{"id":20847,"date":"2006-10-27T16:54:43","date_gmt":"2006-10-27T16:54:43","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/10\/27\/xviii-jornadas-nacionais-da-pastoral-familiar\/"},"modified":"2006-10-27T16:54:43","modified_gmt":"2006-10-27T16:54:43","slug":"xviii-jornadas-nacionais-da-pastoral-familiar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/xviii-jornadas-nacionais-da-pastoral-familiar\/","title":{"rendered":"XVIII Jornadas Nacionais da Pastoral Familiar"},"content":{"rendered":"<p>Interven\u00e7\u00e3o de D. Ant\u00f3nio Carrilho na sess\u00e3o de abertura <!--more--> Sauda\u00e7\u00e3o e palavra de abertura  1. Ao iniciarmos os trabalhos das XVIII Jornadas Nacionais de Pastoral Familiar, a minha primeira palavra, como Presidente da Comiss\u00e3o Episcopal do Laicado e Fam\u00edlia (CELF), \u00e9 de sauda\u00e7\u00e3o e agradecimento. Sauda\u00e7\u00e3o aos membros da Comiss\u00e3o e do seu Secretariado Nacional (SNALF) aqui presentes, e especialmente \u00e0 Equipa do Departamento Nacional de Pastoral Familiar, a quem dirijo, tamb\u00e9m e desde j\u00e1, um sincero agradecimento pela generosidade com que se empenhou na organiza\u00e7\u00e3o destas Jornadas, apostando em fazer delas um tempo de cuidada forma\u00e7\u00e3o, de maior conhecimento m\u00fatuo, de conviv\u00eancia e ora\u00e7\u00e3o, de partilha entre pessoas de Dioceses e Movimentos diversos. Desde j\u00e1, pois, muito obrigado \u00e0 Equipa do Departamento e a quantos colaboraram com ela, muito obrigado tamb\u00e9m a todos os Conferencistas e Animadores dos Grupos, pessoas bem conhecidas e de comprovada compet\u00eancia nas mat\u00e9rias que lhes est\u00e3o confiadas. Sauda\u00e7\u00e3o e agradecimento a todos os presentes, sacerdotes e leigos, vindos de mais longe ou de mais perto, atrav\u00e9s dos Secretariados\/Servi\u00e7os Diocesanos ou dos Movimentos de Pastoral Familiar: agrade\u00e7o a vossa participa\u00e7\u00e3o, que constitui, sem d\u00favida, um claro testemunho de interesse pelas quest\u00f5es da fam\u00edlia, que se revestem de particular import\u00e2ncia e acuidade, nesta hora da vida da Igreja e da Sociedade portuguesa.  <b>&#8220;A transmiss\u00e3o da f\u00e9 na fam\u00edlia&#8221;<\/b> 2. Decorrem as presentes Jornadas, tendo como acontecimento eclesial de refer\u00eancia o V Encontro Mundial das Fam\u00edlias com o Papa Bento XVI, realizado em Val\u00eancia (Espanha), na 1.\u00aa semana de Julho p.p.. Queremos fazer mem\u00f3ria desse Encontro, traz\u00ea-lo at\u00e9 n\u00f3s, retomando o seu tema base A transmiss\u00e3o da f\u00e9 na fam\u00edlia e aprofundando a sua mensagem atrav\u00e9s das conclus\u00f5es do Congresso Teol\u00f3gico-Pastoral, j\u00e1 publicadas no Osservatore Romano em l\u00edngua portuguesa, e sobretudo pelas interven\u00e7\u00f5es do Papa no discurso da vig\u00edlia de ora\u00e7\u00e3o, na noite de s\u00e1bado, e na Homilia da Missa do Encerramento, na manh\u00e3 do domingo. S\u00e3o dois textos, j\u00e1 editados entre n\u00f3s, que ser\u00e1 bom conhecer e dar a conhecer na \u00edntegra, at\u00e9 como proposta de reflex\u00e3o e debate nas fam\u00edlias crist\u00e3s e nos Movimentos de Espiritualidade e Pastoral Familiar.  