{"id":20753,"date":"2006-10-20T15:01:43","date_gmt":"2006-10-20T15:01:43","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/10\/20\/igreja-acoriana-lanca-peditorio-ao-domicilio\/"},"modified":"2006-10-20T15:01:43","modified_gmt":"2006-10-20T15:01:43","slug":"igreja-acoriana-lanca-peditorio-ao-domicilio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/igreja-acoriana-lanca-peditorio-ao-domicilio\/","title":{"rendered":"Igreja a\u00e7oriana lan\u00e7a pedit\u00f3rio ao domic\u00edlio"},"content":{"rendered":"<p>Trata-se da primeira vez que Igreja dos A\u00e7ores coloca em execu\u00e7\u00e3o um pedit\u00f3rio de forma t\u00e3o alargada e directa, junto das popula\u00e7\u00f5es do arquip\u00e9lago. At\u00e9 ao dia 5 de Novembro, um total de 93 mil desdobr\u00e1vel ser\u00e3o entregues, via postal, ao domic\u00edlio das fam\u00edlias a\u00e7orianas. A ac\u00e7\u00e3o de sensibiliza\u00e7\u00e3o \u00e9 integrada na Semana da Igreja Diocesana que decorre entre 5 e 12 de Novembro. Em entrevista \u201ca Uni\u00e3o\u201d, o Bispo de Angra, D. Ant\u00f3nio Sousa Braga, apela \u00e0 co-responsabiliza\u00e7\u00e3o dos cat\u00f3licos e, por seu turno, garante maior controle dos dinheiros da igreja, ao mesmo tempo que fala na moderniza\u00e7\u00e3o da gest\u00e3o diocesana.   Jornal \u201ca Uni\u00e3o\u201d (a.U.) \u00bb Qual a verdadeira necessidade desta colecta, realizada de forma t\u00e3o directa no \u00e2mbito da Semana da Igreja Diocesana 2006?  D. Ant\u00f3nio Sousa Braga (A.S.B) \u00bb A Semana da Diocese surge no contexto e no seguimento do Dia da Igreja Diocesana. Todos os anos, por volta da data da cria\u00e7\u00e3o da Diocese n\u00f3s celebramos este dia para promover o sentido da igreja local, o sentido de perten\u00e7a a uma diocese. Como estamos numa situa\u00e7\u00e3o financeira dif\u00edcil, ach\u00e1mos que o momento mais oportuno para fazer o apelo \u00e0 co-responsabilidade dos cat\u00f3licos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 administra\u00e7\u00e3o financeira da diocese era precisamente o Dia da Igreja Diocesana prolongado numa semana. Precisamente para que n\u00e3o parecesse uma recolha de fundos, mas um exerc\u00edcio da co-responsabilidade da partilha dos bens dentro do esp\u00edrito de quem se sente membro de uma mesma igreja e de quem se sente correspons\u00e1vel por tudo o aquilo que acontece na igreja. A partilha de bens sempre fez parte do esp\u00edrito crist\u00e3o desde o in\u00edcio. Sempre existiram campanhas em favor de comunidades mais pobres.  a.U. \u00bb Por\u00e9m, trata-se da primeira vez que se endere\u00e7a um pedido de modo t\u00e3o alargado? A.S.B \u00bb \u00c9 a primeira vez que se faz um pedido neste esquema de envio de subscritos para todas as fam\u00edlias a\u00e7orianas. N\u00f3s estamos habituados a promover ofert\u00f3rios, missas dominicais, em favor de v\u00e1rias causas, como em favor da C\u00e1ritas, das par\u00f3quias, da reconstru\u00e7\u00e3o das igrejas devido aos sismos\u2026todos os anos n\u00f3s temos a ren\u00fancia quaresmal, aquilo que as pessoas poupam renunciando a alguma coisa que depois vai em favor ou de alguma comunidade ou a alguma iniciativa da diocese, ou outras igrejas mais necessitadas. Trata-se de uma partilha em favor dos servi\u00e7os centrais da diocese. E tem uma cobertura total, quero dizer, a partilha \u00e9 dirigida n\u00e3o s\u00f3 aos praticantes, mas tamb\u00e9m \u00e0queles que normalmente n\u00e3o v\u00eam \u00e0 igreja, ou seja, a todas as fam\u00edlias a\u00e7orianas.  