{"id":213619,"date":"2021-08-06T17:00:39","date_gmt":"2021-08-06T16:00:39","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=213619"},"modified":"2021-08-04T15:44:11","modified_gmt":"2021-08-04T14:44:11","slug":"213619-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/213619-2\/","title":{"rendered":"\u00abZoom in\u00bb: Santar\u00e9m, \u00abobra de arte total\u00bb (c\/v\u00eddeo)"},"content":{"rendered":"<p><!--more--><\/p>\n<h4>https:\/\/youtu.be\/kHAqlCQmap8<\/h4>\n<h4><strong>&#8220;Capela dourada&#8221; de Santar\u00e9m<\/strong><\/h4>\n<p>A Capela dos Terceiros de S\u00e3o Francisco, vulgarmente designada por Capela Dourada, \u00e9 um pequeno edif\u00edcio anexo \u00e0 Igreja do Convento de Nossa Senhora de Jesus do S\u00edtio (Monumento Nacional), sede da Vener\u00e1vel Ordem Terceira de Franciscanos Seculares, fundada em 1666.<\/p>\n<p>Nas mesmas d\u00e9cadas em que a Vila de Santar\u00e9m via edificar o grande Col\u00e9gio da Companhia de Jesus (atual S\u00e9) e a Igreja de Nossa Senhora da Piedade (por reconhecimento da intercess\u00e3o milagrosa que permitiu a vit\u00f3ria portuguesa na batalha do Ameixial, em 1663), esta pequena capela franciscana ousou destacar-se no panorama art\u00edstico, provavelmente para afirmar a nova fraternidade de Irm\u00e3os da Penit\u00eancia que nascera em rutura com uma outra que existia na Vila, sob jurisdi\u00e7\u00e3o dos religiosos do Convento de S\u00e3o Francisco.<\/p>\n<p>Fruto do significativo n\u00famero de irm\u00e3os professos \u2013 entre os quais: Trist\u00e3o Nunes Infante, D. Rodrigo Telles de Menezes (Conde de Unh\u00e3o), Manuel de Saldanha Sande e D. Diogo Fernandes de Almeida (Alcaide-mor da Vila de Santar\u00e9m) \u2013 e de consider\u00e1veis esmolas por estes concedidas, o interior desta capela reuniu um not\u00e1vel programa decorativo, composto por azulejos, pinturas sobre tela, talha e escultura dourada e policromada, tornando-se o \u00fanico sobrevivente e mais emblem\u00e1tico exemplo de \u201cobra de arte total\u201d em Santar\u00e9m.<\/p>\n<p>Para al\u00e9m da composi\u00e7\u00e3o art\u00edstica do interior, que contrasta com a simplicidade arquitet\u00f3nica do exterior, o conjunto de obras de arte em presen\u00e7a funciona como uma perfeita catequese franciscana, que se constr\u00f3i a partir de duas linhas de apresenta\u00e7\u00e3o. No primeiro n\u00edvel, um bel\u00edssimo silhar de azulejos, produzido em 1717, da autoria do lisboeta Manuel de Oliveira Bernardes. Nele se apresentam, como n\u00e3o podia deixar de ser, v\u00e1rios epis\u00f3dios da vida do <em>Poverello <\/em>de Assis, com particular destaque para a <em>Estigmatiza\u00e7\u00e3o no Monte Alverne<\/em>, momentos de prova\u00e7\u00e3o vividos por S\u00e3o Francisco e ainda <em>a entrega da Regra \u00e0 Fam\u00edlia Franciscana<\/em>. Em pain\u00e9is de menores dimens\u00f5es observam-se alegorias \u00e0 caridade, obedi\u00eancia, paci\u00eancia e ora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No n\u00edvel superior encontra-se um ciclo pict\u00f3rico constitu\u00eddo por catorze pinturas sobre tela do final do s\u00e9culo XVII emolduradas por largas estruturas de madeira entalhada, dourada e policromada. Aqui se apresenta o incontorn\u00e1vel testemunho de v\u00e1rios Terceiros Franciscanos, recordando que as suas virtudes e caminhos de santidade est\u00e3o acess\u00edveis a todos os que vivam o Evangelho ao exemplo do fundador. S\u00e3o eles: Beato Amadeu e Beato Le\u00e3o, Santa Isabel de Portugal, Santa Isabel da Hungria, Beato J\u00e1come de Laud, Santo Elziro e Santa Delfina, Beato Gualtero, Bispo de Treviso; S\u00e3o Fernando, Rei de Castela; Santa \u00c2ngela de Fulgino; Beata Michelina; S\u00e3o Lu\u00eds IX, Rei de Fran\u00e7a; Beato Bartholo de S\u00e3o Geminiano; Santa Clara de Monte Falco. Completa o ciclo a representa\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Francisco de Assis entregando a Regra ao casal Luqu\u00e9sio e Bonadona (<em>os Bem Casados<\/em>), primeiros irm\u00e3os terceiros.