{"id":20977,"date":"2006-11-07T11:27:54","date_gmt":"2006-11-07T11:27:54","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/11\/07\/19-horas-de-sequestro-com-tempo-para-dormir-e-rezar\/"},"modified":"2006-11-07T11:27:54","modified_gmt":"2006-11-07T11:27:54","slug":"19-horas-de-sequestro-com-tempo-para-dormir-e-rezar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/19-horas-de-sequestro-com-tempo-para-dormir-e-rezar\/","title":{"rendered":"19 horas de sequestro com tempo para dormir e rezar"},"content":{"rendered":"<p>Pe. J\u00falio Lemos viveu momentos delicados no Estabelecimento Prisional de Pinheiro da Cruz (SOM) <!--more--> <img decoding=\"async\" src=\"pub\/1\/img\/pejuliolemos.jpg\" border=\"1\" align=\"right\" \/>O Pe. J\u00falio Lemos viveu, no Estabelecimento Prisional de Pinheiro da Cruz, alguns dos momentos mais dif\u00edceis da sua vida ap\u00f3s ter sido sequestrado por dois reclusos, situa\u00e7\u00e3o que se prolongou por 19 horas. Foi libertado esta segunda-feira de madrugada, ap\u00f3s uma delicada opera\u00e7\u00e3o de resgate e confessa que ele e os presos chegaram a estar convencidos de que n\u00e3o sairiam com vida daquela situa\u00e7\u00e3o. Como faz em cada manh\u00e3 de Domingo, o sacerdote celebrou a Eucaristia no interior do estabelecimento prisional. Terminada a missa, os dois sequestradores ter\u00e3o prosseguido um plano de sequestro que estaria preparado para um guarda prisional. Porque n\u00e3o estava, a v\u00edtima foi o Padre J\u00falio. Os restantes reclusos presentes quiseram libertar o Capel\u00e3o, tendo sido o pr\u00f3prio padre e a evitar conflitos entre os reclusos Em declara\u00e7\u00f5es exclusivas \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA, o capel\u00e3o relata que ao longo das horas do sequestro esteve com uma caixa amarrada entre a barriga e o pesco\u00e7o \u2013 na qual montado um dispositivo que faria com que uma faca atingisse o pesco\u00e7o, caso fosse activado atrav\u00e9s dos fios que estavam amarrados ao punho dos dois raptores. Os restantes reclusos presentes quiseram libertar o Capel\u00e3o, tendo sido o pr\u00f3prio padre e a evitar conflitos entre os reclusos. O Pe. J\u00falio Lemos refere que o rapto estava programado para um guarda prisional, mas dado que nenhum se encontrava na cerim\u00f3nia, ele acabou por ser o alvo dos reclusos porque \u201cn\u00e3o havia mais ningu\u00e9m\u201d, segundo os sequestradores. Estes repetiram-lhe por diversas vezes que n\u00e3o queriam a morte do padre: \u201cestava no s\u00edtio errado \u00e0 hora errada\u201d, diziam.  O sacerdote confessa que \u201cno in\u00edcio foi complicado\u201d, lembrando o susto inicial. Depois, a partir da segunda hora, admite que \u201ctodos nos fomos abrindo: eles foram ganhando confian\u00e7a e eu ganhei confian\u00e7a deles\u201d. Com &#8220;momentos de tudo&#8221;, falaram da fam\u00edlia, mostraram fotografias, contaram anedotas e chegaram mesmo a \u201ccantar a Nossa Senhora\u201d. \u201cEu at\u00e9 dormi, eles puseram almofadas e trataram-me melhor do que algumas pessoas c\u00e1 fora\u201d, graceja o sacerdote.  <b>Risco de vida<\/b> Em todos os momentos, o Pe. J\u00falio Lemos teve a no\u00e7\u00e3o de que corria perigo de vida: \u201cum gesto mais brusco e era o fim de tudo. Apesar disso, n\u00e3o condena os seus raptores nem as pessoas que acompanha na pris\u00e3o: \u201c\u00c9 como em todo o lado, h\u00e1 pessoas boas e m\u00e1s\u201d. Os &#8220;momentos cr\u00edticos&#8221; aconteceram quando \u201celes se apercebiam que n\u00e3o havia abertura para as suas exig\u00eancias\u201d. \u201cCada movimento que eles percebiam era uma amea\u00e7a a e enervavam-se. Eles pensavam que iam morrer e quando pediram para sair em liberdade era exactamente para morrer em liberdade\u201d, refere o sacerdote. Nunca entrou em p\u00e2nico e assegura que os sequestradores \u201ctinham como dor maior a minha morte\u201d. Aos reclusos que o sequestraram assegurou sempre o seu perd\u00e3o, ao que os pr\u00f3prios responderam que \u201cn\u00e3o o mereciam\u201d. A opera\u00e7\u00e3o de resgate \u00e9 classificada pelo Pe. J\u00falio Lemos como \u201cexcepcional\u201d e &#8220;de louvar&#8221;, sublinhando que \u201cse houvesse uma falha de um segundo, poderia ter corrido mal\u201d. O sacerdote tamb\u00e9m foi atingido por v\u00e1rios tiros de choque, mas agradece a Deus por \u201ctudo ter acabado bem\u201d para todos os envolvidos. Quanto ao futuro, deixa a certeza de que quer continuar a ser Capel\u00e3o prisional. \u201cPor mim, continuarei l\u00e1\u201d, assegura. A acompanhar todo o processo esteve o Bispo da Diocese de Beja, D. Ant\u00f3nio Vitalino. Mal foi informado oficialmente do sucedido, pediu a dois padres de par\u00f3quias pr\u00f3ximas a Pinheiro da Cruz para acompanharem o caso. Foram esses padres que esperaram, na madrugada, o Pe. J\u00falio Lemos. \u201cEstive em contacto com o Director da Pris\u00e3o e com o Director-geral dos Servi\u00e7os Prisionais\u201d, referiu D. Ant\u00f3nio Vitalino \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA.  <a href=\"javascript:void window.open('http:\/\/www.agencia.ecclesia.pt\/sons\/pejuliolemos.htm', 'win2', 'status=no,toolbar=no,scrollbars=no,titlebar=no,menubar=no,resizable=yes,width=300,height=300,directories=no,location=no');\" target=\"_top\"><b>Voz do Pe. J\u00falio Lemos<\/b><\/a>  <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pe. 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