{"id":21267,"date":"2006-11-21T16:27:30","date_gmt":"2006-11-21T16:27:30","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/11\/21\/bispo-de-cabinda-desmente-fracturas-na-diocese\/"},"modified":"2006-11-21T16:27:30","modified_gmt":"2006-11-21T16:27:30","slug":"bispo-de-cabinda-desmente-fracturas-na-diocese","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/bispo-de-cabinda-desmente-fracturas-na-diocese\/","title":{"rendered":"Bispo de Cabinda desmente fracturas na Diocese"},"content":{"rendered":"<p>Entrevista \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA <!--more--> D. Filomeno Vieira Dias, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA, esclarece qual a situa\u00e7\u00e3o da Igreja no enclave angolano e como tem vivido os seus primeiros tempos como Bispo em Cabinda  <i>Ag\u00eancia ECCLESIA &#8211; Como tem sido recebido pela Diocese de Cabinda? D. Filomeno Vieira Dias (FVD) &#8211;<\/i> Desde o primeiro dia que n\u00e3o faltam manifesta\u00e7\u00f5es de amizade e simpatia, gestos de profunda comunh\u00e3o eclesial e humana alegria. Neste sentido n\u00e3o tenho motivo para lam\u00farias. Estive no Maiombe v\u00e1rias vezes, no Lucula,  Subantando todas localidades do interior e fui muito bem recebido. O que grupos bem identificados procuram promover em algumas capelas da capital da prov\u00edncia \u00e9 mais que conhecido e em nada dignifica os seus mentores porque de humano tem pouco e de crist\u00e3o nada. Mas n\u00e3o podemos identificar estes com a comunidade cat\u00f3lica de Cabinda.   <i>AE &#8211; H\u00e1 justi\u00e7a nas cr\u00edticas de quem acusa a Igreja de estar &#8220;ao servi\u00e7o de Luanda&#8221;? FVD &#8211;<\/i> Conhecemos a Igreja e somos dela membros. A Igreja n\u00e3o est\u00e1 ao servi\u00e7o de estados e muito menos de governos. A Igreja serve Cristo no homem de todos os tempos e lugares. Houve sempre a tentativa de politizar-se esta nomea\u00e7\u00e3o, mas deve-se fazer f\u00e9 na voz unanime dos bispo de Angola que nunca se prestaram \u00e0s ofertas do mercado.   <i>AE &#8211; A unidade da Igreja em Cabinda est\u00e1 amea\u00e7ada neste momento? FVD &#8211;<\/i> De modo algum. Estou em contacto com os p\u00e1rocos, sacerdotes, religiosas e catequistas e o testemunho de comunh\u00e3o \u00e9 un\u00e2nime. O grupo de catequistas circunscritos a duas par\u00f3quias da cidade que teima em n\u00e3o ouvir a voz da Igreja vai-se auto excluindo e assinando o seu fim.  Pois como \u00e9 sabido \u00e9 cat\u00f3lica toda Igreja particular (ou seja, a diocese) formada pela comunidade dos crist\u00e3os que est\u00e3o em comunh\u00e3o na f\u00e9, nos sacramentos e no governo eclesi\u00e1stico com o seu bispo, ordenado na sucess\u00e3o apost\u00f3lica, e com a Igreja de Roma, que &#8220;preside na caridade&#8221;   <i>AE &#8211; Est\u00e1 a surgir, no territ\u00f3rio, uma &#8220;Igreja Cat\u00f3lica Independente&#8221;? Que dimens\u00e3o poder\u00e1 adquirir?  FVD &#8211;<\/i> N\u00e3o tenho sinais desta &#8220;Igreja Cat\u00f3lica Independente&#8221;, dos seus l\u00edderes e mentores. Se consideramos como sinais desta Igreja os grupos que contestam a nova realidade diocesana, devo dizer que se limitam fundamentalmente ao territ\u00f3rio de uma par\u00f3quia e tenho muitas d\u00favidas que os fi\u00e9is venham a aderir em massa a esta   &#8220;nova Igreja&#8221; . De qualquer modo, n\u00e3o ser\u00e1 por isto que a Igreja dever\u00e1 rever aquilo que \u00e9 norma comum.   <i>AE &#8211; Sente que a sua seguran\u00e7a pode estar em risco?  FVD &#8211;<\/i> Apesar das amea\u00e7as, panfletos e telefonemas an\u00f3nimos, sinto-me seguro e tranquilo. \u00c9 uma   quest\u00e3o de consci\u00eancia e de f\u00e9. Ao dizer sim, aceitei todos os riscos, abracei a minha cruz e confiei sobretudo no melhor do tecido humano e crist\u00e3o das popula\u00e7\u00f5es de Cabinda.   <i>AE &#8211; Como integra as diferentes opini\u00f5es sobre a governa\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio na dimaniza\u00e7\u00e3o pastoral da Diocese? FVD &#8211;<\/i> A Igreja \u00e9 essencialmente uma comunidade de f\u00e9. \u00c9 a comunidade convocada por Cristo caminho,  Verdade e  Vida e que faz Dele e do seu Reino a op\u00e7\u00e3o fundamental da sua vida.  Estas opini\u00f5es t\u00eam o seu espa\u00e7o concreto: as associa\u00e7\u00f5es pol\u00edticas, partid\u00e1rias e outras. A\u00ed devem ser debatidas e discutidas estas quest\u00f5es, este \u00e9 o seu palco natural. N\u00e3o cabe a Igreja ter esta quest\u00e3o como objecto do seu operar. N\u00f3s acompanhamos a &#8220;cidade dos homens&#8221; e respeitamos a sua justa autonomia e escolhas nestas mat\u00e9rias. Agora deve ser bem vincado que estas op\u00e7\u00f5es n\u00e3o devem em nada afectar a vida da Igreja enquanto comunidade de todos aqueles que fizeram de Jesus Cristo a op\u00e7\u00e3o fundamental da sua vida. E o padre deve ser o homem da uni\u00e3o, da caridade e da paz, mesmo permanecendo &#8220;o ministro do desassossego&#8221;.   <i>AE &#8211; Como espera resolver as quest\u00f5es levantadas pelos grupos de &#8220;cat\u00f3licos contest\u00e1rios&#8221; presentes na Diocese? FVD &#8211;<\/i> \u00c9 minha esperan\u00e7a e prop\u00f3sito que eles entendam e aceitem aquilo que \u00e9 e sempre foi a vida da Igreja. N\u00f3s temos dialogado com estas pessoas. O nosso voto \u00e9 que compreendam que a Igreja tem valores e normas \u00e0s quais todos devemos aderir. O compromisso eclesial \u00e9 livre e volunt\u00e1rio. \u00c9 ades\u00e3o livre a uma tradi\u00e7\u00e3o de vida enraizada na f\u00e9 em Jesus Cristo que percorre a hist\u00f3ria h\u00e1 mais de dois mil anos. N\u00e3o vamos &#8220;reinventar&#8221;   o catolicismo, entrar\u00edamos  no relativismo absoluto e na subjectividade permanente. Ser cat\u00f3lico \u00e9 aderir a uma vida que \u00e9 Dom e patrim\u00f3nio de milh\u00f5es, confiada \u00e0 Igreja como Boa Nova   para a humanidade. Portanto, que se predisponham a fazer com todos este caminho de Igreja, mesmo na diferen\u00e7a de sensibilidades. A Igreja tem uma s\u00f3 f\u00e9, uma s\u00f3 vida sacramental, uma \u00fanica sucess\u00e3o apost\u00f3lica, uma comum esperan\u00e7a e a mesma caridade. Desta verdade somos todos defensores.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entrevista \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[106,285,294],"class_list":["post-21267","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-entrevistas","tag-angola","tag-patrimonio","tag-sacramentos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21267","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21267"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21267\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21267"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21267"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21267"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}