{"id":21174,"date":"2006-11-16T11:20:10","date_gmt":"2006-11-16T11:20:10","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/11\/16\/para-uma-pastoral-da-cultura\/"},"modified":"2006-11-16T11:20:10","modified_gmt":"2006-11-16T11:20:10","slug":"para-uma-pastoral-da-cultura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/para-uma-pastoral-da-cultura\/","title":{"rendered":"Para uma Pastoral da Cultura"},"content":{"rendered":"<p>O documento Para uma Pastoral da Cultura, emanado do Conselho Pontif\u00edcio da Cultura, surge no fim do s\u00e9culo XX (1999), coroando um longo lapso de tempo, durante o qual a Igreja Cat\u00f3lica se confrontou com realidades, formas de pensamento e pr\u00e1ticas sociais com pesadas consequ\u00eancias para o relacionamento da Igreja com as sociedades e com a humanidade no seu todo.   A heran\u00e7a das correntes sociais e ideol\u00f3gicas recebidas do s\u00e9culo XIX, a primeira guerra mundial, a revolu\u00e7\u00e3o comunista de 1917, a segunda guerra mundial e a instaura\u00e7\u00e3o na Europa de regimes ditatoriais, a Guerra-Fria rudemente expressa pela Cortina de Ferro, o processo de descoloniza\u00e7\u00e3o, a agita\u00e7\u00e3o culturalmente provocat\u00f3ria do Maio 68, o Conc\u00edlio Vaticano II e seus efeitos na vida da Igreja, a implos\u00e3o do comunismo, o pontificado altamente medi\u00e1tico do Papa Jo\u00e3o Paulo II com repercuss\u00e3o nas rela\u00e7\u00f5es com os Estados e a comunidade internacional e na aproxima\u00e7\u00e3o \u00e0s demais confiss\u00f5es religiosas, tudo isso levou a Igreja, de forma paulatina mas sustent\u00e1vel, a tra\u00e7ar linhas inovadoras de orienta\u00e7\u00e3o com especial incid\u00eancia no vasto e decisivo campo da Cultura. \u00c9 a converg\u00eancia e o somat\u00f3rio dessas linhas que o Conselho Pontif\u00edcio da Cultura apresenta no documento em refer\u00eancia, o qual, passados sete anos, tem de ser lido \u00e0 luz do tempo a que se reporta, apesar da luz que j\u00e1 projecta sobre acontecimentos que posteriormente surgiram na vida da humanidade, entre os quais se destacam o terrorismo e seus efeitos nas rela\u00e7\u00f5es entre povos e religi\u00f5es.   Ali\u00e1s, o documento come\u00e7a por referir-se, na pr\u00f3pria Introdu\u00e7\u00e3o, \u00e0s altera\u00e7\u00f5es ocorridas no decurso dos \u00faltimos tempos, ao sublinhar que \u201cnovas tarefas se abrem \u00e0 incultura\u00e7\u00e3o\u201d registando ao mesmo tempo que \u201ch\u00e1 culturas tradicionalmente crist\u00e3s (\u2026) que se encontram abaladas.\u201d Sem demorar-se em lamenta\u00e7\u00f5es est\u00e9reis, o texto adopta a pedagogia do positivo, na medida em que reconhece que as \u201cnovas situa\u00e7\u00f5es culturais\u2026apresentam-se \u00e0 Igreja como novos campos de evangeliza\u00e7\u00e3o.\u201d Uma linguagem actual, consonante com a t\u00f3nica que vem marcando nas \u00faltimas d\u00e9cadas os caminhos tamb\u00e9m novos que se abrem, de forma exigente, \u00e0 miss\u00e3o da Igreja: a nova evangeliza\u00e7\u00e3o.   Fiel \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o pedag\u00f3gica seguida nos documentos do Magist\u00e9rio ou seus afins, Para uma Pastoral da Cultura come\u00e7a por acender os luzeiros que h\u00e3o-de permitir o discernimento das novidades do tempo, antes de entrar na prospec\u00e7\u00e3o e an\u00e1lise da natureza e formas dessas mesmas novidades. E f\u00e1-lo, n\u00e3o s\u00f3 lembrando a doutrina acumulada pelo magist\u00e9rio da Igreja desde o Vaticano II, mas tamb\u00e9m real\u00e7ando o dinamismo pr\u00f3prio e fecundo da F\u00e9 na sua rela\u00e7\u00e3o com a Raz\u00e3o, a Ci\u00eancia e as Culturas. E porque de \u201cPastoral da cultura\u201d se trata, \u00e9-lhe pr\u00e9vio o reconhecimento de que, no dizer de Jo\u00e3o Paulo II, uma f\u00e9 que n\u00e3o se torna em cultura \u00e9 \u201cuma f\u00e9 que n\u00e3o \u00e9 acolhida de modo pleno, que n\u00e3o \u00e9 inteiramente pensada nem vivida com fidelidade.\u201d   Face ao bin\u00f3mio F\u00e9 e Cultura que se devem interpenetrar para que uma e outra atinjam a sua dimens\u00e3o plena, tem o documento a preocupa\u00e7\u00e3o de definir a cultura como rela\u00e7\u00e3o dos homens com a natureza, entre si pr\u00f3prios e com Deus, o que significa que, pela cultura, o homem \u00e9 levado a transcender-se, a ir al\u00e9m de si pr\u00f3prio, e a tecer, no quadro da sua vida, os la\u00e7os de comunh\u00e3o que expressam uma F\u00e9 enraizada na vida, uma F\u00e9 inculturada.   