{"id":206636,"date":"2021-05-03T12:35:29","date_gmt":"2021-05-03T11:35:29","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=206636"},"modified":"2021-05-03T12:36:23","modified_gmt":"2021-05-03T11:36:23","slug":"estar-presente-e-missao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/estar-presente-e-missao\/","title":{"rendered":"Estar presente \u00e9 miss\u00e3o!"},"content":{"rendered":"<p><em>Daniela Ochoa Cordeiro, Diocese de Bragan\u00e7a-Miranda<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/DanielaCordeiroOchoa.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-206637 size-medium\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/DanielaCordeiroOchoa-390x260.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/DanielaCordeiroOchoa-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/DanielaCordeiroOchoa-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/DanielaCordeiroOchoa-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/DanielaCordeiroOchoa-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/DanielaCordeiroOchoa-980x653.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/DanielaCordeiroOchoa-480x320.jpg 480w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/DanielaCordeiroOchoa.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/><\/a>\u00abVem e ver\u00e1s\u00bb (Jo 1, 46). \u00c9 atrav\u00e9s deste mote que o Papa Francisco, na sua mensagem para o LV Dia Mundial das Comunica\u00e7\u00f5es Sociais, nos convida a refletir sobre a forma como os meios de comunica\u00e7\u00e3o produzem e transmitem o conte\u00fado informativo nos dias que correm e de como esse trabalho deve ser feito.<\/p>\n<p>Sabemos que a opini\u00e3o p\u00fablica \u00e9 formada, geralmente, atrav\u00e9s da informa\u00e7\u00e3o difundida pelos meios de comunica\u00e7\u00e3o social e, posteriormente, partilhada (muitas vezes de forma viral) nas redes sociais. H\u00e1, assim, uma grande responsabilidade por parte de quem produz e transmite a informa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o esquecendo que todo e qualquer profissional da comunica\u00e7\u00e3o deve exercer o seu trabalho em prol da verdade e, para isso, cada facto e pormenor devem ser tidos em conta. Por\u00e9m, a responsabilidade n\u00e3o est\u00e1 s\u00f3 do lado de quem produz a informa\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m de quem a l\u00ea e partilha. Como nos diz o Papa Francisco, \u00abtodos somos respons\u00e1veis pela comunica\u00e7\u00e3o que fazemos, pelas informa\u00e7\u00f5es que damos, pelo controlo que podemos conjuntamente exercer sobre as not\u00edcias falsas, desmascarando-as\u00bb<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><sup>[1]<\/sup><\/a>. Para que a informa\u00e7\u00e3o transmitida esteja de acordo com aquilo que realmente aconteceu torna-se necess\u00e1rio ir ao encontro do acontecimento, falar com os intervenientes, observar com os pr\u00f3prios olhos e n\u00e3o ficar atr\u00e1s de um computador \u00e0 espera que a informa\u00e7\u00e3o caia do c\u00e9u. Os jornalistas s\u00e3o os olhos de quem l\u00ea, de quem recebe a mensagem. \u00c9 necess\u00e1rio sair do conforto do escrit\u00f3rio e ir em busca dos factos. O jornalista n\u00e3o pode permitir que o comodismo e o facilitismo se tornem no <em>modus operandi<\/em> do exercer das suas fun\u00e7\u00f5es. H\u00e1 que aprimorar a forma como a informa\u00e7\u00e3o \u00e9 captada e colocada c\u00e1 fora, trabalhando a autenticidade e a originalidade atrav\u00e9s da capta\u00e7\u00e3o de pormenores que s\u00f3 poder\u00e3o ser observados com a desloca\u00e7\u00e3o ao local. E aqui n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 a comunica\u00e7\u00e3o verbal que conta. A comunica\u00e7\u00e3o n\u00e3o verbal assume uma extrema import\u00e2ncia para quem observa <em>in loco <\/em>o sucedido. Aquilo que \u00e9 observado transmite determinadas informa\u00e7\u00f5es e sensa\u00e7\u00f5es que ir\u00e3o ser importantes na hora de contar ao mundo aquilo que aconteceu.<\/p>\n<p>Cada gesto conta. Cada pormenor conta.