{"id":21245,"date":"2006-11-20T17:30:55","date_gmt":"2006-11-20T17:30:55","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/11\/20\/inclusao-social-desenvolvimento-local-e-economia-solidaria\/"},"modified":"2006-11-20T17:30:55","modified_gmt":"2006-11-20T17:30:55","slug":"inclusao-social-desenvolvimento-local-e-economia-solidaria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/inclusao-social-desenvolvimento-local-e-economia-solidaria\/","title":{"rendered":"Inclus\u00e3o Social, Desenvolvimento Local e Economia Solid\u00e1ria"},"content":{"rendered":"<p>Os trabalhos deste semin\u00e1rio, promovido pela C\u00e1ritas, iniciaram-se com uma interven\u00e7\u00e3o da Coordenadora Nacional do PNAI 1.\tPNAI \u2013 Plano Nacional de Ac\u00e7\u00e3o para a Inclus\u00e3o A Coordenadora do PNAI 2006\/2008 apresentou o PNAI com refor\u00e7o nas prioridades, metas e medidas de pol\u00edtica definidas, referindo que a participa\u00e7\u00e3o ao mais alto n\u00edvel de 14 minist\u00e9rios faz antever uma maior concretiza\u00e7\u00e3o e realiza\u00e7\u00e3o das ac\u00e7\u00f5es propostas.  Sendo o PNAI um instrumento de planeamento transversal, de coordena\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica e operacional das pol\u00edticas que permitem prevenir e combater as situa\u00e7\u00f5es de pobreza e exclus\u00e3o social com que Portugal ainda se confronta, pretende-se que venha a produzir um impacto decisivo na erradica\u00e7\u00e3o da exclus\u00e3o. Discutido foi o papel da Caritas no desenvolvimento do PNAI, tendo sido referido que a Caritas j\u00e1 participa na medida em que est\u00e1 no terreno e a sua ac\u00e7\u00e3o visa promover formas de inclus\u00e3o, mas que seria desej\u00e1vel que a Caritas pudesse manter a sua colabora\u00e7\u00e3o ao n\u00edvel do F\u00f3rum das ONG o que n\u00e3o tem acontecido ultimamente por falta de convocat\u00f3ria. 2.\tCONCEPT Jorge Mayer, coordenador do Departamento de An\u00e1lise Social e desenvolvimento da C\u00e1ritas Espanhola, partindo do entendimento de que a C\u00e1ritas \u00e9 a \u00fanica rede de institui\u00e7\u00f5es sociais presente nos 25 estados membros, de forma capilar em regi\u00f5es, cidades e agrupamentos populacionais, o que converte a C\u00e1ritas num interlocutor privilegiado para a Comiss\u00e3o Europeia, o palestrante apresentou-nos o CONCEPT. O CONCEPT \u00e9 um programa promovido pela C\u00e1ritas Europa, financiado por esta, em que participam de forma directa ou indirecta as C\u00e1ritas dos 25 estados membros da Uni\u00e3o Europeia e a Bulg\u00e1ria. Para este efeito a C\u00e1ritas Portuguesa \u00e9 Twin Partner da C\u00e1ritas Espanhola. O Programa acompanha a Estrat\u00e9gia Europeia de Inclus\u00e3o e os PNAI dos v\u00e1rios pa\u00edses. Em 2007 a C\u00e1ritas Europa pretende manter este programa, com o objectivo de capacitar as C\u00e1ritas Nacionais e Diocesanas para promover uma maior participa\u00e7\u00e3o de todos os agentes no acompanhamento dos v\u00e1rios PNAI. 3.\tO tema \u201cA\u00e7ores Ilhas de Partidas e Chegadas &#8211; Uma realidade Convergente foi apresentado pela Dra. Rita Dias que considerou que a diversidade cultural que caracteriza os A\u00e7ores deve ser utilizada como m\u00f3bil de integra\u00e7\u00e3o. A Direc\u00e7\u00e3o Regional das Comunidades tem tido um papel determinante na promo\u00e7\u00e3o da diversidade enquanto mais-valia social, agindo no sentido de promover a integra\u00e7\u00e3o dos Imigrantes atrav\u00e9s de diversas ac\u00e7\u00f5es no terreno com este p\u00fablico-alvo 4.\tO Trabalho em Rede na problem\u00e1tica do cidad\u00e3o repatriado  Foi abordado pela Divis\u00e3o de Ac\u00e7\u00e3o Social de Ponta Delgada e Angra do Hero\u00edsmo. Concluiu-se que n\u00e3o tendo ra\u00edzes nem refer\u00eancias da cultura A\u00e7oriana que muitas vezes nem conhecem, os repatriados s\u00e3o objecto de uma dupla pena. Cumprem a pena no pa\u00eds em que residem e s\u00e3o objecto de marginaliza\u00e7\u00e3o de uma sociedade que n\u00e3o os reconhece como seus. O investimento em parceria institucional abrange os sem-abrigo, repatriados e imigrantes ilegais com o objectivo de fomentar a cultura de partenariado, a partilha de recursos, a interdisciplinaridade e a participa\u00e7\u00e3o de todos. O trabalho em rede interv\u00e9m no acolhimento, transi\u00e7\u00e3o e integra\u00e7\u00e3o com o objectivo de fomentar o empowerment dos indiv\u00edduos repatriados. As respostas s\u00e3o concretizadas nomeadamente atrav\u00e9s de Casas de Acolhimento. 