{"id":21620,"date":"2006-12-12T10:59:04","date_gmt":"2006-12-12T10:59:04","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/12\/12\/tempos-modernos\/"},"modified":"2006-12-12T10:59:04","modified_gmt":"2006-12-12T10:59:04","slug":"tempos-modernos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/tempos-modernos\/","title":{"rendered":"Tempos modernos"},"content":{"rendered":"<p>Vivemos tempos muito modernos. Mas ser\u00e1 que os sabemos viver? Neste momento est\u00e1 em jogo a seguinte quest\u00e3o: A mulher, ou melhor a M\u00e3e, tem o direito a fazer um aborto, no seu beb\u00e9, at\u00e9 \u00e0s 10 semanas de gravidez? S\u00e3o muitos os argumentos contra: Porque \u00e9 que a decis\u00e3o \u00e9 s\u00f3 da m\u00e3e? E s\u00f3 porque ela n\u00e3o quer ter o beb\u00e9? Porqu\u00ea o prazo das 10 semanas? Porque \u00e9 que os que s\u00e3o contra o aborto v\u00e3o ter de pagar por estes abortos, com os seus impostos? E n\u00e3o nos deixemos iludir: a malforma\u00e7\u00e3o do beb\u00e9, o perigo de vida da m\u00e3e, a viola\u00e7\u00e3o, os traumas f\u00edsicos e psicol\u00f3gicos (!) por se ter um beb\u00e9, tudo isto j\u00e1 est\u00e1 contemplado na nossa lei. Portanto, n\u00e3o \u00e9 disto que se trata. Trata-se de darmos a uma mulher que est\u00e1 \u00e0 espera de beb\u00e9, a possibilidade e o direito de n\u00e3o o deixar nascer. Desde os anos 60, quem promove a liberaliza\u00e7\u00e3o do aborto baseia-se em dois argumentos: que, apesar de tudo, \u00e9 melhor para a mulher e que ainda n\u00e3o \u00e9 vida. Da parte do beb\u00e9, n\u00e3o h\u00e1 d\u00favidas cient\u00edficas: \u00e9 a op\u00e7\u00e3o entre a vida e a morte, desde a sua concep\u00e7\u00e3o. A\u00ed est\u00e1 uma evolu\u00e7\u00e3o (estamos mais modernos!) desde 1998, quando tivemos outro referendo sobre este tema. Hoje j\u00e1 ningu\u00e9m consegue argumentar que n\u00e3o \u00e9 vida, que n\u00e3o \u00e9 um ser humano ou uma pessoa, sob risco de parecer rid\u00edculo e antiquado. E a m\u00e3e que quer ter o seu beb\u00e9? Muito se evoluiu desde 1998: os que defendiam a Vida (e s\u00f3 eles!) arrega\u00e7aram as mangas e, por todo o pa\u00eds, nasceram associa\u00e7\u00f5es de apoio a mulheres que queiram ter os seus beb\u00e9s, apesar das dificuldades que t\u00eam. Juntamente com as que j\u00e1 existiam, s\u00e3o cerca de 40 associa\u00e7\u00f5es que lutam diariamente pela sua sobreviv\u00eancia, dependendo dos fracos apoios do Estado, de particulares, e da dedica\u00e7\u00e3o das pessoas que l\u00e1 trabalham. Todos estes apoios s\u00e3o em n\u00famero insuficiente mas j\u00e1 ajudaram milhares de mulheres e os seus beb\u00e9s, como se pode ver em www.federacao-vida.com.pt. E a m\u00e3e que n\u00e3o quer ter o seu beb\u00e9? N\u00e3o me vou debater com as raz\u00f5es que possa ter porque n\u00f3s n\u00e3o apontamos o dedo mas estendemos a m\u00e3o. Sei que esta m\u00e3e pode estar a pensar que &#8220;a minha vida est\u00e1 acabada&#8221;, que &#8220;este beb\u00e9 s\u00f3 me veio estragar a vida&#8221; e que &#8220;n\u00e3o posso ter este beb\u00e9&#8221;. Mas tamb\u00e9m aqui houve uma evolu\u00e7\u00e3o: hoje sabemos que um aborto tem consequ\u00eancias grav\u00edssimas naqueles que o praticam, especialmente na m\u00e3e. S\u00e3o transforma\u00e7\u00f5es que se operam na sua cabe\u00e7a e cora\u00e7\u00e3o, desde a incapacidade de relacionamento com outros filhos, passando pelo afastamento de outros beb\u00e9s, depress\u00f5es e at\u00e9 suic\u00eddio. N\u00e3o \u00e9 mentira, \u00e9 uma dura realidade escondida e omitida pelos que ajudam a m\u00e3e a fazer um aborto. E mesmo que eu conseguisse abstrair do beb\u00e9 que perde a sua vida, n\u00e3o posso, como ser humano que sou, dizer &#8220;sim&#8221; \u00e0 possibilidade de uma mulher fazer este mal contra si pr\u00f3pria. Ent\u00e3o, temos que usar a nossa imagina\u00e7\u00e3o e a nossa modernidade para encontrarmos solu\u00e7\u00f5es para todos: m\u00e3e, pai e beb\u00e9. Solu\u00e7\u00f5es que n\u00e3o coloquem m\u00e3e contra pai, m\u00e3e contra filho, pai contra filha. E assim s\u00e3o as solu\u00e7\u00f5es pela Vida. Uma nota final. Todo e qualquer argumento pela Vida se defende sem &#8220;meter&#8221; Deus no assunto. A n\u00f3s que acreditamos, assiste-nos uma gra\u00e7a especial mas tamb\u00e9m uma responsabilidade maior em proteger qualquer ser humano, desde a sua concep\u00e7\u00e3o at\u00e9 \u00e0 morte natural. E por isso no referendo de dia 11 de Fevereiro digo que n\u00e3o ao aborto, n\u00e3o obrigada: www.nao-obrigada.org<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vivemos tempos muito modernos. Mas ser\u00e1 que os sabemos viver? Neste momento est\u00e1 em jogo a seguinte quest\u00e3o: A mulher, ou melhor a M\u00e3e, tem o direito a fazer um aborto, no seu beb\u00e9, at\u00e9 \u00e0s 10 semanas de gravidez? S\u00e3o muitos os argumentos contra: Porque \u00e9 que a decis\u00e3o \u00e9 s\u00f3 da m\u00e3e? 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