{"id":21340,"date":"2006-11-25T11:23:25","date_gmt":"2006-11-25T11:23:25","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/11\/25\/novos-caminhos-para-a-historiografia-religiosa\/"},"modified":"2006-11-25T11:23:25","modified_gmt":"2006-11-25T11:23:25","slug":"novos-caminhos-para-a-historiografia-religiosa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/novos-caminhos-para-a-historiografia-religiosa\/","title":{"rendered":"Novos caminhos para a historiografia religiosa"},"content":{"rendered":"<p>50 anos da Lusitania Sacra assinalados na UCP <!--more--> O caminho da historiografia religiosa no actual contexto europeu e os desafios que se colocam para a sua afirma\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m no nosso pa\u00eds, est\u00e3o no centro das comemora\u00e7\u00f5es dos 50 anos da revista Lusitania Sacra, do Centro de Estudos de Hist\u00f3ria Religiosa (CEHR) da UCP, a decorrer at\u00e9 ao final do dia, em Lisboa. As Jornadas de Estudo s\u00e3o subordinadas ao tema \u201cDa hist\u00f3ria eclesi\u00e1stica \u00e0 hist\u00f3ria religiosa\u201d. \u00c9 exactamente este percurso, ligado a uma mudan\u00e7a de mentalidades, que se pode ver retratado no CEHR, cujo nome foi alterado em 1989 ap\u00f3s ter nascido como do Centro de Estudos de Hist\u00f3ria Eclesi\u00e1stica (CEHE), em 1956. D. Manuel Clemente, Director do Centro e Bispo Auxiliar de Lisboa, considera que, hoje em dia, este organismo se assume como &#8220;um ponto de encontro de v\u00e1rios percursos de investiga\u00e7\u00e3o&#8221;, dando cumprimento \u00e0 sua voca\u00e7\u00e3o. Ant\u00f3nio Matos Ferreira, um dos promotores das Jornadas, sublinha que a inten\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 \u201cfazer comemora\u00e7\u00e3o, mas estudar em conjunto o percurso feito e as perspectivas\u201d que se abrem. A Hist\u00f3ria Religiosa procura, assim, assumir-se como uma \u00e1rea do conhecimento, \u201cno \u00e2mbito da Hist\u00f3ria, mas tamb\u00e9m da cultura portuguesa\u201d. Procurando chegar a pistas de reflex\u00e3o que ajudem na forma\u00e7\u00e3o de pessoas, as Jornadas podem ajudar, segundo este historiador, \u201ca definir \u00e1reas priorit\u00e1rias, permitindo \u00e0 comunidade cient\u00edfica em geral confrontar-se com esses problemas\u201d. O Pe. Peter Stilwell, director da Faculdade de Teologia da UCP, n\u00e3o esconde o \u201corgulho e satisfa\u00e7\u00e3o\u201d por ver integrado na Faculdade o CEHR, destacando a produ\u00e7\u00e3o conseguida e o papel assumido pelo Centro \u201cno \u00e2mbito cultural e do estudo da Hist\u00f3ria em Portugal\u201d. O Reitor da UCP, Manuel Braga da Cruz, tamb\u00e9m quis \u201chomenagear e felicitar\u201d o trabalho do CEHR que considerou \u201cexemplar\u201d em rela\u00e7\u00e3o ao que a Universidade Cat\u00f3lica se prop\u00f5e fazer: promover a investiga\u00e7\u00e3o, ensinar e fazer extens\u00e3o universit\u00e1ria, preparar profissionais.  <b>50 anos com Hist\u00f3ria<\/b> A revista Lusitania Sacra foi fundada em 1956 como \u00f3rg\u00e3o do CEHE, ent\u00e3o criado por iniciativa privada de v\u00e1rios especialistas de hist\u00f3ria da Igreja em Portugal, na sequ\u00eancia da realiza\u00e7\u00e3o, em Roma, do X Congresso de Ci\u00eancias Hist\u00f3ricas (1955).  A iniciativa teve acolhimento favor\u00e1vel das autoridades eclesi\u00e1sticas da \u00e9poca e o patroc\u00ednio activo de D. Manuel Gon\u00e7alves Cerejeira, cardeal patriarca de Lisboa e antigo professor de hist\u00f3ria na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. No entanto, s\u00f3 a 29 de Dezembro de 1972 e a 15 de Fevereiro de 1973 o Centro obteve personalidade jur\u00eddica, respectivamente can\u00f3nica e civil.  Entre 1956 e 1978 foram publicados 10 tomos da 1\u00aa s\u00e9rie da revista. Viria no entanto a ser interrompida durante uma d\u00e9cada. O lan\u00e7amento da 2\u00aa s\u00e9rie da revista, em 1989, agora como \u00f3rg\u00e3o do CEHR, significou o in\u00edcio de novo ciclo, procurando acompanhar os alargados objectivos de trabalho deste Centro: &#8220;realiza\u00e7\u00e3o e promo\u00e7\u00e3o do estudo da Hist\u00f3ria da Igreja em Portugal dentro do quadro mais vasto da an\u00e1lise do fen\u00f3meno religioso na sociedade portuguesa&#8221;, reconhecendo-se que &#8220;no contexto de seculariza\u00e7\u00e3o e pluralismo das diferentes sociedades, este n\u00edvel de investiga\u00e7\u00e3o e de produ\u00e7\u00e3o intelectual favorece um melhor conhecimento das ra\u00edzes da contemporaneidade&#8221;.  