Foi bom ver como o Congresso abordou o tema, centrando-o na viv\u00eancia e na experi\u00eancia de f\u00e9 que os pais e toda a fam\u00edlia transmite, quando se vive o ideal crist\u00e3o de fam\u00edlia. N\u00e3o \u00e9, apenas, uma quest\u00e3o de &#8220;ensinar a doutrina&#8221; e iniciar os filhos na ora\u00e7\u00e3o ou de os encaminhar para a catequese paroquial, mas a vida toda da fam\u00edlia em experi\u00eancia de f\u00e9, por onde passam todas as realidades que a caracterizam e afectam: o amor, a vida, o trabalho, a economia, o sofrimento&#8230;  \u00c9 o que podemos ler nas Conclus\u00f5es do Congresso: &#8220;A fam\u00edlia foi sempre lugar privilegiado para a transmiss\u00e3o do Evangelho. Os pais transmitem a f\u00e9 mediante o seu ser e o seu viver como crist\u00e3os. Quando os filhos sentem a generosidade e o sentido crist\u00e3o da vida, atrav\u00e9s das palavras e do comportamento dos pais e dos av\u00f3s, aprendem gradualmente a seguir o seu exemplo, e orientam-se para os valores religiosos e para a vida sacramental: o sentido da paternidade de Deus, o amor pela Eucaristia, a devo\u00e7\u00e3o \u00e0 Sant\u00edssima Virgem, o amor ao pr\u00f3ximo, etc.&#8221;(n.26)  <b>Interpela\u00e7\u00f5es e desafios<\/b> 3. Ao fazer mem\u00f3ria do V Encontro Mundial das Fam\u00edlias aqui diante de v\u00f3s, fam\u00edlias crist\u00e3s e agentes da pastoral familiar, eu n\u00e3o posso deixar de destacar algumas afirma\u00e7\u00f5es que l\u00e1 foram acentuadas e constituem verdadeiras interpela\u00e7\u00f5es e desafios \u00e0 nossa ac\u00e7\u00e3o pastoral. Disse-as \u00e0 chegada de Val\u00eancia, e repito-as agora, certo de que poder\u00e3o contribuir para novas atitudes na vida de fam\u00edlia e novos caminhos de renova\u00e7\u00e3o da pastoral familiar. Assim: &#8211; H\u00e1 que ter a consci\u00eancia de que a fam\u00edlia \u00e9 importante para formar o homem e a mulher, \u00e9 o melhor lugar de humaniza\u00e7\u00e3o; e que a fam\u00edlia crist\u00e3 \u00e9 indispens\u00e1vel para formar o crist\u00e3o, \u00e9 o principal \u00e2mbito da educa\u00e7\u00e3o da f\u00e9. &#8211; A hora presente \u00e9 de &#8220;emerg\u00eancia educativa&#8221; para todos e de todos os membros da fam\u00edlia e dos jovens, em particular, promovendo-se e apoiando a descoberta dos valores humanos e crist\u00e3os, necess\u00e1rios \u00e0 vida em fam\u00edlia e em sociedade. Desta emerg\u00eancia resultar\u00e1 o que se chamou &#8220;a convers\u00e3o dos pais aos filhos&#8221;, deixando os pais de estarem &#8220;ausentes&#8221;, como tantas vezes acontece, para se tornarem &#8220;presentes&#8221; aos filhos, com mais tempo para eles e maior esfor\u00e7o de compreens\u00e3o do &#8220;mundo cultural deles&#8221; (m\u00fasica, leitura, TV, etc.). &#8211; \u00c9 preciso reconhecer a import\u00e2ncia e o valor do testemunho das fam\u00edlias crist\u00e3s na nova evangeliza\u00e7\u00e3o, como pequenas &#8220;Igrejas Dom\u00e9sticas&#8221;, e a necessidade delas viverem uma experi\u00eancia de Igreja na Igreja. Nestes aspectos muito se espera dos Movimentos e Servi\u00e7os de Pastoral Familiar. &#8211; H\u00e1 necessidade de maior interven\u00e7\u00e3o das associa\u00e7\u00f5es de fam\u00edlias na vida social e pol\u00edtica, na afirma\u00e7\u00e3o p\u00fablica dos valores e na promo\u00e7\u00e3o\/defesa dos direitos da fam\u00edlia.  