{"id":212743,"date":"2021-07-18T09:30:33","date_gmt":"2021-07-18T08:30:33","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=212743"},"modified":"2021-07-17T14:56:37","modified_gmt":"2021-07-17T13:56:37","slug":"voluntariado-partir-e-importante-para-termos-os-olhos-abertos-para-o-mundo-ines-souta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/voluntariado-partir-e-importante-para-termos-os-olhos-abertos-para-o-mundo-ines-souta\/","title":{"rendered":"Voluntariado: \u00abPartir \u00e9 importante para termos os olhos abertos para o mundo\u00bb &#8211; In\u00eas Souta"},"content":{"rendered":"<p><em>Respons\u00e1vel da \u2018Sol sem Fronteiras\u2019 confirma que a pandemia obrigou a repensar e reagendar projetos, mas o n\u00famero de volunt\u00e1rios at\u00e9 cresceu<\/em><!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Entrevista conduzida por \u00c2ngela Roque (Renascen\u00e7a) e Oct\u00e1vio Carmo (Ecclesia)<\/em><\/p>\n<figure id=\"attachment_212720\" aria-describedby=\"caption-attachment-212720\" style=\"width: 1920px\" class=\"wp-caption alignnone\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Ines-Souta-3.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-212720 size-full\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Ines-Souta-3.jpg\" alt=\"\" width=\"1920\" height=\"1280\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Ines-Souta-3.jpg 1920w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Ines-Souta-3-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Ines-Souta-3-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Ines-Souta-3-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Ines-Souta-3-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Ines-Souta-3-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Ines-Souta-3-1280x853.jpg 1280w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Ines-Souta-3-980x653.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Ines-Souta-3-480x320.jpg 480w\" sizes=\"(max-width: 1920px) 100vw, 1920px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-212720\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Miguel Rato\/RR<\/figcaption><\/figure>\n<p><em>A Sol Sem Fronteiras \u00e9 uma Organiza\u00e7\u00e3o N\u00e3o Governamental para o Desenvolvimento que nasceu h\u00e1 28 anos, ligada \u00e0 fam\u00edlia dos Mission\u00e1rios Espiritano. A pandemia obrigou a mudar muita coisa no que fazem e como fazem?<\/em><\/p>\n<p>Sim, obrigou. Acho que nos obrigou a todos, a partir do momento em que tivemos de estar confinados. E numa associa\u00e7\u00e3o que vive muito do voluntariado, do voluntariado na rua e de iniciativas de voluntariado internacional, foi necess\u00e1rio repensarmos as coisas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Tiveram de interromper miss\u00f5es?<\/em><\/p>\n<p>N\u00e3o interrompemos,\u00a0conseguimos manter tudo o que t\u00ednhamos a decorrer, e isso foi uma coisa muito positiva. T\u00ednhamos, com o voluntariado mission\u00e1rio espiritano, quatro volunt\u00e1rios no terreno, um casal que estava em Cabo Verde e duas jovens que estavam no norte de Mo\u00e7ambique. Tivemos uma conversa s\u00e9ria com todos, e todos decidiram continuar o seu projeto de voluntariado, e continuaram.<\/p>\n<p>T\u00ednhamos outro projeto de voluntariado com os \u2018Jovens sem Fronteiras\u2019, o \u2018Projeto Ponte\u2019 \u2013 que \u00e9 de curta dura\u00e7\u00e3o, um m\u00eas, e que estava previsto acontecer o ano passado na Amaz\u00f3nia, durante o per\u00edodo de ver\u00e3o \u2013, esse foi adiado para este ano. N\u00e3o foi cancelado, n\u00e3o foi interrompido, em Agosto eles v\u00e3o partir. Mudou-se a localiza\u00e7\u00e3o, n\u00e3o ser\u00e1 na Amaz\u00f3nia, mas em S\u00e3o Paulo. Mas vai acontecer, e os jovens v\u00e3o partir.