<\/p>\n<p>Rasgam a composi\u00e7\u00e3o dos dois ciclos, azulejar e pict\u00f3rico, cinco portas e cinco arcos de volta perfeita, e nestes se inscrevem 3 ret\u00e1bulos em talha <em>Estilo Nacional<\/em>, destacando-se no principal uma escultura de Cristo crucificado enquadrada por painel representando a cidade de Jerusal\u00e9m. Nos dois ret\u00e1bulos laterais, tamb\u00e9m em talha dourada e policromada, podem ser observadas: a escultura de S\u00e3o Francisco da Assis, do lado da Ep\u00edstola e, do lado oposto, uma imagem de vestir invocando Nossa Senhora.<\/p>\n<p>A Capela Dourada foi adaptada a casa mortu\u00e1ria do Hospital de Jesus Cristo, estrutura que funcionou no complexo desde 1836 at\u00e9 1985. Posteriormente, foi alvo de reabilita\u00e7\u00e3o estrutural e das coberturas, at\u00e9 que nos anos 2020 e 2021 pode receber uma significativa campanha de conserva\u00e7\u00e3o e restauro &#8211; promovida pela Santa Casa da Miseric\u00f3rdia de Santar\u00e9m e financiada pelo Fundo Rainha D. Leonor da Santa Casa da Miseric\u00f3rdia de Lisboa em parceira com a Uni\u00e3o das Miseric\u00f3rdias Portuguesas-, a qual permitiu devolver, ao conjunto patrimonial, a dignidade e frui\u00e7\u00e3o que h\u00e1 muito reclamava.<\/p>\n<p>Os trabalhos foram inaugurados no dia 31 de maio de 2021, e a Capela est\u00e1 acess\u00edvel atrav\u00e9s da visita \u00e0 Igreja de Jesus Cristo.<\/p>\n<figure id=\"attachment_213628\" aria-describedby=\"caption-attachment-213628\" style=\"width: 1299px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/igreja-jesus-capela-dourada.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-213628\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/igreja-jesus-capela-dourada.jpg\" alt=\"\" width=\"1299\" height=\"866\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/igreja-jesus-capela-dourada.jpg 1299w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/igreja-jesus-capela-dourada-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/igreja-jesus-capela-dourada-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/igreja-jesus-capela-dourada-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/igreja-jesus-capela-dourada-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/igreja-jesus-capela-dourada-1280x853.jpg 1280w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/igreja-jesus-capela-dourada-980x653.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/igreja-jesus-capela-dourada-480x320.jpg 480w\" sizes=\"(max-width: 1299px) 100vw, 1299px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-213628\" class=\"wp-caption-text\">Fachada da Igreja de Jesus Cristo onde se observa, anexa lateralmente, a Capela Dourada.<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4><strong>Falcoaria Real de Salvaterra de Magos<\/strong><\/h4>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/falcoaria.