{"id":21483,"date":"2006-12-04T11:55:02","date_gmt":"2006-12-04T11:55:02","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/12\/04\/ano-pastoral-com-empenho-renovado\/"},"modified":"2006-12-04T11:55:02","modified_gmt":"2006-12-04T11:55:02","slug":"ano-pastoral-com-empenho-renovado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/ano-pastoral-com-empenho-renovado\/","title":{"rendered":"Ano Pastoral com empenho renovado"},"content":{"rendered":"<p>Apresenta\u00e7\u00e3o do Programa para a Arquidiocese de Braga <!--more--> O Conc\u00edlio Vaticano II continua a ser a refer\u00eancia para os itiner\u00e1rios program\u00e1ticos das Dioceses. No Decreto Christus Dominus, sobre o M\u00fanus Pastoral dos Bispos indica que, em cada diocese, devem ser fomentadas v\u00e1rias formas de apostolado em \u201ccoordena\u00e7\u00e3o\u201d e \u201c\u00edntima uni\u00e3o\u201d com quanto o Bispo, com os seus \u00f3rg\u00e3os de governo, determine. Importa, diz o Conc\u00edlio, \u201ctrabalhar em harmonia\u201d para que \u201cresplande\u00e7a mais a unidade da diocese\u201d (n\u00ba 17). Por outro lado, recomenda que as diversas formas de apostolado \u201cse adaptem convenientemente \u00e0s necessidades actuais, tendo presente as condi\u00e7\u00f5es humanas n\u00e3o s\u00f3 espirituais e morais, mas tamb\u00e9m as causas, demogr\u00e1ficas e econ\u00f3micas\u201d. Em confronto com esta doutrina, nunca reflectiremos o suficiente sobre o Programa Pastoral que a Arquidiocese prepara para todas as comunidades paroquiais. Ele deve acompanhar sempre as actividades habituais e suscitar iniciativas novas. A Abertura Solene do Ano Pastoral n\u00e3o significa que s\u00f3 agora tomamos consci\u00eancia do Programa Pastoral da Arquidiocese. Queremos, sim, no in\u00edcio dum novo ano lit\u00fargico, dar um alento novo \u00e0s concretiza\u00e7\u00f5es j\u00e1 em curso e, porventura, acordar algumas comunidades para este ritmo de vida. \u00c9 um Programa que reclama ser interpretado e aplicado na diversidade de cada comunidade. Pretendo, neste horizonte e aqui, nesta regi\u00e3o do interior, onde a solidariedade \u00e9, com mais evid\u00eancia, necess\u00e1ria, lan\u00e7ar o alerta de que a Igreja ter\u00e1 de ser, na sua diferen\u00e7a espec\u00edfica, uma \u201cFam\u00edlia Solid\u00e1ria\u201d e trabalhar para que toda a sociedade humana, crente ou n\u00e3o, tamb\u00e9m o seja. Temos, por isso, um \u00fanico caminho a percorrer fixando-nos em quatro dimens\u00f5es como fonte de muitas e variadas iniciativas.    1 \u2013 Evangelizar a \u201cFam\u00edlia Solid\u00e1ria\u201d A miss\u00e3o evangelizadora da Igreja \u00e9 a proclama\u00e7\u00e3o de que Cristo interpretou a vida como comunh\u00e3o com o Pai e dom de si pr\u00f3prio aos irm\u00e3os, e este \u00e9 um modelo para todos. A Igreja \u00e9, deste modo, o espa\u00e7o da doa\u00e7\u00e3o e entrega aos outros que se torna vis\u00edvel, qual \u201cIgreja dom\u00e9stica\u201d (LG 11) na fam\u00edlia como experi\u00eancia de amor e fraternidade entre aqueles que a comp\u00f5em. A Igreja protagoniza o an\u00fancio da \u201csolidariedade\u201d de vidas em que cada um se sente respons\u00e1vel por todos, inventando modos renovados de pastoral que gerem a consci\u00eancia de que a fam\u00edlia s\u00f3 se entende na l\u00f3gica duma doa\u00e7\u00e3o permanente e solid\u00e1ria (Cfr. Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa, Fam\u00edlia, esperan\u00e7a da Igreja e do mundo, 28).  2 \u2013 Celebrar a \u201cFam\u00edlia Solid\u00e1ria\u201d Como mist\u00e9rio de comunh\u00e3o, a eucaristia dominical, centro da viv\u00eancia crist\u00e3 do Dia do Senhor, aponta para a celebra\u00e7\u00e3o n\u00e3o individual mas em fam\u00edlia. Ela deve tornar-se vis\u00edvel na celebrar do Domingo, \u201cfonte de permanente renova\u00e7\u00e3o do amor\u201d. \u00c9 na Eucaristia que o Domingo, dia do repouso, do conv\u00edvio, do di\u00e1logo faz o convite pastoral a intensificar a solidariedade familiar (Cfr. Ibidem, 32).  3 \u2013 Agir para uma \u201cFam\u00edlia Solid\u00e1ria\u201d A par da celebra\u00e7\u00e3o os lares necessitam dum acompanhamento e solicitude da comunidade paroquial na viv\u00eancia do seu matrim\u00f3nio e dos valores que ele encerra. A Exorta\u00e7\u00e3o Familiaris Consortio (n\u00ba 65) recorda que a Igreja dever\u00e1 oferecer, duma maneira desinteressada, a participa\u00e7\u00e3o nas dificuldades e problemas para que o amor continue a vencer os in\u00fameros problemas que quotidianamente surgem. S\u00f3 uma ac\u00e7\u00e3o discreta e persistente mostrar\u00e1 que somos fam\u00edlia (Cfr. Ibidem, 41).   