{"id":21511,"date":"2006-12-05T11:22:27","date_gmt":"2006-12-05T11:22:27","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/12\/05\/paz-e-um-dos-nomes-mais-belos-de-deus\/"},"modified":"2006-12-05T11:22:27","modified_gmt":"2006-12-05T11:22:27","slug":"paz-e-um-dos-nomes-mais-belos-de-deus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/paz-e-um-dos-nomes-mais-belos-de-deus\/","title":{"rendered":"<i>\u00abPaz\u00bb \u00e9 um dos nomes mais belos de Deus"},"content":{"rendered":"<p>Medita\u00e7\u00e3o de Advento de Bento XVI <!--more--> Publicamos a homilia que Bento XVI pronunciou no s\u00e1bado \u00e0 tarde na Bas\u00edlica de S\u00e3o Pedro, no Vaticano, durante a celebra\u00e7\u00e3o das I V\u00e9speras do primeiro Domingo do Advento.   \u201cVoltamos a escutar a primeira ant\u00edfona desta celebra\u00e7\u00e3o vespertina, que se apresenta como abertura do tempo de Advento e que ressoa como ant\u00edfona de todo o Ano Lit\u00fargico: \u00abAnunciai a todos os povos: Deus vem, nosso Salvador\u00bb. No in\u00edcio de um novo ciclo anual, a liturgia convida a renovar o seu an\u00fancio a todos os povos e o resume em duas palavras: \u00abDeus vem\u00bb. Esta express\u00e3o t\u00e3o sint\u00e9tica cont\u00e9m uma for\u00e7a de sugest\u00e3o sempre nova.  Detenhamo-nos um momento a reflectir: n\u00e3o usa o passado &#8211; Deus veio &#8211; nem o futuro, &#8211; Deus vir\u00e1 -, mas o presente: \u00abDeus vem\u00bb. Se prestarmos aten\u00e7\u00e3o, trata-se de um presente cont\u00ednuo, ou seja, de uma ac\u00e7\u00e3o que acontece sempre: est\u00e1 a ocorrer, ocorre agora e ocorrer\u00e1 mais uma vez. Em qualquer momento, \u00abDeus vem\u00bb.  O verbo \u00abvir\u00bb apresenta-se como um verbo \u00abteol\u00f3gico\u00bb, inclusive \u00abteologal\u00bb, porque diz algo que tem a ver com a natureza pr\u00f3pria de Deus. Anunciar que \u00abDeus vem\u00bb significa, portanto, anunciar simplesmente o pr\u00f3prio Deus, atrav\u00e9s de uma de suas marcas essenciais e significativas: \u00e9 o \u00abDeus-que-vem\u00bb.  Advento convida os crentes a tomar consci\u00eancia desta verdade e a actuar coerentemente. Ressoa como um chamado proveitoso que acontece com o passar dos dias, das semanas, dos meses: \u00abDesperta! Recorda que Deus vem! N\u00e3o veio ontem, nem vir\u00e1 amanh\u00e3, mas hoje, agora! O \u00fanico verdadeiro Deus, o Deus de Abra\u00e3o, de Isaac e de Jacob n\u00e3o \u00e9 um Deus que est\u00e1 no c\u00e9u, desinteressando-se de n\u00f3s e de nossa hist\u00f3ria, mas \u00e9 o Deus-que-vem\u00bb.  \u00c9 um Pai que n\u00e3o deixa nunca de pensar em n\u00f3s, respeitando totalmente a nossa liberdade: deseja encontrar-nos, visitar-nos, quer vir, viver no meio de n\u00f3s, permanecer em n\u00f3s. Este \u00abvir\u00bb deve-se \u00e0 sua vontade de livrar-nos do mal e da morte, de tudo aquilo que impede nossa verdadeira felicidade; Deus vem para salvar-nos.  Os Padres da Igreja observam que o \u00abvir\u00bb de Deus &#8211; cont\u00ednuo e, por assim dizer, co-natural com seu pr\u00f3prio ser &#8211; concentra-se nas duas principais vindas de Cristo, a da sua Encarna\u00e7\u00e3o e a do seu regresso glorioso no fim da hist\u00f3ria (cf. Cirilo de Jerusal\u00e9m, \u00abCatequese\u00bb 15, 1: PG 33, 870). O tempo de Advento vive entre estes dois p\u00f3los. Nos primeiros dias sublinha-se a espera da \u00faltima vinda do Senhor, como demonstram tamb\u00e9m os textos da celebra\u00e7\u00e3o vespertina de hoje. Ao aproximar-se o Natal, prevalecer\u00e1, no entanto, a mem\u00f3ria do acontecimento de Bel\u00e9m, para reconhecer nele a \u00abplenitude do tempo\u00bb. Entre estas duas vindas, \u00abmanifestadas\u00bb, h\u00e1 uma terceira, que s\u00e3o Bernardo chama \u00abintermedi\u00e1ria\u00bb e \u00aboculta\u00bb: acontece na alma dos crentes e tem uma esp\u00e9cie de ponte entre a primeira e a \u00faltima. \u00abNa primeira &#8212; escreve s\u00e3o Bernardo &#8211;, Cristo foi nossa reden\u00e7\u00e3o; na \u00faltima manifestar-se-\u00e1 como nossa vida, nesta ser\u00e1 nosso descanso e nosso consolo\u00bb (\u00abDisc. 