{"id":213999,"date":"2021-08-18T17:00:15","date_gmt":"2021-08-18T16:00:15","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=213999"},"modified":"2021-08-17T14:45:58","modified_gmt":"2021-08-17T13:45:58","slug":"213999-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/213999-2\/","title":{"rendered":"\u00abZoom in\u00bb: Patrim\u00f3nio religioso a visitar na Guarda (c\/v\u00eddeo)"},"content":{"rendered":"<p><!--more--><\/p>\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe  id=\"_ytid_93397\"  width=\"480\" height=\"270\"  data-origwidth=\"480\" data-origheight=\"270\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/MIQD97RBhXc?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=pt&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=0&#038;fs=1&#038;playsinline=1&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<h4><strong><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/guarda-IgrejaSaoVicente.jpg\"><br \/>\n<img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-214004 \" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/guarda-IgrejaSaoVicente-849x1024.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"482\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/guarda-IgrejaSaoVicente-849x1024.jpg 849w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/guarda-IgrejaSaoVicente-215x260.jpg 215w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/guarda-IgrejaSaoVicente-768x927.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/guarda-IgrejaSaoVicente-1080x1303.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/guarda-IgrejaSaoVicente-980x1183.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/guarda-IgrejaSaoVicente-480x579.jpg 480w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/guarda-IgrejaSaoVicente.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a><\/strong><\/h4>\n<h4><strong>Igreja de S\u00e3o Vicente <\/strong><\/h4>\n<p>Documentada desde o s\u00e9culo XIII a Igreja de S\u00e3o Vicente nada preserva do templo medieval. O edif\u00edcio \u00e9 uma reconstru\u00e7\u00e3o do final do s\u00e9culo XVIII, sob o mecenato do prelado episcopal, D. Jer\u00f3nimo Rogado do Carvalhal e Silva. No exterior do templo destaca-se o portal sobre o qual se encontra colocada a pedra de armas do respons\u00e1vel pela reedifica\u00e7\u00e3o. No interior da igreja, \u00e0 tonalidade aurifulgente da talha, executada no s\u00e9culo XVIII, contrap\u00f5e-se a sobriedade crom\u00e1tica da s\u00e9rie de pain\u00e9is de azulejos figurados setecentistas, onde se exp\u00f5em cenas da Paix\u00e3o de Cristo, na capela-mor, e cenas da vida de Nossa Senhora no corpo da igreja. Estes pain\u00e9is azulejares s\u00e3o atribu\u00eddos a Salvador de Sousa Carvalho (ca. 1727-1810), artista nascido em Lisboa, uma figura marcante na produ\u00e7\u00e3o azulejar coimbr\u00e3 da segunda metade de setecentos. Os pain\u00e9is, na sua dimens\u00e3o maior, ao centro, atingem os 26 azulejos de altura e s\u00e3o envolvidos por uma densa e exuberante decora\u00e7\u00e3o, animados por concheados volumosos e sinuosos rococ\u00f3s, com pintura em tons de azul mais carregado na cercadura e mais t\u00e9nue ao centro, avivados, no enquadramento, com marmoreados amarelos e mangan\u00eas, aparecendo, na parte superior a compor todo o conjunto, \u201ccoroamento de flores e folhagens verdes de cobre\u201d<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><strong><sup>[1]<\/sup><\/strong><\/a>. Na parte inferior, uma cartela, tipicamente rococ\u00f3, centra toda a composi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Capela-mor<\/strong><\/p>\n<p>Os pain\u00e9is desenrolam-se segundo uma sequ\u00eancia l\u00f3gica.<\/p>\n<ul>\n<li>Flagela\u00e7\u00e3o<\/li>\n<li>S\u00edmbolos da Paix\u00e3o &#8211; no lado do Evangelho e da Ep\u00edstola<\/li>\n<li>Coroa\u00e7\u00e3o de espinhos<\/li>\n<li>Pilatos e Cristo &#8211; <em>Ecce Homo<\/em><\/li>\n<li>Queda de Jesus no caminho do Calv\u00e1rio<\/li>\n<li>Porta em <em>Tromp l\u2019oeil<\/em><\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Corpo da igreja<\/strong><\/p>\n<p>No corpo da igreja, os pain\u00e9is s\u00e3o id\u00eanticos aos da capela-mor, atingindo em altura 26 azulejos com o mesmo tamanho.