4 \u2013 Comunh\u00e3o em \u201cFam\u00edlia Solid\u00e1ria\u201d O caminho que a Igreja sempre percorreu foi a comunh\u00e3o e hoje quer ser \u201ccasa\u201d e \u201cescola\u201d de comunh\u00e3o. Para isso tornam-se necess\u00e1rios momentos e espa\u00e7os de encontro e partilha, na fam\u00edlia e na \u201cfam\u00edlia das fam\u00edlias\u201d, que s\u00e3o as comunidades paroquiais. S\u00e3o indispens\u00e1veis espa\u00e7os de conv\u00edvio familiar, di\u00e1logo sereno, enriquecimento cultural, partilha de conhecimentos, reflex\u00e3o conjunta, leitura de conte\u00fados apropriados, etc\u2026 (Cfr. Ibidem, 31). Nesta ac\u00e7\u00e3o conjunta, norteada pela f\u00e9 e esperan\u00e7a num mundo melhor, gostaria que a solidariedade com a fam\u00edlia e com a vida de todos, nas mais variadas situa\u00e7\u00f5es desde a concep\u00e7\u00e3o at\u00e9 \u00e0 morte, se tornasse uma ideia-for\u00e7a de todas as pessoas crentes. Ningu\u00e9m se deve auto-marginalizar deste caminho julgando que os outros \u00e9 que s\u00e3o os respons\u00e1veis por um amanh\u00e3 com esperan\u00e7a; ningu\u00e9m deve ser colocado \u00e0 margem deste itiner\u00e1rio por qualquer raz\u00e3o que seja.  Para isso, preparamos dois subs\u00eddios que esperamos sejam \u00fateis: 1 \u2013 A n\u00edvel doutrinal: Um desdobr\u00e1vel com uma mensagem-apelo; Uma Nota Pastoral subordinada ao tema Cultivar a vida, Uma reflex\u00e3o a caminho do Natal que dever\u00e1 tornar-se refer\u00eancia e preocupa\u00e7\u00e3o, sempre, mas particularmente, nesta etapa em direc\u00e7\u00e3o ao Natal.  2 \u2013 A n\u00edvel operativo Foi preparado um saco, que cada fam\u00edlia deveria levar para casa para entregar numa eucaristia a indicar pelo p\u00e1roco, com a sua partilha em favor das fam\u00edlias mais carenciadas. Mas, se importa dar algo de material, pe\u00e7o que as fam\u00edlias coloquem nesse saco as hist\u00f3rias de gestos concretos de solidariedade que, mantendo anonimato, ser\u00e3o divulgadas. Quantas coisas poder\u00e3o ser realizadas e postas a circular demonstrando a for\u00e7a do amor crist\u00e3o. Por outro lado, a solidariedade que queremos viver ter\u00e1 de ser discernida em comum, ou seja, pe\u00e7o que no saco sejam indicadas situa\u00e7\u00f5es concretas a que urge responder na par\u00f3quia, na arquidiocese, no mundo. O amor \u00e9 universal e co-respons\u00e1vel. Sabemos que os pobres sempre existir\u00e3o mas n\u00e3o podemos vot\u00e1-los ao esquecimento, ao abandono, ao \u201cpassar ao lado\u201d, ao comodismo, \u00e0 atitude f\u00e1cil de pensar que \u201cn\u00e3o \u00e9 comigo\u201d. Somos um \u00fanico corpo e sofremos todos com cada um. Juntos descubramos os problemas, talvez envergonhados e camuflados, e, em comum, procuremos as causas e criemos, no momento oportuno, as institui\u00e7\u00f5es que respondam dum modo adequado e digno. No desdobr\u00e1vel quisemos colocar uma figura materna a abra\u00e7ar uma crian\u00e7a. N\u00e3o ignoramos o papel do pai mas n\u00e3o se pretendeu referir, neste quadro, a fam\u00edlia. Pretendeu-se sublinhar a urg\u00eancia de comunidades crist\u00e3s com cora\u00e7\u00e3o, onde a ternura e o carinho se encontram com os mais abandonados tornando a comunidade bela como a fotografia que escolhemos. Em simult\u00e2neo, para o F\u00f3rum das Institui\u00e7\u00f5es, escolheu-se um logotipo onde se descortina um abra\u00e7o \u201cdisfar\u00e7ado\u201d numa cruz. Sabemos que o desconforto e a pobreza do nascimento de Cristo, h\u00e1 dois mil anos, reflecte-se nas cruzes humanas. Estas continuam a proliferar em realidades conhecidas e desconhecidas. N\u00e3o as queremos ignorar. Por Cristo, vamos \u201cabra\u00e7ar\u201d o mundo das fam\u00edlias para, na solicitude crist\u00e3, afastar as contradi\u00e7\u00f5es dum mundo global. Como Cristo, queremos ser o Bom Samaritano que cuida e cura sem esperar recompensa. Em Cristo, vamos dar a vida para que todos a tenham em abund\u00e2ncia.   Visita Pastoral a Ruiv\u00e3es, Vieira do Minho 3 de Dezembro de 2006 <i>+ Jorge Ferreira da Costa Ortiga, Arcebispo Primaz <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Apresenta\u00e7\u00e3o do Programa para a Arquidiocese de Braga<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[144,147,154,172,206,267,314],"class_list":["post-21483","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-concilio-vaticano-ii","tag-conferencia-episcopal-portuguesa","tag-crianca","tag-diocese-de-braga","tag-familia","tag-natal","tag-solidariedade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21483","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21483"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21483\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21483"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21483"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21483"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}