{"id":212498,"date":"2021-07-16T09:00:46","date_gmt":"2021-07-16T08:00:46","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=212498"},"modified":"2021-07-16T18:02:13","modified_gmt":"2021-07-16T17:02:13","slug":"lusofonias-e-tudo-a-pandemia-abalou","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/lusofonias-e-tudo-a-pandemia-abalou\/","title":{"rendered":"LUSOFONIAS &#8211; E tudo a pandemia abalou\u2026"},"content":{"rendered":"<p><em>Tony Neves, no CESM-Silva, em Barcelos<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/lusofonias-Etudoacovidabalou-Paraguai-16-7-2021.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-212502\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/lusofonias-Etudoacovidabalou-Paraguai-16-7-2021.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"800\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/lusofonias-Etudoacovidabalou-Paraguai-16-7-2021.jpg 1200w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/lusofonias-Etudoacovidabalou-Paraguai-16-7-2021-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/lusofonias-Etudoacovidabalou-Paraguai-16-7-2021-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/lusofonias-Etudoacovidabalou-Paraguai-16-7-2021-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/lusofonias-Etudoacovidabalou-Paraguai-16-7-2021-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/lusofonias-Etudoacovidabalou-Paraguai-16-7-2021-980x653.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/lusofonias-Etudoacovidabalou-Paraguai-16-7-2021-480x320.jpg 480w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><\/a><\/p>\n<p>A covid veio de mansinho e faz-nos lembrar aquelas noites que nunca mais acabam. O Papa Francisco, o lutador n\u00famero um contra a pandemia e seus efeitos perversos, tem repetido \u00e0 saciedade que de uma pandemia ningu\u00e9m sai igual: ou sa\u00edmos melhores ou sa\u00edmos piores. E, quer queiramos quer n\u00e3o, a bola est\u00e1 do nosso lado!<\/p>\n<p>O Papa Francisco, desde a primeira hora, chamou a aten\u00e7\u00e3o para a gravidade da situa\u00e7\u00e3o, sobretudo pelo impacto terr\u00edvel sobre os mais fr\u00e1geis que, nesta situa\u00e7\u00e3o como em todas as desgra\u00e7as, pagam sempre a factura mais pesada. E nunca quis usar a compara\u00e7\u00e3o com a guerra porque esta \u00e9 declarada pelos humanos e podia sempre ser evitada. O Papa falou sempre de uma \u2018tempestade\u2019 que surpreendeu as pessoas na mesma barca, fr\u00e1geis e desamparadas. Num contexto destes, ou nos salvamos juntos ou nos afogamos todos. A nossa comum humanidade exige uma solidariedade sem fronteiras.<\/p>\n<p>Tudo isto a prop\u00f3sito do Conselho Provincial Alargado dos Espiritanos em Portugal, que abriu portas no Centro de Espiritualidade da Silva-Barcelos, no passado domingo. Aqui est\u00e3o reunidos padres e irm\u00e3os que vivem a sua Miss\u00e3o nos quatro cantos do mundo. Na hora da partilha inicial, todos \u2013 sem qualquer excep\u00e7\u00e3o \u2013 falaram dos tempos duros que se vivem e do brutal impacto da covid sobre os mais pobres. Darei apenas quatro exemplos dos muitos que c\u00e1 foram partilhados.<\/p>\n<p>Da Bol\u00edvia chegou o grito de uma instabilidade que gera pobreza e nem sequer permite reunir meios eficazes de combate \u00e0 pandemia que vai dizimando o povo, directa ou indirectamente. Nas Miss\u00f5es confiadas aos Espiritanos, multiplicaram-se as iniciativas das \u2018panelas comuns\u2019 para matar a fome aos mais pobres cujo n\u00famero aumenta de dia para dia.<\/p>\n<p>De Angola, veio a partilha da situa\u00e7\u00e3o cada vez mais preocupante das gentes mais pobres que vivem nas periferias das cidades, l\u00e1 onde o p\u00e3o de cada dia vem de pequenas compras e vendas que, em contexto pand\u00e9mico, n\u00e3o se podem realizar. E muitos ali passam mal porque trabalham em empresas e escolas a quem a pandemia fechou as portas e, por isso, ficaram sem o sal\u00e1rio que depende das horas que se trabalham.\u00a0 E havendo fome, aumentam logo os indicadores da criminalidade\u2026<\/p>\n<p>Do Paraguai veio o testemunho de quem vive o dia a dia de popula\u00e7\u00f5es guaranis a viver sempre abaixo do limiar da pobreza e que, com a covid, ficaram sem nada com que combater a fome. Aumentou em flecha a viol\u00eancia, diminu\u00edram os gestos de afecto. A fome foi sendo atacada com as \u2018panelas populares\u2019 que socorreram e ainda socorrem dezenas de fam\u00edlias.<\/p>\n<p>De Mo\u00e7ambique, daquele norte t\u00e3o falado pelos ataques frequentes e violentos \u00e0s povoa\u00e7\u00f5es indefesas, chegou o grito dos mission\u00e1rios que acolhem deslocados e combatem a fome que deriva da pandemia misturada com a seca e a viol\u00eancia. Al\u00e9m de alimentos, distribu\u00edram \u2018celeiros\u2019 pelas fam\u00edlias, para que conservem o milho e a mandioca que cultivam. Os mission\u00e1rios agradecem os apoios recebidos e sentem que este trabalho solid\u00e1rio e humanit\u00e1rio ainda est\u00e1 para durar\u2026<\/p>\n<p>A verdade \u00e9 que a prociss\u00e3o ainda vai no adro (e todos sabemos que quando a prociss\u00e3o vai no adro ainda tem que dar a volta a toda a freguesia!!!!). Mas j\u00e1 h\u00e1 conclus\u00f5es a tirar e portas do futuro a abrir. Antes de mais, a convic\u00e7\u00e3o de que o combate vitorioso depender\u00e1 muito da vacina. E \u2013 mais do que a vacina \u2013 a covid apela a uma solidariedade sem fronteiras, exigindo uma op\u00e7\u00e3o clara pelos mais fr\u00e1geis das nossas sociedades.<\/p>\n<p>Sem amor, sem compaix\u00e3o, n\u00e3o h\u00e1 amanh\u00e3 que se apresente radioso. Mas parece ser convic\u00e7\u00e3o de todos que n\u00e3o estamos s\u00f3s na tempestade e o barco h\u00e1-de atracar em porto seguro. Depender\u00e1 de todos n\u00f3s.<\/p>\n<audio class=\"wp-audio-shortcode\" id=\"audio-212498-1\" preload=\"none\" style=\"width: 100%;\" controls=\"controls\"><source type=\"audio\/mpeg\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/lusofonias-etudoapandemiaabalou-16-7-2021.mp3?_=1\" \/><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/lusofonias-etudoapandemiaabalou-16-7-2021.mp3\">https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/lusofonias-etudoapandemiaabalou-16-7-2021.mp3<\/a><\/audio>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tony Neves, no CESM-Silva, em Barcelos<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":114253,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[75],"tags":[],"class_list":["post-212498","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao-rubricas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/212498","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=212498"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/212498\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/114253"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=212498"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=212498"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=212498"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}