{"id":20576,"date":"2006-10-10T12:55:32","date_gmt":"2006-10-10T12:55:32","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/10\/10\/dinamismos-da-nova-evangelizacao\/"},"modified":"2006-10-10T12:55:32","modified_gmt":"2006-10-10T12:55:32","slug":"dinamismos-da-nova-evangelizacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/dinamismos-da-nova-evangelizacao\/","title":{"rendered":"Dinamismos da Nova Evangeliza\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Actualmente \u00e9 p\u00e1roco no centro de Lisboa. Foi um dos dinamizadores da sess\u00e3o de Lisboa do ICNE. Um ano depois, \u00e9 poss\u00edvel fazer balan\u00e7os.   Ag\u00eancia ECCLESIA (AE) &#8211; Passado um ano do Congresso Internacional para a Nova Evangeliza\u00e7\u00e3o (ICNE) realizado em Lisboa ainda se nota o &#8220;fogo&#8221; de Cristo Vivo? Pe. Paulo Ara\u00fajo (PA) &#8211; Nas par\u00f3quias que frequento mais, noto que o &#8220;fogo&#8221; n\u00e3o tem a mesma intensidade. Mas vai fazendo as coisas \u201cde mansinho\u201d. N\u00e3o \u00e9 tanto de paix\u00f5es mas \u00e9 um amor profundo que ficou.   AE &#8211; Concretamente, que marcas deixou o ICNE? PA &#8211; Deixou uma consci\u00eancia crescente nas comunidades: a miss\u00e3o \u00e9 algo que pertence a todos os crist\u00e3os independentemente das idades e dos meios sociais. Mais do que uma consci\u00eancia, \u00e9 um procurar estar atento \u00e0s necessidades do an\u00fancio do Evangelho. Isso ficou em muitas comunidades paroquiais.  AE &#8211; Temos tamb\u00e9m comunidades que esqueceram este esp\u00edrito? PA &#8211; Sim. Aquelas que estiveram menos envolvidas e menos mobilizadas durante o congresso. Se n\u00e3o tiveram o &#8220;fogo&#8221; antes e na altura, agora isso reflecte-se.  AE &#8211; Os crist\u00e3os de Lisboa vieram para a rua anunciar a Boa Nova. Conhece casos de convers\u00f5es?  PA &#8211; Bastantes. Tanto na altura do congresso como no p\u00f3s congresso. Muitas pessoas reaproximaram-se das comunidades paroquiais e de grupos. Apesar de ser dif\u00edcil contabilizar o n\u00famero das pessoas que vieram.  AE &#8211; Marcas deixadas pelos evangeliza-dores de rua? PA &#8211; Uma das coisas que verific\u00e1mos \u00e9 que existem muitas pessoas que deixaram de praticar porque perderam as refer\u00eancias com as comunidades. Como \u00e9 que as pessoas podem ir \u00e0 igreja se n\u00e3o sabem onde fica a igreja? Estes casos aconteceram&#8230; Se n\u00e3o viermos para a rua fazermos a liga\u00e7\u00e3o entre esta e a Igreja, muitas pessoas perdem-se.   AE &#8211; O ICNE de Lisboa trouxe tamb\u00e9m estas mem\u00f3rias hist\u00f3ricas: a Igreja est\u00e1 no centro do aglomerado populacional. PA &#8211; Foi um dos aspectos fundamentais. As pr\u00f3prias comunidades paroquiais sa\u00edram ao encontro das pessoas e trouxeram esta visibilidade. As pessoas reparam nos fluxos de participantes, que saiem ou entram nas missas dominicais, mas n\u00e3o existe uma abordagem em rela\u00e7\u00e3o \u00e0queles que est\u00e3o do lado de fora. Cheguei a perguntar a algumas pessoas onde ficava a Igreja e elas n\u00e3o sabiam responder.   AE &#8211; Ent\u00e3o o ICNE de Lisboa trouxe novas din\u00e2micas pastorais? PA &#8211; Foi um dos frutos desta grande actividade. Sem esquecer que as comunidades t\u00eam o seu ritmo. O ICNE trouxe-nos a consci\u00eancia que os crist\u00e3os precisam de sair e criar uma din\u00e2mica de ir ao encontro dos outros.   AE &#8211; Foi apenas h\u00e1 um ano mas j\u00e1 existe algum saudosismo daquelas actividades mobilizadoras? PA &#8211; N\u00e3o sei se podemos falar de saudosismo, mas as pessoas recordam a vitalidade daquelas actividades.  AE &#8211; Essa vitalidade trouxe um aumento significativo na pr\u00e1tica dominical? PA &#8211; N\u00e3o se pode contabilizar. Mas sei que houve o regresso de algumas pessoas \u00e0s comunidades. E aparecem tamb\u00e9m pessoas novas. Neste momento, na par\u00f3quia de Arroios, tenho pessoas que vieram pedir o Baptismo depois de um ano de acompanhamento p\u00f3s ICNE.  AE &#8211; A evangeliza\u00e7\u00e3o de rua poder\u00e1 ser uma aposta para o futuro? PA &#8211; N\u00e3o devemos utilizar a express\u00e3o &#8220;poder\u00e1&#8221;. Mas ter isto como um imperativo. \u00c9 fundamental que as comunidades saiam do espa\u00e7o f\u00edsico igreja para irem ao encontro das pessoas. Numa reuni\u00e3o que teve com os vig\u00e1rios, D. Jos\u00e9 Policar-po dizia que \u00e9 necess\u00e1rio criar espa\u00e7os de an\u00fancio gratuitos. A\u00ed, o Evangelho \u00e9 anunciado gratuitamente na rua. \u00c9 preciso desafiar as pessoas a entrar na igreja.  AE &#8211; \u00c9 necess\u00e1rio algu\u00e9m que as fa\u00e7a parar? PA &#8211; Que as fa\u00e7a parar e tamb\u00e9m ajude a reflectir um pouco. Se isso n\u00e3o acontecer as pessoas continuam neste ritmo acelerado. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Actualmente \u00e9 p\u00e1roco no centro de Lisboa. Foi um dos dinamizadores da sess\u00e3o de Lisboa do ICNE. Um ano depois, \u00e9 poss\u00edvel fazer balan\u00e7os. Ag\u00eancia ECCLESIA (AE) &#8211; Passado um ano do Congresso Internacional para a Nova Evangeliza\u00e7\u00e3o (ICNE) realizado em Lisboa ainda se nota o &#8220;fogo&#8221; de Cristo Vivo? Pe. 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