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Essa experi\u00eancia de voluntariado de curta dura\u00e7\u00e3o \u00e9 importante para quem participa? Um m\u00eas ou dois, que diferen\u00e7a faz na vida de uma pessoa?<\/em><\/p>\n<p>Eu acho que faz uma diferen\u00e7a muito grande, principalmente neste caso do \u2018Projeto Ponte\u2019, que acontece com volunt\u00e1rios jovens, \u00e0 volta dos 20 anos. \u00c9 muito importante, at\u00e9 numa \u00f3tica de consciencializa\u00e7\u00e3o, de abertura de horizontes, de uma vis\u00e3o bastante mais alargada do mundo, de quebrar alguns preconceitos, e de tir\u00e1-los da zona de conforto. Al\u00e9m, naturalmente, dos benef\u00edcios que \u00e9 fazer o voluntariado em si, do impacto que a a\u00e7\u00e3o tem no terreno, acho que\u00a0para os pr\u00f3prios volunt\u00e1rios \u00e9 uma experi\u00eancia transformadora, muito importante para criar cidad\u00e3os bem conscientes do mundo em que vivem.<\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>Quantos \u00e9 que partem este ano?<\/em><\/p>\n<p>S\u00e3o sete volunt\u00e1rios acompanhados por um padre mission\u00e1rio espiritano.<\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>E o que \u00e9 que v\u00e3o fazer no terreno?<\/em><\/p>\n<p>T\u00eam sempre a inser\u00e7\u00e3o dentro da par\u00f3quia onde v\u00e3o estar, partilham a vida com a comunidade, e fazem geralmente a\u00e7\u00f5es de sensibiliza\u00e7\u00e3o na \u00e1rea da sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, cidadania, na \u00e1rea ambiental; fazem algumas atividades de a\u00e7\u00e3o social, por exemplo a entrega de cestas b\u00e1sicas, e visitas \u00e0queles que est\u00e3o mais Isolados, que nesta altura de pandemia s\u00e3o muitos, na tentativa de\u00a0n\u00e3o deixar nas margens e de fora os mais velhos e os mais vulner\u00e1veis.\u00a0Portanto, ir\u00e3o acompanhar a vida comunit\u00e1ria e tentar apoiar a a\u00e7\u00e3o social desta par\u00f3quia.<\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>O Brasil em termos de pandemia \u00e9 um pa\u00eds complicado nesta altura\u2026<\/em><\/p>\n<p>\u00c9 verdade, por isso tamb\u00e9m achamos que \u00e9 uma mensagem importante: sem naturalmente correr riscos desnecess\u00e1rios para a sa\u00fade de todos, mas perceber que\u00a0fechar fronteiras e deixar os outros l\u00e1 longe com os seus problemas, n\u00e3o \u00e9 uma solu\u00e7\u00e3o no nosso mundo. Por isso \u00e9 que no in\u00edcio, quando perguntaram &#8216;que projetos \u00e9 que interromperam?&#8217;, eu disse que dentro do poss\u00edvel tent\u00e1mos manter tudo. Porque\u00a0aqueles que j\u00e1 eram mais vulner\u00e1veis, agora ainda est\u00e3o mais, e \u00e9 muito importante este sinal de esperan\u00e7a, de se manter liga\u00e7\u00e3o com os que est\u00e3o mais longe.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_212722\" aria-describedby=\"caption-attachment-212722\" style=\"width: 390px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Ines-Souta-1.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-212722\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Ines-Souta-1-390x260.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Ines-Souta-1-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Ines-Souta-1-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Ines-Souta-1-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Ines-Souta-1-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Ines-Souta-1-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Ines-Souta-1-1280x853.jpg 1280w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Ines-Souta-1-980x653.