{"id":207771,"date":"2021-05-15T16:17:46","date_gmt":"2021-05-15T15:17:46","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=207771"},"modified":"2021-05-15T16:18:40","modified_gmt":"2021-05-15T15:18:40","slug":"igreja-tem-se-aberto-caminhos-mas-ha-auto-estradas-a-percorrer-painel-partilhou-experiencias-de-pastoral-social","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/igreja-tem-se-aberto-caminhos-mas-ha-auto-estradas-a-percorrer-painel-partilhou-experiencias-de-pastoral-social\/","title":{"rendered":"Igreja: \u00abT\u00eam-se aberto caminhos, mas h\u00e1 auto-estradas a percorrer\u00bb &#8211; Congresso partilhou experi\u00eancias de pastoral social\u00a0"},"content":{"rendered":"<p><em>Congresso Diocesano Pastoral S\u00f3cio-Caritativa partilhou relatos de diferentes \u00e1reas: pessoas com defici\u00eancia, pastoral dos ciganos, pastoral penitenciaria e ajuda aos migrantes e refugiados<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-122251 alignleft\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/prisoes_pastoral-390x260.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/prisoes_pastoral-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/prisoes_pastoral-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/prisoes_pastoral-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/prisoes_pastoral-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2018\/12\/prisoes_pastoral.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/>Lisboa, 15 mai 2021 (Ecclesia) \u2013 Manuela Mendon\u00e7a, do departamento da Pastoral dos Ciganos do Patriarcado de Lisboa afirmou que, este trabalho que come\u00e7ou nos anos 70, tem abertos \u201ccaminhos\u201d, mas d\u00e1 conta de \u201cautoestradas\u201d que necessitam ser percorridas.<\/p>\n<p>\u201cTem-se aberto um caminho mas h\u00e1 uma autoestrada que \u00e9 preciso percorrer\u201d, afirmou a respons\u00e1vel, esta tarde, no painel que juntou diversas experi\u00eancias no Congresso Diocesano Pastoral S\u00f3cio-Caritativa que o Patriarcado de Lisboa organiza neste dia.<\/p>\n<p>S\u00e3o sete as par\u00f3quias que no patriarcado de Lisboa fazem acompanhamento a jovens e crian\u00e7as de etnia cigana, num total de 488, mas tamb\u00e9m desenvolvem trabalho comunit\u00e1rio que compreende o atendimento, visitas e encaminhamento, dinamiza\u00e7\u00e3o de forma\u00e7\u00e3o e cursos e o estabelecimento de parcerias para encontrar mais respostas, apresentou.<\/p>\n<p>Este trabalho teve in\u00edcio nos anos 70, com Fernanda Reis, \u201ca primeira volunt\u00e1ria\u201d, que nos bairros da Amadora estava inquieta com as \u201ccrian\u00e7as que n\u00e3o iam \u00e0 escola\u201d.<\/p>\n<p>\u201cEstas pessoa n\u00e3o tinha escola, documento, registos, e por isso surgiu a necessidade de ajudar estas pessoas a serem pessoas, que se encontrem e sejam respeitadas\u201d, valorizou.<\/p>\n<p>Os objetivos do servi\u00e7o pastoral pretende ir ao encontro de todos, \u201cvalorizar todos\u201d para serem \u201crespeitados como pessoas porque todos somos portugueses\u201d e apostam na \u201crela\u00e7\u00e3o pessoa a pessoa\u201d, procurando fazer com a comunidade cigana \u201cum encontro com os valores evang\u00e9licos\u201d.<\/p>\n<p>Carmo Diniz, do servi\u00e7o pastoral a pessoa com defici\u00eancia, frisou que a integra\u00e7\u00e3o e a acessibilidade ultrapassa a exist\u00eancia de rampas, pois quando se fala de \u201cpessoa com defici\u00eancia\u201d se deve entender uma variedade de diferen\u00e7as: \u201cPode ser um filho que nasceu com limita\u00e7\u00e3o motora; pode ser um irm\u00e3o que n\u00e3o consegue ouvir e por isso tem dificuldade em comunicar; um amigo que foi abandonado que algu\u00e9m n\u00e3o acreditou no seu potencial; uma m\u00e3e que cuidou e perdeu a sua capacidade de cuidar\u201d.