{"id":212877,"date":"2021-07-21T09:00:56","date_gmt":"2021-07-21T08:00:56","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=212877"},"modified":"2021-07-21T11:04:14","modified_gmt":"2021-07-21T10:04:14","slug":"saber-aprender-a-pensar-em-deus-amor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/saber-aprender-a-pensar-em-deus-amor\/","title":{"rendered":"SABER APRENDER &#8211; A pensar em Deus-Amor"},"content":{"rendered":"<p><em>Miguel Oliveira Pan\u00e3o (<a href=\"http:\/\/www.miguelpanao.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Professor<\/a>\u00a0Universit\u00e1rio),\u00a0<a href=\"https:\/\/cienciafe.miguelpanao.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Blog<\/a>\u00a0&amp;\u00a0<a href=\"https:\/\/cienciafe.miguelpanao.com\/livros\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Autor<\/a><\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Se Deus existe, por que raz\u00e3o nem todas as pessoas acreditam n\u2019Ele? Ser\u00e1 Deus um fruto da nossa imagina\u00e7\u00e3o? Ou ter\u00e3o as pessoas que n\u00e3o acreditam n\u2019Ele alguma limita\u00e7\u00e3o cognitiva? A experi\u00eancia de Deus \u00e9 mental, f\u00edsica, um misto de ambas, ou nada tem a ver com o que experimentamos no corpo? H\u00e1 quem se dirija a Deus como um amigo, e outros como se fosse um tirano. E h\u00e1 quem pense ao ver algu\u00e9m dirigir-se a Deus que est\u00e1 a falar para o vazio, ou para si pr\u00f3prio pensando que Algu\u00e9m o escuta. Por\u00e9m, tudo aponta para a exist\u00eancia de uma rela\u00e7\u00e3o entre o nosso c\u00e9rebro e a linguagem como forma de aprofundar o que pode ser uma experi\u00eancia com Deus.<\/p>\n<figure id=\"attachment_212878\" aria-describedby=\"caption-attachment-212878\" style=\"width: 1296px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/robina-weermeijer-IHfOpAzzjHM-unsplash.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-212878\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/robina-weermeijer-IHfOpAzzjHM-unsplash.jpg\" alt=\"\" width=\"1296\" height=\"729\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/robina-weermeijer-IHfOpAzzjHM-unsplash.jpg 1296w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/robina-weermeijer-IHfOpAzzjHM-unsplash-400x225.jpg 400w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/robina-weermeijer-IHfOpAzzjHM-unsplash-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/robina-weermeijer-IHfOpAzzjHM-unsplash-768x432.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/robina-weermeijer-IHfOpAzzjHM-unsplash-1080x608.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/robina-weermeijer-IHfOpAzzjHM-unsplash-1280x720.jpg 1280w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/robina-weermeijer-IHfOpAzzjHM-unsplash-980x551.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/robina-weermeijer-IHfOpAzzjHM-unsplash-480x270.jpg 480w\" sizes=\"(max-width: 1296px) 100vw, 1296px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-212878\" class=\"wp-caption-text\">Foto de Robina Weermeijer em Unsplash<\/figcaption><\/figure>\n<p>Nos anos 1970, o m\u00e9dico americano Herbert Benson MD realizou diversos estudos sobre \u201cA Resposta de Relaxa\u00e7\u00e3o\u201d, uma t\u00e9cnica de respira\u00e7\u00e3o profunda para diminuir a press\u00e3o sangu\u00ednea e os n\u00edveis de ansiedade. Curiosamente, observou que se adicionasse uma palavra que tivesse um sentido e significado especiais para a pessoa, a \u201cResposta de Relaxa\u00e7\u00e3o\u201d era mais eficiente. Frequentemente, essas palavras eram de teor espiritual.