<\/p>\n<p>Repetem, nos enquadramentos que envolvem as partes decorativas, os mesmos elementos concheados de contorno irregular. A parte figurativa \u00e9 de tem\u00e1tica mariana e podemos observar:<\/p>\n<ul>\n<li>Nossa Senhora apresentada no Templo<\/li>\n<li>Casamento de Nossa Senhora<\/li>\n<li>Anuncia\u00e7\u00e3o<\/li>\n<li>Visita\u00e7\u00e3o de Nossa Senhora a Santa Isabel<\/li>\n<li>Nascimento de Jesus<\/li>\n<li>Adora\u00e7\u00e3o dos Magos<\/li>\n<li>Fuga para o Egipto<\/li>\n<li>No Batist\u00e9rio: O batismo de Jesus, S\u00e3o Francisco e S\u00e3o Jer\u00f3nimo<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Capela do Batist\u00e9rio<\/strong><\/p>\n<p>O batist\u00e9rio da Igreja de S\u00e3o Vicente surge como um edif\u00edcio independente, de planta centralizada e com a pia batismal em pedra elevada sobre uma coluna. O batist\u00e9rio tamb\u00e9m tem cerca de 390 azulejos do mesmo tipo, com a representa\u00e7\u00e3o do Batismo de Cristo. No batist\u00e9rio, ainda, e interrompendo o painel de azulejos do lado esquerdo, onde se v\u00ea representado S\u00e3o Jer\u00f3nimo, um dos patronos do bispo construtor, l\u00ea-se a seguinte legenda, coeva da edifica\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p>\u201cIN HOC BAPTISTERIO NOMEN ACCEPIT<br \/>\nHIERONYMUS EPISCOPUS EGITANIENSIS<br \/>\nCUJUS OPE ECCLESIA ISTA AFUNDAMENTIS<br \/>\nREEDIEICATA FUIT ANNO<br \/>\nMDCCLXXXX&#8221;<\/p>\n<p>NESTE BATIST\u00c9RIO RECEBEU O NOME JER\u00d3NIMO<br \/>\nBISPO DA GUARDA, A CUJAS ESPENSAS ESTA IGREJA FOI REEDIFICADA DESDE OS FUNDAMENTOS<br \/>\nNO ANO DE 1790<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Igreja de S\u00e3o Vicente<br \/>\n<\/strong><strong>Localiza\u00e7\u00e3o:<\/strong> Guarda, Rua Francisco dos Passos<br \/>\n<strong>Tutela:<\/strong> F\u00e1brica da Igreja Paroquial da Freguesia de S\u00e3o Vicente<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\"><strong>[1]<\/strong><\/a>SIM\u00d5ES, J. M. dos Santos,<em> Azulejaria em Portugal no s\u00e9culo XVIII<\/em>. Lisboa: Funda\u00e7\u00e3o Calouste Gulbenkian, 1979, p. 78.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4><strong>Igreja Matriz de Vinh\u00f3<\/strong><\/h4>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/guarda-Vinho_1.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-214006 size-medium\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/guarda-Vinho_1-390x260.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/guarda-Vinho_1-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/guarda-Vinho_1-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/guarda-Vinho_1-768x513.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/guarda-Vinho_1-1080x721.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/guarda-Vinho_1-1280x854.jpg 1280w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/guarda-Vinho_1-980x654.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/guarda-Vinho_1-480x320.jpg 480w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/guarda-Vinho_1.jpg 1500w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/><\/a> <a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/guarda-Vinho_2-rui-gralha.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-214007 size-medium\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/guarda-Vinho_2-rui-gralha-390x260.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/guarda-Vinho_2-rui-gralha-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/guarda-Vinho_2-rui-gralha-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/guarda-Vinho_2-rui-gralha-768x513.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/guarda-Vinho_2-rui-gralha-1080x721.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/guarda-Vinho_2-rui-gralha-1280x854.jpg 1280w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/guarda-Vinho_2-rui-gralha-980x654.