{"id":21629,"date":"2006-12-12T12:31:05","date_gmt":"2006-12-12T12:31:05","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/12\/12\/um-menino-chamado-natal-2\/"},"modified":"2006-12-12T12:31:05","modified_gmt":"2006-12-12T12:31:05","slug":"um-menino-chamado-natal-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/um-menino-chamado-natal-2\/","title":{"rendered":"Um Menino chamado Natal"},"content":{"rendered":"<p><i>O Natal vai comovendo e alterando rotinas. Mas o que \u00e9 feito do pres\u00e9pio que provoca?<\/i> O tempo que vamos atravessando, e nos vai formatando, \u00e9 tomado pela linguagem visual. Dizem-nos estudos cient\u00edficos que a esmagadora maioria do que apreendemos, absorvendo no espa\u00e7o e nas experi\u00eancias vividas, \u00e9 da ordem dos est\u00edmulos visuais, da \u201cimagem\u201d. Mas a percentagem e as vari\u00e1veis s\u00e3o outras na medi\u00e7\u00e3o do impacto real da informa\u00e7\u00e3o apreendida. O que verdadeiramente \u201cfica\u201d, de tudo o que \u201centra\u201d, \u00e9 o que nos faz \u201cdizer\u201d e \u201cfazer\u201d a experi\u00eancia adquirida, seja ela qual for. Os natais que absorvem a contemporaneidade est\u00e3o recheados de \u201cimagem\u201d. Na plasticidade das ilumina\u00e7\u00f5es, constru\u00edmos a magia das ilus\u00f5es. O brilho das luzes arranca-nos do \u201creal\u201d e remete-nos para o extraordin\u00e1rio valorizando o ciclo da \u201cemo\u00e7\u00e3o\u201d. A necessidade mais intr\u00ednseca ao \u201cser\u201d humano invade-nos por uns tempos, porque do \u201cventre\u201d viemos e num \u201cber\u00e7o\u201d nos come\u00e7\u00e1mos a entender com o mundo. Estes natais criaram, e j\u00e1 s\u00e3o, uma \u00e9poca especial para concentrar ternuras. Constru\u00eddos sobre a l\u00f3gica dos s\u00edmbolos religiosos, concretizam-se no imediato de um tempo espec\u00edfico. Estes natais representam a universal cren\u00e7a nos sentimentos mais puros, atraente e encantadora, mas espoliada do transcendente que atenua a espiral consumista. \u00c9 importante viver tamb\u00e9m estes natais que penetraram na esfera do inevit\u00e1vel. Mas a pr\u00f3pria hist\u00f3ria destes natais n\u00e3o se conta sem o Natal que tem um \u201cMenino\u201d no pres\u00e9pio. Um \u201cMenino\u201d que valoriza a d\u00e1diva porque \u00e9 oferta.    Se o \u201cpai natal\u201d \u00e9 fantasia que se concretiza na generosidade moment\u00e2nea, o \u201cMenino\u201d do pres\u00e9pio \u00e9 esperan\u00e7a para moldar os andarilhos de cada dia. Se o \u201cpai natal\u201d \u00e9 o \u201cfim de linha\u201d numa noite de sonho, o \u201cMenino\u201d do pres\u00e9pio interpela, provoca, indica caminhos a quem os procura, \u00e9 continuidade na vida real.  Independentemente do contexto da f\u00e9, a narrativa d\u2019Aquele \u201cMenino\u201d no pres\u00e9pio torna-se acontecimento porque contraria os \u201cmedos\u201d. O nascimento do menino Jesus \u00e9 rodeado por muitos obst\u00e1culos. Mas tamb\u00e9m por um desafio frontal aos imposs\u00edveis que atormentam \u2013 \u201cn\u00e3o tenhas medo\u201d, confia. (\u2026) H\u00e1 sempre algo ou algu\u00e9m que se coloca no caminho. (\u2026) Uma oposi\u00e7\u00e3o, silenciosa e invis\u00edvel, \u00e0 for\u00e7a de vontade. Mas h\u00e1 tamb\u00e9m (\u2026) uma resist\u00eancia no \u00e2mago do desespero. Um sinal, uma teimosia, uma presen\u00e7a (\u2026) quando prevalece o desalento. O menino Jesus \u00e9 o culminar de uma espera. Exemplo para a humanidade, porque vence a conjuga\u00e7\u00e3o dos obst\u00e1culos. As narrativas da inf\u00e2ncia de Jesus n\u00e3o come\u00e7am \u2013 recome\u00e7am a hist\u00f3ria de um projecto. Retomam a sensibilidade como linguagem. Revelam e antecipam a experi\u00eancia de um testemunho. Com ou sem rigor hist\u00f3rico, em romance ou livro sagrado, constru\u00e7\u00e3o emotiva ou relato iluminado, o pres\u00e9pio \u00e9 a disponibilidade renovada para despeda\u00e7ar a incoer\u00eancia. Um esc\u00e2ndalo que alimenta utopias.  O Natal tem um nome que \u00e9 um \u201cMenino\u201d. E o pres\u00e9pio que O acolhe \u00e9 um livro aberto na hist\u00f3ria de cada ser humano, emancipado na Procura de um Encontro\u2026  <i> Joaquim Franco, Jornalista <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Natal vai comovendo e alterando rotinas. Mas o que \u00e9 feito do pres\u00e9pio que provoca? O tempo que vamos atravessando, e nos vai formatando, \u00e9 tomado pela linguagem visual. Dizem-nos estudos cient\u00edficos que a esmagadora maioria do que apreendemos, absorvendo no espa\u00e7o e nas experi\u00eancias vividas, \u00e9 da ordem dos est\u00edmulos visuais, da \u201cimagem\u201d. 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