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-213626 size-medium alignright\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/falcoaria-389x260.jpg\" alt=\"\" width=\"389\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/falcoaria-389x260.jpg 389w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/falcoaria-480x321.jpg 480w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/falcoaria.jpg 567w\" sizes=\"(max-width: 389px) 100vw, 389px\" \/><\/a>A constru\u00e7\u00e3o do edif\u00edcio da Falcoaria Real de Salvaterra de Magos data do s\u00e9culo XVIII. De arquitetura pombalina contou com orienta\u00e7\u00f5es do arquiteto Carlos Mardel e apresenta influ\u00eancias das falcoarias holandesas de Setecentos, constituindo um exemplar \u00fanico na Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica.<\/p>\n<p>Considerada a mais nobre das artes cineg\u00e9ticas, a falcoaria foi apan\u00e1gio de imperadores, reis e pr\u00edncipes de todo o mundo. A hist\u00f3ria da Real Falcoaria de Salvaterra est\u00e1 intimamente associada \u00e0 hist\u00f3ria do Pa\u00e7o Real \u2013 Casa de Campo da Coroa \u2013 que, com o passar do tempo, transformou a nobre vila ribatejana num importante centro da vida social e art\u00edstica da corte portuguesa. O per\u00edodo de maior ascens\u00e3o da Falcoaria d\u00e1-se em 1752 com a chegada de uma dezena de falcoeiros holandeses de Valkenswaard, para ensinar esta arte.<\/p>\n<p>A ca\u00e7a foi desde sempre um dos passatempos prediletos da Fam\u00edlia Real Portuguesa, facto que se reflete no seu calend\u00e1rio cineg\u00e9tico que tinha uma dura\u00e7\u00e3o aproximada de 8 a 9 meses por ano. Neste calend\u00e1rio, as \u201cjornadas de ca\u00e7a\u201d em Salvaterra assumiam particular import\u00e2ncia, decorrendo nos meses de inverno, habitualmente entre novembro e fevereiro.<\/p>\n<p>A proximidade com Lisboa e com o Rio Tejo, as excelentes coutadas de ca\u00e7a faziam com que em Salvaterra se reunissem as melhores condi\u00e7\u00f5es para que a corte apreciasse em pleno uma das suas atividades favoritas: a ca\u00e7a. Motivos suficientes para que, no s\u00e9culo XVIII, se constru\u00edsse nesta vila a Falcoaria Real Portuguesa.<\/p>\n<p>A sa\u00edda da Fam\u00edlia Real para o Brasil, devido \u00e0s invas\u00f5es francesas, foi considerada como ponto de partida para a sua degrada\u00e7\u00e3o e decad\u00eancia. Com a Rep\u00fablica, grande parte dos bens da Coroa foram vendidos em hasta p\u00fablica, fazendo com que a Falcoaria perdesse as suas fun\u00e7\u00f5es de origem.<\/p>\n<p>O processo de recupera\u00e7\u00e3o e valoriza\u00e7\u00e3o da Falcoaria Real come\u00e7ou h\u00e1 mais de 60 anos, quando este edif\u00edcio \u00e9 classificado, em 1953, como Im\u00f3vel de Interesse p\u00fablico (Decreto n.\u00ba 39 175, DG, I S\u00e9rie, n.\u00ba 77, de 17-04-1953), obrigando a que a sua tra\u00e7a arquitet\u00f3nica fosse mantida. Na d\u00e9cada de 1980, a C\u00e2mara Municipal de Salvaterra de Magos consegue comprar o edif\u00edcio ao seu \u00faltimo propriet\u00e1rio privado, o Conde Monte Real, e no ano de 2009 volta a abrir as suas portas, completamente recuperado.<\/p>\n<p>Falcoeiros de Setecentos, que se fixaram em Salvaterra de magos, vindos de Valkenswaard &#8211; Holanda, para garantir o bom funcionamento desta falcoaria, utilizaram aves com caracter\u00edsticas distintas, que lhes permitia a ca\u00e7a de diferentes esp\u00e9cies, poss\u00edvel atrav\u00e9s do alto e baixo-voo. S\u00e3o algumas dessas esp\u00e9cies, que hoje residem permanentemente na Falcoaria Real, outrora utilizadas pelos monarcas portugueses nas suas pomposas ca\u00e7adas reais.<\/p>\n<p>O visitante pode inteirar-se um pouco mais sobre o quotidiano destas aves em cativeiro, onde se re\u00fanem as condi\u00e7\u00f5es ideais para o seu bem-estar, respeitando o o seu lado selvagem.