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Ines-Souta-1-480x320.jpg 480w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Ines-Souta-1.jpg 1920w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-212722\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Miguel Rato\/RR<\/figcaption><\/figure>\n<p><em>H\u00e1 uma proposta de voluntariado para maiores de 30 anos, que \u00e9 a \u2018Miss\u00e3o Cooperar\u2019. Tamb\u00e9m se vai realizar?<\/em><\/p>\n<p>Essa miss\u00e3o acontece de dois em dois, ou de tr\u00eas em tr\u00eas anos, e ir\u00e1 acontecer no pr\u00f3ximo ano. Seria para ser este ano, mas como era com um p\u00fablico mais vulner\u00e1vel, para n\u00e3o corrermos riscos&#8230;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Ainda n\u00e3o est\u00e3o todos vacinados, n\u00e3o \u00e9?<\/em><\/p>\n<p>Exato. Contudo, temos uma outra iniciativa, que \u00e9 o voluntariado de compet\u00eancias, de capacidades, em que vamos ter tr\u00eas volunt\u00e1rias, que s\u00e3o professoras que j\u00e1 est\u00e3o reformadas, e que a partir de outubro ir\u00e3o partir, cada uma delas por um per\u00edodo de tr\u00eas meses, e acompanhar um projeto que temos a decorrer a Guin\u00e9-Bissau, com a C\u00e1ritas diocesana de Bafat\u00e1, que se chama &#8216;Capacita\u00e7\u00e3o Pedag\u00f3gica&#8217;. Durante um ano letivo v\u00e3o promover a forma\u00e7\u00e3o cont\u00ednua dos professores das tr\u00eas escolas desta miss\u00e3o. E estas tr\u00eas volunt\u00e1rias est\u00e3o prontas para partir.<\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>H\u00e1 sempre uma prepara\u00e7\u00e3o dos volunt\u00e1rios que partem?<\/em><\/p>\n<p>Claro, sempre, isso \u00e9 inevit\u00e1vel. Cada programa de voluntariado acaba por ter o seu pr\u00f3prio plano de forma\u00e7\u00e3o. Para o voluntariado que acontece em grupo, o grupo conhecer-se, conhecer as motiva\u00e7\u00f5es e terem alguma viv\u00eancia em conjunto, \u00e9 importante para o sucesso do projeto. E depois forma\u00e7\u00e3o nas \u00e1reas em que v\u00e3o atuar, prepara\u00e7\u00e3o dos planos de atividades.<\/p>\n<p>Costumamos tamb\u00e9m fazer forma\u00e7\u00e3o certificada em Primeiros Socorros, forma\u00e7\u00e3o em Educa\u00e7\u00e3o para a Cidadania e Coopera\u00e7\u00e3o, portanto, h\u00e1 sempre um plano de prepara\u00e7\u00e3o que dura um ano, pelo menos, para os volunt\u00e1rios que v\u00e3o partir.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>E nesse \u00e2mbito qual \u00e9 a import\u00e2ncia de ser uma institui\u00e7\u00e3o ligada aos Espiritanos? O que \u00e9 que isso lhe d\u00e1 de identidade?<\/em><\/p>\n<p>Os Espiritanos t\u00eam esta marca humanista de n\u00e3o deixar ningu\u00e9m de fora e estar junto das margens, e isso \u00e9 muito claro tamb\u00e9m naquilo que \u00e9 a miss\u00e3o da Sol Sem Fronteiras, sem sombra de d\u00favida.\u00a0Se queremos viver num mundo com igualdade de oportunidades temos de puxar os que est\u00e3o mais para baixo para cima, e n\u00e3o esquec\u00ea-los, mesmo em contexto de pandemia.<\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>Para al\u00e9m das miss\u00f5es internacionais, do trabalho que fazem ao n\u00edvel da coopera\u00e7\u00e3o internacional, em Portugal interv\u00eam muito ao n\u00edvel da Educa\u00e7\u00e3o para o Desenvolvimento e Cidadania. O que \u00e9 que fazem exatamente?<\/em><\/p>\n<p>Uma coisa muito curiosa deste contexto pand\u00e9mico \u00e9 que o n\u00famero de volunt\u00e1rios nacionais aumentou. Acho que\u00a0as pessoas perceberam que \u00e9 importante doarem o seu tempo e as suas capacidades, e acima de tudo tamb\u00e9m perceberam que \u00e0s vezes em formato online \u00e9 poss\u00edvel ajudar. Nem tudo tem de ser presencial, \u00e9 um dos ganhos de toda esta situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Contamos com volunt\u00e1rios de norte a sul do pa\u00eds &#8211; porque, de facto, a dist\u00e2ncia n\u00e3o evita que o voluntariado possa acontecer &#8211; que nos apoiam em v\u00e1rias iniciativas que desenvolvemos em Portugal. Temos tanto volunt\u00e1rios que nos apoiam na \u00e1rea de Educa\u00e7\u00e3o para a Cidadania Global, como volunt\u00e1rios que nos apoiam na \u00e1rea da Inclus\u00e3o. Na \u00e1rea da Educa\u00e7\u00e3o para a Cidadania Global temos v\u00e1rios projetos que t\u00eam como objetivo sensibilizar c\u00e1 em Portugal, principalmente a juventude, para temas ligados ao desenvolvimento e \u00e0 cidadania.