Em termos mais operativos, o pr\u00f3prio Papa Bento XVI sublinhava a necessidade de : &#8211; intensificar esfor\u00e7os de evangeliza\u00e7\u00e3o e catequese das fam\u00edlias, mediante formas de comunica\u00e7\u00e3o e linguagem que torne acess\u00edvel e mais compreens\u00edvel o pensamento da Igreja sobre o fundamento antropol\u00f3gico da fam\u00edlia e o enriquecimento significado pelo matrim\u00f3nio crist\u00e3o; &#8211; criar &#8220;redes de apoio&#8221; \u00e0s fam\u00edlias, atrav\u00e9s da ac\u00e7\u00e3o conjunta dos servi\u00e7os paroquiais e diocesanos, movimentos familiares e outras associa\u00e7\u00f5es eclesiais, consoante as suas capacidades e carismas.  <b>Fam\u00edlia e Vida na Sociedade actual<\/b> 4. Como dizia h\u00e1 pouco, estas Jornadas decorrem num tempo em que as quest\u00f5es da fam\u00edlia e da vida se revestem de particular import\u00e2ncia e acuidade na Sociedade portuguesa. J\u00e1 o referia a CELF na Nota Pastoral a prop\u00f3sito da \u00faltima Semana da Vida, em Maio p.p., ao escrever: &#8220;N\u00e3o podem deixar de nos preocupar, neste momento, alguns aspectos da cultura ambiente que s\u00e3o abertamente contr\u00e1rios \u00e0 cultura da vida tal como a tradi\u00e7\u00e3o da Igreja a entende, e certos comportamentos que se vulgarizam e quest\u00f5es que apontam para nova legisla\u00e7\u00e3o, sem salvaguardar a prioridade do servi\u00e7o \u00e0 vida e o respeito pela dignidade humana. Entretanto foi publicada, com data de 26 de Julho, a Lei 32\/2006 sobre a Procria\u00e7\u00e3o Medicamente Assistida (PMA) e acaba de ser aprovada no Parlamento, na tarde do dia 19 deste m\u00eas de Outubro, a proposta de novo referendo para a chamada despenaliza\u00e7\u00e3o do aborto, designado por &#8220;interrup\u00e7\u00e3o volunt\u00e1ria da gravidez&#8221;. Como cat\u00f3licos, quais s\u00e3o as nossas atitudes e posi\u00e7\u00f5es nestas mat\u00e9rias? O presente contexto cultural, social e pol\u00edtico exige, sem d\u00favida, que os cat\u00f3licos conhe\u00e7am e saibam afirmar os princ\u00edpios relativos aos direitos fundamentais da pessoa humana, o primeiro dos quais \u00e9 o direito \u00e0 vida. Saibam discernir o que \u00e9 exig\u00eancia da pr\u00f3pria natureza, da moral natural, e o que \u00e9 imperativo da f\u00e9, da moral crist\u00e3. Esclare\u00e7am as suas consci\u00eancias e sejam capazes de agir em conformidade e coer\u00eancia: quando est\u00e3o em causa direitos fundamentais da pessoa humana a &#8220;raz\u00e3o&#8221; ter\u00e1 de prevalecer sobre as raz\u00f5es do &#8220;cora\u00e7\u00e3o&#8221;, designadamente nas Leis, tanto no caso da PMA como no caso do aborto, seja na lei vigente, seja na anunciada despenaliza\u00e7\u00e3o, ou melhor dito, liberaliza\u00e7\u00e3o (cf. Raz\u00f5es para escolher a vida, Nota Pastoral do Conselho Permanente da Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa, F\u00e1tima &#8211; 19 de Outubro de 2006).  <b>Princ\u00edpios n\u00e3o negoci\u00e1veis<\/b> Quanto ao aborto, todos sabem que a Igreja sempre o condenou, porque considera que desde o primeiro momento da concep\u00e7\u00e3o, existe um ser humano, com toda a sua dignidade, com direito a existir e a ser protegido. Como escreve o Senhor Patriarca D. Jos\u00e9 Policarpo, em comunicado do passado dia 19, &#8220;se n\u00f3s lutamos por uma Lei do Estado que defenda a vida humana desde o seu in\u00edcio \u00e9 porque se trata de um valor universal, de \u00e9tica natural e n\u00e3o apenas de um preceito da moral religiosa&#8221;; e ainda: &#8220;h\u00e1 muitos homens e mulheres que, n\u00e3o sendo crentes, s\u00e3o contra o aborto, porque defendem a dignidade da vida, desde o seu in\u00edcio&#8221;. Deixar-se conduzir pela &#8220;raz\u00e3o&#8221; e pela f\u00e9 n\u00e3o significa menosprezar o &#8220;cora\u00e7\u00e3o&#8221;, esquecer a dor e o sofrimento das pessoas, as raz\u00f5es de ordem moral, social, econ\u00f3mica e outras que as levam a abortar. Ser pela &#8220;cultura da vida&#8221; obriga a defend\u00ea-la e a promov\u00ea-la, a procurar solu\u00e7\u00f5es e respostas positivas, com justi\u00e7a e sentido de fraternidade, com &#8220;cora\u00e7\u00e3o&#8221;, afinal! Quanto \u00e0 Lei da PMA, tamb\u00e9m o que est\u00e1 em causa e importa salvaguardar, em consci\u00eancia, para al\u00e9m das disposi\u00e7\u00f5es da Lei promulgada, \u00e9 o respeito pela vida e dignidade do embri\u00e3o, como ser humano que \u00e9; na verdade, nem tudo o que \u00e9 tecnicamente poss\u00edvel \u00e9 aceit\u00e1vel do ponto de vista da \u00e9tica natural e da moral crist\u00e3. Recordo a este prop\u00f3sito o que disse Bento XVI, no dia 30 de Mar\u00e7o p.p., aos Parlamentares participantes no Congresso promovido pelo Partido Popular Europeu: &#8220;No que se refere \u00e0 Igreja Cat\u00f3lica, o interesse principal das suas interven\u00e7\u00f5es no campo p\u00fablico \u00e9 a tutela e a promo\u00e7\u00e3o da dignidade da pessoa e, por conseguinte, ela chama conscientemente a uma particular aten\u00e7\u00e3o aos princ\u00edpios que n\u00e3o s\u00e3o negoci\u00e1veis. Entre eles, hoje emergem os seguintes: &#8211; tutela da vida em todas as suas fases, desde o primeiro momento da concep\u00e7\u00e3o at\u00e9 \u00e0 morte natural; &#8211; reconhecimento e promo\u00e7\u00e3o da estrutura natural da fam\u00edlia, como uni\u00e3o entre um homem e uma mulher baseada no matrim\u00f3nio, e a sua defesa das tentativas de a tornar juridicamente equivalente a formas de uni\u00f5es que, na realidade, a danificam e contribuem para a sua desestabiliza\u00e7\u00e3o, obscurecendo o seu car\u00e1cter particular e o seu papel social insubstitu\u00edvel; &#8211; tutela do direito dos pais de educarem os pr\u00f3prios filhos. Estes princ\u00edpios n\u00e3o s\u00e3o verdades de f\u00e9 mesmo se recebem ulterior luz e confirma\u00e7\u00e3o da f\u00e9. Eles est\u00e3o inscritos na natureza humana e, portanto, s\u00e3o comuns a toda a humanidade.&#8221;  <b>Maior aten\u00e7\u00e3o \u00e0 fam\u00edlia<\/b> 5. Neste dom\u00ednio do debate social e pol\u00edtico sobre as quest\u00f5es da fam\u00edlia, gostaria ainda de me referir ao Decreto-Lei n.