E segue-se ent\u00e3o uma longa viagem b\u00edblica de contornos hist\u00f3ricos bem definidos, em que a palavra, a linguagem, os costumes, o desenrolar da hist\u00f3ria do Povo de Deus, surgem como a \u201cincultura\u00e7\u00e3o origin\u00e1ria da F\u00e9.\u201d Partindo da iniciativa de Deus que d\u00e1 origem ao seu Povo, a f\u00e9 em Deus e na sua promessa tem o poder de atingir toda a cultura e purific\u00e1-la, modificando crit\u00e9rios, valores, linhas de pensamento, de tal modo que, nas suas m\u00faltiplas express\u00f5es, a cultura surja, se manifeste e se traduza na comunh\u00e3o sem fissuras do homem com toda a realidade humana e com Deus.   \u00c9 nesta \u00f3ptica que, mais tarde, o an\u00fancio da mensagem de Jesus Cristo \u2013 evangeliza\u00e7\u00e3o \u2013 fundamenta a sua intencionalidade final e a sua capacidade actuante de impregnar dum esp\u00edrito novo toda a cultura e todas as culturas, sem se confundir com nenhuma delas. Porque f\u00e9 e cultura s\u00e3o realidades duma ordem diferente, \u00e0 evangeliza\u00e7\u00e3o cabe iluminar e animar com a perenidade da mensagem crist\u00e3 as diferentes culturas, em si mesmas inst\u00e1veis, prec\u00e1rias e passageiras.   A evangeliza\u00e7\u00e3o aparece assim como \u201cum elemento cr\u00edtico das culturas\u2026das idolatrias, ou seja, dos valores erigidos em \u00eddolos ou que uma pretensa cultura declara absolutos.\u201d   S\u00f3 depois desta aclara\u00e7\u00e3o de princ\u00edpios \u00e9 que no cap\u00edtulo II se entra no elenco dos \u201cdesafios e fundamentos\u201d da pastoral da cultura, tendo havido o cuidado de previamente explicar que a pastoral, estando ao servi\u00e7o da evangeliza\u00e7\u00e3o, tem por fim buscar os \u201cmodos o mais poss\u00edvel adaptados e eficazes, para comunicar a mensagem aos homens do nosso tempo\u201d, como ali\u00e1s a Evangelii Nuntiandi (n\u00ba 40) em seu tempo afirmou.   Interessante \u00e9 a forma como estes desafios s\u00e3o citados. Resultando todos eles da \u201cnova \u00e9poca da hist\u00f3ria humana\u201d, segundo o Conc\u00edlio Vaticano II, nenhum deles se diz resultar dum s\u00f3 facto hist\u00f3rico, mas todos deixam transparecer a l\u00f3gica e a for\u00e7a das correntes econ\u00f3micas, sociais e pol\u00edticas que os determinaram.   O subjectivismo, os pressupostos positivistas, o liberalismo e o ate\u00edsmo pr\u00e1tico, citados em primeiro lugar, afirmam-se na cultura actual como as traves mestras em que assentam ou pretendem assentar os dinamismos mais profundos das consci\u00eancias e das op\u00e7\u00f5es sociais. Os desafios que se lhes seguem s\u00e3o uma causa ou consequ\u00eancia, seu reflexo ou pervers\u00e3o, n\u00e3o sendo a maioria deles mais que as principais \u00e1reas onde se repercutem os seus efeitos mais delet\u00e9rios e as suas contradi\u00e7\u00f5es mais absurdas. A urbaniza\u00e7\u00e3o galopante e o desenraizamento cultural; o fasc\u00ednio quase sempre irrecus\u00e1vel das tecnologias da informa\u00e7\u00e3o e a perda de identidade das minorias nacionais ou \u00e9tnicas; a ambival\u00eancia manifesta dos novos are\u00f3pagos culturais, como seja a ci\u00eancia, a filosofia, a bio\u00e9tica, e a ecologia; a desagrega\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia e o desnorte da educa\u00e7\u00e3o; a arte e o lazer transformados em apetitosos dom\u00ednios de um mercantilismo voraz; e finalmente um secularismo que expulsa Deus da cidade dos Homens sen\u00e3o mesmo do interior dos seus templos. Secularismo que leva ao desespero pela sua pr\u00f3pria irracionalidade.  No \u00faltimo n\u00famero do cap\u00edtulo em que se elencam os desafios provocadores de uma nova pastoral cultural, o documento Para uma Pastoral da Cultura que vimos glosando, presta singular aten\u00e7\u00e3o ao fen\u00f3meno das \u201cseitas e novos movimentos religiosos\u201d.  A\u00ed se denunciam as \u201cconstru\u00e7\u00f5es mais ou menos sincretistas, orientadas para uma certa uni\u00e3o global para al\u00e9m de toda a religi\u00e3o particular.