<\/p>\n<p>Tivemos a decorrer este ano dois projetos com volunt\u00e1rios a n\u00edvel nacional, um primeiro que foi com escolas de norte a sul do pa\u00eds, que foi o projeto &#8216;Todos Contam&#8217;, que tinha como objetivo fazer sess\u00f5es de educa\u00e7\u00e3o financeira \u2013 falar da solidariedade que pode haver atrav\u00e9s da nossa gest\u00e3o financeira &#8211; com jovens de escolas de todo o pa\u00eds, e aqui tivemos volunt\u00e1rios alunos da Nova SBE e volunt\u00e1rios colaboradores do Oney Bank, que nos apoiaram a dinamizar esta iniciativa.<\/p>\n<p>Tivemos tamb\u00e9m, ainda h\u00e1 muito pouco tempo, a decorrer um outro projeto nesta \u00e1rea que se chama &#8216;Jovens e Inclus\u00e3o&#8217;, com um grupo de 12 volunt\u00e1rios que nos ajudaram a fazer e a produzir um document\u00e1rio que fala acerca dos jovens refugiados em Lisboa: oito jovens com estatuto de refugiado partilharam a sua hist\u00f3ria de vida, e e outros jovens, tanto do norte do pa\u00eds como aqui de Lisboa, ajudaram a filmar, a sonorizar, a criar os gui\u00f5es para as entrevistas para este document\u00e1rio que est\u00e1 a ser produzido, isto na \u00e1rea da Educa\u00e7\u00e3o para a Cidadania Global.<\/p>\n<p>Depois, na \u00e1rea da Inclus\u00e3o, temos um neg\u00f3cio social que se chama &#8216;EmpoderArte&#8217;, que no fundo tenta incluir jovens vulner\u00e1veis em situa\u00e7\u00e3o de desemprego ou subemprego em iniciativas de empreendedorismo. Neste caso, temos agora um atelier de costura em funcionamento, com duas jovens, em que fazemos produtos solid\u00e1rios &#8211; feitos por elas, e n\u00e3o s\u00f3 -, e esses produtos depois de vendidos acabam, por um lado, por lhes dar o seu ordenado, e por outro por apoiar os nossos projetos de coopera\u00e7\u00e3o internacional, projetos educativos que temos na \u00e1rea de coopera\u00e7\u00e3o em pa\u00edses em desenvolvimento.<\/p>\n<figure id=\"attachment_212719\" aria-describedby=\"caption-attachment-212719\" style=\"width: 390px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Ines-Souta-4.jpg\"><img decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-212719\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Ines-Souta-4-390x260.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Ines-Souta-4-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Ines-Souta-4-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Ines-Souta-4-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Ines-Souta-4-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Ines-Souta-4-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Ines-Souta-4-1280x853.jpg 1280w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Ines-Souta-4-980x653.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Ines-Souta-4-480x320.jpg 480w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Ines-Souta-4.jpg 1920w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-212719\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Miguel Rato\/RR<\/figcaption><\/figure>\n<p>Contamos com uma rede muito grande de volunt\u00e1rios que nos apoia neste neg\u00f3cio social. Temos desde costureiras que, a partir das suas casas, nos ajudam a costurar &#8211; senhoras at\u00e9 mais velhas, que se v\u00e3o entretendo e apoiando neste \u00e2mbito. Outras