{"id":205911,"date":"2021-04-26T17:00:24","date_gmt":"2021-04-26T16:00:24","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=205911"},"modified":"2021-04-26T18:31:32","modified_gmt":"2021-04-26T17:31:32","slug":"conversas-na-ecclesia-a-liberdade-que-experimentamos-deixa-me-inquieta-helena-valentim-c-video","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/conversas-na-ecclesia-a-liberdade-que-experimentamos-deixa-me-inquieta-helena-valentim-c-video\/","title":{"rendered":"\u00abConversas na Ecclesia\u00bb: \u00abA liberdade que experimentamos deixa-me inquieta\u00bb &#8211; Helena Valentim (c\/v\u00eddeo)"},"content":{"rendered":"<p class=\"western\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><em>Professora universit\u00e1ria cresceu com os pilares f\u00e9 e compromisso social e afirma necessidade de dar ferramentas de participa\u00e7\u00e3o \u00e0s novas gera\u00e7\u00f5es<\/em><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p class=\"western\" style=\"margin-bottom: .0001pt; line-height: normal;\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-164863 alignleft\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/helena-valentim1-390x260.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/helena-valentim1-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/helena-valentim1-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/helena-valentim1-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/helena-valentim1-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/helena-valentim1-980x653.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/helena-valentim1-480x320.jpg 480w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/03\/helena-valentim1.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/>Lisboa, 26 abr 2021 (Ecclesia) \u2013 A professora de lingu\u00edstica Helena Valentim afirma que a revolu\u00e7\u00e3o do 25 de abril de 1974 \u00e9 uma \u201cinspira\u00e7\u00e3o\u201d mas explica que a liberdade n\u00e3o est\u00e1 conquistada e hoje ganha contornos complexos e \u201csubtis\u201d.<\/p>\n<p>\u201cA liberdade era tang\u00edvel, junto daqueles que nos d\u00e3o o testemunho de amor \u00e0 liberdade, traduzia-se em coisas concertas. Hoje no mundo complexo, global, as coisas n\u00e3o se excluem num regime pol\u00edtico; s\u00e3o outras condicionantes, o conceito de liberdade tem a constante t\u00f3nica da complexidade, e eu continuo inquieta sobre a liberdade que experimentemos, insatisfeita\u201d, assinala.<\/p>\n<p>Professora de Lingu\u00edstica, Helena Valentim sublinha preocupa\u00e7\u00e3o perante a \u201ctecnologia que condiciona a mundivid\u00eancia\u201d, que parece \u201coferecer tudo\u201d, mas \u201ccondiciona\u201d.<\/p>\n<p>\u201cA responsabilidade \u00e9 hoje mais dif\u00edcil de agarrar, porque estamos muito coagidos a uma s\u00e9rie de l\u00f3gicas. H\u00e1 uma ind\u00fastria de aten\u00e7\u00e3o e uma aten\u00e7\u00e3o capturada pode tornar-nos obedientes perante uma ordem que nos \u00e9 prescrita. E isto \u00e9 muito subtil\u201d, questiona.<\/p>\n<p>A complexidade requer que cada vez mais as pessoas sejam capacitadas e fa\u00e7am um caminho de \u201cexig\u00eancia\u201d, de participa\u00e7\u00e3o em decis\u00f5es, que devem come\u00e7ar em contexto escolar.<\/p>\n<p>Para Helena Valentim, o 25 de abril continua a ser uma inspira\u00e7\u00e3o para ajudar a \u201cre-situar\u201d no contexto atual, porque a liberdade \u201cn\u00e3o est\u00e1 conquistada\u201d.<\/p>\n<div class=\"epyt-video-wrapper\"><iframe  id=\"_ytid_19980\"  width=\"480\" height=\"270\"  data-origwidth=\"480\" data-origheight=\"270\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/q-p7uevMTpU?enablejsapi=1&#038;autoplay=0&#038;cc_load_policy=0&#038;cc_lang_pref=pt&#038;iv_load_policy=1&#038;loop=0&#038;rel=0&#038;fs=1&#038;playsinline=1&#038;autohide=2&#038;theme=dark&#038;color=red&#038;controls=1&#038;disablekb=0&#038;\" class=\"__youtube_prefs__  epyt-is-override  no-lazyload\" title=\"YouTube player\"  allow=\"fullscreen; accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen data-no-lazy=\"1\" data-skipgform_ajax_framebjll=\"\"><\/iframe><\/div>\n<p>No plano social, a professora nota \u201cconquistas extraordin\u00e1rias\u201d ao n\u00edvel da sa\u00fade, de uma \u201ceduca\u00e7\u00e3o mais democr\u00e1tica\u201d, mas ressalva diferen\u00e7as no plano \u201cdo princ\u00edpio\u201d que necessitam de a\u00e7\u00e3o cont\u00ednua.