{"id":21425,"date":"2006-11-29T16:20:38","date_gmt":"2006-11-29T16:20:38","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/11\/29\/cultura-da-vida-maternidade-em-exposicao\/"},"modified":"2006-11-29T16:20:38","modified_gmt":"2006-11-29T16:20:38","slug":"cultura-da-vida-maternidade-em-exposicao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/cultura-da-vida-maternidade-em-exposicao\/","title":{"rendered":"Cultura da vida: maternidade em exposi\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Ir ao restaurante do Pal\u00e1cio da Independ\u00eancia, em Lisboa, n\u00e3o significa procurar uma simples refei\u00e7\u00e3o. Neste espa\u00e7o, e at\u00e9 ao dia 30, o palato associa-se \u00e0 vis\u00e3o e a partir daqui o cliente \u00e9 convidado a deixar-se levar pelo mundo da \u201cMaternidade\u201d.  V\u00e1rias pe\u00e7as de escultura e pintura de v\u00e1rios artistas portugueses, que se associaram a esta exposi\u00e7\u00e3o e a esta causa, porque os fundos revertem a favor das institui\u00e7\u00f5es \u201cPonto de Apoio \u00e0 Vida\u201d, \u201cAjuda de M\u00e3e\u201d e ADAV (Associa\u00e7\u00e3o de Defesa e Apoio da Vida).  \u201cN\u00e3o tenhas medo\u201d, \u201cO ber\u00e7o\u201d, \u201cM\u00e3e e filhos\u201d \u201cA protegida\u201d, \u201cA gr\u00e1vida\u201d s\u00e3o t\u00edtulos de algumas obras e representam uma realidade para muitas mulheres nem sempre protegidas ou convenientemente acompanhadas.   \u201cA origem deste projecto est\u00e1 na cultura da vida e na arte do bem fazer\u201d esclarece \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA Sofia Guedes, que atrav\u00e9s do grupo Sinais de Vida, promove esta exposi\u00e7\u00e3o. \u201cA arte \u00e9 tamb\u00e9m uma cultura \u00e0 vida atrav\u00e9s da est\u00e9tica e do belo e esta \u00e9 uma maneira de contemplar, falar e apoiar a maternidade\u201d refere. Todas as pe\u00e7as s\u00e3o de artistas portugueses que desenvolveram trabalho nesta \u00e1rea e que \u201cofereceram para esta causa\u201d.  Numa altura em que o tema do aborto est\u00e1 em cima da mesa consideram que \u201ccada vez mais \u00e9 importante falar no trabalho que v\u00e1rias institui\u00e7\u00f5es fazem no apoio \u00e0s mulheres\u201d.   Jos\u00e9 Abecassis, como respons\u00e1vel pelo restaurante explica que \u201co tema atraiu-me logo assim como o facto de podermos ajudar algumas associa\u00e7\u00f5es\u201d. As pessoas v\u00eaem com agrado a exposi\u00e7\u00e3o e \u201ccirculam pelo restaurante\u201d facto pouco habitual nos estabelecimentos. Os clientes \u201ccompram de facto as pe\u00e7as o que \u00e9 muito positivo\u201d sublinha Jos\u00e9 Abecassis e manifestam curiosidade \u201cespecialmente em rela\u00e7\u00e3o ao tema que n\u00e3o esperavam e que consideram estar muito bem conseguido\u201d.   Nas duas salas que ocupam a exposi\u00e7\u00e3o podem encontrar-se pe\u00e7as para todos os gostos, sempre alusivos \u00e0 maternidade: o corpo da mulher gr\u00e1vida, crian\u00e7as fotografadas, pinturas infantis ou m\u00e3os pequenas que procuram junto de m\u00e3os maiores a protec\u00e7\u00e3o da maternidade.  Joana Tinoco de Faria \u00e9 psic\u00f3loga no Ponto de Apoio \u00e0 V\u00edtima, uma das institui\u00e7\u00f5es benefici\u00e1rias da exposi\u00e7\u00e3o. \u201c\u00c9 principalmente uma promo\u00e7\u00e3o \u00e0 cultura da vida\u201d explica \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA, sendo a arte uma delas. Mais do que ajudar em termos financeiros \u00e9 importante \u201cfalar da vida de uma forma menos convencional\u201d normalmente atrav\u00e9s de debates, mas onde as obras falam por si.   <b>Desengravidar<\/b> Da sua experi\u00eancia de um ano e meio ao servi\u00e7o do Ponto de Apoio \u00e0 Vida o crucial \u00e9 \u201cacolher as mulheres e ao seu sofrimento\u201d fazendo caminho com elas \u201ce n\u00e3o por elas\u201d sublinha. Porque as mulheres que procuram a associa\u00e7\u00e3o s\u00e3o pessoas que \u201clidam com gravidezes indesejadas e n\u00e3o planeadas\u201d  e que interferem no projecto que tinham estabelecido para as suas vidas \u201ce isso causa sofrimento interior\u201d. \u00c9 um processo que demora tempo e n\u00e3o se mede, \u201cporque lidamos com factores humanos\u201d explica a psic\u00f3loga, sublinhando que n\u00e3o se consegue ajudar se \u201celas pr\u00f3prias n\u00e3o quiserem\u201d. A procura da associa\u00e7\u00e3o d\u00e1-se muitas vezes porque as mulheres \u201ccomo elas mesmo afirmam querem desengravidar\u201d.   Ao inv\u00e9s, a associa\u00e7\u00e3o prop\u00f5e um caminho que quem n\u00e3o tem condi\u00e7\u00f5es sociais, financeiros e emocionais \u201ce por isso tentamos ajudar, propondo objectivos diferentes\u201d, porque como afirma \u201ca mulher sente-se pressionada pelas pr\u00f3prias circunst\u00e2ncias e o aborto acaba por n\u00e3o ser uma escola\u201d. Dos casos que acompanha constata que ao aborto tr\u00e1s muito sofrimento a longo prazo \u201cporque uma mulher que aborta n\u00e3o tem no\u00e7\u00e3o imediata do que est\u00e1 a fazer e a palavra desengravidar \u00e9 bastante elucidativa da forma como inicialmente se lida com a gravidez indesejada\u201d esclarece. Mas uma gravidez indesejada e negada psicologicamente torna-se numa gravidez muito desejada e num beb\u00e9 muito desejado e a partir da\u00ed \u201ctudo se torna mais f\u00e1cil\u201d.  <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ir ao restaurante do Pal\u00e1cio da Independ\u00eancia, em Lisboa, n\u00e3o significa procurar uma simples refei\u00e7\u00e3o. Neste espa\u00e7o, e at\u00e9 ao dia 30, o palato associa-se \u00e0 vis\u00e3o e a partir daqui o cliente \u00e9 convidado a deixar-se levar pelo mundo da \u201cMaternidade\u201d. 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