{"id":20563,"date":"2006-10-09T15:41:07","date_gmt":"2006-10-09T15:41:07","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/10\/09\/vamos-repescar-os-jovens\/"},"modified":"2006-10-09T15:41:07","modified_gmt":"2006-10-09T15:41:07","slug":"vamos-repescar-os-jovens","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/vamos-repescar-os-jovens\/","title":{"rendered":"Vamos repescar os Jovens"},"content":{"rendered":"<p>Pediu D. Am\u00e2ndio Tom\u00e1s na Missa de Abertura do Ano Pastoral da diocese de \u00c9vora. <!--more--> Car\u00edssimos irm\u00e3os e irm\u00e3s em Cristo. Queridos jovens!  Durante tr\u00eas anos, a Arquidiocese de \u00c9vora reflectiu sobre a Fam\u00edlia crist\u00e3 garante e propulsora do an\u00fancio do Evangelho. Neste novo Ano Pastoral da Arquidiocese, vamos repescar os Jovens, para a obedi\u00eancia da f\u00e9 e an\u00fancio do evangelho do amor de Deus, manifestado em Cristo, conforme o tema proposto: \u201cJovens ao encontro de Cristo\u201d. Chamados \u00e0 obedi\u00eancia da f\u00e9, ao encontro com Jesus Ressuscitado e a dar raz\u00e3o da esperan\u00e7a que os anima, os Jovens asseguram o futuro da Igreja,  como verdadeiras testemunhas de Cristo, convertendo-se em protagonistas da Miss\u00e3o do Senhor. O Evangelho (Lc.10,1-12) narra o Envio dos Setenta e Dois Disc\u00edpulos. Os evangelistas Mateus (9,37-38;10,7-16), Marcos (6,7-11) e Lucas falam do Envio dos Doze. Mas, s\u00f3 Lucas refere o dos Setenta e Dois, sem o contrapor ao dos Doze, narrado no in\u00edcio do cap\u00edtulo anterior (Lc 9,1-6). A miss\u00e3o dos Setenta e Dois vem preparada e ligada \u00e0 dos Doze, \u00e0 confiss\u00e3o do mist\u00e9rio de Cristo, ao an\u00fancio da Sua Morte e Ressurrei\u00e7\u00e3o e \u00e0s exig\u00eancias do an\u00fancio do Reino, com estas palavras: \u201c depois disto, o Senhor designou outros setenta e dois disc\u00edpulos e enviou-os dois a dois, \u00e0 sua frente, a todas as cidades e lugares aonde Ele havia de ir\u201d (Lc 10,1). Notar as palavras \u201cdepois disto\u201d e \u201coutros\u201d, que n\u00e3o os Doze. As 2 miss\u00f5es n\u00e3o se apresentam em contraste, como alternativa uma \u00e0 outra, mas como complementares e subordinadas, pois ambas v\u00eam em aux\u00edlio e participam da \u00fanica miss\u00e3o de Cristo. Os que aderem a Cristo e Lhe prestam a \u2018obedi\u00eancia da f\u00e9\u2019, n\u00e3o devem reservar tudo s\u00f3 para si, no sil\u00eancio dos cora\u00e7\u00f5es, mas anunciar, em p\u00fablico, o que de bom e gratificante receberam, pois o bem \u00e9 por natureza ordenado a expandir-se, a comunicar-se, para que todos acreditem e sejam salvos. Nisto reside o significado e natureza do envio. Lucas n\u00e3o quer anular a Miss\u00e3o dos Doze, mas motivar e empenhar todos os disc\u00edpulos no an\u00fancio do Evangelho e na constru\u00e7\u00e3o do Reino. Comparando os textos da miss\u00e3o dos Doze com a dos Setenta e Dois verificam-se semelhan\u00e7as e ambos apresentam os intervenientes, os Doze e os Setenta e Dois, a colaborar na \u00fanica miss\u00e3o de Cristo, embora a t\u00edtulos diferentes, como a doutrina da Igreja e o Novo Testamento ensinam. A Miss\u00e3o dos Setenta e Dois \u00e9 a do verdadeiro disc\u00edpulo, preparada nas afirma\u00e7\u00f5es do contexto anterior, ao dizer que a multid\u00e3o procurava Jesus, que muitos, n\u00e3o s\u00f3 Pedro que O confessa, j\u00e1 de algum modo O anunciavam e se interrogavam acerca de Jesus o qual se referiu por 2 vezes ao mist\u00e9rio da Sua Morte e Ressurrei\u00e7\u00e3o, exigindo de todos sequela imediata e  ren\u00fancia  at\u00e9 ao sacrif\u00edcio da vida por amor do Reino de Deus.  \u201c Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro se se perde a si mesmo\u201d (Lc 9,25). Da Miss\u00e3o dos Setenta e Dois queremos colher agora algumas ideias, em ordem a, neste Dia Diocesano, motivar os Jovens ou outros para o Encontro com Cristo. 1.- A primeira \u00e9 a da Inclus\u00e3o. Ao convencer os Jovens, n\u00e3o queremos excluir ningu\u00e9m,  pois Deus, \u201cquere que todos se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade\u201d(1 Tim 2,4), \u201cn\u00e3o faz acep\u00e7\u00e3o de pessoas\u201d e \u201cquem O teme  e pratica a justi\u00e7a Lhe \u00e9 agrad\u00e1vel\u201d (Act,9,34-35). Deus mandou o Filho, que morreu por todos e veio \u2018por causa de n\u00f3s homens, para nossa salva\u00e7\u00e3o\u2019 e \u201cpara que todos tenham a vida e a tenham em abund\u00e2ncia\u201d. E o Esp\u00edrito \u00e9 dado a quem, quando e na medida que s\u00f3 Deus sabe. Se Cristo \u00e9 reconhecido e a verdade abra\u00e7ada, alegremo-nos, pois, como S. Tom\u00e1s, \u201ca verdade, seja por quem for dita prov\u00e9m do Esp\u00edrito Santo\u201d. Ningu\u00e9m tem o monop\u00f3lio da verdade, nem se deve julgar dono da miss\u00e3o de a comunicar aos homens. Por isso n\u00e3o ter a veleidade de querer dizer a Deus como \u00e9 que Ele deve salvar o mundo! Sobre isto, as leituras do domingo passado s\u00e3o eloquentes, pois, o Esp\u00edrito de Deus move a profetizar dentro e fora da tenda da reuni\u00e3o (Num 11,25-29) e Jesus pede para n\u00e3o impedir de fazer o bem e de curar as feridas dos necessitados (Mc 9,38-40). Alegremo-nos pelo bem abra\u00e7ado, independentemente da pessoa que o apregoa e segue, pois, o que importa \u00e9 que Deus seja glorificado e que \u2018Cristo seja evangelizado\u2019.   2. \u2013 Cristo precisa da Miss\u00e3o especial dos Doze, como miss\u00e3o especial, na Igreja e precisa tamb\u00e9m dos Setenta e Dois. Ele precisa de todos os disc\u00edpulos para completar a miss\u00e3o que O trouxe de junto do Pai at\u00e9 junto de n\u00f3s, para a salva\u00e7\u00e3o de todos. Mas a Obra \u00e9 de Deus, n\u00e3o \u00e9 nossa: \u201csomos s\u00f3 servos in\u00fateis\u201d a cumprir o nosso dever. Ora, at\u00e9 nos mais santos e comprometidos, h\u00e1 coisas que nada t\u00eam a ver com Deus e s\u00f3 demonstram mesquinhez de esp\u00edrito e profundo e desordenado amor pr\u00f3prio, como  os  sentimentos de exclus\u00e3o de Josu\u00e9, \u00edntimo e sucessor de Mois\u00e9s e os de Jo\u00e3o, o disc\u00edpulo amado do Senhor! Estar atentos a n\u00e3o nos deixarmos mover pela inveja, pelo ci\u00fame e pela disc\u00f3rdia, mas s\u00f3 pelo Esp\u00edrito Santo, oposto \u00e0 lei da carne e ao esp\u00edrito do mundo.  Manter a liberdade de esp\u00edrito, a magnanimidade e o esp\u00edrito de compreens\u00e3o, ajudando gratuitamente, estando dispostos a ajudar e a ser ajudados por quem quer que seja. 3. O mundo precisa de testemunhas e n\u00f3s somos a \u2018Carta Escrita\u2019, onde os outros devem ler e descobrir o Evangelho de Jesus. Para isso temos de ser transparentes, espelhos, e  agir com simplicidade e pureza de inten\u00e7\u00f5es, seja na ora\u00e7\u00e3o e ac\u00e7\u00e3o, seja na obedi\u00eancia e transmiss\u00e3o da f\u00e9 recebida. Com humildade, devemos evangelizar concordes, na comunh\u00e3o do Esp\u00edrito, sem presun\u00e7\u00e3o, sem vaidade, sem divis\u00f5es e rivalidades est\u00e9reis, sem esp\u00edrito de capelinha, que s\u00f3 contribui para desacreditar e inutilizar esfor\u00e7os. 4. N\u00e3o h\u00e1 verdadeiro an\u00fancio sem convers\u00e3o pessoal, sem purifica\u00e7\u00e3o da mente, do cora\u00e7\u00e3o e da vida. Da nova mentalidade a adquirir, fala Paulo: \u201cN\u00e3o vos conformeis a este mundo. Pelo contr\u00e1rio, deixai-vos transformar, adquirindo uma nova mentalidade, para poderdes discernir qual \u00e9 a vontade de Deus: o que \u00e9 bom e lhe \u00e9 agrad\u00e1vel, o que \u00e9 perfeito\u201d (Rm. 12,2). E diz ainda aos Romanos: \u201cQue o vosso amor seja sincero. Detestai o mal e apegai-vos ao bem. Sede afectuosos uns para com os outros no amor fraterno; adiantai-vos uns aos outros na estima m\u00fatua. N\u00e3o sejais pregui\u00e7osos na vossa dedica\u00e7\u00e3o; deixai-vos inflamar pelo Esp\u00edrito; entregai-vos ao servi\u00e7o do Senhor. Sede alegres na esperan\u00e7a, pacientes na tribula\u00e7\u00e3o, perseverantes na ora\u00e7\u00e3o\u201d (Rm,9-13). O an\u00fancio do Evangelho n\u00e3o tolera divis\u00e3o, esp\u00edrito de seita e o contra testemunho de ervas daninhas que brotam dos cora\u00e7\u00f5es e envenenam os ambientes: inveja, \u00f3dio, culto da pr\u00f3pria imagem, vingan\u00e7a, vangl\u00f3ria, cal\u00fania e a guerra ao pr\u00f3ximo, porque tudo isto nada ajuda, s\u00f3 desdiz da beleza, da bondade e da verdade do Evangelho, que n\u00e3o se compadece, com intrigas, divis\u00f5es e jogos de poder. O an\u00fancio de Cristo deve ser acompanhado da caridade crist\u00e3, de modo a suscitar entusiasmo e admira\u00e7\u00e3o, como na antiguidade, quando os pag\u00e3os diziam: \u201cvede como eles se amam\u201d. A Jornada Mundial da Juventude de 2007 ter\u00e1 como tema:\u201d amai-vos uns aos outros como Eu vos amei\u201d. Como disse o Senhor, esta \u00e9 a prova real da f\u00e9 e do an\u00fancio, \u201cnisto conhecer\u00e3o os homens que sois meus disc\u00edpulos como Eu vos amei\u201d.   S\u00f3 o amor edifica, s\u00f3 o amor prevalece, s\u00f3 o amor \u00e9 digno de cr\u00e9dito. 5. Na obra de Deus h\u00e1 lugar para todos e todos somos poucos para anunciar Jesus Cristo. O evangelho exorta a rezar pelo aumento da voca\u00e7\u00f5es \u201c porque a messe \u00e9 grande e os trabalhadores s\u00e3o poucos\u201d. Por isso, Jovens e menos jovens, pais e filhos, adultos e crian\u00e7as, doentes, fracos, fortes e com sa\u00fade, rezando e trabalhando, somos chamados \u00e0 obedi\u00eancia da f\u00e9 e ao seu an\u00fancio, pois Deus a todos chama para o an\u00fancio do evangelho do Seu Filho, do qual n\u00e3o nos devemos envergonhar.   A miss\u00e3o \u00e9 uma s\u00f3: \u00e9 a \u00fanica Miss\u00e3o de Cristo. Nela s\u00e3o chamados a colaborar os bispos, presb\u00edteros e di\u00e1conos, isto \u00e9, os ministros ordenados, em raz\u00e3o do Sacramento da Ordem que os liga a Cristo Cabe\u00e7a, com poder para O representar, Lhe emprestar  especial visibilidade e autoridade, na condu\u00e7\u00e3o do Seu Corpo que \u00e9 a Igreja; mas Cristo quer tamb\u00e9m ser ajudado, a t\u00edtulo diverso, em raz\u00e3o do Baptismo e Confirma\u00e7\u00e3o, pela multid\u00e3o dos fi\u00e9is leigos, que participam tamb\u00e9m do Seu sacerd\u00f3cio e minist\u00e9rio de propor a verdade, curar e conduzir os outros seres humanos a saborear e viver o mist\u00e9rio da vinda e presen\u00e7a do Reino. Cristo requisita a ajuda e colabora\u00e7\u00e3o de todos para trabalhar em benef\u00edcio de todos, na comunh\u00e3o do Seu Corpo que \u00e9 a Igreja. Os fi\u00e9is leigos s\u00e3o especialmente enviados a dar testemunho da verdade do Evangelho, na fam\u00edlia, como pais e filhos, no trabalho, na profiss\u00e3o, na vida p\u00fablica, social e pol\u00edtica, animando as realidades temporais e  falando com desassombro, sem medo, sem vergonha e sem constrangimentos. O an\u00fancio do Senhor leva sempre o sabor da experi\u00eancia e do encontro com Ele, deixa, a