{"id":21030,"date":"2006-11-09T10:36:26","date_gmt":"2006-11-09T10:36:26","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/11\/09\/valorizar-o-trabalho-dignificar-a-pessoa-2\/"},"modified":"2006-11-09T10:36:26","modified_gmt":"2006-11-09T10:36:26","slug":"valorizar-o-trabalho-dignificar-a-pessoa-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/valorizar-o-trabalho-dignificar-a-pessoa-2\/","title":{"rendered":"Valorizar o Trabalho &#8211; Dignificar a Pessoa"},"content":{"rendered":"<p>No dia 5 de Novembro realizou-se a 63\u00aa Assembleia da Liga Oper\u00e1ria Cat\u00f3lica \/ Movimento de Trabalhadores Crist\u00e3os, da Diocese do Porto, na Casa Diocesana de Vilar, sob o tema &#8220;Valorizar o Trabalho \u2013 Dignificar a Pessoa&#8221;. Estiveram presentes cerca de 140 militantes e simpatizantes do Movimento na Diocese. Igualmente marcaram presen\u00e7a a Vice-Coordenadora e a Secret\u00e1ria Nacional, Virg\u00ednia Sousa e Gl\u00f3ria Fonseca, assim como o Assistente Nacional, Padre Emanuel Valad\u00e3o. Estiveram ainda presentes como convidados respons\u00e1veis da LOC\/MTC de Braga, da EDMOL, da PO, do MAC e alguns sacerdotes assistentes e amigos do Movimento.  Foi aprovada a Acta da anterior Assembleia por unanimidade, assim como o Relat\u00f3rio de Actividades aprovado com duas absten\u00e7\u00f5es.  O tema da Assembleia foi aprofundado pelo senhor Doutor Jos\u00e9 Madureira Pinto que, na sua interven\u00e7\u00e3o teve como ponto de partida o tema desta Assembleia, &#8220;Valorizar o Trabalho \u2013 Dignificar a Pessoa&#8221;. Come\u00e7ou por afirmar que n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel hoje propor qualquer balan\u00e7o sobre os problemas do trabalho e do emprego sem um m\u00ednimo de enquadramento internacional das din\u00e2micas econ\u00f3micas \u2013 a globaliza\u00e7\u00e3o \u00e9 um tema inevit\u00e1vel e incontorn\u00e1vel. H\u00e1 tr\u00eas d\u00e9cadas atr\u00e1s pensava-se na diminui\u00e7\u00e3o futura da import\u00e2ncia do trabalho, com o lazer a ganhar um mais destacado relevo. No entanto, poucos anos passados, a falta e a precariedade do trabalho voltaram ao centro das preocupa\u00e7\u00f5es das pessoas. Hoje, com o agravamento brutal destas condicionantes e, nomeadamente entre os jovens, estes problemas da precariedade, levam a que as novas gera\u00e7\u00f5es estejam fortemente marcadas pela inseguran\u00e7a e incerteza em rela\u00e7\u00e3o ao futuro. Pessoas marcadas pela incerteza s\u00e3o pessoas pouco receptivas a unir esfor\u00e7os e a se associarem, pelo contr\u00e1rio, tendem a agarrar um pouco o que t\u00eam e tudo fazendo para o manter mesmo passando por cima de outros companheiros de trabalho. As deslocaliza\u00e7\u00f5es, os problemas da emigra\u00e7\u00e3o e da imigra\u00e7\u00e3o, as transfer\u00eancias de capital, s\u00e3o din\u00e2micas que a globaliza\u00e7\u00e3o imp\u00f5e, mas que est\u00e3o profundamente desregulamentadas e apenas t\u00eam em conta os interesses dos poderosos. Cada Estado deve ter um papel cada vez mais regulador e interventivo, tendo em conta n\u00e3o apenas os interesses da economia e dos seus agentes, mas o bem da pessoa humana, vista como um todo. No nosso pa\u00eds fala-se muito na necessidade de novas leis, quando muito pouco da legisla\u00e7\u00e3o vigente \u00e9 aplicada. Devemos recordar que um quarto da economia nacional \u00e9 informal onde n\u00e3o \u00e9 aplicada qualquer lei. Na economia formal h\u00e1 muita fuga \u00e0 Lei e a Justi\u00e7a \u00e9 muito lenta a ser aplicada. H\u00e1 20% de trabalhadores contratados a prazo, com praticamente todos os jovens nesta situa\u00e7\u00e3o. Este facto, vai, a breve trecho, fazer disparar estes n\u00fameros. A juntar a esta realidade temos cada