\u201d Igual den\u00fancia \u00e9 feita \u00e0s religi\u00f5es esot\u00e9ricas, cujo \u00eaxito se deve \u00e0 ignor\u00e2ncia e credulidade de crist\u00e3os mal formados.   Perante t\u00e3o vasta panor\u00e2mica, tudo se conjuga para que a Pastoral da cultura trace caminhos novos, feitos de propostas que constituem, no seu conjunto, as \u201ccoisas novas\u201d, ainda que simples, de que o Evangelho e a hist\u00f3ria da Igreja s\u00e3o pr\u00f3digos. Se, \u00e0 partida, a proposta de \u201cresumir a seiva vital do Evangelho nas culturas\u201d soa a uma inten\u00e7\u00e3o desprovida de refer\u00eancias concretas, j\u00e1 as propostas que se lhe seguem sup\u00f5em uma vontade pastoral aturada para que o \u201cdiscernimento\u201d em mat\u00e9ria religiosa seja s\u00e9rio; para que o \u201crenascimento das tradi\u00e7\u00f5es culturais crist\u00e3s\u201d seja incentivado; para que a \u201cpiedade popular\u201d testemunhe a osmose realizada entre o dinamismo da mensagem evang\u00e9lica e as componentes mais diversas de uma cultura; para que se promovam institui\u00e7\u00f5es educativas, centros de forma\u00e7\u00e3o e, sobretudo \u201cCentros Culturais Cat\u00f3licos\u201d, tornando-se cada centro num f\u00f3rum p\u00fablico que permita \u201cuma ampla difus\u00e3o, atrav\u00e9s de di\u00e1logo criativo, das convic\u00e7\u00f5es crist\u00e3s sobre o homem, a mulher, a fam\u00edlia, o trabalho, a economia, a sociedade, a pol\u00edtica, a vida internacional, o ambiente\u201d (Ecclesia in Africa, n\u00ba. 143).   Finalmente, ultrapassando as fronteiras do estritamente confessional, o texto do Conselho Pontif\u00edcio da Cultura selecciona e privilegia as \u00e1reas em que a pastoral da cultura \u00e9 chamada a dar particular aten\u00e7\u00e3o: Os meios de comunica\u00e7\u00e3o social, cujo papel \u201cn\u00e3o pode ser descurado na evangeliza\u00e7\u00e3o da cultura e na incultura\u00e7\u00e3o da f\u00e9\u201d;  A ci\u00eancia e a t\u00e9cnica, pelo desenvolvimento duma \u201cfilosofia das ci\u00eancias\u201d que disponha de estudiosos e consultores qualificados \u201captos tamb\u00e9m a intervir, seja na Internet, na r\u00e1dio ou na televis\u00e3o\u201d;  A arte e os artistas, estabelecendo um di\u00e1logo frutuoso nos planos institucional e da criatividade, inclu\u00edda uma aten\u00e7\u00e3o especial ao patrim\u00f3nio cultural da Igreja;  Os jovens, sedentos de um \u201cnovo tipo de di\u00e1logo\u201d e reconhecidos como os melhores transmissores da mensagem evang\u00e9lica \u00e0s mentalidades actuais.   Em nota de rodap\u00e9 e de forma despretensiosa, depois desta leitura, ficamos esperando que o Conselho Pontif\u00edcio da Cultura brinde o Mundo e a Igreja com nova reflex\u00e3o, a partir das situa\u00e7\u00f5es mais recentes, marcadas sobretudo pelo terrorismo e o conflito entre culturas.   <i>P. Agostinho Jardim Gon\u00e7alves  Director do Departamento de Comunica\u00e7\u00e3o e Cultura do Patriarcado de Lisboa, In \u201cObservat\u00f3rio da Cultura\u201d, n\u00ba 7<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O documento Para uma Pastoral da Cultura, emanado do Conselho Pontif\u00edcio da Cultura, surge no fim do s\u00e9culo XX (1999), coroando um longo lapso de tempo, durante o qual a Igreja Cat\u00f3lica se confrontou com realidades, formas de pensamento e pr\u00e1ticas sociais com pesadas consequ\u00eancias para o relacionamento da Igreja com as sociedades e com [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[144,191,193,203,206,221,237,268,276,285],"class_list":["post-21174","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-nacional","tag-concilio-vaticano-ii","tag-economia","tag-educacao","tag-europa","tag-familia","tag-historia-da-igreja","tag-joao-paulo-ii","tag-nova-evangelizacao","tag-pastoral-da-cultura","tag-patrimonio"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21174","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=21174"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/21174\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=21174"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=21174"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=21174"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}