{"id":212231,"date":"2021-07-09T19:37:07","date_gmt":"2021-07-09T18:37:07","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=212231"},"modified":"2021-07-11T11:24:16","modified_gmt":"2021-07-11T10:24:16","slug":"patrimonio-pecas-de-arte-em-exposicao-itinerante-para-colocar-em-dialogo-natureza-artista-e-observador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/patrimonio-pecas-de-arte-em-exposicao-itinerante-para-colocar-em-dialogo-natureza-artista-e-observador\/","title":{"rendered":"Patrim\u00f3nio: Quatro dioceses promovem exposi\u00e7\u00e3o itinerante para colocar em di\u00e1logo \u00abnatureza\u00bb, \u00abartista\u00bb e \u00abobservador\u00bb &#8211; (c\/fotos)"},"content":{"rendered":"<p><em>Mostra \u00abDi\u00e1logos. Na beleza das obras contemplamos a beleza do criador\u00bb alerta para o cuidado com o ambiente e a preserva\u00e7\u00e3o do patrim\u00f3nio religioso<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<figure id=\"attachment_212263\" aria-describedby=\"caption-attachment-212263\" style=\"width: 1920px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/WhatsApp-Image-2021-07-09-at-18.02.22-1.jpeg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-212263 size-full\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/WhatsApp-Image-2021-07-09-at-18.02.22-1.jpeg\" alt=\"\" width=\"1920\" height=\"1440\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/WhatsApp-Image-2021-07-09-at-18.02.22-1.jpeg 1920w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/WhatsApp-Image-2021-07-09-at-18.02.22-1-347x260.jpeg 347w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/WhatsApp-Image-2021-07-09-at-18.02.22-1-1024x768.jpeg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/WhatsApp-Image-2021-07-09-at-18.02.22-1-768x576.jpeg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/WhatsApp-Image-2021-07-09-at-18.02.22-1-1536x1152.jpeg 1536w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/WhatsApp-Image-2021-07-09-at-18.02.22-1-510x382.jpeg 510w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/WhatsApp-Image-2021-07-09-at-18.02.22-1-1080x810.jpeg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/WhatsApp-Image-2021-07-09-at-18.02.22-1-1280x960.jpeg 1280w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/WhatsApp-Image-2021-07-09-at-18.02.22-1-980x735.jpeg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/07\/WhatsApp-Image-2021-07-09-at-18.02.22-1-480x360.jpeg 480w\" sizes=\"(max-width: 1920px) 100vw, 1920px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-212263\" class=\"wp-caption-text\">Foto: F\u00e1tima Eus\u00e9bio<\/figcaption><\/figure>\n<p>Lamego, 09 jul 2021 (Ecclesia) \u2013 A exposi\u00e7\u00e3o interdiocesana &#8216;Di\u00e1logos. Na beleza das obras contemplamos a beleza do criador&#8217; foi inaugurada hoje em Lamego, iniciando um percurso por quatro dioceses portuguesas para evidenciar o di\u00e1logo entre a natureza, o artista e o observador.<\/p>\n<p>\u201cTodas as obras de arte das nossas igrejas s\u00e3o, por norma, fruto de materiais criados por Deus. Mas a casa comum potencia a intera\u00e7\u00e3o com o artista que estabelece um di\u00e1logo com os materiais da natureza para a cria\u00e7\u00e3o da obra de arte. Esta obra vai dialogar com os observadores, que podem ser os fi\u00e9is e a assumem numa perspetiva de an\u00fancio e conhecimento da proposta da Igreja, mas tamb\u00e9m da rela\u00e7\u00e3o dos fi\u00e9is com Deus\u201d, explica \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA F\u00e1tima Eus\u00e9bio, diretora do Departamento dos Bens Culturais da Diocese de Viseu.<\/p>\n<p>\u201cA Casa Comum \u00e9 dos crentes e dos n\u00e3o crentes. N\u00f3s que consideramos que toda esta beleza inspiradora que o artista transp\u00f5e para os materiais, tamb\u00e9m ela \u00e9 fruto do di\u00e1logo de Deus com o artista. Estamos a falar de obras que o artista vai buscar \u00e0 natureza, transforma para depois, falar de Deus\u201d, acrescenta.