5.\tO Servi\u00e7o Diocesano de Apoio \u00e0 Pastoral da Mobilidade Humana Sob a \u00e9gide das palavras de Paulo VI \u201cA mobilidade humana deve ser acompanhada pela Mobilidade pastoral\u201d o Servi\u00e7o Diocesano de Apoio \u00e0 Pastoral da Mobilidade Humana referiu que importa conhecer a realidade, olhando para cada pessoa e congregando a informa\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria que possibilite que os imigrantes se tornem agentes da Pastoral da Mobilidade Humana. A \u201cFesta dos Povos\u201d que decorre no Pentecostes foi apresentada como exemplo da concretiza\u00e7\u00e3o desta ac\u00e7\u00e3o. 6.\tACIME \u2013 Imigra\u00e7\u00e3o O Chefe de Gabinete do Alto-comiss\u00e1rio para a Imigra\u00e7\u00e3o e Minorias \u00c9tnicas destacou que na agenda pol\u00edtica do ACIME est\u00e3o tr\u00eas vertentes: a gest\u00e3o de fluxos de imigrantes, a coopera\u00e7\u00e3o com os pa\u00edses de origem\/destino e a integra\u00e7\u00e3o dos imigrantes. As cinco \u00e1reas-chave de actua\u00e7\u00e3o do ACIME s\u00e3o informar para defender direitos e cumprir deveres, os CNAI, \u201cConhecer mais para agir melhor\u201d, \u201cpelos imigrantes com os imigrantes\u201d, sensibiliza\u00e7\u00e3o da opini\u00e3o p\u00fablica para o acolhimento e integra\u00e7\u00e3o, promovendo a interculturalidade. 7.\tA Dra. Elza Chambel, Presidente do Conselho Nacional para a Promo\u00e7\u00e3o do Voluntariado abordou o tema Desenvolvimento Econ\u00f3mico e Social Disse que os 8 Objectivos de Desenvolvimento do Mil\u00e9nio foram a pedra de toque para abordar as quest\u00f5es do desenvolvimento socio-econ\u00f3mico. Entre os novos desafios que se apresentam tem especial realce o refor\u00e7o da coes\u00e3o e solidariedade interna das organiza\u00e7\u00f5es. Foram elencadas algumas quest\u00f5es-chave do novo modelo de crescimento, a saber: .aposta educativa e formativa, .dinamismo da Rede Social, independente do Estado Considerou que a l\u00f3gica de desenvolvimento assenta em 4 princ\u00edpios estrat\u00e9gicos de combate \u00e0 pobreza e exclus\u00e3o social:.integralidade; .parceria;    .participa\u00e7\u00e3o;  .aproxima\u00e7\u00e3o territorial Tudo isto implica um novo paradigma de desenvolvimento socioecon\u00f3mico assente numa nova cultura de voluntariado que conduz \u00e0 economia solid\u00e1ria, gerando assim oportunidades e n\u00e3o apenas a sobreviv\u00eancia A Caritas brasileira foi apresentada como exemplo j\u00e1 que \u00e9 no Brasil a maior interventora da Economia Solid\u00e1ria. 8.\tSob a  mesma \u00e9gide o Dr. Carlos Faias abordou o tema \u201cNovos Desafios da Economia Solid\u00e1ria \u2013 Caso pr\u00e1tico dos A\u00e7ores\u201d Enquadrando a sua actividade no sector da Economia Solid\u00e1ria, o palestrante apresentou a CRESA\u00c7OR e a sua actividade. A CRESA\u00c7OR \u00e9 uma cooperativa das empresas de inser\u00e7\u00e3o dos A\u00e7ores que se rege por 4 grandes \u00e1reas: Gabinete de promo\u00e7\u00e3o da qualidade na Economia Solid\u00e1ria, Gabinete de promo\u00e7\u00e3o do desenvolvimento comunit\u00e1rio, Gabinete de promo\u00e7\u00e3o do circuito comercial, Gabinete de orienta\u00e7\u00e3o profissional e promo\u00e7\u00e3o do emprego. A CRESA\u00c7OR desenvolveu tamb\u00e9m uma Marca de produtos de Economia solid\u00e1ria \u201cCores\u201d, bem como um selo certificador. 9.