Esta hist\u00f3ria foi passada em revista pelos tr\u00eas directores do CEHR: D, Ant\u00f3nio Montes, Bispo de Bragan\u00e7a-Miranda; D. Carlos Azevedo, Bispo Auxiliar de Lisboa, e D. Manuel Clemente. Todos destacaram a import\u00e2ncia do percurso e da mudan\u00e7a de concep\u00e7\u00e3o que levou a centrar a investiga\u00e7\u00e3o na \u201cHist\u00f3ria Religiosa\u201d, alargando a concep\u00e7\u00e3o eclesial. Da \u201curg\u00eancia apolog\u00e9tica\u201d de 1956, lembraram, passou-se para um estudo da Igreja dentro de um quadro mais vasto. O trabalho iniciado na tradi\u00e7\u00e3o dos \u201ccl\u00e9rigos eruditos\u201d \u00e9 hoje feito com o contributo de muitos jovens investigadores, assegurando o futuro da \u201c\u00fanica revista cient\u00edfica da hist\u00f3ria da Igreja em Portugal\u201d, como frisou o Bispo de Bragan\u00e7a-Miranda. Uma homenagem particular foi prestada aos \u201cpais\u201d da revista, com destaque para o primeiro director, Mons. Miguel de Oliveira.  <b>CEHR<\/b> O Centro de Estudos de Hist\u00f3ria Religiosa (CEHR) deu formalmente in\u00edcio \u00e0s suas actividades em 26 de Fevereiro de 1988, ainda sob a denomina\u00e7\u00e3o de Centro de Estudos de Hist\u00f3ria Eclesi\u00e1stica, organismo que havia sido fundado em 1956 por nomes prestigiados da Hist\u00f3ria da Igreja em Portugal como, entre outros, Mons. Miguel Oliveira, Prof. Isa\u00edas da Rosa Pereira, Prof. Avelino de Jesus da Costa &#8211; e que fora integrado cientificamente, a 1 de Dezembro de 1984, na Faculdade de Teologia da UCP, ao abrigo de Protocolo firmado com a Universidade. O relan\u00e7amento do Centro conheceu um forte impulso com a integra\u00e7\u00e3o de novos membros, nomeadamente professores do Departamento de Teologia Hist\u00f3rica da Faculdade de Teologia, nos seus tr\u00eas n\u00facleos (Lisboa, Porto e Braga), o que resultou, ainda em 26 de Fevereiro de 1988, na elei\u00e7\u00e3o da nova Direc\u00e7\u00e3o do Centro. O processo que conduziu \u00e0 altera\u00e7\u00e3o do nome do Centro, desencadeado em Fevereiro de 1989 e conclu\u00eddo em Junho com a homologa\u00e7\u00e3o da decis\u00e3o pelo Magno Chanceler da UCP merece mem\u00f3ria, pois \u00e9 significativo do empenho renovador que o projecto assumiu desde o in\u00edcio, ao eleger como seus objectivos principais a realiza\u00e7\u00e3o e promo\u00e7\u00e3o do estudo da Hist\u00f3ria da Igreja dentro do quadro mais vasto de an\u00e1lise do religioso na hist\u00f3ria social de Portugal. Pretendia-se, assim, contribuir para o aprofundamento da reflex\u00e3o sobre o papel do Cristianismo na estrutura\u00e7\u00e3o da sociedade portuguesa. Desde 2003, o CEHR \u00e9 uma Unidade de Investiga\u00e7\u00e3o reconhecida e financiada pela Funda\u00e7\u00e3o para a Ci\u00eancia e a Tecnologia. D. Manuel Clemente, director do Centro, espera que estas Jornadas sejam o ponto de partida para novos desafios, refor\u00e7ando o ciclo de &#8220;consolida\u00e3o&#8221; ap\u00f3s o esfor\u00e7o de s\u00edntese levado a cabo nos \u00faltimos anos, vis\u00edvel em in\u00fameras publica\u00e7\u00f5es, em especial a &#8220;Hist\u00f3ria Religiosa de Portugual&#8221; e o &#8220;Dicion\u00e1rio de Hist\u00f3ria Religiosa de Portugal&#8221;, publicados pelo C\u00edrculo de Leitores, sob direc\u00e7\u00e3o de D. Carlos Azevedo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>50 anos da Lusitania Sacra assinalados na UCP<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[172,173,174,187,221,321],"class_list":["post-21340","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional","tag-diocese-de-braga","tag-diocese-de-braganca-miranda","tag-diocese-de-coimbra","tag-diocese-do-porto","tag-historia-da-igreja","tag-ucp"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21340","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21340"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21340\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21340"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21340"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21340"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}