{"id":21172,"date":"2006-11-16T11:12:41","date_gmt":"2006-11-16T11:12:41","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/11\/16\/seminario-escola-de-vida\/"},"modified":"2006-11-16T11:12:41","modified_gmt":"2006-11-16T11:12:41","slug":"seminario-escola-de-vida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/seminario-escola-de-vida\/","title":{"rendered":"Semin\u00e1rio, escola de vida"},"content":{"rendered":"<p>Num ambiente familiar e informal, alguns antigos seminaristas apresentaram anteontem \u00e0 noite o seu testemunho do tempo passado no semin\u00e1rio, em Braga. Perante uma plateia formada por seminaristas do Semin\u00e1rio Conciliar e por elementos da equipa formadora, os ex-alunos deram a conhecer viv\u00eancias, experi\u00eancias, \u201cest\u00f3rias\u201d e algumas \u201cpartidas\u201d que fizeram parte do percurso numa institui\u00e7\u00e3o que consideram uma escola de vida e um local onde se constroem fortes amizades, que, v\u00e1rios anos ap\u00f3s a experi\u00eancia vivida, ainda perduram.  O advogado e ex-governador civil de Braga Marcelino Pires, que frequentou o Semin\u00e1rio de Montariol, disse que \u00abos anos que se passam numa vida em comunidade como os semin\u00e1rios s\u00e3o anos marcantes. E as amizades que se formam por essas alturas s\u00e3o normalmente as amizades que perduram\u00bb. Normalmente frequenta-se o semin\u00e1rio durante v\u00e1rios anos. E \u00abquem tem essas viv\u00eancias de anos acaba por ficar essa liga\u00e7\u00e3o forte\u00bb.  Marcelino Pires referiu que quando conversa com antigos colegas de Montariol ou com outros ex-seminaristas nota-se a ideia de que os tempos de semin\u00e1rio foram \u00abfant\u00e1sticos\u00bb. Da\u00ed \u00ableva-se uma forma\u00e7\u00e3o muito acima da m\u00e9dia do ponto de vista acad\u00e9mico e humano, que muito nos serve na vida em sociedade. V\u00eaem-se nas colectividades muitas pessoas que andaram no semin\u00e1rio, porque aprenderam a viver em sociedade. Tamb\u00e9m \u00e9 preciso fazer essa aprendizagem \u00bb.  \u00abPode haver excep\u00e7\u00f5es, mas por norma n\u00e3o se v\u00ea pessoas que andaram no semin\u00e1rio a ser fechadas e ego\u00edstas\u00bb, at\u00e9 porque \u00abno semin\u00e1rio \u00e9-se \u201cobrigado\u201d a ter comportamentos soci\u00e1veis \u00bb. Marcelino Pires revelou tamb\u00e9m que no seu tempo de seminarista, no in\u00edcio da d\u00e9cada de 1960, \u00abhavia um incentivo \u00e0 pr\u00e1tica desportiva, que muito ajudava na forma\u00e7\u00e3o a n\u00edvel f\u00edsico e mental\u00bb.  De acordo com este antigo seminarista, pelo menos numa faixa et\u00e1ria mais antiga, o Direito era a \u00e1rea normalmente escolhida por aqueles que sa\u00edam do semin\u00e1rio. Por isso, \u00e9 frequente encontrar-se nos Tribunais profissionais que estiveram no semin\u00e1rio. Segundo o advogado, h\u00e1 tamb\u00e9m algumas pessoas que est\u00e3o ou estiveram ligadas \u00e0 pol\u00edtica e que tamb\u00e9m frequentaram o semin\u00e1rio. \u00abDa viv\u00eancia que se tem neste tipo de casa sobra um tipo de relacionamento que no futuro tem interesse\u00bb, afirmou.   <b>Viv\u00eancias em \u00e9pocas socialmente complicadas<\/b> Na sess\u00e3o de anteontem, que decorreu no Semin\u00e1rio Conciliar, no \u00e2mbito da Semana dos Semin\u00e1rios, o coronel Picas de Carvalho, ex-comandante do Grupo Territorial de Braga da GNR, \u00absem deixar de reconhecer que havia exageros e incorrec\u00e7\u00f5es \u00bb, caracterizou o semin\u00e1rio como uma \u00abverdadeira escola de vida\u00bb. \u00abO facto de ser hoje um crist\u00e3o assumido deve-se \u00e0 forma\u00e7\u00e3o que recebi dos meus pais e ao tempo de semin\u00e1rio\u00bb.  