a.U. \u00bb Como \u00e9 que acha que as popula\u00e7\u00f5es a\u00e7orianas v\u00e3o reagir a este pedit\u00f3rio, especialmente num per\u00edodo de conten\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica? A.S.B \u00bb Penso que vai haver bom acolhimento. Vamos l\u00e1 a ver: ningu\u00e9m \u00e9 obrigado a partilhar. Cada um partilha conforme aquilo que tem, disp\u00f5e e conforme est\u00e1 motivado ou n\u00e3o. Mas eu detenho a ideia de que os a\u00e7orianos t\u00eam um grande esp\u00edrito de partilha de solidariedade. Penso que isso \u00e9 um pouco devido \u00e0 raiz crist\u00e3 da nossa cultura e tamb\u00e9m a todo este esp\u00edrito das festas do Imp\u00e9rio do Esp\u00edrito Santo &#8211; express\u00e3o da partilha e da entreajuda. Acho que vai haver um bom acolhimento. \u00c9 uma proposta, uma sugest\u00e3o: quem quiser e puder ajudar, ajuda, ou ent\u00e3o tem outra reac\u00e7\u00e3o. J\u00e1 estamos \u00e0 espera de outras reac\u00e7\u00f5es e n\u00e3o ficamos admirados.  a.U. \u00bb Qual \u00e9 realmente o grau das dificuldades financeiras da Diocese de Angra? A.S.B \u00bb As dificuldades financeiras est\u00e3o relacionada com o facto de as entradas correntes n\u00e3o cobriram as despesas correntes, quer dizer, h\u00e1 um d\u00e9fice. E portanto n\u00f3s temos que conter as despesas e fazer um apelo para que haja transpar\u00eancia na presta\u00e7\u00e3o das contas na medida em que a maior parte das entradas correntes da Diocese vem das par\u00f3quias dentro do sistema dos dez por cento das entradas ordin\u00e1rias.  a.U. \u00bb Trata-se do pior momento financeiro da Diocese? A.S.B \u00bb Bem, ao longo deste dez anos\u2013 per\u00edodo em que c\u00e1 estou\u2013, trata-se de uma situa\u00e7\u00e3o dif\u00edcil embora penso que n\u00e3o \u00e9 o pior per\u00edodo, uma vez que a Diocese j\u00e1 atravessou outras situa\u00e7\u00f5es dif\u00edceis, basta pensar, por exemplo, no per\u00edodo da reconstru\u00e7\u00e3o ap\u00f3s o sismo de 1980 em que a diocese esgotou praticamente a sua capacidade financeira e depois teve que recome\u00e7ar do zero. Mas em suma, houve sempre per\u00edodos de dificuldades, uns mais, outros menos.  a.U. \u00bb Para o futuro, qual a mensagem priorit\u00e1ria para quem gere os dinheiros da Igreja nos A\u00e7ores? A.S.B \u00bb Temos que ser muito rigorosos na administra\u00e7\u00e3o, tendo presente que a Diocese vive daquilo que \u00e9 o contributo do fieis, este tem de ser administrados o melhor poss\u00edvel e segundo as finalidades da igreja.  a.U. \u00bb Prev\u00ea-se um controle mais apertado nas contas? A.S.B \u00bb Penso que n\u00e3o \u00e9 somente controle, mas sobretudo uma gest\u00e3o, diria, menos dom\u00e9stica, sabendo que n\u00e3o nos podemos transformar numa empresa. Acho que tendo presente que os encargos da Diocese s\u00e3o cada vez maiores, n\u00f3s n\u00e3o podemos pensar que a Diocese pode funcionar s\u00f3 na base do contributo dos fi\u00e9is. Seria necess\u00e1rio tamb\u00e9m criar outras fontes de rendimento, sem querer transformar-se em empresa, sobretudo atrav\u00e9s de uma melhor rentabiliza\u00e7\u00e3o do patrim\u00f3nio. As dioceses, as par\u00f3quias t\u00eam patrim\u00f3nio s\u00f3 que \u00e0s vezes n\u00e3o est\u00e3o rentabilizados e valorizados. Penso que temos que nos modernizar nisso, sem, novamente, transformar a Diocese numa empresa. Tem de haver alguma iniciativa e criatividade dentro daquilo que s\u00e3o os fins da Igreja.   <b>Contas da Diocese tornadas p\u00fablicas<\/b> Segundo informa\u00e7\u00e3o que a Diocese vai tornar p\u00fablica sobre o estado financeiro da Diocese, as receitas da Igreja a\u00e7oriana, no ano passado, perfazem um total de 1.052.571,80 euros. Neste montante, est\u00e1 inclu\u00eddo n\u00e3o s\u00f3 o contributo dos fi\u00e9is\/receitas das par\u00f3quias (229.152,48 euros), como o rendimento de patrim\u00f3nio e outras actividades (241.092,55 euros), colectas (54.840,35 euros), receitas diversas e donativos (209.859,14 euros) provindo o maior bolo da al\u00ednea das receitas financeiras ( 317.627,28 euros). No cap\u00edtulo das despesas, a Diocese gastou, em 2005, um total de 1.196.199,24 euros. Este valor reflecte a soma das verbas gastas sobretudo em ac\u00e7\u00f5es pastorais e assist\u00eancias (397.249,22 euros), despesas financeiras (274.197,77 euros), sal\u00e1rios e seguran\u00e7a social (209.307,28 euros), forma\u00e7\u00e3o (190.707,11 euros), conserva\u00e7\u00e3o e gestos de manuten\u00e7\u00e3o (73.048,16 euros), despesas de funcionamento (48.358,18 euros) e em comparticipa\u00e7\u00f5es (3.331,52 euros). Estes s\u00e3o valores que se reportam \u00e0 actividade financeira da Diocese entre o ano pastoral de 2005 (entre Setembro de 2005 e Agosto de 2006) que revela um d\u00e9fice de 143,6 mil euros, que na moeda antiga representa cerca de 29 mil contos.  <b>Igreja com 172 par\u00f3quias<\/b> De acordo com a Diocese, a sua gest\u00e3o abrange uma \u201csuperf\u00edcie de 2.243 km quadrados com 241.763 habitantes, dos quais 231.243 se afirmam cat\u00f3licos\u201d. \u201cUnida h\u00e1 quase cinco s\u00e9culos, a Diocese est\u00e1 em nove ilhas, repartida em 16 ouvidoras e estas em 172 par\u00f3quias, onde trabalham 159 padres, dois di\u00e1conos, 176 religios(o), cinco leigos consagrados, 21 seminaristas e 17.817 leigos comprometidos activamente em ac\u00e7\u00f5es da Igreja\u201d, enumera a Igreja. Os objectivos \u201cpriorit\u00e1rios\u201d da Diocese, relembram, s\u00e3o baseados em tr\u00eas pressupostos: \u201canunciar o evangelho, celebrar a f\u00e9 e viver a caridade\u201d. Seja atrav\u00e9s do \u201cculto anual\u201d, pedit\u00f3rios, colectas dominicais, ofertas espor\u00e1dicas, legados, heran\u00e7as ou funda\u00e7\u00f5es pias, a Diocese relembra os interessados que os donativos, caso seja pedido recibo, s\u00e3o pass\u00edveis de dedu\u00e7\u00e3o fiscal.  <i>Humberta Augusto<\/i> <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Trata-se da primeira vez que Igreja dos A\u00e7ores coloca em execu\u00e7\u00e3o um pedit\u00f3rio de forma t\u00e3o alargada e directa, junto das popula\u00e7\u00f5es do arquip\u00e9lago. At\u00e9 ao dia 5 de Novembro, um total de 93 mil desdobr\u00e1vel ser\u00e3o entregues, via postal, ao domic\u00edlio das fam\u00edlias a\u00e7orianas. 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