<\/p>\n<p>\u201cO modo como no concreto se traduz, a educa\u00e7\u00e3o, por exemplo, continua a ser um contexto que reproduz diferen\u00e7as, n\u00e3o consegue colocar todos no mesmo patamar \u2013 idealmente achamos que sim mas h\u00e1 mecanismos sociais muito enraizados. Os \u00edndices de pobreza recentemente divulgados. S\u00f3 isso basta para estarmos insatisfeitos, pensando no que isso significa \u2013 de acesso \u00e0 cultura, acesso a participa\u00e7\u00e3o c\u00edvica consciente\u201d, assinala.<\/p>\n<p>No seu percurso de forma\u00e7\u00e3o crist\u00e3, Helena Valentim recorda a import\u00e2ncia do Movimento Encontro de Jovens Shalom, onde cresceu, a passagem \u201cainda que breve, mas muito importante\u201d pelo Movimento Cat\u00f3lico de Estudantes, a sua integra\u00e7\u00e3o no Movimento GRAAL, que, indica, completou a sua forma\u00e7\u00e3o, e a participa\u00e7\u00e3o no Centro de Reflex\u00e3o Crist\u00e3 como espa\u00e7o de aprofundamento teol\u00f3gico.<\/p>\n<p>\u201cVejo um cont\u00ednuo que converge, desde a forma\u00e7\u00e3o familiar mais estrita, a tomada de consci\u00eancia em contextos onde me inseri quer de Igreja, como tamb\u00e9m como cidad\u00e3, para o que sou hoje, at\u00e9 como mulher\u201d, explica.<\/p>\n<p>Nascida alguns anos antes da revolu\u00e7\u00e3o que p\u00f4s fim ao Estado Novo de Ant\u00f3nio Oliveira Salazar e Marcelo Caetano, Helena Valentim cresceu com \u201chist\u00f3rias de relatos familiares\u201d de conversas \u201cem surdina\u201d, que se mantinham \u201cdepois de ver se n\u00e3o estava algu\u00e9m atr\u00e1s da porta\u201d, conhecendo uma \u201climita\u00e7\u00e3o de acesso ao conhecimento e ao mundo\u201d.<\/p>\n<p>Recusando a ideia de ser \u201cuma militante de bandeira em riste\u201d, a professora de Lingu\u00edstica reconhece uma interven\u00e7\u00e3o \u201cc\u00edvica discreta\u201d, e recorda a \u201csensibilidade social, o debate e a procura de discernir\u201d com que cresceu, resultando numa postura de cidad\u00e3 ativa.<\/p>\n<p>\u201cTalvez isso possa em mim ter contribu\u00eddo para fazer s\u00ednteses, para estar atenta e interessada em dimens\u00e3o pol\u00edticas e sociais, com sentido de ades\u00e3o e reconhecimento neste caso do cristianismo, em particular do catolicismo. Entendo porque a pr\u00f3pria incarna\u00e7\u00e3o traz o g\u00e9rmen de estar empenhada e atenta, interventiva a lutar por maior justi\u00e7a social, melhores condi\u00e7\u00f5es de vida para todos. Est\u00e1 no ADN do cristianismo uma forma de estar civicamente ativo &#8211; \u00e9 a s\u00edntese que fa\u00e7o e a maneira como procuro viver\u201d, reconhece.<\/p>\n<p>Helena Valentim parte da mem\u00f3ria celebrativa do 25 de abril para assinalar \u201cum motor, um milagre\u201d que \u201ccongregou pessoas em torno de um ideal\u201d, que continua a fazer sentido, pois \u00e9 um horizonte para o qual se quer caminhar.<\/p>\n<p>\u201cEu acho que Jesus est\u00e1, esteve, estar\u00e1 sempre (na revolu\u00e7\u00e3o do 25 de abril). Est\u00e1 no que pode ser a nossa forma de incorporar, renovar e recriar a novidade que deixa em n\u00f3s, que ele representa para n\u00f3s. \u00c9 um eterno novo, porque \u00e9 eterna a abertura, esperan\u00e7a e vontade de que o mundo seja aberto para todos e sejamos uma comunidade de comunh\u00e3o\u201d, finaliza.<\/p>\n<p>As \u201cConversas na ECCLESIA\u201d desta semana ficam online \u00e0s 17h00 e apresentam, ao longo desta semana, reflex\u00f5es e testemunhos sobre o 25 de abril de 1974.<\/p>\n<p><em>LS<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Professora universit\u00e1ria cresceu com os pilares f\u00e9 e compromisso social e afirma necessidade de dar ferramentas de participa\u00e7\u00e3o \u00e0s novas 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