{"id":213118,"date":"2021-07-23T11:00:53","date_gmt":"2021-07-23T10:00:53","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=213118"},"modified":"2021-07-23T11:03:05","modified_gmt":"2021-07-23T10:03:05","slug":"lusofonias-cplp-com-coracoes-mais-unidos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/lusofonias-cplp-com-coracoes-mais-unidos\/","title":{"rendered":"LUSOFONIAS &#8211; CPLP com cora\u00e7\u00f5es mais unidos"},"content":{"rendered":"<p><em>Tony Neves, em Barcelos<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/cplp.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-213122\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/cplp.jpg\" alt=\"\" width=\"1500\" height=\"1000\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/cplp.jpg 1500w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/cplp-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/cplp-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/cplp-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/cplp-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/cplp-1280x853.jpg 1280w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/cplp-980x653.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/cplp-480x320.jpg 480w\" sizes=\"(max-width: 1500px) 100vw, 1500px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Tudo ganhou corpo em Lisboa, a 17 de Julho de 1996 com a I Cimeira de Chefes de Estado e de Governo de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guin\u00e9-Bissau, Mo\u00e7ambique, Portugal e S. Tom\u00e9. A Comunidade dos Pa\u00edses de L\u00edngua Portuguesa (CPLP) nasceu e foi crescendo com andar dos tempos. Juntaram-se, mais tarde, Timor e Guin\u00e9 Equatorial. 25 anos depois, em Luanda, a 7 e 8 de Julho, celebraram-se as bodas de prata, avaliou-se o caminho feito e rasgaram-se linhas de futuro para uma lusofonia mais solid\u00e1ria e fraterna. Um dos grandes objectivos \u00e9 a solidariedade e a coopera\u00e7\u00e3o em prol do desenvolvimento econ\u00f3mico e social dos seus povos. Trata-se de um espa\u00e7o de uni\u00e3o pela l\u00edngua comum e pelos primados da paz, do Estado de direito, da democracia, dos direitos humanos e da justi\u00e7a social.<\/p>\n<p>\u2018Construir e fortalecer um futuro comum e sustent\u00e1vel\u2019 foi o lema desta XIII Confer\u00eancia. Depois de partilhas e reuni\u00f5es, as Conclus\u00f5es aprovadas e publicadas apontam em diversas direc\u00e7\u00f5es. Dois pontos foram particularmente citados: o do combate sem tr\u00e9guas \u00e0 pandemia, tentando partilhar recursos e vacinas para se atingir a imuniza\u00e7\u00e3o, considerada um bem p\u00fablico e decisivo no combate \u00e0 covid e consequente prepara\u00e7\u00e3o do futuro p\u00f3s-pandemia; e o Acordo da mobilidade entre Estados membros, que permitir\u00e1 a circula\u00e7\u00e3o a profissionais, estudantes e empres\u00e1rios.<\/p>\n<p>Os l\u00edderes da CPLP consideraram ainda os efeitos da pandemia um desafio adicional para o cumprimento da Agenda 2030 e dos Objectivos de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel, renovando o compromisso da sua implementa\u00e7\u00e3o. A pandemia est\u00e1 a acentuar as desigualdades sociais e a exigir mais recursos a novas tecnologias da comunica\u00e7\u00e3o. Tal obriga a um maior investimento nesta \u00e1rea. Tamb\u00e9m \u00e9 importante criar mais e mais dignos empregos.<\/p>\n<p>Repudiaram em Luanda os actos violentos e b\u00e1rbaros realizados por grupos terroristas no norte de Mo\u00e7ambique, na Prov\u00edncia de Cabo Delgado.<\/p>\n<p>Exigiram a aboli\u00e7\u00e3o da pena de morte na Guin\u00e9 Equatorial e, ao referir-se aos pa\u00edses da CPLP, congratularam-se com a vida democr\u00e1tica expressa na realiza\u00e7\u00e3o de elei\u00e7\u00f5es regulares, livres e pac\u00edficas. Reafirmaram o compromisso com a defesa e promo\u00e7\u00e3o dos direitos humanos no \u00e2mbito da CPLP.<\/p>\n<p>Saudaram a reelei\u00e7\u00e3o de Ant\u00f3nio Guterres para um segundo mandato como Secret\u00e1rio Geral da ONU.<\/p>\n<p>Relembraram que a crise clim\u00e1tica e ambiental representa um dos desafios globais da humanidade. Reafirmaram o compromisso de refor\u00e7ar o direito humano a uma alimenta\u00e7\u00e3o adequada.<\/p>\n<p>O presidente da Rep\u00fablica Portuguesa foi agraciado com o Pr\u00e9mio Jos\u00e9 Aparecido de Oliveira. O Prof Marcelo Rebelo de Sousa manifestou-se honrado com tal distin\u00e7\u00e3o e decidiu oferece-lo \u00e1 Caritas de Mo\u00e7ambique para que esta continue o trabalho de excel\u00eancia que est\u00e1 a realizar no apoio \u00e0s v\u00edtimas de Cabo Delgado.<\/p>\n<p>Nos dias que antecederam a Cimeira, eu insisti na partilha de vacinas para que o pedido do Papa \u2018Vacinas para todos\u2019 se pratique no espa\u00e7o lus\u00f3fono. E tamb\u00e9m recordei que a Igreja Cat\u00f3lica iniciou a sua CPLP antes desta CPLP dos pol\u00edticos. De facto, antes da I Cimeira dos l\u00edderes pol\u00edticos j\u00e1 os Presidentes das Confer\u00eancias Episcopais dos Pa\u00edses Lus\u00f3fonos se tinha encontrado para definir e intensificar a partilha entre as Igrejas que falam portugu\u00eas. Foi percorrido um longo caminho, mas h\u00e1 mais comunh\u00e3o a praticar, mais solidariedade a implementar e, na minha opini\u00e3o, o investimento em forma\u00e7\u00e3o de futuros padres e Religiosos, bem como de quadros acad\u00e9micos e profissionais \u00e9 cada vez mais decisivo para que os povos que falam portugu\u00eas possam crescer em todas as dimens\u00f5es da vida, incluindo a da f\u00e9.<\/p>\n<p>Angola presidir\u00e1 \u00e0 CPLP nos pr\u00f3ximos dois anos. Esperamos que a l\u00edngua portuguesa n\u00e3o seja apenas ve\u00edculo de ideias, mas os povos que a falam sejam mais solid\u00e1rios e mais fraternos, ajudando a construir um mundo melhor e mais sustent\u00e1vel.<\/p>\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-213118-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/lusofonias-cplp-23-07-2021.mp3?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/lusofonias-cplp-23-07-2021.mp3\">https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/lusofonias-cplp-23-07-2021.mp3<\/a><\/audio>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tony Neves, em 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