{"id":210146,"date":"2021-06-14T16:41:00","date_gmt":"2021-06-14T15:41:00","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=210146"},"modified":"2021-06-14T16:44:51","modified_gmt":"2021-06-14T15:44:51","slug":"a-cruz-escondida-148","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-cruz-escondida-148\/","title":{"rendered":"A cruz escondida"},"content":{"rendered":"<p><em>Madre Kingbo: uma mulher inspirada em F\u00e1tima no servi\u00e7o aos pobres<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<h4><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/MadreKingbo-fatima.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-210148\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/MadreKingbo-fatima.jpg\" alt=\"\" width=\"1200\" height=\"801\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/MadreKingbo-fatima.jpg 1200w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/MadreKingbo-fatima-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/MadreKingbo-fatima-1024x684.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/MadreKingbo-fatima-768x513.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/MadreKingbo-fatima-1080x721.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/MadreKingbo-fatima-980x654.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/MadreKingbo-fatima-480x320.jpg 480w\" sizes=\"(max-width: 1200px) 100vw, 1200px\" \/><\/a><\/h4>\n<h4>Uma vida com Maria<\/h4>\n<p>Fundou a Fraternidade das Servas de Cristo e deixou no N\u00edger, um dos pa\u00edses mais pobres do mundo, a semente fecunda de uma obra que est\u00e1 a transformar vidas em \u00c1frica. A Madre Marie-Catherine faleceu em Maio aos 68 anos de idade, mas a sua mem\u00f3ria vai continuar a inspirar todos os que, como ela, acreditam que o amor ser\u00e1 sempre mais forte do que o \u00f3dio. Em 2017 ela esteve em F\u00e1tima.<\/p>\n<p>Em Setembro de 2004, a Madre Marie-Catherine Kingbo fundou no N\u00edger a Fraternidade das Servas de Cristo. Foi uma ousadia. Ela e outra religiosa, apenas duas mulheres, come\u00e7aram um trabalho que parecia imposs\u00edvel. Ajudar as popula\u00e7\u00f5es locais procurando melhorar as suas condi\u00e7\u00f5es de vida. O facto de ser religiosa revelou-se a primeira dificuldade. O N\u00edger \u00e9 um pa\u00eds muito pobre e nos \u00faltimos tempos tem vindo a ser fustigado pelo ciclone do extremismo jihadista. Numa sociedade habituada a menosprezar a mulher, sempre que Marie-Catherine aparecia numa qualquer aldeia, a desconfian\u00e7a instalava-se nos rostos, nas conversas, nos olhares. Foi preciso superar muitos medos e d\u00favidas para que, aos poucos, AS duas religiosas de sorriso meigo come\u00e7assem a ser aceites. A primeira casa da congrega\u00e7\u00e3o nasceu em Maradi. \u201cCome\u00e7\u00e1mos a percorrer as aldeias para conversar com as popula\u00e7\u00f5es a fim de conhec\u00ea-las melhor. Apercebemo-nos da precariedade em que vivia boa parte dos habitantes, em particular as mulheres e crian\u00e7as.\u201d Pragm\u00e1tica, a irm\u00e3 percebeu que era preciso investir na educa\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m na sa\u00fade, na forma\u00e7\u00e3o. Era preciso fazer muita coisa para mudar a vida daquelas popula\u00e7\u00f5es acorrentadas a uma tradi\u00e7\u00e3o r\u00edgida. \u201cIntroduzimos um sistema de microcr\u00e9dito, sem juros, com 1.900 mulheres, e um banco de cereais que poderia aliviar cerca de 2 mil fam\u00edlias durante o per\u00edodo de escassez, ou seja, os meses em que a popula\u00e7\u00e3o deixa de ter comida ap\u00f3s esgotarem-se os alimentos da sua \u00fanica colheita anual\u2026\u201d<\/p>\n<h4>Uma imagem especial\u2026<\/h4>\n<p>Aos poucos, as desconfian\u00e7as foram-se atenuando. Em Julho de 2014, as irm\u00e3s receberam uma prenda especial na primeira casa da comunidade. \u201cA minha fam\u00edlia senegalesa enviou-me uma est\u00e1tua de Nossa Senhora de F\u00e1tima\u2026\u201d Meio ano depois, a 1 de Janeiro, essa est\u00e1tua da M\u00e3e de Deus foi colocada numa pequena gruta, na casa, como elemento protector e inspirador. Quinze dias mais tarde, o jornal Charlie Hedbo, em Fran\u00e7a, publicava caricaturas do profeta Maom\u00e9. Quase imediatamente, um pouco por todo o mundo houve reac\u00e7\u00f5es de protesto contra a comunidade crist\u00e3. Foi o que aconteceu tamb\u00e9m no N\u00edger. \u201cA comunidade crist\u00e3 foi v\u00edtima de agress\u00f5es por parte de manifestantes que queimaram igrejas, escolas, casas de religiosas e crist\u00e3os, em Zinder e Niamey\u201d, recordou a irm\u00e3. \u201cA nossa comunidade estava a orar e a recitar o ter\u00e7o, como era h\u00e1bito, diante da imagem de Nossa Senhora. Vivenci\u00e1mos o Seu amor, pois Ela velava por n\u00f3s, e fomos poupadas\u2026\u201d Aos poucos, inspiradas na Senhora de F\u00e1tima, as irm\u00e3s foram alargando as visitas, palmilhando quil\u00f3metros, ganhando a confian\u00e7a de mais mulheres em mais lugares. Hoje, a Fraternidade est\u00e1 presente em cerca de 120 aldeias. Todos os anos, s\u00e3o alimentadas atrav\u00e9s da caridade destas destemidas religiosas mais de 23 mil pessoas. Apesar de todo o bem que foi sendo realizado junto das popula\u00e7\u00f5es, as irm\u00e3s n\u00e3o foram poupadas \u00e0 viol\u00eancia instigada pelos extremistas que t\u00eam vindo a ganhar cada vez mais espa\u00e7o em \u00c1frica. Em F\u00e1tima, onde a irm\u00e3 participou em 2017 na peregrina\u00e7\u00e3o internacional da Funda\u00e7\u00e3o AIS, falou disso tamb\u00e9m. A casa das irm\u00e3s foi apedrejada e at\u00e9 os mu\u00e7ulmanos que trabalhavam com as religiosas foram atacados. Face a esta situa\u00e7\u00e3o, desde Outubro de 2014 dois agentes foram destacados para a casa das irm\u00e3s. A Madre Marie-Catherine faleceu em Maio mas a sua mem\u00f3ria vai continuar a inspirar todos os que, como ela, acreditam que o amor ser\u00e1 sempre mais forte do que o \u00f3dio.<\/p>\n<p><em>Paulo Aido | www.fundacao-ais.pt<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Madre Kingbo: uma mulher inspirada em F\u00e1tima no servi\u00e7o aos pobres<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":187728,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[75],"tags":[],"class_list":["post-210146","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao-rubricas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/210146","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=210146"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/210146\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/187728"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=210146"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=210146"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=210146"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}