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/guarda-Vinho_2-rui-gralha-480x320.jpg 480w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/guarda-Vinho_2-rui-gralha.jpg 1500w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/><\/a><\/p>\n<p>O Convento da Madre Deus foi mandado edificar em 1567 pelo cavaleiro Francisco de Sousa e sua mulher, Dona Ant\u00f3nia, para recolhimento de Freiras Clarissas. Do primitivo templo subsiste a igreja de nave \u00fanica e o portal lateral que era o primitivo acesso \u00e0 entrada principal da igreja, utilizado pelas clarissas, e sobre o qual foi colocado a pedra de armas dos fundadores. No interior, assistimos \u00e0 integridade entre a talha e a pintura de caixot\u00e3o, sendo a ab\u00f3bada da nave o prolongamento dos ret\u00e1bulos de Estilo Joanino e a ab\u00f3bada da capela-mor o prolongamento do ret\u00e1bulo de Estilo Nacional. O ret\u00e1bulo do Evangelho recebe uma pintura do s\u00e9culo XVI (?). O arco triunfal \u00e9 totalmente revestido a talha, tendo no fecho as ins\u00edgnias da Ordem Franciscana: dois bra\u00e7os estigmatizados o da dextra sobreposto e nu, o da sinistra sotoposto e vestido de \u201cburel\u201d. Aquelas armas t\u00eam origem na b\u00ean\u00e7\u00e3o dada por S\u00e3o Francisco na hora da sua morte aos frades que haviam aderido ao seu modo de vida; naquele momento o Santo cruzou os bra\u00e7os e estendeu por cima deles a cruz assim formada, benzendo-os a todos, presentes e ausentes, em poder e nome de Cristo. \u201cO bra\u00e7o nu alude pois a Cristo, em cujo nome se realizou a b\u00ean\u00e7\u00e3o por interm\u00e9dio de Francisco, e encontra-se sobreposto para assinalar a Sua primazia. O bra\u00e7o vestido de burel identifica o santo fundador da Ordem, uma vez que este tecido havia sido escolhido para a composi\u00e7\u00e3o do respetivo h\u00e1bito em sinal de despojamento, de humildade e de sacrif\u00edcio, pois tratava-se do tecido mais rude, mais barato e menos confort\u00e1vel. Ambos os bra\u00e7os apresentam m\u00e3os com chagas: a de Cristo alude naturalmente \u00e0 crucifica\u00e7\u00e3o; a de Francisco aos estigmas.\u201d<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><sup>[1]<\/sup><\/a>. Os caixot\u00f5es executados no final do s\u00e9culo XVII foram pintados com narrativa hagiogr\u00e1fica e b\u00edblica. No interior da igreja encontramos, ainda, a Capela do Menino Jesus da Tia Baptista \u201c[\u2026] FEITA DAS ESMOLAS DOS DEVOTOS E DA DIVISA O MENINO JEZUS DA TIA BAPTISTA DO CEU NO ANNO DE 1773.\u201d Esta capela \u00e9 decorada com ret\u00e1bulo de talha e pain\u00e9is azulejares setecentistas, onde se exp\u00f5em cenas da vida de Nossa Senhora e do seu Filho &#8211; a <em>Anuncia\u00e7\u00e3o<\/em>, o <em>Nascimento de Jesus<\/em>, a <em>Adora\u00e7\u00e3o dos Reis Magos<\/em> e a <em>Circuncis\u00e3o<\/em>, referida no Evangelho de Lucas (Lc 2, 21).<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>Localiza\u00e7\u00e3o:<\/strong> Gouveia, Vinh\u00f3, Adro do Convento.<\/p>\n<p><strong>Tutela:<\/strong> F\u00e1brica da Igreja Paroquial da Freguesia de Vinh\u00f3.<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> <a href=\"http:\/\/www.academia.edu\/7840267\/Her%C3%A1ldica_franciscana\">http:\/\/www.academia.edu\/7840267\/Her%C3%A1ldica_franciscana<\/a> [consultado a 7 julho 2021].<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4><strong>Santu\u00e1rio de Nossa Senhora do Desterro<\/strong><\/h4>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/guarda-Santuario-Sra-do-Desterro_8.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-214008 size-large\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/guarda-Santuario-Sra-do-Desterro_8-1024x683.jpg\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"683\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/guarda-Santuario-Sra-do-Desterro_8-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/guarda-Santuario-Sra-do-Desterro_8-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/guarda-Santuario-Sra-do-Desterro_8-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/guarda-Santuario-Sra-do-Desterro_8-1080x721.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/guarda-Santuario-Sra-do-Desterro_8-980x654.