{"id":21567,"date":"2006-12-07T15:50:23","date_gmt":"2006-12-07T15:50:23","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/12\/07\/25-anos-ao-servico-de-evora\/"},"modified":"2006-12-07T15:50:23","modified_gmt":"2006-12-07T15:50:23","slug":"25-anos-ao-servico-de-evora","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/25-anos-ao-servico-de-evora\/","title":{"rendered":"25 anos ao servi\u00e7o de \u00c9vora"},"content":{"rendered":"<p>Amanh\u00e3, D. Maur\u00edlio de Gouveia celebra as bodas de prata ao servi\u00e7o daquela diocese <!--more--> No pr\u00f3ximo dia 8 de Dezembro, dia da Solenidade de Nossa Senhora da Concei\u00e7\u00e3o, D. Maur\u00edlio de Gouveia celebra 25 anos como Arcebispo de \u00c9vora. Precisamente no dia 8 de Dezembro de 1981, D. Maur\u00edlio de Gouveia era recebido \u201ccalorosamente e carinhosamente, desde os dilatados limites da Arquidiocese ao entrar solenemente na vetusta Catedral ducentista, precedido de imponente cortejo lit\u00fargico\u201d, segundo reportagem de \u201cA Defesa\u201d de 9 de Dezembro de 1981. \u201c\u00c0 entrada da riqu\u00edssima capela-mor joanina, o novo Arcebispo Metropolitano de \u00c9vora (o 62\u00ba Bispo ap\u00f3s a Reconquista crist\u00e3 e o 26\u00ba Arcebispo desde a Catedral Rei) recebeu do seu antecessor, D. David de Sousa, como testemunho pastoral, o formoso e expressivo b\u00e1culo do Cardeal D. Henrique, que ostenta na crossa a imagem de Nossa Senhora da Concei\u00e7\u00e3o\u201d. Vinte e cinco anos volvidos, D. Maur\u00edlio de Gouveia, apesar das limita\u00e7\u00f5es de sa\u00fade pelo grave enfarte sofrido, mantem um sorriso e um olhar de esperan\u00e7a quando lhe pedimos para falar da Arquidiocese de \u00c9vora.  <b>Um balan\u00e7o<\/b> \u201c\u00c9 dificil fazer um balan\u00e7o, porque s\u00f3 Deus pode fazer um verdadeiro balan\u00e7o do que \u00e9 o nosso trabalho e a nossa entrega. As nossas impress\u00f5es s\u00e3o sempre muito limitadas e imperfeitas\u201d, expressa humildemente D. Maur\u00edlio de Gouveia que aponta o verbo \u201cservir\u201d, como a palavra-chave destes 25 anos. \u201cCristo de algum modo aplicou \u00e0 Sua vida este sentido, \u00abeu vim para servir\u00bb\u201d, aponta o prelado, destacando que \u201cJesus serviu tanto melhor quando fez a vontade do Pai, morrendo na cruz, o que para os homens foi um fracasso\u201d.  Assim, D. Maur\u00edlio de Gouveia destaca que nestes 25 anos teve uma experi\u00eancia \u201cmuito positiva e muito gratificante porque pude servir a diocese, n\u00e3o isoladamente, mas com os membros desta igreja particular de \u00c9vora.\u201d Portanto, o prelado mostra-se \u201ctranquilo e em paz\u201d, no entanto, inconformado porque \u201cgostaria de fazer mais porque o que fazemos nem sempre \u00e9 suficiente\u201d, refere.  <b>A Arquidiocese de h\u00e1 25 anos e de hoje<\/b> \u201cCostumo falar do minist\u00e9rio episcopal de uma diocese com a seguinte imagem: um comboio em andamento, ou seja, a diocese \u00e9 uma realidade em movimento. Come\u00e7ou a sua marcha h\u00e1 muitos s\u00e9culos e espero que continue durante muitos s\u00e9culos\u201d, explica D. Maur\u00edlio de Gouveia, referindo, contudo que \u201csomos conscientes que o que se fazia h\u00e1 30 anos, n\u00e3o pode ser feito hoje. Como o que se faz hoje n\u00e3o faz sentido fazer daqui a 30 anos. O quer dizer que a diocese que encontrei de uma determinada maneira, sei que hoje est\u00e1 diferente.