<\/p>\n<p>A Falcoaria segue as tend\u00eancias das mais modernas exposi\u00e7\u00f5es, possui v\u00e1rias pe\u00e7as multim\u00e9dia que permitem, atrav\u00e9s da interatividade dos visitantes a explora\u00e7\u00e3o de novos conte\u00fados. Possibilita o visionamento de filmes sobre a biologia das aves, explorar galerias de pinturas e fotografias, jogos virtuais onde o visitante assume o papel de falc\u00e3o que procura as aves de presas.<\/p>\n<p>Durante a visita tem ainda a possibilidade de descobrir o mundo da Falcoaria desde o Neol\u00edtico at\u00e9 aos nossos dias, os motivos que conduziram ao aparecimento desta arte, bem como, a sua import\u00e2ncia na Vila de Salvaterra de Magos, que desde sempre reuniu condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis para a realiza\u00e7\u00e3o de grandes ca\u00e7adas.<\/p>\n<p>Aguarde a hora de treino da sua ave favorita e assista \u00e0 sua demonstra\u00e7\u00e3o de voo em liberdade, onde as protagonistas mostram toda a sua per\u00edcia, na tentativa de capturar a &#8220;Falsa Presa&#8221; lan\u00e7ada pelos falcoeiros, respons\u00e1veis pela sua aprendizagem &#8211; adestramento.<\/p>\n<p>(texto e fotos retirados do site www.falcoariareal.pt)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4><strong><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/salinas.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-213629 size-medium\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/salinas-347x260.jpg\" alt=\"\" width=\"347\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/salinas-347x260.jpg 347w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/salinas-510x382.jpg 510w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/salinas-480x360.jpg 480w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/salinas.jpg 567w\" sizes=\"(max-width: 347px) 100vw, 347px\" \/><\/a>Salinas de Rio Maior<\/strong><\/h4>\n<p>As Salinas encaixam-se num vale tif\u00f3nico no sop\u00e9 da Serra dos Candeeiros que, dada a sua natureza calc\u00e1ria, \u00e9 possuidor de in\u00fameras falhas na rocha o que faz com que as \u00e1guas da chuva n\u00e3o fiquem \u00e0 superf\u00edcie, formando cursos de \u00e1gua subterr\u00e2neos.<\/p>\n<p>Uma dessas correntes atravessa uma extensa e profunda jazida de sal-gema que alimenta o po\u00e7o que se encontra no centro das Salinas, e de onde se extrai \u00e1gua sete vezes mais salgada que a do mar.<\/p>\n<p>Esta Jazida de sal-gema ocupa aproximadamente a \u00e1rea da Estremadura Portuguesa, entre Leiria e Torres Vedras, tendo-se formado h\u00e1 milh\u00f5es de anos, depois do recuo do mar que outrora ocupou a regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Rodeadas de arvoredo e terras de cultivo s\u00e3o consideradas uma maravilha da natureza, uma vez que o mar fica a 30 km.<\/p>\n<p>O conjunto apresenta-se como uma min\u00fascula aldeia de ruas de pedra e casas de madeira, junto \u00e0 qual se destacam uns curiosos tanques de formas e dimens\u00f5es irregulares, que a partir da Primavera se enchem de \u00e1gua salgada dando origem a alvas pir\u00e2mides de sal.