{"id":21453,"date":"2006-11-30T17:17:18","date_gmt":"2006-11-30T17:17:18","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/11\/30\/refugiados-ainda-nao-procuram-portugal\/"},"modified":"2006-11-30T17:17:18","modified_gmt":"2006-11-30T17:17:18","slug":"refugiados-ainda-nao-procuram-portugal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/refugiados-ainda-nao-procuram-portugal\/","title":{"rendered":"Refugiados ainda n\u00e3o procuram Portugal"},"content":{"rendered":"<p>Em 1999 foi inaugurado, em Portugal, o Centro de Acolhimento para os Refugiados e at\u00e9 ao momento \u201cj\u00e1 acolheu cerca de nove centenas de refugiados\u201d \u2013 disse \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA Isabel Sales, Directora do Centro de Acolhimento do Conselho Portugu\u00eas para os Refugiados (CPR), situado na Bobadela (Lisboa). Apesar do nosso pa\u00eds n\u00e3o ser muito atractivo para os Refugiados, Isabel Sales real\u00e7a que \u201cn\u00e3o h\u00e1 nenhuma raz\u00e3o espec\u00edfica para esta situa\u00e7\u00e3o\u201d at\u00e9 porque Portugal recebe muitos imigrantes.  Sendo um pa\u00eds perif\u00e9rico e com condi\u00e7\u00f5es econ\u00f3micas \u201cn\u00e3o muito favor\u00e1veis\u201d, Portugal n\u00e3o tem \u201cleis demasiado r\u00edgidas\u201d para acolher estas pessoas que pedem apoio. O CPR promoveu, dias 29 e 30 de Novembro, na Funda\u00e7\u00e3o Calouste Gulbenkian (Lisboa) o VII Congresso sobre \u201cRefugiados: novos desafios para o s\u00e9culo XXI\u201d. Esta iniciativa pretende alertar os \u201cinstrumentos internacionais\u201d porque \u201ch\u00e1 uma radicaliza\u00e7\u00e3o de posi\u00e7\u00f5es de v\u00e1rios Estados\u201d \u2013 confidenciou \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA Teresa Tito de Morais, Presidente da direc\u00e7\u00e3o do CPR.  Os controlos das fronteiras e algumas interpreta\u00e7\u00f5es \u201cmenos justas\u201d sobre a situa\u00e7\u00e3o dos refugiados \u201cpedem-nos que exista uma certa inova\u00e7\u00e3o e criatividade\u201d. Ao reflectir sobre estas problem\u00e1ticas, o CPR alerta para a necessidade das entidades que decidem  sobre estes assuntos que aprofundem estas \u201cproblemas humanit\u00e1rios\u201d \u2013 disse Teresa Tito de Morais. \u00c0 sociedade civil, a presidente do CPR pede que intervenha com \u201cmais for\u00e7a\u201d.  Ao fazer refer\u00eancia \u00e0s entidades governamentais, a presidente do CPR adianta que h\u00e1 uma \u201cvis\u00e3o humanista do problema\u201d mas isso \u201cn\u00e3o chega\u201d. \u201c\u00c9 preciso contribuir mais e ter influ\u00eancia na pol\u00edtica europeia\u201d \u2013 desabafou.    <b>Funcionamento do Centro Acolhimento para Refugiados<\/b> Os requerentes de asilo pedem apoio ao Estado portugu\u00eas e, geralmente, s\u00e3o encaminhados pelo Servi\u00e7o de Estrangeiros e Fronteiras (SEF). Cerca de 80% dos pedidos feitos em Portugal s\u00e3o \u201cencaminhados para o nosso centro\u201d \u2013 frisou Isabel Sales. Depois do primeiro passo recebem as pessoas durante alguns meses. Neste per\u00edodo o Centro de Acolhimento do Conselho Portugu\u00eas para os Refugiados d\u00e1 alojamento, g\u00e9neros aliment\u00edcios e subs\u00eddios para refei\u00e7\u00f5es porque \u201cexistem culturas muito diferentes\u201d e \u201cgostos gastron\u00f3micos divergentes\u201d. Com v\u00e1rios protocolos, os \u00abacolhidos\u00bb fazem, logo no in\u00edcio, uma despistagem de doen\u00e7as infecto-contagiosas e se \u201cnotamos ind\u00edcios de torturas enviamo-los para o centro de apoio a v\u00edtimas de torturas\u201d \u2013 real\u00e7a a Directora do Centro de Acolhimento do Conselho Portugu\u00eas para os Refugiados. O novo Centro \u2013 inaugurado em Outubro passado \u2013 tem capacidade para 34 pessoas.  Feita a integra\u00e7\u00e3o \u2013 demora alguns meses devido \u00e0s barreiras lingu\u00edsticas \u2013 \u201ctentamos  encaminh\u00e1-los a n\u00edvel laboral\u201d. A aprendizagem da l\u00edngua \u00e9 fundamental para entrarem no mercado de trabalho. \u201cTemos uma professora de portugu\u00eas que lhes ensina a nossa l\u00edngua\u201d \u2013 explica Isabel Sales. Destas centenas de refugiados que Portugal recebeu a maioria s\u00e3o do continente africano. \u201cMuitos eram da Serra Leoa\u201d \u2013 avan\u00e7ou a Directora do Centro de Acolhimento do CPR. E acrescenta: \u201cAgora v\u00eam muitos dos pa\u00edses de Leste\u201d e tamb\u00e9m \u201cda Am\u00e9rica Latina\u201d. Ao n\u00edvel de raz\u00f5es apontadas para o pedido de asilo feito ao Estado Portugu\u00eas s\u00e3o variados. \u201cUns por raz\u00f5es pol\u00edticas outros por raz\u00f5es de narcotr\u00e1fico\u201d. <B>Not\u00edcias relacionadas<\/B> <a href=\"noticia.asp?noticiaid=39874\">\u2022Portugal deve saber acolher os refugiados<\/a> <a href=\"noticia.asp?noticiaid=39897\">\u2022Portugal n\u00e3o \u00e9 atractivo para os refugiados<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 1999 foi inaugurado, em Portugal, o Centro de Acolhimento para os Refugiados e at\u00e9 ao momento \u201cj\u00e1 acolheu cerca de nove centenas de refugiados\u201d \u2013 disse \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA Isabel Sales, Directora do Centro de Acolhimento do Conselho Portugu\u00eas para os Refugiados (CPR), situado na Bobadela (Lisboa). 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