\u201d  O prelado aponta que naquela altura \u201chavia problemas espec\u00edficos ligados \u00e0 situa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e social que derivavam da revolu\u00e7\u00e3o de 1974, tendo sido necess\u00e1rio dar respostas adequadas para aquele tempo\u201d. No entanto, o Arcebispo de \u00c9vora refere que existiam \u201cproblemas de comunh\u00e3o eclesial, porque a diocese \u00e9 muito dispersa\u201d. Neste sentido, \u201cprocurou-se dar um sentido de comunh\u00e3o ecclesial,  valorizando as vigararias e as zonas pastorais.\u201d  Entre as medidas colocadas em pr\u00e1tica, o prelado real\u00e7a as visitas pastorais, que dinamizaram muitas comunidades paroquiais e contaram com a participa\u00e7\u00e3o de muitos jovens, n\u00e3o esquecendo que tudo isto s\u00f3 foi poss\u00edvel \u201cpelo empenho de muitos colaboradores, dos quais dou gra\u00e7as a Deus, porque um Bispo deve ser o primeiro dos servos, que serve com todos os irm\u00e3os\u201d, afirma. \u201cPois a diocese n\u00e3o se constr\u00f3i com o protagonismo de um Bispo\u201d.  <b>Pontos altos e baixos<\/b> D. Maur\u00edlio de Gouveia n\u00e3o hesita em afirmar que um ponto alto dos \u00faltimos 25 anos na Arquidiocese foi a visita do Santo Padre a Vila Vi\u00e7osa, em 1982, \u201cquer pelo significado que teve e os bons frutos que gerou na Arquidiocese, quer pelo momento social particularmente dif\u00edcil que se vivia naquela altura\u201d.  No entanto, o Arcebispo de \u00c9vora recorda o sucesso da visita e a sensibilidade que o Papa Jo\u00e3o Paulo II mostrou para com os problemas que o povo alentejano vivia naquela altura, particularmente no seu \u201cdiscurso aos trabalhadores sobre o mundo rural\u201d. \u201cFoi uma ben\u00e7\u00e3o de Deus para a diocese\u201d, afirma. Outro ponto alto foi a celebra\u00e7\u00e3o dos 350 anos de Nossa Senhora da Concei\u00e7\u00e3o como Padroeira de Portugal, em 1996, que reuniu toda a diocese em Vila Vi\u00e7osa, onde tamb\u00e9m marcou presen\u00e7a de D. Ant\u00f3nio Ribeiro, representante do Santo Padre e todo o Episcopado portugu\u00eas.  De todas as celebra\u00e7\u00f5es, D. Maur\u00edlio de Gouveia recorda a Cantata a Nossa Senhora da Concei\u00e7\u00e3o interpretada no Convento dos Agostinhos, composta pelo Pe. Ant\u00f3nio Cartagena e escrita por Fernanda Seno, como um \u201cmomento  admir\u00e1vel e vai ficar marcado na hist\u00f3ria da Arquidiocese\u201d, confessando que um dos sonhos que ainda tem \u00e9 \u201cv\u00ea-la executada novamente na S\u00e9 de \u00c9vora\u201d. D. Maur\u00edlio de Gouveia regista ainda o Invent\u00e1rio Ar\u00edstico da Arquidiocese que se est\u00e1 a realizar, em parceria com a Funda\u00e7\u00e3o Eug\u00e9nio de Almeida, como um trabalho \u201cmuito importante que vai ter repercuss\u00f5es no futuro, podendo utlizar-se na evangeliza\u00e7\u00e3o e na catequiza\u00e7\u00e3o.\u201d Contudo, o Arcebispo de \u00c9vora mostra-se consciente que \u201chouve v\u00e1rios momentos dif\u00edceis, mas n\u00e3o gostava de sublinhar nenhum em particular, porque o que importa, quer seja numa diocese, quer seja a n\u00edvel pessoal, \u00e9 vencer as dificuldades porque elas aparecem e fazem parte da vida\u201d, defende.  <b>A crise de Voca\u00e7\u00f5es<\/b> D. Maur\u00edlio de Gouveia aponta que \u201ca quest\u00e3o das voca\u00e7\u00f5es reflecte a situa\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria Igreja, ou  seja, uma Igreja que n\u00e3o tenha grande pr\u00e1tica religosa, onde n\u00e3o haja grande forma\u00e7\u00e3o dos leigos, \u00e9 uma Igreja muito fraca. Se s\u00f3 10% apenas pratica e se existe s\u00f3 um pequeno grupo de pessoas que  se formam ao longo da vida, essa comunidade n\u00e3o vive profundamente a f\u00e9, ou seja, dali n\u00e3o brotam voca\u00e7\u00f5es religiosas ou sacerdotais. \u00c0s vezes apetece dizer que para a comunidade praticante, o n\u00famero de sacerdotes \u00e9 suficiente. Para os praticantes, sublinho\u201d, aponta o Arcebispo de \u00c9vora. O prelado pensa que se trata de um problema que deve ser encarado numa \u201cperspectiva global da Igreja\u201d, que deve envolver \u201ctamb\u00e9m as fam\u00edlias\u201d.  \u201cSe elas n\u00e3o tem filhos, ou se n\u00e3o praticam, dificilmente os filhos ter\u00e3o sensibilidade para Deus.\u201d Contudo, D. Maur\u00edlio de Gouveia refere que, pelo grande esfor\u00e7o que se tem feito, \u201cestamos a notar j\u00e1 algumas voca\u00e7\u00f5es do Alentejo\u201d, o que anima o trabalho j\u00e1 feito, \u201cque deve continuar a fazer-se\u201d, desafia.  <b>O futuro<\/b> Em Agosto de 2007, D. Maur\u00edlio de Gouveia atinge os 75 anos de idade e diz que, \u201cconforme o direito can\u00f3nico, comunicarei ao Papa a minha disponibilidade para que o Santo Padre fa\u00e7a o que entender. Depois dos 75 anos, certamente deixarei o meu minist\u00e9rio aqui em \u00c9vora, o que assumo com toda a tranquilidade, paz e alegria. Tenho a consci\u00eancia que \u00e9 um ciclo e dou gra\u00e7as a Deus por ele.\u201d Com as consequ\u00eancias do enfarte que sofreu no ano 2000, D. Maur\u00edlio de Gouveia refere que tem vivido uma \u201cexperi\u00eancia nova, com a ajuda do Bispo Auxiliar e que tem sido muito interessante.\u201d Sobre o futuro, o Arcebispo de \u00c9vora recorda o exemplo de Santo Alberto Magno que, depois de uma vida intensa de trabalho e estudo, se retirou completamente para se dedicar \u00e0 ora\u00e7\u00e3o. \u201cGostava que os \u00faltimos tempos fossem de sil\u00eancio e de ora\u00e7\u00e3o, sempre com o sentido de continuar a servir\u201d, esclarece. \u201cGostaria que Deus me ajudasse a continuar a servir a Igreja de outra maneira, ou seja, servir em ora\u00e7\u00e3o, nos sacrif\u00edcios, nas limita\u00e7\u00f5es&#8230; ajudando no que puder, na celebra\u00e7\u00e3o da eucaristia e de outros sacramentos\u201d, aponta D. Maur\u00edlio de Gouveia, que repartir\u00e1 a estadia entre a Madeira, terra natal, e a Arquidiocese, \u201cpossivelmente em Vila Vi\u00e7osa\u201d.  Contudo, apesar das limita\u00e7\u00f5es de sa\u00fade, D. Maur\u00edlio de Gouveia n\u00e3o se resigna e adianta que \u201cno primeiro trimestre do pr\u00f3ximo ano, espero ainda fazer umas visitas pastorais com o D. Am\u00e2ndio e com a imagem de Nossa Senhora, principalmente na zona norte da Diocese: Avis, Fronteira, Montargil&#8230; J\u00e1 que as visitas pastorais foram uma das minhas \u201cmeninas dos olhos\u201d, quero continuar a realiz\u00e1-las at\u00e9 ao fim\u201d, conclui sorridente e confiante.  Pedro Miguel Concei\u00e7\u00e3o <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Amanh\u00e3, D. Maur\u00edlio de Gouveia celebra as bodas de prata ao servi\u00e7o daquela diocese<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[175,188,206,237,267,294],"class_list":["post-21567","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional","tag-diocese-de-evora","tag-direito-canonico","tag-familia","tag-joao-paulo-ii","tag-natal","tag-sacramentos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21567","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21567"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21567\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21567"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21567"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21567"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}