#8221; s\u00e3o maneiras comuns de descrever aquilo que ningu\u00e9m consegue explicar, mas que todos sentem palpavelmente nesta quadra. Os fen\u00f3menos espantosos que rodeiam o Natal s\u00e3o muitos mais. Por exemplo, trata-se da \u00fanica celebra\u00e7\u00e3o de anivers\u00e1rio que se verifica h\u00e1 mais de 2000 anos. Mas vale a pena pensar um pouco de onde vem esta surpreendente realidade. Se aquele que nada sabe sobre o Natal quiser entender a origem daquilo que tanto o surpreende, onde deve ele procurar a resposta? Que lhe podemos dizer n\u00f3s, aqueles que todos os anos vivemos o Natal e participamos com fervor na sua celebra\u00e7\u00e3o? Bem, esta quest\u00e3o levar-nos-ia muito longe. Alguns refeririam dados sociol\u00f3gicos, hist\u00f3ricos e etnogr\u00e1ficos. Falariam da influ\u00eancia planet\u00e1ria da civiliza\u00e7\u00e3o ocidental, do gosto das culturas pelos presentes e pelas festas e de muitas outras coisas. Mas n\u00e3o existem muitas d\u00favidas que a raz\u00e3o \u00faltima do fen\u00f3meno vem, simplesmente, do facto indiscut\u00edvel que o nosso Deus \u00e9 espantoso. O Deus que fez as girafas e os cometas, que concebeu a aurora e as trovoadas, que imaginou as gal\u00e1xias e os seres humanos, s\u00f3 Ele poderia inventar uma coisa como o Natal. <i>Jo\u00e3o C\u00e9sar das Neves<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00f3s que todos os anos vivemos o Natal perdemos o espanto perante o Natal. Essa \u00e9 uma das piores coisas que pode acontecer a quem vive todos os anos o Natal. 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