5 sobre o Advento\u00bb, 1).  Para a vinda de Cristo, que poder\u00edamos chamar \u00abencarna\u00e7\u00e3o espiritual\u00bb, o arqu\u00e9tipo \u00e9 Maria. Como a Virgem conservou no seu cora\u00e7\u00e3o o Verbo feito carne, assim cada uma das almas e toda a Igreja est\u00e3o chamadas, na sua peregrina\u00e7\u00e3o terrena, a esperar Cristo que vem, e a acolh\u00ea-lo com f\u00e9 e amor sempre renovados.  A Liturgia do Advento sublinha que a Igreja d\u00e1 voz a essa espera de Deus profundamente inscrita na hist\u00f3ria da humanidade, uma espera com frequ\u00eancia sufocada e desviada para direc\u00e7\u00f5es equivocadas. Corpo misticamente unido a Cristo Chefe, a Igreja \u00e9 sacramento, ou seja, sinal e instrumento eficaz dessa espera de Deus.  De uma forma que s\u00f3 Ele conhece, a comunidade crist\u00e3 pode abreviar a vinda final, ajudando a humanidade a sair ao encontro do Senhor que vem. E isto f\u00e1-lo antes de nada com a ora\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o somente dessa forma. As \u00abboas obras\u00bb s\u00e3o essenciais e insepar\u00e1veis da ora\u00e7\u00e3o, como recorda a ora\u00e7\u00e3o deste primeiro Domingo de Advento, com a qual pedimos ao Pai Celestial que suscite em n\u00f3s \u00aba vontade de sair ao encontro de Cristo, com as boas obras\u00bb.  Deste ponto de vista, o Advento \u00e9 mais adequado que nunca para converter-se num tempo vivido em comunh\u00e3o com todos aqueles &#8211; e gra\u00e7as a Deus s\u00e3o muitos &#8211; que esperam um mundo mais justo e fraterno.  Este compromisso pela justi\u00e7a pode unir em certo sentido os homens de qualquer nacionalidade e cultura, crentes e n\u00e3o crentes. Todos, de facto, est\u00e3o animados por um anseio, ainda que diferente pelas suas motiva\u00e7\u00f5es, de um futuro de justi\u00e7a e de paz.  A paz \u00e9 a meta a que toda a humanidade aspira! Para os crentes, \u00abpaz\u00bb \u00e9 um dos nomes mais belos de Deus, que quer o entendimento entre todos seus filhos, como tive a oportunidade de recordar na minha peregrina\u00e7\u00e3o destes dias passados \u00e0 Turquia.  Um canto de paz ressoou nos c\u00e9us quando Deus se fez homem e nasceu de uma mulher, na plenitude dos tempos (cf. G\u00e1latas 4, 4).  Comecemos, pois, este novo Advento &#8211; tempo que nos presenteia o Senhor do tempo -, despertando nos nossos cora\u00e7\u00f5es a espera do Deus-que-vem e a esperan\u00e7a de que o seu nome seja santificado, de que venha o seu reino de justi\u00e7a e de paz, e que se fa\u00e7a a sua vontade assim na terra como no c\u00e9u. Deixemo-nos guiar nesta espera pela Virgem Maria, m\u00e3e do Deus-que-vem, M\u00e3e da Esperan\u00e7a, a quem celebraremos dentro de uns dias como Imaculada: que nos conceda a gra\u00e7a de ser santos e imaculados no amor quando aconte\u00e7a a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, a quem, com o Pai e o Esp\u00edrito Santo, se louve e glorifique pelos s\u00e9culos dos s\u00e9culos. Amen&#8221;.  <i>Traduzido por Zenit<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Medita\u00e7\u00e3o de Advento de Bento XVI<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[100,120,127,246,267],"class_list":["post-21511","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-advento","tag-bento-xvi","tag-catequese","tag-liturgia","tag-natal"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21511","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21511"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21511\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21511"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21511"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21511"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}