\tAo abrigo do tema \u201cDo assistencialismo \u00e0 Capacita\u00e7\u00e3o\u201d, foram apresentadas duas comunica\u00e7\u00f5es. Monsenhor Weber Machado Pereira trouxe-nos uma mensagem centrada no Homem que deve encontrar uma forma de promover a sua pr\u00f3pria capacita\u00e7\u00e3o. Partindo do princ\u00edpio de que o Homem n\u00e3o \u00e9 mais um ser sobre a Terra mas \u00e9 verdadeiramente aquele que tendo quase valor absoluto \u00e9 a medida do valor dos outros seres, h\u00e1 necessidade que a sociedade d\u00ea possibilidade de todos e cada um encontrarem nela a sua realiza\u00e7\u00e3o O Dr. Francisco Sim\u00f5es trouxe uma reflex\u00e3o sobre a capacita\u00e7\u00e3o e o empowerment e a intergeracionalidade na interven\u00e7\u00e3o junto dos desfavorecidos. Apresentou v\u00e1rios projectos da C\u00e1ritas dos A\u00e7ores, nomeadamente o Projecto FREE, o projecto ITINERIS e o projecto de Anima\u00e7\u00e3o de Rua. 10.\tCrian\u00e7as e Jovens em Risco O tema de destaque do \u00faltimo dia incidiu sobre as crian\u00e7as e Jovens em Risco. As apresenta\u00e7\u00f5es estiveram a cargo do Instituto de Apoio \u00e0 Crian\u00e7a\/Kair\u00f3s, com o t\u00edtulo: \u201cFrente a frente: uma aposta alternativa na abordagem \u00e0 criminalidade juvenil\u201d, da Divis\u00e3o de Ac\u00e7\u00e3o Social de Ponta Delgada que reflectiu sobre as quest\u00f5es da  interven\u00e7\u00e3o da EMAT (Equipa multidisciplinar de apoio aos Tribunais)\u201d e da \u201cInterven\u00e7\u00e3o com crian\u00e7as e jovens em risco\u201d, da CPCJ de Angra do Hero\u00edsmo e do Presidente da Comiss\u00e3o Nacional de Protec\u00e7\u00e3o de Crian\u00e7as e Jovens em Risco. A Dra. Ana Almeida apresentou o Servi\u00e7o de Media\u00e7\u00e3o Tutelar e os resultados obtidos ao longo dos 4 anos e meio de exist\u00eancia. Concluiu-se que atrav\u00e9s duma ac\u00e7\u00e3o concertada, as diversas entidades interv\u00eam duma forma multidisciplinar, procurando proporcionar \u00e0 crian\u00e7a e jovem um acompanhamento e plano de ac\u00e7\u00e3o personalizados, enfatizando o papel da fam\u00edlia como factor preventivo e fundamental para o sucesso da sua interven\u00e7\u00e3o. Foi refor\u00e7ado o papel das CPCJ enquanto entidades que visam promover os direitos da crian\u00e7a e do jovem e prevenir ou p\u00f4r termo a situa\u00e7\u00f5es que possam afectar a sua seguran\u00e7a e o seu desenvolvimento e esclarecido o seu modo de funcionamento. A CPCJ de Angra do Hero\u00edsmo est\u00e1 a acompanhar 197 crian\u00e7as e jovens nas v\u00e1rias vertentes e de acordo com as medidas definidas para cada caso. O Presidente da Comiss\u00e3o Nacional de Protec\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as e jovens em risco, Juiz Armando Leandro considerou que o papel da C\u00e1ritas na protec\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as assenta numa cidadania activa institucional, referindo que a C\u00e1ritas tem dado um valioso contributo na defesa dos mais vulner\u00e1veis. Alertou para o facto de que a crian\u00e7a \u00e9 objecto de protec\u00e7\u00e3o mas sujeito do seu pr\u00f3prio destino e que o tempo \u00fatil da crian\u00e7a \u00e9 muito curto e por isso urge intervir de forma serena mas c\u00e9lere. Importa criar uma cultura de preven\u00e7\u00e3o com projectos devidamente acompanhados e avaliados. 11.\tPalestra final: \u201cA Universidade e a cultura da Solidariedade\u201d O Magn\u00edfico Reitor da Universidade dos A\u00e7ores, Professor Doutor Avelino de Freitas fechou o espa\u00e7o de reflex\u00e3o deste Semin\u00e1rio com uma li\u00e7\u00e3o subordinada ao tema\u201dUniversidade e a Cultura da Solidariedade\u201d. Deixou-nos algumas ideias importantes: . Abra\u00e7ando a inclus\u00e3o evitaremos as guerras e promoveremos o progresso e a justi\u00e7a; . A solidariedade \u00e9 o principal meio de combate \u00e0 decomposi\u00e7\u00e3o das sociedades; . O culto do Esp\u00edrito Santo \u00e9 o culto da solidariedade para com o pr\u00f3ximo; . Quem serve fixa-se no futuro, olhando as m\u00faltiplas car\u00eancias do Ser Humano. \u00c9 esta a Miss\u00e3o da C\u00e1ritas. Fech\u00e1mos pois com chave de ouro este semin\u00e1rio, na procura de \u201cconquistar inequivocamente Homens para a vida\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os trabalhos deste semin\u00e1rio, promovido pela C\u00e1ritas, iniciaram-se com uma interven\u00e7\u00e3o da Coordenadora Nacional do PNAI 1. 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