\u00ba 155\/2006 de 7 de Agosto, cuja publica\u00e7\u00e3o poder\u00e1 ter passado despercebida a muita gente e que merece uma especial aten\u00e7\u00e3o por parte das fam\u00edlias e das organiza\u00e7\u00f5es que delas se ocupam. Atrav\u00e9s desse diploma s\u00e3o criados, no \u00e2mbito do Minist\u00e9rio do Trabalho e da Solidariedade Social, dois \u00f3rg\u00e3os governamentais: a Comiss\u00e3o para a Promo\u00e7\u00e3o de Pol\u00edticas de Fam\u00edlia e o Conselho Consultivo das Fam\u00edlias, cuja composi\u00e7\u00e3o, compet\u00eancias e modo de funcionamento a\u00ed se definem. Deixando de parte outros coment\u00e1rios, que a leitura do diploma facilmente sugere, designadamente no seu pre\u00e2mbulo, quanto \u00e0 pr\u00f3pria no\u00e7\u00e3o de &#8220;fam\u00edlia&#8221; ou de &#8220;fam\u00edlias&#8221;, verificamos que n\u00e3o h\u00e1 qualquer refer\u00eancia expressa \u00e0 participa\u00e7\u00e3o de uma institui\u00e7\u00e3o ou pessoa representativa da Igreja Cat\u00f3lica como tal, tanto na Comiss\u00e3o como no Conselho. Quanto \u00e0 Comiss\u00e3o, prev\u00ea-se, no entanto, a possibilidade de participarem &#8220;nas suas reuni\u00f5es, a pedido do seu Presidente, representantes e t\u00e9cnicos de departamentos governamentais ou outras entidades p\u00fablicas ou privadas, bem como cidad\u00e3os cuja audi\u00e7\u00e3o ou contributo sejam relevantes para a actividade da Comiss\u00e3o&#8221; (Art.\u00ba 6.\u00ba 4); quanto ao Conselho, para al\u00e9m das institui\u00e7\u00f5es j\u00e1 designadas, prev\u00eaem-se &#8220;oito representantes das organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais representativas das fam\u00edlias&#8221; e &#8220;tr\u00eas personalidades de reconhecido m\u00e9rito no \u00e2mbito das pol\u00edticas sociais&#8221; [Art.\u00ba 7.\u00ba 3 &#8211; c) e j)]. Na designa\u00e7\u00e3o destas pessoas e entidades, n\u00e3o estaria bem o Governo se desconhecesse ou n\u00e3o tivesse em conta a ac\u00e7\u00e3o da Igreja pelas fam\u00edlias, com as fam\u00edlias e junto das fam\u00edlias, atrav\u00e9s de tantas institui\u00e7\u00f5es (associa\u00e7\u00f5es, movimentos, grupos), dedicadas \u00e0 forma\u00e7\u00e3o dos jovens e, em especial, dos noivos e casais. Como \u00e9 importante, tamb\u00e9m, que estas institui\u00e7\u00f5es da Igreja assumam as suas responsabilidades p\u00fablicas, cooperando no debate das quest\u00f5es e lutando para que sejam respeitados e garantidos em legisla\u00e7\u00e3o adequada os direitos das fam\u00edlias.  <b>Votos finais<\/b> 6. Caros Amigos: obrigado, mais uma vez pela vossa presen\u00e7a e participa\u00e7\u00e3o. Que o Encontro corresponda \u00e0s vossas expectativas e possa constituir um novo impulso para implanta\u00e7\u00e3o e renova\u00e7\u00e3o da Pastoral Familiar entre n\u00f3s, assegurando efectivamente a solicitude da Igreja pelas fam\u00edlias, tendo em aten\u00e7\u00e3o as suas aspira\u00e7\u00f5es, os seus problemas e reais necessidades.  F\u00e1tima, 21 de Outubro de 2006 + Ant\u00f3nio Jos\u00e9 Cavaco Carrilho Presidente da Comiss\u00e3o Episcopal do Laicado e Fam\u00edlia  <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Interven\u00e7\u00e3o de D. 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