v\u00e3o mesmo ao ateli\u00ear, ajudam e ensinam estas jovens a fazer alguns dos artigos. Temos jovens que nos ajudam nas tarefas que parecem muito aborrecidas, mas que s\u00e3o muito importantes, como o embalamento dos materiais, colocar as etiquetas &#8211; tudo para ser vendido tem de estar pronto e preparado &#8211; preparar encomendas. Temos jovens que nos ajudam a vender junto dos seus contactos, de norte a sul do pa\u00eds, que falam nos seus empregos e com os colegas &#8216;olhem estas coisas t\u00e3o giras, e s\u00e3o solid\u00e1rias&#8217;. E temos volunt\u00e1rios que tamb\u00e9m nos ajudam na divulga\u00e7\u00e3o dos nossos projetos e na venda destas \u2018prendas solid\u00e1rias\u2019. N\u00f3s visitamos par\u00f3quias de norte a sul do pa\u00eds, fazemos missas solid\u00e1rias, apresentamos a associa\u00e7\u00e3o e os projetos, e \u00e0 porta temos uma banca onde s\u00e3o vendidos estes artigos, e isto s\u00f3 \u00e9 conseguido gra\u00e7as \u00e0 for\u00e7a volunt\u00e1ria.<\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>Qual \u00e9 a import\u00e2ncia de trazer para o pr\u00f3prio pa\u00eds os dinamismos de interven\u00e7\u00e3o que eram habitualmente associados \u00e0 miss\u00e3o &#8216;ad gentes&#8217;, l\u00e1 fora?<\/em><\/p>\n<p>Eu acho que \u00e9 muito importante, do ponto de vista de quem trabalha numa associa\u00e7\u00e3o.\u00a0Para as associa\u00e7\u00f5es os volunt\u00e1rios s\u00e3o uma for\u00e7a motora e motriz important\u00edssima e crucial. Muito do que a Sol Sem Fronteiras consegue fazer, sem volunt\u00e1rios n\u00e3o conseguiria. Depois,\u00a0\u00e9 uma forma muito bonita de testemunho. A doa\u00e7\u00e3o do tempo \u00e9 uma coisa muito importante, e pormos o nosso tempo ao dispor de uma causa em que acreditamos \u00e9 um testemunho forte, mesmo que isso seja \u00e0 noite no computador, a trabalhar. N\u00e3o tem de ser s\u00f3 o lado po\u00e9tico de partir, de apanhar um avi\u00e3o e de fazer milhas. Tamb\u00e9m pode ser a partir do meu sof\u00e1, da minha casa e com os meus contactos.\u00a0Acho que \u00e9 um testemunho bonito que se pode dar, que o voluntariado tem valor em todas as suas formas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Esta \u00e9 uma ONGD de jovens e para jovens. A juventude continua a ser a vossa prioridade?<\/em><\/p>\n<p>A juventude \u00e9 a nossa prioridade, o nosso foco, porque somos uma associa\u00e7\u00e3o juvenil, mas ningu\u00e9m fica exclu\u00eddo. Temos volunt\u00e1rios de todas as idades.<\/p>\n<p>Os benefici\u00e1rios diretos dos nossos projetos s\u00e3o sempre, primordialmente, jovens, mas aqui\u00a0contamos com gente de todas as idades, que nos apoia em todas as \u00e1reas em que trabalhamos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Nessa rede. Porque \u00e9 uma verdadeira rede\u2026<\/em><\/p>\n<p>\u00c9 uma rede.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Quanta gente envolve?<\/em><\/p>\n<p>A n\u00edvel nacional, estamos a falar de 80 a 100 volunt\u00e1rios.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Voltando \u00e0 quest\u00e3o dos jovens, neste tempo de pandemia: ser\u00e1 importante pensar numa interven\u00e7\u00e3o espec\u00edfica das comunidades para ajudar os mais novos a recuperar do impacto psicol\u00f3gico dos confinamentos?<\/em><\/p>\n<p>\u00c9 muito importante. Um dos projetos que estamos a desenvolver este ano, na associa\u00e7\u00e3o, \u00e9 um programa do IDPJ, \u2018Cuida-te+\u2019, que tem um dispositivo para a educa\u00e7\u00e3o da sa\u00fade mental atrav\u00e9s de v\u00e1rias \u00e1reas. No nosso caso, estamos a trabalhar a \u00e1rea da m\u00fasica, com a cantora Rita Redshoes.\u00a0Estamos a fazer sess\u00f5es de norte a sul do pa\u00eds, em escolas e associa\u00e7\u00f5es, nas quais tentamos educar para a sa\u00fade mental.