{"id":209522,"date":"2021-06-07T15:57:55","date_gmt":"2021-06-07T14:57:55","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=209522"},"modified":"2021-06-07T16:00:14","modified_gmt":"2021-06-07T15:00:14","slug":"a-cruz-escondida-147","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-cruz-escondida-147\/","title":{"rendered":"A cruz escondida"},"content":{"rendered":"<p><em>\u00c1frica: A Igreja na linha da frente no apoio \u00e0s v\u00edtimas do terrorismo<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<h4><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/ACN-20151022-30797.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-209524 \" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/ACN-20151022-30797.jpg\" alt=\"\" width=\"399\" height=\"299\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/ACN-20151022-30797.jpg 800w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/ACN-20151022-30797-347x260.jpg 347w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/ACN-20151022-30797-768x576.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/ACN-20151022-30797-510x382.jpg 510w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/ACN-20151022-30797-480x360.jpg 480w\" sizes=\"(max-width: 399px) 100vw, 399px\" \/><\/a>Porto de abrigo<\/h4>\n<p>Primeiro, foi no norte da Nig\u00e9ria, em 2009. Depois, aos poucos, os terroristas foram galgando quil\u00f3metros, ultrapassando fronteiras, deixando em todo o lado marcas de viol\u00eancia e de morte. O Padre Ngalandja vive em Kousseri, nos Camar\u00f5es. Ajudar as v\u00edtimas do Boko Haram \u00e9 uma das suas tarefas. Talvez seja, neste momento, a sua miss\u00e3o principal\u2026<\/p>\n<p>A fronteira entre a Nig\u00e9ria e os Camar\u00f5es \u00e9 imensa. Tem 1690 km. Como praticamente todas as fronteiras em \u00c1frica, s\u00e3o linhas quase invis\u00edveis para as pessoas que as cruzam no terreno. Para os terroristas, ent\u00e3o, n\u00e3o existem de todo. Os ataques do Boko Haram, um grupo jihadista que sonha criar um \u2018califado\u2019 em \u00c1frica, come\u00e7aram na Nig\u00e9ria em 2009. Nos \u00faltimos anos, j\u00e1 deixaram marcas em v\u00e1rios pa\u00edses da regi\u00e3o. N\u00edger, Chade, Burquina Fasso, Camar\u00f5es\u2026 Marcas de terror vis\u00edveis como feridas ainda abertas nas pessoas em l\u00e1grimas, enlutadas, nas pessoas que sangram no corpo e na alma, mas tamb\u00e9m nas aldeias que se esvaziaram, nas par\u00f3quias que ficaram sem fi\u00e9is, nas escolas fechadas sem crian\u00e7as. Este \u00e9 o mundo do Padre Jacques Ngalandja. Ele vive em Kousseri, nos Camar\u00f5es. Para ele, o Boko Haram \u00e9 terror puro. \u201cO Boko Haram n\u00e3o tem qualquer objectivo pol\u00edtico como tal. Temos a impress\u00e3o de que \u00e9 um terror sem sentido e sem qualquer prop\u00f3sito.\u201d Pode ser apenas isso. Espalhar o medo, provocar a fuga das popula\u00e7\u00f5es. Abel Maraba sabe de experi\u00eancia pr\u00f3pria o que pode significar a viol\u00eancia dos terroristas. \u201cO Boko Haram atacou-nos. Eles vieram \u00e0 nossa par\u00f3quia e fizeram muito mal \u00e0s nossas fam\u00edlias. Queimaram as nossas cabanas, levaram o nosso gado, ovelhas e bois. Ouv\u00edamos tiros todas as noites. Isso paralisou-nos de medo\u2026\u201d Sempre o medo. Essa \u00e9 j\u00e1 uma vit\u00f3ria dos terroristas. As pessoas n\u00e3o escondem o receio de novos ataques e est\u00e3o permanentemente em alerta. Vivem num sufoco constante. Fogem, deixam casas e aldeias, abandonam os lugares onde sempre viveram. A mis\u00e9ria aumenta. Essa \u00e9 outra vit\u00f3ria dos terroristas. Diz o Padre Ngalandja que \u00e9 preciso acudir a todos. \u00c9 uma urg\u00eancia. \u00c9 a miss\u00e3o da Igreja. \u201cEstas pessoas refugiaram-se ap\u00f3s terem fugido das suas aldeias atingidas pelo Boko Haram. Ajudar as pessoas significa acompanh\u00e1-las, para que n\u00e3o caiam na pobreza.\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4><strong>Trof\u00e9us para os terroristas<\/strong><\/h4>\n<p>O Padre Jacques Ngalandja \u00e9 apenas um dos rostos da Igreja solid\u00e1ria que est\u00e1 na linha da frente ao lado dos que mais sofrem, das v\u00edtimas directas do Boko Haram e de todos os grupos que semeiam o extremismo religioso neste imenso continente. Estar na linha da frente significa arriscar tamb\u00e9m a vida. Os sacerdotes e as religiosas s\u00e3o verdadeiros trof\u00e9us para os terroristas. Por isso s\u00e3o assassinados, s\u00e3o raptados, s\u00e3o amea\u00e7ados. Por isso, tamb\u00e9m, a sua presen\u00e7a revela-se t\u00e3o valiosa para as popula\u00e7\u00f5es. \u201cA Igreja esteve connosco mesmo quando est\u00e1vamos dispersos, n\u00e3o nos abandonou e continuou a estar connosco, aconselhando-nos, organizando ora\u00e7\u00f5es, tudo para nos ajudar na nossa vida crist\u00e3, para nos ajudar a continuar a nossa vida crist\u00e3.\u201d Abel Maraba, que j\u00e1 assistiu a um ataque do Boko Haram \u00e0 sua aldeia, sabe bem o que significa a presen\u00e7a da Igreja quando tudo o resto parecia desmoronar-se. Aos poucos, a Igreja foi-se transformando no porto de abrigo de todas as v\u00edtimas dos terroristas. A Funda\u00e7\u00e3o AIS lan\u00e7ou uma enorme campanha de ajuda para a Igreja de \u00c1frica que enfrenta o v\u00edrus contagioso do terrorismo. N\u00e3o podemos fechar os olhos a esta trag\u00e9dia. A Igreja em \u00c1frica pode contar consigo?<\/p>\n<p><em>Paulo Aido | www.fundacao-ais.pt<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c1frica: A Igreja na linha da frente no apoio \u00e0s v\u00edtimas do terrorismo<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":187728,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[75],"tags":[],"class_list":["post-209522","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao-rubricas"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/209522","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=209522"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/209522\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/187728"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=209522"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=209522"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=209522"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}