O coronel Picas de Carvalho, que destacou a \u00abamizade que se cria e funde verdadeiramente\u00bb, disse tamb\u00e9m que a aprendizagem feita no semin\u00e1rio acabou por se reflectir na sua vida profissional. \u00abOnde eu estivesse, a linguagem tinha de ter alguma modera\u00e7\u00e3o\u00bb, exemplificou.  H\u00e1 \u00abaspectos que nos ficam\u00bb. Quando andou no semin\u00e1rio, ainda se viviam os reflexos do tempo da segunda Guerra Mundial. \u00abHavia dificuldades de monta. A realidade social era de dificuldades de toda a ordem. Poucas pessoas tinham acesso ao estudo e o semin\u00e1rio era o recurso a seguir, e, mesmo assim, com muita dificuldade\u00bb. O antigo comandante da GNR bracarense, que frequentou o Semin\u00e1rio Conciliar, desafiou os seminaristas a ter uma \u00abatitude de servi\u00e7o\u00bb em todo o seu trabalho e atitudes.  O advogado e ex-governador civil de Braga Jos\u00e9 Ara\u00fajo, que tamb\u00e9m foi aluno no Semin\u00e1rio Conciliar, considerou a passagem pelo semin\u00e1rio como uma fase \u00abimportante\u00bb, que influenciou a sua vida. \u00abFui aqui bastante feliz. O semin\u00e1rio proporcionou um ambiente de felicidade extrema\u00bb e de conv\u00edvio com os outros. Jos\u00e9 Ara\u00fajo lembrou que chegou ao semin\u00e1rio no fim da Segunda Guerra Mundial, \u00abum per\u00edodo em que havia fome. A cidade cheirava a fome. T\u00ednhamos passeio \u00e0 quinta-feira e ao domingo e os s\u00edtios que percorr\u00edamos eram aqueles onde a pobreza era mais not\u00f3ria. Havia, talvez, a vontade de mostrar isso\u00bb. Em sua opini\u00e3o, \u00abhoje h\u00e1 novos horizontes que se abrem e t\u00eam que se abrir, para que os jovens possam optar pela vida eclesi\u00e1stica\u00bb. \u00abPrecisamos de homens bons, que sejam refer\u00eancia nas suas tarefas. E estou convencido que todos os seminaristas podem atingir isto se o desejarem\u00bb. Actualmente, quem est\u00e1 no semin\u00e1rio \u00abtem raz\u00f5es acrescidas para se sentir mais feliz que no meu tempo\u00bb.   <b>Local de conv\u00edvio<\/b> O professor Lu\u00eds Arezes, que tamb\u00e9m passou pelo semin\u00e1rio, enviou uma mensagem aos participantes no encontro, na qual caracterizava o semin\u00e1rio como uma \u00abnot\u00e1vel escola de vida\u00bb. O antigo seminarista, que recordou algumas dificuldades sentidas na fase de adapta\u00e7\u00e3o, destacou \u00abo conv\u00edvio \u00bb entre seminaristas, \u00aba riqueza do companheirismo \u00bb e \u00aba amizade que se foi enraizando e que ainda perdura, volvidas tr\u00eas d\u00e9cadas\u00bb.  Sem esquecer o que por vezes era feito para \u00ab\u201carmar barraca\u201d\u00bb e que chegava a originar alguns \u00abcastiguitos \u00bb, Lu\u00eds Arezes salientou tamb\u00e9m a \u00abpontualidade, disciplina, rigor, exig\u00eancia, excel\u00eancia, entreajuda, solidariedade, responsabilidade e verdade\u00bb. \u00abDos cento e muitos condisc\u00edpulos s\u00f3 muito poucos s\u00e3o padres. Mas todos temos orgulho em mostrar a nossa imagem de marca. O privil\u00e9gio de ter crescido numa grande escola de cidad\u00e3os. E de a\u00ed ter feito caminho e aprendido a olhar a vida com horizontes infinitos\u00bb.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Num ambiente familiar e informal, alguns antigos seminaristas apresentaram anteontem \u00e0 noite o seu testemunho do tempo passado no semin\u00e1rio, em Braga. 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