<\/p>\n<p>Temos uma sess\u00e3o sobre a regula\u00e7\u00e3o de stress e ansiedade, temos outra sobre a preven\u00e7\u00e3o do bullying, uma sobre criatividade e a \u00faltima sobre bem-estar emocional. Temos trabalhado com jovens entre os 12 e os 25 anos; se h\u00e1 muitas coisas que s\u00e3o dif\u00edceis de digerir para n\u00f3s, neste confinamento, a quebra de rotinas, o deixar de estar na escola, o pensar que podemos ser um perigo para os familiares e os mais velhos, isso est\u00e1 muito presente na juventude.<\/p>\n<p>Temos sentido que \u00e9 muito importante esta educa\u00e7\u00e3o para as emo\u00e7\u00f5es,\u00a0poder falar sobre o que se est\u00e1 a sentir, aceitar as pr\u00f3prias emo\u00e7\u00f5es, boas ou m\u00e1s, percebendo o que s\u00e3o e fazendo alguma coisa com elas.\u00a0H\u00e1 quadros grandes de ansiedade e de stress em camadas muitos jovens, agravados por toda esta situa\u00e7\u00e3o.\u00a0\u00c9, sem sombra de d\u00favida, algo importante.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>E \u00e9 um projeto que vai continuar?<\/em><\/p>\n<p>Vai continuar at\u00e9 dezembro deste ano.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Em termos pessoais, teve v\u00e1rias experi\u00eancias de voluntariado, com os \u2018Jovens Sem Fronteiras\u2019, esteve no Brasil e em Angola. De que forma \u00e9 que essas experi\u00eancias foram decisivas para o que faz hoje?<\/em><\/p>\n<p>Foram decisivas,\u00a0porque em termos de forma\u00e7\u00e3o sou engenheira f\u00edsica. Foi ainda na faculdade que fiz a primeira experi\u00eancia de voluntariado no Brasil, em Cabo Frio, periferia do Rio de Janeiro; no meu primeiro ano de trabalho, fiz a experi\u00eancia de voluntariado em Angola.\u00a0Foram elas que me abriram horizontes para as desigualdades do mundo em que vivemos. Por outro lado, mostraram-me a oportunidade de, enquanto pessoa, fazer alguma diferen\u00e7a.<\/p>\n<p>Isso vinculou-me muito, tamb\u00e9m, aos Jovens Sem Fronteiras e \u00e0 associa\u00e7\u00e3o Sol Sem Fronteiras, e fez com que h\u00e1 dois anos eu largasse o meu emprego, que sempre foi na \u00e1rea da consultoria de tecnologias da informa\u00e7\u00e3o, e ficasse a tempo inteiro a trabalhar para esta associa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Partir \u00e9 muito importante para termos os olhos abertos para o mundo em que vivemos, para perceber que \u00e9 muito importante todos estarmos engajados enquanto cidad\u00e3os, trabalhando por um mundo melhor, que todos queremos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<figure id=\"attachment_212717\" aria-describedby=\"caption-attachment-212717\" style=\"width: 390px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Ines-Souta-6.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-212717\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Ines-Souta-6-390x260.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Ines-Souta-6-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Ines-Souta-6-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Ines-Souta-6-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Ines-Souta-6-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Ines-Souta-6-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Ines-Souta-6-1280x853.jpg 1280w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Ines-Souta-6-980x653.