{"id":216029,"date":"2021-09-03T13:10:43","date_gmt":"2021-09-03T12:10:43","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=216029"},"modified":"2021-09-03T13:10:43","modified_gmt":"2021-09-03T12:10:43","slug":"lusofonias-cuidar-da-criacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/lusofonias-cuidar-da-criacao\/","title":{"rendered":"LUSOFONIAS &#8211; Cuidar da Cria\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><em>Tony Neves, na Praia \u2013 Cabo Verde<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/lusofonias-1-9-2021-CaboVerde.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-216031\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/lusofonias-1-9-2021-CaboVerde.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"800\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/lusofonias-1-9-2021-CaboVerde.jpg 1200w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/lusofonias-1-9-2021-CaboVerde-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/lusofonias-1-9-2021-CaboVerde-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/lusofonias-1-9-2021-CaboVerde-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/lusofonias-1-9-2021-CaboVerde-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/lusofonias-1-9-2021-CaboVerde-980x653.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/lusofonias-1-9-2021-CaboVerde-480x320.jpg 480w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Hoje, 1 de setembro, \u00e9 o Dia Mundial de Ora\u00e7\u00e3o pelo Cuidado da Cria\u00e7\u00e3o, institu\u00eddo pelo Papa Francisco a 6 de Agosto de 2015, inspirado numa pr\u00e1tica mais antiga da Igreja Ortodoxa. Este \u00e9, por isso, um dia profundamente ecum\u00e9nico, unindo diversas Igrejas. Desde a publica\u00e7\u00e3o da Laudato Si, este tema ganhou uma import\u00e2ncia capital para a miss\u00e3o da Igreja e, por partilha, para a miss\u00e3o da humanidade. Aceitar que a Terra \u00e9 a casa comum de todos e, ao mesmo tempo, reconhecer que a natureza nunca perdoa, s\u00e3o raz\u00f5es mais que suficientes para um refor\u00e7ado compromisso ecol\u00f3gico integral, como tanto insistem todas as din\u00e2micas ligadas \u00e0 Plataforma Laudato Si.<\/p>\n<p>Mas tamb\u00e9m \u00e9 o dia que deixo Cabo Verde ap\u00f3s um intenso m\u00eas de miss\u00e3o. Encontrei este pa\u00eds castanho de t\u00e3o abandonado pelas chuvas nos \u00faltimos anos. O povo rezava (e ainda reza) por mais pluviosidade numa terra f\u00e9rtil onde basta um pouco de \u00e1gua para mudar a cor da paisagem. Choveu bastante e de forma muito temperada. O povo saiu para os campos e semeou milho e feij\u00e3o. Tudo germinou em poucos dias e come\u00e7ou a crescer, juntamente com muita erva daninha. Ao longo dos \u00faltimos 15 dias, pude ver centenas de pessoas nas ribeiras e nas escarpas das montanhas a sachar, sob um calor sempre t\u00f3rrido. Agora, aos percorrer as estradas da Ilha de Santiago, enche os olhos de alegria ver a paisagem pintada de verde e, sobretudo, os rostos das pessoas marcados pelo cansa\u00e7o, mas com sorrisos de esperan\u00e7a numa boa colheita, contrariando as p\u00e9ssimas colheitas dos \u00faltimos anos.<\/p>\n<p>Em jeito de balan\u00e7o, devo confessar que saio de Cabo Verde de cora\u00e7\u00e3o cheio. A hospitalidade n\u00e3o falha nunca. A F\u00e9 que se sente nas celebra\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m nos fortalece e inspira. A alegria deste povo, apesar de todas as dificuldades, tamb\u00e9m \u00e9 motivo de esperan\u00e7a. Mas \u2013 devo confessar \u2013 o que mais me marca \u00e9 sempre a confian\u00e7a destas gentes numa chuva que quase nunca chega em doses suficientes. Podem semear o milho e o feij\u00e3o 2,3,ou 4 vezes, sempre com a expectativa de que as chuvas vir\u00e3o a seu tempo e a produ\u00e7\u00e3o vai matar a fome do povo. E, muitas vezes, tal n\u00e3o tem acontecido, mas basta cair uns pingos de chuva e l\u00e1 vemos o povo a trabalhar\u2026<\/p>\n<p>Marcaram-me muito as visitas que fiz a fam\u00edlias de mission\u00e1rios Espiritanos, espalhadas pelas cidades, vilas e aldeias desta Ilha de Santiago. \u00c9 sempre t\u00e3o bom a gente sentir-se em casa, em fam\u00edlia, mesmo que para l\u00e1 chegar seja preciso andar a p\u00e9, trepando encostas com a ajuda de um bast\u00e3o para n\u00e3o escorregar e rebolar nas ribanceiras. Tamb\u00e9m vou de cora\u00e7\u00e3o cheio com as visitas \u00e0s comunidades que fiz acompanhado por confrades, sobretudo na \u00e1rea da Par\u00f3quia da Cidade Velha, incluindo a Fazenda da Esperan\u00e7a.<\/p>\n<p>Refiro, finalmente, as celebra\u00e7\u00f5es em que estive e me encheram a alma: primeiro, o Cap\u00edtulo dos Espiritanos na Praia; depois o Retiro e Cap\u00edtulo das Filhas do Sagrado Cora\u00e7\u00e3o de Maria, na Calheta de S. Miguel. Finalmente, as Eucaristias festivas dos Votos Perp\u00e9tuos de tr\u00eas Irm\u00e3s, na Calheta, a Festa de S. Domingos, em Pil\u00e3o C\u00e3o, a Festa de S.Louren\u00e7o, nos \u00d3rg\u00e3os, a Festa de Nossa Senhora do Socorro, na Calheta e a Festa de Nossa Senhora da Sa\u00fade, em Ponta Saltos.<\/p>\n<p>Voltemos ao Dia de Ora\u00e7\u00e3o pelo Cuidado da Cria\u00e7\u00e3o. Fa\u00e7o meus os recortes da Mensagem do Papa Francisco feitos pelo P. Jo\u00e3o Aguiar Campos: \u2018\u2019Obviamente, a \u2018vida humana na sua totalidade\u2019 inclui o cuidado da casa comum. Por isso, tomo a liberdade de propor um complemento aos dois elencos de sete obras de miseric\u00f3rdia, acrescentando a cada um o cuidado da casa comum. Como obra de miseric\u00f3rdia espiritual, o cuidado da casa comum requer \u2018a grata contempla\u00e7\u00e3o do mundo\u2019, que \u2018nos permite descobrir qualquer ensinamento que Deus nos quer transmitir atrav\u00e9s de cada coisa\u2019. Como obra de miseric\u00f3rdia corporal, o cuidado da casa comum requer aqueles \u2018simples gestos quotidianos, pelos quais quebramos a l\u00f3gica da viol\u00eancia, da explora\u00e7\u00e3o, do ego\u00edsmo\u2019 e se manifesta o amor \u2018em todas as ac\u00e7\u00f5es que procuram construir um mundo melhor\u2019.<\/p>\n<p>Obrigado Cabo Verde, at\u00e9 j\u00e1 Roma!<\/p>\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-216029-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/lusofonias-criacao-adeuscaboverde-1-9-2021.mp3?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/lusofonias-criacao-adeuscaboverde-1-9-2021.mp3\">https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/09\/lusofonias-criacao-adeuscaboverde-1-9-2021.mp3<\/a><\/audio>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tony Neves, na Praia \u2013 Cabo 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