<\/p>\n<p>Deus criou cada um de n\u00f3s como seres \u00fanicos, completamente diferentes uns dos outros e, perante uma determinada situa\u00e7\u00e3o, h\u00e1 sempre algo que notamos e que o outro n\u00e3o v\u00ea. Ver implica olhar e olhar implica estar. Ponham dois jornalistas no terreno a escrever sobre a mesma hist\u00f3ria e ver\u00e3o que o relato ser\u00e1 diferente. Ou melhor, ponham dois jornalistas, um no terreno e outro na reda\u00e7\u00e3o, a escrever sobre o mesmo acontecimento e depressa notar\u00e3o a pobreza do segundo texto em rela\u00e7\u00e3o ao primeiro. N\u00e3o ir ao local e redigir a not\u00edcia apenas com a informa\u00e7\u00e3o que vai chegando \u00e0 reda\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s dos v\u00e1rios meios de comunica\u00e7\u00e3o pode originar <em>fake news<\/em> ou distorcer alguns factos. O mundo mudou e com ele a tecnologia. Este \u201csedentarismo\u201d jornal\u00edstico \u00e9, em parte, causado pela evolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica que levou, e continua a levar, a um aumento do n\u00famero de canais de transmiss\u00e3o de informa\u00e7\u00e3o e a uma pan\u00f3plia de ferramentas de pesquisa e partilha. Com a chegada e constante evolu\u00e7\u00e3o da internet s\u00e3o-nos apresentados milhares de canais onde se pode obter informa\u00e7\u00e3o imediata acerca de algo que tenha acontecido h\u00e1 instantes, sendo muito mais f\u00e1cil replicar esta informa\u00e7\u00e3o do que sair do conforto e viajar quil\u00f3metros para obter informa\u00e7\u00e3o mais detalhada acerca do assunto. H\u00e1 cinquenta anos o cen\u00e1rio era bem diferente. O jornalista era, na grande maioria das vezes, obrigado a deslocar-se at\u00e9 ao local para poder escrever a not\u00edcia, pois o telefone era o \u00fanico meio de obter informa\u00e7\u00e3o sem sair da reda\u00e7\u00e3o. Mas novos tempos requerem novas exig\u00eancias e se a tecnologia evolui todos temos de evoluir com ela sendo que o m\u00e9todo de trabalho tem de acompanhar essa evolu\u00e7\u00e3o, aproveitando o que de melhor a tecnologia pode oferecer em prol do desempenho de um bom trabalho e evitando cair no vicio do facilitismo.<\/p>\n<p>Sabemos que nesta altura de pandemia n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil os profissionais deslocarem-se para obter informa\u00e7\u00e3o e muitos acabam mesmo por n\u00e3o o fazer, levando a que esta problem\u00e1tica se acentue cada vez mais. Mas felizmente h\u00e1 outros que continuam a ir para o terreno, quer em situa\u00e7\u00e3o pand\u00e9mica, quer em situa\u00e7\u00e3o de guerra, e isso \u00e9 de louvar. \u00c9 gra\u00e7as \u00e0 coragem destes profissionais que conseguimos ter a informa\u00e7\u00e3o adequada e atualizada durante estes per\u00edodos de crise. Para muitos deles o estar presente \u00e9 mais do que um trabalho, \u00e9 uma miss\u00e3o.<\/p>\n<p>Na vida do crist\u00e3o a presen\u00e7a \u00e9 fundamental, ir ao encontro \u00e9 fundamental. Temos de nos fazer presentes, tal como Jesus durante a sua caminhada terrena. Ele ia ao encontro daqueles que necessitavam dele. Ele entrou no t\u00famulo de L\u00e1zaro para o trazer de volta \u00e0 vida. Ele precisava de olhar nos olhos, de tocar, de sentir. E note-se que para sentir verdadeiramente \u00e9 preciso estar. Ser crist\u00e3o \u00e9 estar presente: presente na Eucaristia, presente entre os irm\u00e3os, presente junto daqueles que mais precisam. Estar presente \u00e9 miss\u00e3o! Tamb\u00e9m Jesus, embora n\u00e3o o vejamos, est\u00e1 sempre presente, sempre junto de n\u00f3s e acompanha-nos quer na nossa vida profissional, pessoal ou espiritual. Aceitemos o seu convite: \u00abvem e ver\u00e1s\u00bb.<\/p>\n<p><em>Daniela Ochoa Cordeiro, Mestre em Ci\u00eancias da Comunica\u00e7\u00e3o e respons\u00e1vel pela Comunica\u00e7\u00e3o e Apoio ao Peregrino do Santu\u00e1rio diocesano do Imaculado Cora\u00e7\u00e3o de Maria de Cerejais\/Funda\u00e7\u00e3o C\u00f3nego Manuel Joaquim Ochoa.<\/em><\/p>\n<p>Cerejais, 29 de abril de 2021<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> <em>In<\/em> Mensagem do Papa Francisco para o LV Dia Mundial das Comunica\u00e7\u00f5es Sociais.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Daniela Ochoa Cordeiro, Diocese de Bragan\u00e7a-Miranda<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":206637,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[],"class_list":["post-206636","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-opiniao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/206636","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=206636"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/206636\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/206637"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=206636"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=206636"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=206636"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}