marca da transforma\u00e7\u00e3o, mexe connosco, purifica-nos a intelig\u00eancia, a vontade, os sentimentos, as emo\u00e7\u00f5es e os afectos. O an\u00fancio crist\u00e3o nasce do misterioso Encontro com o Ressuscitado, que nos transforma interiormente, e \u00e9 cont\u00ednua obra e experi\u00eancia de amor, pois tem origem no amor, caminha com ele  e a ele conduz. Na profiss\u00e3o de f\u00e9 e an\u00fancio, somos sustentados por uma multid\u00e3o de testemunhas, apoiados na f\u00e9 da Igreja, no testemunho recebido, na fam\u00edlia e na comunidade crist\u00e3. 6.- A Miss\u00e3o dos Setenta e Dois \u00e9 universal, um envio \u00e0s na\u00e7\u00f5es,  porque se destina \u00e0 salva\u00e7\u00e3o de todos. O texto de Lucas do Envio dos Setenta e Dois Disc\u00edpulos reflecte o de G\u00e9nesis 10, a globalidade do mundo, depois do Dil\u00favio, ou seja a Lista das Na\u00e7\u00f5es \u00e0s quais a b\u00ean\u00e7\u00e3o divina, concedida a No\u00e9 e aos descendentes, se estende. Segundo a reflex\u00e3o do Juda\u00edsmo, as na\u00e7\u00f5es, que entroncam em No\u00e9, s\u00e3o 70, segundo o texto hebraico, ou 72, no grego. Os n\u00fameros expressam o valor simb\u00f3lico de plenitude e de universalidade da b\u00ean\u00e7\u00e3o divina de que \u00e9 destinat\u00e1ria e usufrutu\u00e1ria toda a humanidade, descendente de No\u00e9, sem excluir nenhuma na\u00e7\u00e3o e nenhuma pessoa. O desejo de que todos profetizem, indica j\u00e1 a  salva\u00e7\u00e3o e a miss\u00e3o como acess\u00edveis. Mois\u00e9s institui Setenta Anci\u00e3os (Num.11,25-29) e Cristo pede a ajuda n\u00e3o s\u00f3 dos Doze, n\u00famero simb\u00f3lico que evoca as doze tribos e designa os detentores do minist\u00e9rio ordenado, inconfund\u00edvel e pr\u00f3prio, mas tamb\u00e9m dos Setenta e Dois (ou 70, segundo alguns manuscritos), n\u00famero simb\u00f3lico, que mostra a multid\u00e3o dos disc\u00edpulos, que Ele \u201cenviou \u00e0 Sua frente, dois a dois, a todas as cidades e lugares aonde Ele havia de ir\u201d (Lc 10,1). Neste n\u00famero, est\u00e3o todos aqueles e aquelas que operam na linha da frente, que v\u00e3o \u00e0 frente de Jesus na pre-evangeliza\u00e7\u00e3o do meio ambiente, onde Cristo e o Seu Reino devem depois assentar arraiais. Como n\u00e3o ver aqui as irm\u00e3s e irm\u00e3os, baptizados, disc\u00edpulos e seguidores do Senhor, ministros do primeiro an\u00fancio, a catequizar e evangelizar a fam\u00edlia e a animar a vida p\u00fablica e as realidades temporais?    7.- Apresentando-se como enamorados de Cristo, ardorosos, fortes, detentores da palavra e vencedores do maligno, os Jovens testemunham, por toda a parte, a obedi\u00eancia da f\u00e9, a transforma\u00e7\u00e3o e a experi\u00eancia do Encontro com Cristo, que conta com eles e precisa deles, em ordem \u00e0 evangeliza\u00e7\u00e3o e transforma\u00e7\u00e3o do mundo. Falar de Encontro com Cristo \u00e9 falar de comunh\u00e3o de vida emp\u00e1tica com Algu\u00e9m que nos torna felizes, nos salva e \u00e9 sempre maior do que n\u00f3s. Foi um encontro do g\u00e9nero que transformou as vidas dos ap\u00f3stolos e das testemunhas oculares, que conviveram com o Jesus terreno e aos quais Ele apareceu, uma vez ressuscitado dos mortos. \u00c9 claro que a experi\u00eancia das testemunhas oculares \u00e9 \u00fanica e irrepet\u00edvel: elas ouviram,  tocaram as m\u00e3os do Verbo da Vida e viram o seu Rosto, como diz S. Jo\u00e3o (1Jo 1,1-4). N\u00f3s, disc\u00edpulos do Senhor, que  n\u00e3o O vimos, com os olhos da carne, mas nos apoiamos no testemunho de f\u00e9 da  Igreja acerca do Filho de Deus encarnado, morto e ressuscitado ao qual concedemos a obedi\u00eancia da f\u00e9 e Lhe damos abrigo no interior dos cora\u00e7\u00f5es, experimentamos tamb\u00e9m o ardor que o Esp\u00edrito produz, colhemos a alegria da presen\u00e7a misteriosa do Ressuscitado que nos impele a falar d\u2019Ele com entusiasmo e desassombro, sem medo e sem constrangimentos, para que todos O reconhe\u00e7am e amem.  