<\/p>\n<p>A respons\u00e1vel sublinha os \u201cv\u00e1rios di\u00e1logos que se cruzam\u201d.<\/p>\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria\u00a0 vai estar em Lamego at\u00e9 a15 de outubro, passando depois por Aveiro, Viseu e Guarda, onde vai estar at\u00e9 outubro de 2022, fruto da uni\u00e3o e do trabalho de diferentes \u201corganismos vocacionados para os bens culturais\u201d.<\/p>\n<p>\u201cSabemos que as dioceses t\u00eam poucos t\u00e9cnicos afetos a esta \u00e1rea mas se todos nos colocamos em di\u00e1logo, conseguimos fazer projetos com outra dimens\u00e3o, proje\u00e7\u00e3o e abrang\u00eancia que n\u00e3o seria poss\u00edvel a cada diocese de forma isolada\u201d, aponta F\u00e1tima Eus\u00e9bio, sublinhando a articula\u00e7\u00e3o entre \u201ccompet\u00eancias t\u00e9cnicas e cientificas\u201d de diferentes origens.<\/p>\n<p>O resultado s\u00e3o cerca de 50 pe\u00e7as, \u201coriundas das quatro dioceses\u201d que atualmente \u201cn\u00e3o estavam afetas ao culto\u201d e que na exposi\u00e7\u00e3o v\u00e3o poder ser interpretadas tamb\u00e9m a partir do seu habitat.<\/p>\n<blockquote><p>Na exposi\u00e7\u00e3o, em simult\u00e2neo com as pe\u00e7as de arte, cr\u00edamos pequenos n\u00facleos de acordo com a materialidade e os elementos que os comp\u00f5es: bocados de madeira, e a mesma j\u00e1 a ser transformada, bem como os instrumentos que o artista usa para as transformar; A presen\u00e7a de argila no caso de esculturas; temos tamb\u00e9m cita\u00e7\u00f5es b\u00edblicas que acompanham os mesmos n\u00facleos\u201d.<\/p><\/blockquote>\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o quer tamb\u00e9m colocar em confronto os pedidos do Papa Francisco na enc\u00edclica &#8216;Laudato Si&#8217; para o cuidado da Casa Comum e para a rela\u00e7\u00e3o com a natureza, \u201cfruto da Cria\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>\u201cTemos consci\u00eancia que, tamb\u00e9m dentro da Igreja, ao longo dos seculos, se deixaram deteriorar obras de arte. Simbolicamente estamos a utilizar essa perspetiva: temos duas obras, uma do s\u00e9culo XIV e outra do s\u00e9culo XVIII, onde vemos um Cristo crucificado que j\u00e1 n\u00e3o tem cabe\u00e7a e est\u00e1 bastante deteriorado, outro um \u00abSenhor da cana verde\u00bb, e \u00e9 uma pe\u00e7a impactante, porque foi infestada e s\u00f3 tem uma parte do rosto. As obras s\u00e3o o exemplo de que n\u00e3o foram cuidadas e tratadas, tal como acontece com a natureza e a nossa Casa Comum\u201d, indica a diretora do Departamento dos Bens Culturais da Diocese de Viseu.<\/p>\n<p>F\u00e1tima Eus\u00e9bio afirma ainda que \u201cos objetos em exposi\u00e7\u00e3o continuam a ter valor e causam impacto devido ao processo de degrada\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>\u201cElas n\u00e3o est\u00e3o na exposi\u00e7\u00e3o por valor hist\u00f3rico ou est\u00e9tico mas porque fazem parte de uma narrativa para veicular uma mensagem. Nas igrejas nada foi feito para enfeitar. E o belo \u00e9 portador de uma mensagem\u201d, sublinha.<\/p>\n<p>Depois do Museu Diocesano de Lamego, onde vai estar at\u00e9 15 de outubro, a exposi\u00e7\u00e3o &#8216;Di\u00e1logos. Na beleza das obras contemplamos a beleza do criador&#8217; segue para a Casa da Cultura de \u00cdlhavo, onde poder\u00e1 ser visitada de 22 outubro a 4 de fevereiro de 2022.<\/p>\n<p>A partir do dia 18 de fevereiro de 2022 apresenta-se no Museu da Miseric\u00f3rdia de Viseu, at\u00e9 ao dia 17 de junho, deslocando-se depois para o Museu Diocesano da Guarda, onde poder\u00e1 ser visitada de 24 junho a 18 de outubro do pr\u00f3ximo ano.<\/p>\n<p><em>LS<\/em><\/p>\n<p>[foogallery id=&#8221;212267&#8243;]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mostra \u00abDi\u00e1logos. 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