<\/p>\n<p>Apesar da vida espiritual desenvolver-se num plano existencial diferente dos planos f\u00edsico e mental, ser\u00e1 atrav\u00e9s destes \u00faltimos dois que percepcionamos o primeiro. Rezar passa pelo nosso c\u00e9rebro e n\u00e3o h\u00e1 volta a dar. Por isso, como envolve o nosso c\u00e9rebro, \u00e9 poss\u00edvel estudar a vida espiritual a partir da rela\u00e7\u00e3o que essa tem com a actividade cerebral, como numa \u00e1rea nova do conhecimento que vim a saber chamada de \u2014 <em>neuroteologia<\/em>. N\u00e3o se trata de justificar qualquer plano existencial divino, ou sequer a exist\u00eancia de Deus a partir de estudos realizados nos planos f\u00edsico e mental. A neuroteologia \u00e9 uma s\u00edntese entre as neuroci\u00eancias e o efeito que a espiritualidade exerce no nosso c\u00e9rebro, procurando, assim, compreender melhor a rela\u00e7\u00e3o entre a ci\u00eancia cerebral e a religi\u00e3o. Uma via dialogal interessante para crentes e n\u00e3o-crentes.<\/p>\n<p>No relacionamento entre ci\u00eancia e teologia, existem muitas formas de interpreta\u00e7\u00e3o desta <a href=\"https:\/\/diocese-aveiro.pt\/cultura\/qual-o-lugar-privilegiado-de-debate-entre-ciencia-e-fe\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">rela\u00e7\u00e3o<\/a>;, mas a perspectiva que me parece mais abrangente \u00e9 a do <em>di\u00e1logo<\/em>. Nesse sentido, a neuroteologia n\u00e3o pretende conhecer Deus a partir dos conhecimentos das neuroci\u00eancias, mas conhecer o efeito que Deus tem sobre o nosso c\u00e9rebro mediante o modo como O compreendemos e que vis\u00e3o temos da Sua pessoa.<\/p>\n<p>O neurocientista Andrew Newberg no seu livro <em>\u201dHow God Changes Your Brain\u201d<\/em> explica existirem duas redes cerebrais b\u00e1sicas que unidas tornam real a percep\u00e7\u00e3o de Deus na mente humana. A primeira rede identifica Deus como objecto de estudo e a segunda identifica a possibilidade de nos relacionarmos com \u201cDeus-objecto\u201d. Confesso ter alguma dificuldade em compreender o modo como Newberg identifica estas redes. Pois, tamb\u00e9m poderia identificar Deus como sujeito, em vez de objecto, e que talvez fa\u00e7a mais sentido por n\u00e3o sermos n\u00f3s aqueles que s\u00e3o capazes de O conhecer, mas ser Ele que se d\u00e1 a conhecer a n\u00f3s. Depois, embora eu possa ter uma rela\u00e7\u00e3o com o meu iPhone-Objecto, n\u00e3o h\u00e1 objecto no mundo \u2014 por defini\u00e7\u00e3o \u2014 compar\u00e1vel ao relacionamento que temos com qualquer sujeito, logo, menos compar\u00e1vel ainda quando nos referimos a Deus, por n\u00e3o ser um Sujeito qualquer. Mas a ideia de Newberg sobre estas redes cerebrais \u00e9 interessante.<\/p>\n<p>Dentro do nosso c\u00e9rebro, os nossos neur\u00f3nios ligam-se numa imensa rede relacional de trocas de impulsos, reac\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas, e atrav\u00e9s das quais, misteriosamente, constru\u00edmos pensamentos e reconstru\u00edmos mem\u00f3rias. Por isso, \u00e9 leg\u00edtimo pensar como lida o nosso c\u00e9rebro com um Sujeito como Deus. A neuroteologia aponta para o <em>lobo frontal<\/em> como a parte onde est\u00e3o contidas todas as <em>ideias que temos de Deus<\/em>, assim como os valores l\u00f3gicos da f\u00e9. Depois, a <em>am\u00edgdala<\/em> permite \u00e0s pessoas temer Deus ou sentir a Sua ira, ao passo que o <em>corpo estriado<\/em> e o <em>c\u00f3rtex cingulado anterior<\/em> permitem \u00e0s pessoas sentir-se seguras quando est\u00e3o com Deus e experimentam o Seu amor. Por fim, o <em>t\u00e1lamo<\/em> coordena esta rede relacional neuronal e seria o elemento cerebral respons\u00e1vel por fazer Deus parecer, objectivamente, real ao nosso c\u00e9rebro. N\u00e3o importa se conhecemos ou n\u00e3o todas as partes do c\u00e9rebro que mencionei. O que importa \u00e9 que os estudos neuroteol\u00f3gicos identificaram estas \u00e1reas como associadas a alguns aspectos do efeito que o nosso relacionamento com Deus tem sobre n\u00f3s. Mas isso significa que, afinal, Deus n\u00e3o \u00e9 uma ideia na cabe\u00e7a das pessoas.