{"id":211914,"date":"2021-07-06T17:27:28","date_gmt":"2021-07-06T16:27:28","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=211914"},"modified":"2021-07-06T17:27:56","modified_gmt":"2021-07-06T16:27:56","slug":"a-cruz-escondida-151","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-cruz-escondida-151\/","title":{"rendered":"A cruz escondida"},"content":{"rendered":"<p><em>Diocese de Guaira \u00e9 o retrato da pobreza em que se encontra a Venezuela<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<h4><strong>Sorrisos de esperan\u00e7a<\/strong><\/h4>\n<p>\u00c9 apenas uma das dioceses da Venezuela. Mas o que se passa em Guaira retrata, com fidelidade, o drama que se vive em todo o pa\u00eds, com cada vez mais pessoas de m\u00e3o estendida, numa ang\u00fastia que parece n\u00e3o ter fim. De Guaira chegam-nos tamb\u00e9m hist\u00f3rias de gente extraordin\u00e1ria, de irm\u00e3s que est\u00e3o no meio do povo, no meio dos pobres, e que s\u00e3o sinal de esperan\u00e7a, mesmo quando muitas vezes pouco mais t\u00eam para oferecer do que a ternura dos seus sorrisos\u2026<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o agrava-se de dia para dia. A Venezuela \u00e9 um pa\u00eds mergulhado numa crise sem fim com uma popula\u00e7\u00e3o amorda\u00e7ada pela fome, com uma infla\u00e7\u00e3o que cresce sem parar, com fam\u00edlias incapacitadas para comprar o p\u00e3o ou medicamentos. As prateleiras vazias das lojas s\u00e3o o sinal do desmoronamento de um pa\u00eds onde a farinha, o arroz, o leite ou artigos de higiene parecem ser j\u00e1 um luxo inacess\u00edvel \u00e0 maior parte das pessoas. \u00c9 assim em todo o lado. \u00c9 assim tamb\u00e9m em Guaira. Nesta diocese, perante o desalento geral, quando tudo parece estar a desmoronar-se, sobram os gestos, o carinho e a coragem de um punhado de mulheres consagradas a Deus. S\u00e3o apenas 46 irm\u00e3s, mas parecem ser muitas mais gra\u00e7as \u00e0 energia contagiante com que todos os dias v\u00e3o ao encontro dos mais pobres dos pobres, das fam\u00edlias mais desesperadas, dos que j\u00e1 tantas vezes desistiram de lutar. \u201cN\u00f3s permanecemos com os pobres\u201d, diz madre Felipa. Esta religiosa espanhola, das Irm\u00e3zinhas dos Pobres, est\u00e1 em Maiquet\u00eda, ao lado do povo que adoptou como seu. N\u00e3o ficar seria trair aquelas pessoas, av\u00f3s e netos de olhar triste, fam\u00edlias com doentes a seu cargo, casas com pessoas com fome e panelas vazias\u2026 Maria Larissa \u00e9 outra destas 46 hero\u00ednas. Ela pertence a outra congrega\u00e7\u00e3o, as Irm\u00e3s Mission\u00e1rias da Caridade. Tal como madre Felipa, tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 venezuelana. Veio da \u00cdndia e tal como ela tamb\u00e9m o seu vocabul\u00e1rio se reduz quase por completo \u00e0 palavra amor. S\u00e3o nove religiosas que tomam conta, entre outros, de 21 crian\u00e7as com s\u00edndrome de Down.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4><strong>Sopa dos pobres<\/strong><\/h4>\n<p>Na Diocese de Guaira h\u00e1 cada vez mais pessoas que esgravatam os caixotes do lixo \u00e0 procura de migalhas de comida. Na Par\u00f3quia de San Sebasti\u00e1n, Am\u00e9lia, Nelida e B\u00e1rbara, tr\u00eas irm\u00e3s Mission\u00e1rias Eucar\u00edsticas de Nazar\u00e9, t\u00eam conseguido o prod\u00edgio de manter cheia a panela da \u201csopa dos pobres\u201d. Al\u00e9m de comida quente, tamb\u00e9m distribuem roupa e muitas vezes s\u00e3o acompanhadas por m\u00e9dicos que, voluntariamente, d\u00e3o assist\u00eancia a estas popula\u00e7\u00f5es sem recursos. As filas para a sopa crescem de dia para dia, sinal de que a fome \u00e9 cada vez maior na Venezuela. O Bispo de Guaira j\u00e1 esteve em Portugal. Foi em 2017. Esteve em F\u00e1tima durante a peregrina\u00e7\u00e3o internacional da Funda\u00e7\u00e3o AIS ao Altar do Mundo. D. Ra\u00fal Castillo falou do seu pa\u00eds, explicou como \u00e9 lament\u00e1vel perceber que tantas pessoas ca\u00edram na mais absoluta pobreza num pa\u00eds que j\u00e1 foi t\u00e3o rico, e pediu a nossa ajuda. D. Ra\u00fal contou v\u00e1rias hist\u00f3rias, todas a descreverem a mesma realidade: a pobreza extrema e a solidariedade sem limites. \u201cDesde que o Papa me nomeou bispo, encontro-me numa diocese pobre, onde os sacerdotes e as religiosas trabalham muito, mas n\u00e3o t\u00eam ordenado\u2026 onde as pessoas colaboram com o que t\u00eam, embora a maioria das vezes n\u00e3o tenham nem para comer. E s\u00e3o muitos os que v\u00eam bater \u00e0 porta das casas paroquiais, das religiosas para pedir comida\u2026\u201d D. Ra\u00fal pediu ajuda para os pobres de uma diocese que \u00e9 o retrato da pobreza em que se encontra a Venezuela. Uma diocese de onde nos chegam hist\u00f3rias de pessoas extraordin\u00e1rias, de irm\u00e3s que s\u00e3o sinal de esperan\u00e7a mesmo quando muitas vezes pouco mais t\u00eam para oferecer do que apenas a ternura dos seus sorrisos\u2026<\/p>\n<p><em>Paulo Aido | www.fundacao-ais.pt<\/em><\/p>\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe  id=\"_ytid_99936\"  width=\"480\" height=\"270\"  data-origwidth=\"480\" data-origheight=\"270\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/OoITbOfI0SM?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=pt&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=0&#038;fs=1&#038;playsinline=1&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen 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