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Ines-Souta-6-480x320.jpg 480w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/Ines-Souta-6.jpg 1920w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-212717\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Miguel Rato\/RR<\/figcaption><\/figure>\n<p><em>Percebemos que foi uma experi\u00eancia marcante, que a levou a mudar de vida. Que experi\u00eancia a marcou mais? H\u00e1 coisas que carregamos sempre connosco, dos s\u00edtios onde passamos\u2026<\/em><\/p>\n<p>Da experi\u00eancia que tive no Brasil, ficou-me muito marcado o contraste que se senti no pa\u00eds. Est\u00e1vamos numa zona de periferia do Rio de Janeiro, Cabo Frio \u00e9 uma est\u00e2ncia balnear para ricos, mas est\u00e1 encostada a todo um conjunto de bairros favelados \u2013 com toda uma realidade de contextos familiares dif\u00edceis, de viol\u00eancia\u2026 Isso acabou por me marcar, na altura, ao mesmo tempo que via a resili\u00eancia e, acima de tudo, a alegria na viv\u00eancia da f\u00e9, que senti junto da comunidade que nos recebeu. Foi o que mais me ficou.<\/p>\n<p>De Angola, em 2008, j\u00e1 est\u00e1vamos num pa\u00eds em paz, h\u00e1 anos, mas impressionou-me ainda ver as marcas da guerra, em muitos s\u00edtios, cidades que foram bastante marcadas\u2026 Isso ainda se via.<\/p>\n<p>Das experi\u00eancias de voluntariado, o que fica s\u00e3o as coisas boas. A gente lembra-se sempre \u00e9 das pessoas, dos momentos partilhados, da alegria e da generosidade com que os volunt\u00e1rios s\u00e3o recebidos.\u00a0Mesmo quando \u00e9 por um curto tempo ou quando a l\u00edngua \u00e9 uma barreira. Em Angola, apesar de o portugu\u00eas ser a l\u00edngua oficial, as pessoas acabam por falar umbundo, o que para mim era chin\u00eas\u2026 Muitas vezes o contacto com as pessoas era complicado, mas\u00a0h\u00e1 sempre uma grande alegria em receber visitas, o que sublinha esta import\u00e2ncia de estar, de n\u00e3o deixar de partir, de n\u00e3o ficar ao longe, mesmo dos que est\u00e3o mais longe.\u00a0Essa \u00e9 uma mensagem que trouxe da experi\u00eancia de voluntariado.<\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>Disse h\u00e1 pouco que o voluntariado cresceu, apesar da pandemia. Que mensagem deixa a quem nunca fez voluntariado?<\/em><\/p>\n<p>Deixo o convite de passarem pelo nosso site, conhecer um pouco melhor a nossa associa\u00e7\u00e3o,\u00a0<a href=\"http:\/\/www.solsef.org\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">www.solsef.org<\/a>.\u00a0Qualquer que seja o talento da pessoa, o tempo que tem para dar h\u00e1 de sempre ser \u00fatil, quer seja a divulgar o trabalho que \u00e9 feito, os produtos solid\u00e1rios, a compr\u00e1-los, a ajudar na escrita de artigos, na dinamiza\u00e7\u00e3o das redes sociais, embalar artigos em casa, falar com a par\u00f3quia para l\u00e1 receber uma Missa solid\u00e1ria\u2026 H\u00e1 um espetro t\u00e3o alargado do que se pode fazer, desde algo pequeno, que ocupa pouco tempo, a uma partida, que possa demorar um m\u00eas ou um ano para um voluntariado internacional,\u00a0h\u00e1 escolha para todos. E digo-vos que faz toda a diferen\u00e7a, portanto arrisquem.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Respons\u00e1vel da \u2018Sol sem Fronteiras\u2019 confirma que a pandemia obrigou a repensar e reagendar projetos, mas o n\u00famero de volunt\u00e1rios at\u00e9 cresceu<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":212720,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[6,630],"tags":[330],"class_list":["post-212743","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-entrevistas","category-entrevistas-ecclesia-rr","tag-voluntariado-missionario"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/212743","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=212743"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/212743\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/212720"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=212743"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=212743"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=212743"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}