S. Jo\u00e3o exorta os seus destinat\u00e1rios \u00e0 experi\u00eancia do encontro e \u00e0 obedi\u00eancia da f\u00e9: \u201cEu vo-lo escrevo, filhinhos: os vossos pecados est\u00e3o-vos perdoados pelo nome de Jesus. Eu vo-lo escrevo, pais: v\u00f3s conheceis aquele que existe desde o princ\u00edpio. Eu vo-lo escrevo, jovens: v\u00f3s vencestes o maligno. Eu vo-lo escrevi, filhinhos:  v\u00f3s conhecestes o Pai. Eu vo-lo escrevi, pais: v\u00f3s conhecestes aquele que existe desde o princ\u00edpio. Eu vo-lo escrevi, jovens: v\u00f3s sois fortes, a palavra de Deus permanece em v\u00f3s e v\u00f3s vencestes o maligno\u201d ( 1 Jo 2, 12-14 ). S. Pedro, no final da Primeira Carta, pede aos Jovens submiss\u00e3o, humildade, abertura a Deus, sobriedade e vigil\u00e2ncia nos perigos, cientes de que, depois de leve e breve prova: \u201c o Deus que \u00e9 todo gra\u00e7a e vos chamou, em Jesus Cristo, \u00e0 sua eterna gl\u00f3ria, h\u00e1-de restabelecer-vos e consolidar-vos, tornando-vos firmes e fortes\u201d (1 Pe 5,10 ).  Este \u00e9 tamb\u00e9m o meu sincero desejo e a minha esperan\u00e7a a vosso respeito, meus caros Jovens e demais crist\u00e3os, aqui presentes, neste nosso Dia Diocesano. Durante este  Ano Pastoral que hoje iniciamos, a todos vai ser pedida coer\u00eancia, coragem e ardor, para transmitir aos outros com desassombro, sem vergonha e sem complexos, a f\u00e9 recebida. Estou certo que ides responder com generosidade e empenho, porque, como diz Job,  na leitura (Job 20,25-29), o nosso libertador e redentor vai vingar a nossa sorte, pondo cobro \u00e0s nossas mis\u00e9rias e limita\u00e7\u00f5es. Ele vai modificar-nos e repor a justi\u00e7a, vai resgatar-nos do p\u00f3 da morte para onde resvalamos, como grita Job, na sua ang\u00fastia. V\u00f3s bem sabeis quem \u00e9 o Libertador. O Libertador \u00e9 Jesus Ressuscitado que d\u00e1 guarida e asas \u00e0 nossa esperan\u00e7a, pois cremos e sabemos que Ele vive verdadeiramente, que veio para dar a vida e, como \u00e9 Seu desejo, acabar\u00e1 por vivificar e ressuscitar o nosso corpo corrupt\u00edvel  para o tornar semelhante e conforme \u00e0 imagem do Seu Corpo glorioso. Certos da presen\u00e7a do Ressuscitado, no meio de n\u00f3s, e da efic\u00e1cia dos Seus dons de paz e de alegria e da Sua Vinda gloriosa, como Juiz, rezemos, cheios de f\u00e9, de amor e de esperan\u00e7a: &#8211; &#8211;  Maranath\u00e1!. Vem Senhor. Vem depressa. Vem ao nosso encontro! \u00c9vora, Dia Diocesano, 5 de Outubro de 2006 <\/i>D. Am\u00e2ndio  Jos\u00e9  Tom\u00e1s<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pediu D. Am\u00e2ndio Tom\u00e1s na Missa de Abertura do Ano Pastoral da diocese de \u00c9vora.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[154,175,206,256,261],"class_list":["post-20563","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-crianca","tag-diocese-de-evora","tag-familia","tag-meio-ambiente","tag-missoes"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20563","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20563"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20563\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20563"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20563"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20563"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}