{"id":20995,"date":"2006-11-07T13:21:05","date_gmt":"2006-11-07T13:21:05","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/11\/07\/formacao-academica-dos-sacerdotes\/"},"modified":"2006-11-07T13:21:05","modified_gmt":"2006-11-07T13:21:05","slug":"formacao-academica-dos-sacerdotes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/formacao-academica-dos-sacerdotes\/","title":{"rendered":"Forma\u00e7\u00e3o acad\u00e9mica dos sacerdotes"},"content":{"rendered":"<p>Entrevista ao Pe. Peter Stilwell, director da Faculdade de Teologia da UCP <!--more--> Antecipando a Semana dos Semin\u00e1rios, a Ag\u00eancia ECCLESIA foi ao encontro do Director da Faculdade de Teologia da UCP. Pe. Peter Stilwell, para perceber de que modo se processa a forma\u00e7\u00e3o dos futuros sacerdotes  <i>Ag\u00eancia ECCLESIA (AE) &#8211; O curso de teologia est\u00e1 estruturado em fun\u00e7\u00e3o da forma\u00e7\u00e3o dos futuros sacerdotes? Pe. Peter Stilwell (PS) &#8211;<\/i> O novo Mestrado Integrado em Teologia obedece, em tudo, \u00e0s normas da Santa S\u00e9 para a forma\u00e7\u00e3o dos futuros sacerdotes. No entanto, preferia reformular a minha resposta de uma maneira mais ampla: trata-se de um curso organizado para a forma\u00e7\u00e3o dos quadros superiores da Igreja, qualquer que venha a ser o modo de se integrarem nos servi\u00e7os de que a Igreja necessita (sacerdotes, religiosos e religiosas, leigas e leigos). O importante \u00e9 ministrar aos alunos uma forma\u00e7\u00e3o cultural das mais amplas que uma universidade hoje oferece (l\u00ednguas cl\u00e1ssicas, filosofia, psicologia e ci\u00eancias sociais) e, no interior desta, uma vis\u00e3o estruturada de todos os grandes cap\u00edtulos em que se desdobrou, ao longo dos s\u00e9culos, a reflex\u00e3o da Igreja sobre a condi\u00e7\u00e3o humana e o conte\u00fado da f\u00e9 crist\u00e3.  <i>AE &#8211; Que forma\u00e7\u00e3o \u00e9 exigida aos candidatos ao sacerd\u00f3cio que n\u00e3o esteja inclu\u00edda no curr\u00edculo do curso de teologia? PS &#8211;<\/i> H\u00e1 uma forma\u00e7\u00e3o espiritual, pastoral, musical que os semin\u00e1rios t\u00eam a responsabilidade de assegurar, para que os candidatos ao sacerd\u00f3cio se encontrem em condi\u00e7\u00f5es, tamb\u00e9m nestas \u00e1reas, para estar \u00e0 frente de comunidades crist\u00e3s.  <i>AE &#8211; A Teologia, a frequ\u00eancia do curso de teologia, na UCP, que rela\u00e7\u00e3o mant\u00e9m com outros cursos e com as pedagogias do ensino superior? PS &#8211;<\/i> A rela\u00e7\u00e3o com outros cursos come\u00e7a a ser maior. Nos pa\u00edses latinos, a Teologia foi empurrada para fora do quadro do ensino superior. Gradualmente, gra\u00e7as ao prest\u00edgio pessoal de alguns dos nossos docentes, \u00e0 qualidade da sua produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e \u00e0 evolu\u00e7\u00e3o das circunst\u00e2ncias pol\u00edticas e culturais, o factor religioso e a sua reflex\u00e3o cr\u00edtica come\u00e7am a ser melhor apreciados. No interior da Universidade Cat\u00f3lica Portuguesa, alguma coisa se vai fazendo, com docentes da Faculdade de Teologia a leccionar nalgumas das outras faculdades e institutos. No entanto, h\u00e1 um longo caminho ainda a percorrer at\u00e9 que o corpo docente das outras faculdades e os seus conselhos cient\u00edficos se d\u00eaem conta da relev\u00e2ncia da Teologia para as suas \u00e1reas de saber. Noutros pa\u00edses, h\u00e1 centros de estudo nas \u00e1reas da economia, da gest\u00e3o e do direito, por exemplo, que integram te\u00f3logos entre os seus investigadores. Em Portugal, essa \u00e9 uma vis\u00e3o da realidade que est\u00e1 ainda por descobrir.  <i>AE &#8211; A forma\u00e7\u00e3o de futuros sacerdotes, na Faculdade de Teologia, inclui compet\u00eancias de lideran\u00e7a e de comunica\u00e7\u00e3o, tanto diante de massas como no di\u00e1logo mais pr\u00f3ximo? PS &#8211;<\/i> As compet\u00eancias de lideran\u00e7a e comunica\u00e7\u00e3o s\u00e3o importantes para os cargos que os quadros superiores da Igreja acabam por desempenhar. A Faculdade de Teologia n\u00e3o as tem tido como refer\u00eancia, na parte que lhe compete da forma\u00e7\u00e3o integral dos seus alunos. Mas as coisas ir\u00e3o mudar. O processo de Bolonha estabelece como miss\u00e3o do ensino superior definir, \u00e0 partida, os perfis cient\u00edficos e profissionais que cada curso tem por objectivo formar. \u00c0 medida que os mecanismos de avalia\u00e7\u00e3o cont\u00ednua da Faculdade, agora criados, forem entrando em ac\u00e7\u00e3o, a pedagogia ir\u00e1, seguramente, ajustar-se de forma a transmitir aos alunos essas e outras compet\u00eancias importantes para a sua vida futura.  <b>Menos padres em Portugal<\/b> O &#8220;guia&#8221; da Igreja Cat\u00f3lica no nosso pa\u00eds confirma, na sua edi\u00e7\u00e3o de 2006, a quebra progressiva do n\u00famero de ordena\u00e7\u00f5es sacerdotais em Portugal. O Anu\u00e1rio Cat\u00f3lico mostra que entre 2000 e 2004, o n\u00famero de sacerdotes diocesanos baixou de 3159 para 2966, enquanto que o clero religioso manteve praticamente o mesmo n\u00famero. A situa\u00e7\u00e3o nesses anos mostra que, em m\u00e9dia, por cada dois padres que morrem, apenas um \u00e9 ordenado. O n\u00famero de seminaristas (diocesanos e religiosos), no mesmo per\u00edodo, ronda os 500. Perante este quadro tem-se assistido ao surgimento de formas de vida e de trabalho em comum, conduzindo \u00e0 cria\u00e7\u00e3o das chamadas &#8220;Unidades Pastorais&#8221;, com v\u00e1rias par\u00f3quias, servidas por equipas de sacerdotes, conjugando o servi\u00e7o do minist\u00e9rio sacerdotal com outros servi\u00e7os. Portugal tinha, no final de 2004, segundo os dados da CEP, 49 Bispos, 2996 padres diocesanos, 1044 padres de Institutos Religiosos, 161 di\u00e1conos permanentes, 298 religiosos professos e 6025 religiosas professas. Recentemente, uma investiga\u00e7\u00e3o realizada por um docente e investigador da Escola de Economia e Gest\u00e3o da Universidade do Minho, Paulo Reis Mour\u00e3o, referia que tr\u00eas factores est\u00e3o na origem do decr\u00e9scimo do n\u00famero de sacerdotes em Portugal: o decr\u00e9scimo da taxa de fertilidade na sociedade em geral; o aumento da taxa de div\u00f3rcio e diminui\u00e7\u00e3o da nupcialidade, reflexo do denominado &#8220;medo do futuro&#8221;; a diminui\u00e7\u00e3o do n\u00famero de religiosos no total, como sintoma de um &#8220;arrefecimento&#8221; do fervor religioso e de um clima de algum desinteresse pela consagra\u00e7\u00e3o do minist\u00e9rio sacerdotal.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entrevista ao Pe. 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