<\/p>\n<p>Para muitos c\u00e9rebros, Deus \u00e9 um conjunto alargado e diversificado de experi\u00eancias associadas a uma no\u00e7\u00e3o d\u2019Ele que est\u00e1 pr\u00f3xima do modo como nos vemos a n\u00f3s pr\u00f3prios. Pessoas zangadas com a vida tendem a explorar uma no\u00e7\u00e3o de Deus-Zangado. Pessoas que procuram amar na vida tendem a explorar uma no\u00e7\u00e3o de Deus-Amor. O que a neuroteologia conseguiu perceber \u00e9 que a viv\u00eancia interior da no\u00e7\u00e3o de Deus-Amor afecta o nosso c\u00e9rebro de um modo totalmente diferente da no\u00e7\u00e3o de Deus-Zangado.<\/p>\n<p>As pessoas que se focam em Deus como Amor desenvolvem uma mat\u00e9ria cinzenta cerebral mais espessa nos c\u00f3rtex pr\u00e9-frontal e cingulado anterior, desenvolvendo, por isso, uma melhor capacidade de se focar e manter concentrados, s\u00e3o mais compassivos e t\u00eam uma maior capacidade para a empatia. Os n\u00edveis de stress s\u00e3o mais baixos, assim como a press\u00e3o sangu\u00ednea, tornando-se mais f\u00e1cil para essas pessoas poderem perdoar-se a si mesmas e aos outros. E ao longo da vida, a actividade na am\u00edgdala tende a diminuir, centrando-se menos no medo para sobreviver e mais no amor para, realmente, viver.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso ser crente em Deus-Amor para beneficiar daquilo que essa no\u00e7\u00e3o pode fazer ao nosso c\u00e9rebro? Lembro-me de ouvir em mi\u00fado a frase \u2014 <em>\u00abvive como se tivesses f\u00e9 e a f\u00e9 ser-te-\u00e1 dada.\u00bb<\/em> \u2014 ou seja, <a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-fingir-tambem-se-vive-o-que-e-real\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">finge<\/a>; que Deus existe, experimenta a no\u00e7\u00e3o que Ele revelou aos crist\u00e3os de <em>ser-amor<\/em> e v\u00ea o que acontece ao teu c\u00e9rebro. Podemos criticar esta abordagem como uma forma de manipula\u00e7\u00e3o cerebral das pessoas que depende das no\u00e7\u00f5es de Deus, revelando, de facto, que Deus n\u00e3o existe. Por outro lado, se posso beneficiar da ideia d\u2019Ele como Amor, por que raz\u00e3o sujeitar-me aos valores morais que uma religi\u00e3o me prop\u00f5e?<\/p>\n<p>Com toda a sinceridade, nunca estaremos em condi\u00e7\u00f5es de verificar a veracidade de Deus-Amor sen\u00e3o depois de morrer. Mas o convite de Deus ao longo da hist\u00f3ria da experi\u00eancia religiosa tem sido sempre o mesmo \u2014 escolhe a vida. E agora, a neuroteologia diz-nos que saber aprender a pensar em Deus-Amor faz bem \u00e0 cabe\u00e7a. E mais do que mudar a ideia que temos de Deus, a neuroteologia revela que darmos espa\u00e7o a que Deus nos mude por dentro, melhora a nossa sa\u00fade mental. Algo que precisamos hoje para superar esta pandemia.<\/p>\n<hr \/>\n<p>Para acompanhar o que escrevo pode subscrever a Newsletter <em>Escritos<\/em> em <a href=\"https:\/\/tinyletter.com\/miguelopanao\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/tinyletter.com\/miguelopanao<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Miguel Oliveira Pan\u00e3o (Professor\u00a0Universit\u00e1rio),\u00a0Blog\u00a0&amp;\u00a0Autor<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":166774,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[75],"tags":[],"class_list":["post-212877","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao-rubricas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/212877","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=212877"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/212877\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/166774"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=212877"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=212877"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=212877"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}