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/guarda-Santuario-Sra-do-Desterro_8-480x320.jpg 480w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/guarda-Santuario-Sra-do-Desterro_8.jpg 1199w\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Segundo a tradi\u00e7\u00e3o o aparecimento, em diferentes locais, das imagens da Virgem, de S\u00e3o Jos\u00e9 e do Menino Jesus, deram origem \u00e0 constru\u00e7\u00e3o do Santu\u00e1rio de Nossa Senhora do Desterro formado por dez capelas edificadas entre o s\u00e9culo XVII e XIX. Este santu\u00e1rio, considerado o mais c\u00e9lebre das terras beir\u00e3s, ergue-se a cerca de 80 metros de altitude, num local apraz\u00edvel e de particular beleza natural.<\/p>\n<p>A <strong><em>Capela de Nossa Senhora do Desterro <\/em><\/strong>edificada no s\u00e9culo XVII foi totalmente reconstru\u00edda e ampliada entre o final do s\u00e9culo XVIII e in\u00edcio do s\u00e9culo XIX. O exterior do edif\u00edcio \u00e9 animado por v\u00e1rios elementos de cantaria e o interior da capela \u00e9 dinamizado pela presen\u00e7a de mobili\u00e1rio lit\u00fargico, que permite centrar nela as principais festividades, com o recurso \u00e0 teia comungat\u00f3ria, ao p\u00falpito e ao coro-alto. Os ret\u00e1bulos laterais s\u00e3o tardo-barrocos.<\/p>\n<p>A <strong>Capela de Nossa Senhora dos Prazeres ou dos Doutores<\/strong> \u00e9 a mais peculiar das edifica\u00e7\u00f5es. No que se refere \u00e0 tem\u00e1tica encontramos eco nas palavras de Lucas: \u201c[o]s pais de Jesus iam todos os anos a Jerusal\u00e9m, pela festa da P\u00e1scoa. Quando Ele chegou aos doze anos, subiram at\u00e9 l\u00e1, segundo o costume da festa. Terminados esses dias, regressaram a casa e o Menino ficou em Jerusal\u00e9m, sem que os pais o soubessem. Pensando que ele se encontrava na caravana, fizeram um dia de viagem e come\u00e7aram a procura-Lo entre os parentes e conhecidos. N\u00e3o o tendo encontrado, voltaram a Jerusal\u00e9m, \u00e0 sua procura. Tr\u00eas dias depois, encontraram-no no templo, sentado entre os doutores, a ouvi-los e a fazer-lhes perguntas. Todos os quantos ouviam, estavam estupefactos com a sua intelig\u00eancia e as suas respostas. Ao v\u00ea-lo, ficaram assombrados e sua m\u00e3e disse-lhe: \u201cFilho porque nos fizeste isto? Olha que teu pai e eu and\u00e1vamos aflitos \u00e0 Tua procura!\u201d. (Lc 2,41-48). O epis\u00f3dio encontra-se materializado num conjunto de esculturas de dimens\u00f5es avultadas.<\/p>\n<p>Na <strong><em>Capela da Anuncia\u00e7\u00e3o<\/em><\/strong> encontra-se representado o epis\u00f3dio em que o anjo Gabriel \u00e9 enviado por Deus, \u00e0 cidade de Nazar\u00e9, com o objetivo de informar a Virgem que ir\u00e1 dar \u00e0 luz um Filho. Na <strong><em>Capela da Apresenta\u00e7\u00e3o <\/em><\/strong>narra-se o epis\u00f3dio da <em>Apresenta\u00e7\u00e3o do Menino Jesus no Templo<\/em>. <strong><em>Na Capela de Jesus no Horto ou Capela da Agonia\u00a0 <\/em><\/strong>narra-se, segundo o Evangelho de Lucas, a <em>Ora\u00e7\u00e3o de Jesus no Monte das Oliveiras<\/em> onde: \u201c[\u2026] vindo do c\u00e9u, aparece-lhe um anjo que O confortava. Cheio de ang\u00fastia, p\u00f4s-se a orar mais intensamente, e o suor tornou-se-lhe como grossas gotas de sangue, que ca\u00edram na terra\u201d (Lc 22 ,43). Na <strong><em>Capela do encontro<\/em><\/strong> representa-se a IV Esta\u00e7\u00e3o da Via-Sacra \u2013 Jesus encontra Sua M\u00e3e. Na <strong><em>Capela do Calv\u00e1rio<\/em><\/strong> est\u00e1 representada a XI Esta\u00e7\u00e3o da Via-Sacra \u2013 Jesus \u00e9 cravado na Cruz. <strong>Na Capela de Nossa Senhora da Piedade<\/strong> encontra-se representada a XIII Esta\u00e7\u00e3o da Via-Sacra \u2013 Jesus \u00e9 retirado da cruz. Do santu\u00e1rio fazem ainda parte a <strong><em>Capela de Nossa Senhora das Dores <\/em><\/strong>e a<strong><em> Capela de Nossa Senhora da Boa Viagem<\/em><\/strong>.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/guardaSantuario-Sr-do-Desterro_37.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone wp-image-214009 size-medium\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/guardaSantuario-Sr-do-Desterro_37-390x260.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/guardaSantuario-Sr-do-Desterro_37-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/guardaSantuario-Sr-do-Desterro_37-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/guardaSantuario-Sr-do-Desterro_37-768x512.jpg 768w, 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