<\/p>\n<p>Classificadas como Im\u00f3vel de Interesse P\u00fablico desde Dezembro de 1997, estas s\u00e3o as \u00fanicas Salinas interiores existentes em Portugal, e as \u00fanicas que se encontram em pleno funcionamento na Europa. A primeira refer\u00eancia \u00e0 sua exist\u00eancia data de 1177, mas pensa-se que o aproveitamento do sal-gema j\u00e1 seria feito desde a Pr\u00e9-hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Embora inicialmente a \u00e1gua fosse retirada do po\u00e7o atrav\u00e9s de duas picotas, o que exigia um esfor\u00e7o enorme dos salineiros, hoje em dia \u00e9 retirada do po\u00e7o atrav\u00e9s de uma moto-bomba e distribu\u00edda por oito tanques (concentradores), comunicantes entre si. Os concentradores t\u00eam capacidade para 1 milh\u00e3o de litros de \u00e1gua. Aqui, esta sofre uma primeira evapora\u00e7\u00e3o. Depois de concentrada, volta \u00e0 pia de distribui\u00e7\u00e3o que se encontra junto ao po\u00e7o, sendo depois distribu\u00edda pelos talhos atrav\u00e9s das sete regueiras existentes.<\/p>\n<p>O direito \u00e0 \u00e1gua processa-se em fun\u00e7\u00e3o da proximidade do po\u00e7o obedecendo a regras que nunca foram escritas e cujas origens se perdem no tempo.<\/p>\n<p>A evapora\u00e7\u00e3o nos talhos d\u00e1-se entre tr\u00eas a seis dias, dependendo muito do calor que se fizer sentir. O sal \u00e9 rapado com p\u00e1s (antigamente com rodos de madeira) e posto na eira a secar durante 60 horas. Posteriormente \u00e9 levado em carro-de-m\u00e3o ou \u00e0s costas, em sacas at\u00e9 \u00e0 m\u00e1quina que o transporta para a Cooperativa ou para os armaz\u00e9ns dos salineiros particulares.<\/p>\n<p>O sal \u00e9 mo\u00eddo, ou n\u00e3o, conforme a ind\u00fastria a que se destina. N\u00e3o levando qualquer tratamento qu\u00edmico, deve a sua pureza \u00e0 ac\u00e7\u00e3o do Sol e do Vento e ao trabalho do Salineiro.<\/p>\n<p>Num passado recente, a maioria dos produtores de sal eram agricultores que se dedicavam sazonalmente &#8211; Maio e Setembro &#8211; \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de sal, sendo os lucros obtidos divididos a meias entre o propriet\u00e1rio do talho e o marinheiro. Actualmente uma equipa contratada pela Cooperativa desenvolve a explora\u00e7\u00e3o e safra do sal da maioria das salinas.<\/p>\n<p>Constituem assim um museu vivo onde os m\u00e9todos de explora\u00e7\u00e3o pouco evolu\u00edram ao longo dos seus 8 s\u00e9culos de hist\u00f3ria, o que confere ao local a singularidade que o caracteriza. No entanto, as exig\u00eancias da ind\u00fastria moderna obrigam a um constante progresso e inova\u00e7\u00e3o das t\u00e9cnicas utilizadas pelos marinheiros. O desafio consiste na adapta\u00e7\u00e3o a uma economia competitiva e na conserva\u00e7\u00e3o simult\u00e2nea do tipicismo que distingue este patrim\u00f3nio, que a todo o custo importa preservar.<\/p>\n<p>Nesse sentido foi criada em 1979 a Cooperativa dos Produtores de Sal de Rio Maior, para responder \u00e0s necessidades de aumento de produ\u00e7\u00e3o e melhorias na sua comercializa\u00e7\u00e3o. Este Sal puramente biol\u00f3gico \u00e9 exportado para a Alemanha dada a sua elevada qualidade que se deve \u00e0 referida aus\u00eancia de quaisquer aditivos ou tratamentos qu\u00edmicos.<\/p>\n<p>(texto retirado do site www.turismoriomaior.pt)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":1,"featured_media":213625,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[58,3],"tags":[],"class_list":["post-213619","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-caixa1","category-nacional"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/213619","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=213619"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/213619\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/213625"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=213619"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=213619"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=213619"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}