<\/p>\n<p>A respons\u00e1vel indicou que a pessoa com defici\u00eancia est\u00e1 no centro da miss\u00e3o cuidadora que a Igreja desempenha h\u00e1 s\u00e9culos.<\/p>\n<p>\u201cPrecisamos da Igreja, n\u00e3o das rampas, ou de braille, do sistema pictogr\u00e1fico, mas da rela\u00e7\u00e3o, perten\u00e7a, alegria e f\u00e9. Precisa de Deus, do amor de Deus que cada um testemunha\u201d, sublinhou.<\/p>\n<p>Carmo Diniz aponta tr\u00eas verbos que o servi\u00e7o pastoral est\u00e1 a desenvolver: \u00abchamar, acolher e valorizar\u201d.<\/p>\n<p>\u201cHaja vontade para acolher, n\u00e3o faltam ideias para a colocar em pr\u00e1tica\u201d, frisou.<\/p>\n<p>O Padre Jos\u00e9 Lu\u00eds Gon\u00e7alves, coordenador da pastoral das pris\u00f5es no Patriarcado de Lisboa, tra\u00e7ou um quadro, mencionando 4524 reclusos, num total de 11 0412 reclusos a n\u00edvel nacional; de 50 estabelecimentos em Portugal, 12 est\u00e3o no territ\u00f3rio da diocese, dez deles com \u201ccomplexidade elevada\u201d.<\/p>\n<p>\u201cNa popula\u00e7\u00e3o prisional, 22% completaram o 1\u00ba ciclo, o grosso da popula\u00e7\u00e3o prisional n\u00e3o faz a escolaridade obrigat\u00f3ria, 17% da popula\u00e7\u00e3o prisional \u00e9 preventiva, e pode estar at\u00e9 tr\u00eas anos na pris\u00e3o sem julgamento. Isto tem um impacto apreci\u00e1vel na vida de uma pessoa\u201d, considerou.<\/p>\n<p>O respons\u00e1vel lembrou ainda que a grande maioria da popula\u00e7\u00e3o prisional \u00e9 masculina, e que isso tem uma consequ\u00eancia na \u201csustentabilidade de uma fam\u00edlia\u201d, algo \u201cque n\u00e3o \u00e9 colateral\u201d.<\/p>\n<p>O padre Jos\u00e9 Lu\u00eds Gon\u00e7alves lamentou que os cidad\u00e3os \u201cn\u00e3o tenham proximidade com os estabelecimento prisionais\u201d, apesar de estes estarem pr\u00f3ximos da sua realidade.<\/p>\n<p>\u201cHavia sempre um capel\u00e3o fixo, hoje temos 10 padres \u2013 nenhum deles a tempo inteiro \u2013 a colabora\u00e7\u00e3o de quatro di\u00e1conos e 160 volunt\u00e1rios, mas acredito que sejam mais\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>A pastoral penitenci\u00e1ria quer \u201camplificar\u201d e dar visibilidade a este trabalho, mantendo-se uma \u201cpresen\u00e7a ativa\u201d, que deve ser \u201cmais do que celebrativa ou formativa, mas tem de ser s\u00f3cio-caritativa\u201d, destacou.<\/p>\n<p>Lu\u00eds Palha, da pastoral da mobilidade e da Plataforma de Apoio aos Refugiados (PAR), afirmou que o apelo do Papa Francisco lan\u00e7ou para que cada comunidade acolhesse uma fam\u00edlia de refugiados foi fortemente aceite em Portugal, mas que este acolhimento \u00e9 mais do que uma \u201cassist\u00eancia t\u00e9cnica\u201d.<\/p>\n<p>\u201cAcolher uma fam\u00edlia \u00e9 mais do que uma assist\u00eancia t\u00e9cnica: as ra\u00edzes desta fam\u00edlia foram arrancadas \u00e0 for\u00e7a e s\u00e3o chamados a ganhar ra\u00edzes aqui. O trabalho tem de ser feito pessoalmente, \u00e9 preciso tempo. Uma \u00e1rvore n\u00e3o d\u00e1 frutos nos dois primeiros anos, em que o programa se estrutura\u201d.<\/p>\n<p>A PAR apela a uma ajuda pessoal, de amizade, ao refugiado a aprender portugu\u00eas, a olhar a cultura portuguesa, a valorizar o acolhimento, a \u201cum conhecimento das institui\u00e7\u00f5es anfitri\u00e3s\u201d para colabora\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Lu\u00eds Palha terminou com o testemunho de um refugiado: \u00abUm dia disse-nos \u2013 \u201cJ\u00e1 percebo porque \u00e9 que os crist\u00e3os ajudam os mu\u00e7ulmanos: porque o nosso Deus \u00e9 o Deus do amor\u201d\u00bb.<\/p>\n<p><em>LS<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Congresso Diocesano Pastoral S\u00f3cio-Caritativa partilhou relatos de diferentes \u00e1reas: pessoas com defici\u00eancia, pastoral dos ciganos, pastoral penitenciaria e ajuda aos migrantes e 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