vez em maior n\u00famero os contratos de trabalho at\u00edpicos e os falsos recibos-verdes. Muitos jovens passam anos, numa vida completamente prec\u00e1ria que os destabiliza com incertezas permanentes. Esta situa\u00e7\u00e3o faz com que as pessoas se tornem d\u00f3ceis e submissas a qualquer injusti\u00e7a e n\u00e3o dispon\u00edveis para se organizarem. Os Estados nacionais servem para contrabalan\u00e7ar esta desregula\u00e7\u00e3o e reporem a confian\u00e7a. A precariedade e a fragiliza\u00e7\u00e3o n\u00e3o aumentam a produtividade. O Estado deve, para al\u00e9m de criar condi\u00e7\u00f5es para o emprego, compelir as empresas a fazerem forma\u00e7\u00e3o profissional cont\u00ednua dos seus trabalhadores. Igualmente deve ser dada for\u00e7a aos Sindicatos e outras organiza\u00e7\u00f5es que lutem pela melhoria de vida das pessoas. Foi visto como um sinal de enorme esperan\u00e7a a forma\u00e7\u00e3o da Confedera\u00e7\u00e3o Internacional Sindical. Estes organismos criadores de dinamismos globais, juntamente com os Estados e outras organiza\u00e7\u00f5es podem e devem servir como reguladores da globaliza\u00e7\u00e3o, tornando-a mais justa. N\u00e3o nos podemos conformar com a fome e a morte de milh\u00f5es. Tamb\u00e9m a Igreja deve dar o seu contributo insubstitu\u00edvel no sentido de tornar a Terra, nossa Casa comum, num Jardim para todos.  Em plen\u00e1rio os militantes discutiram e aprovaram um Plano de Ac\u00e7\u00e3o, por maioria com uma absten\u00e7\u00e3o, a concretizar at\u00e9 \u00e0 pr\u00f3xima Assembleia, e que contempla os seguintes campos de ac\u00e7\u00e3o priorit\u00e1rios: Prepara\u00e7\u00e3o do XIII Congresso Nacional em 2007. Estar mais pr\u00f3ximos da vida dos trabalhadores, estabelecer parcerias, maior empenhamento nas Estruturas de Ac\u00e7\u00e3o, divulgar as posi\u00e7\u00f5es do Movimento, apostar na Expans\u00e3o e no Rejuvenescimento, divulga\u00e7\u00e3o do jornal \u201cVoz do Trabalho\u201d, olhar as preocupa\u00e7\u00f5es dos Trabalhadores e Fam\u00edlias como um desafio \u00e0 nossa Esperan\u00e7a e apresentar e divulgar o Livro Branco da Seguran\u00e7a Social. Dar continuidade \u00e0 forma\u00e7\u00e3o dos militantes, nomeadamente os Animadores da F\u00e9, refor\u00e7ar o sentido de Equipa nos diversos grupos, aumentar a articula\u00e7\u00e3o entre as Equipas de Base e a Zona e continuar as comemora\u00e7\u00f5es dos 70 anos da LOC\/MTC.  Foi igualmente aprovado um calend\u00e1rio de actividades que contempla v\u00e1rios encontros de forma\u00e7\u00e3o para militantes e outros trabalhadores abrangidos pelas ac\u00e7\u00f5es a realizar pelo Movimento.  Foram aprovadas as contas relativas ao ano 2005\/2006 e que o or\u00e7amento para 2006\/2007 seja refor\u00e7ada a verba para a forma\u00e7\u00e3o, dado estarmos em ano de prepara\u00e7\u00e3o e realiza\u00e7\u00e3o do Congresso Nacional.  Os Coordenadores Diocesanos, Joaquim Ribeiro e Armanda Teixeira, aceitaram continuar na coordena\u00e7\u00e3o do Movimento na Diocese por mais um ano.  Depois das palavras dirigidas \u00e0 Assembleia pelos convidados, esta terminou com a celebra\u00e7\u00e3o da Eucaristia, presidida pelo Assistente Diocesano, senhor Padre Jos\u00e9 Manuel Macedo e concelebrada pelos outros sacerdotes presentes.  Porto, 5 de Novembro de 2006. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No dia 5 de Novembro realizou-se a 63\u00aa Assembleia da Liga Oper\u00e1ria Cat\u00f3lica \/ Movimento de Trabalhadores Crist\u00e3os, da Diocese do Porto, na Casa Diocesana de Vilar, sob o tema &#8220;Valorizar o Trabalho \u2013 Dignificar a Pessoa&#8221;. Estiveram presentes cerca de 140 militantes e simpatizantes do Movimento na Diocese. 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