{"id":20541,"date":"2006-10-07T17:18:53","date_gmt":"2006-10-07T17:18:53","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/10\/07\/porto-pode-integrar-igrejas-nos-roteiros-turisticos\/"},"modified":"2006-10-07T17:18:53","modified_gmt":"2006-10-07T17:18:53","slug":"porto-pode-integrar-igrejas-nos-roteiros-turisticos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/porto-pode-integrar-igrejas-nos-roteiros-turisticos\/","title":{"rendered":"Porto pode integrar igrejas nos roteiros tur\u00edsticos"},"content":{"rendered":"<p>A Diocese do Porto, com mais de mil igrejas em 477 par\u00f3quias, admite a inclus\u00e3o do seu patrim\u00f3nio de arte sacra nos roteiros de turismo cultural. Em declara\u00e7\u00f5es \u00e0 Ag\u00eancia Lusa, o Pe. Manuel Amorim, respons\u00e1vel pelo Patrim\u00f3nio Cultural da Diocese do Porto sustenta que \u201ca melhor ap\u00f3lice de seguro para o patrim\u00f3nio \u00e9 o reconhecimento do seu valor por parte da generalidade da popula\u00e7\u00e3o\u201d. A diocese do Porto est\u00e1 a fazer o invent\u00e1rio patrimonial das mais de mil igrejas existentes nos seus 26 concelhos, correspondentes \u00e0s suas 477 par\u00f3quias. A primeira fase do projecto tem um prazo de execu\u00e7\u00e3o previsto de 18 meses e abrange, al\u00e9m do Porto, mais cinco concelhos, tr\u00eas a Norte da diocese (Maia, Felgueiras e Bai\u00e3o) e dois a Sul (Castelo de Paiva e Oliveira de Azem\u00e9is). \u201cCome\u00e7\u00e1mos a partir do interior, porque est\u00e1 mais desertificado, portanto em maior risco de abandono, progredindo progressivamente no sentido da costa\u201d &#8211; disse o padre Manuel Amorim. O presb\u00edtero est\u00e1 convencido de que h\u00e1 que apostar em estruturas de exibi\u00e7\u00e3o p\u00fablica dos tesouros de arte sacra, que em muitos casos excedem a capacidade de exposi\u00e7\u00e3o das igrejas, particularmente as pertencentes a Ordens. \u201cPodemos guardar os tesouros num cofre e eles ficam bem protegidos durante d\u00e9cadas ou s\u00e9culos, mas, se o fizermos, estamos a retir\u00e1-lo da mem\u00f3ria do povo e isso \u00e9 a mesma coisa que se ele n\u00e3o existisse\u201d &#8211; afirmou. Outro argumento em apoio da necessidade de criar estruturas para exibir os bens culturais da Igreja sustenta que \u201co contacto com os bens culturais educa a sensibilidade do povo, enriquece-o e leva-o a ter mais cuidado n\u00e3o s\u00f3 com os bens culturais, mas tamb\u00e9m com o ambiente que o rodeia\u201d. O Pe. Manuel Amorim frisou que, para efeitos de integra\u00e7\u00e3o num circuito tur\u00edstico \u00abde nada serve ter uma igreja muito bonita se ela estiver rodeada de pr\u00e9dios feios, produto de uma urbaniza\u00e7\u00e3o desordenada, com lixo nas valetas\u201d. O respons\u00e1vel referiu que se est\u00e1 a procurar, com recurso a fundos europeus, criar v\u00e1rias rotas tur\u00edsticas, a exemplo da Rota do Rom\u00e2nico do Vale de Sousa, iniciada em 2003, que abrange 15 igrejas, um mosteiro, duas pontes e uma torre nos concelhos de Penafiel, Paredes, Pa\u00e7os de Ferreira, Lousada e Felgueiras. \u201cS\u00e3o projectos muito interessantes, mas \u00e9 preciso que o povo da regi\u00e3o seja tamb\u00e9m implicado, porque n\u00e3o basta as lindas igrejinhas rom\u00e2nicas, n\u00e3o basta o rico esp\u00f3lio que elas cont\u00eam, o ambiente \u00e9 um factor decisivo\u201d &#8211; disse. Quanto aos riscos inerentes \u00e0 exibi\u00e7\u00e3o, nomeadamente a possibilidade de roubo, o sacerdote considera que \u201cessa n\u00e3o \u00e9 a maior amea\u00e7a que impende sobre os bens patrimoniais da Igreja, mas sim o abandono e as interven\u00e7\u00f5es descuidadas\u00bb. \u00abSe formos a ver \u2014 e temos experi\u00eancia disso porque estamos a fazer o invent\u00e1rio do patrim\u00f3nio \u2014 verificaremos que a maior parte do que desapareceu se deve ao abandono e \u00e0s interven\u00e7\u00f5es desastradas, muitas vezes devido \u00e0 ignor\u00e2ncia, que levaram os bens \u00e0 ru\u00edna\u201d.  Considerou tamb\u00e9m que a sensibiliza\u00e7\u00e3o das popula\u00e7\u00f5es para o patrim\u00f3nio levar\u00e1 necessariamente a que elas adoptem uma atitude muito mais positiva ante a vida e a pr\u00f3pria sociedade. Sobre o esp\u00f3lio existente no Porto, o respons\u00e1vel disse tratar-se de uma cidade rica em arte sacra \u00e0 espera de ser descoberta pelos portuenses. \u00abDeve ser integrada em circuitos do turismo cultural, em programas que incluem, n\u00e3o s\u00f3 os monumentos, mas tamb\u00e9m a gastronomia e espect\u00e1culos adequados\u00bb, frisou. O padre Manuel Amorim afirmou que, em arte sacra, \u00abh\u00e1 um pouco de tudo no Porto\u00bb. \u00abDesde o rom\u00e2nico at\u00e9 \u00e0 arte nova e algum g\u00f3tico h\u00e1 de tudo um pouco, mas a express\u00e3o mais marcante da arte sacra da cidade \u00e9 sem d\u00favida o barroco, que chega a ser espectacular, quer nas suas talhas douradas, quer nos ret\u00e1bulos magn\u00edficos\u00bb, disse. <i>Ag\u00eancia ECCLESIA\/Di\u00e1rio do Minho<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Diocese do Porto, com mais de mil igrejas em 477 par\u00f3quias, admite a inclus\u00e3o do seu patrim\u00f3nio de arte sacra nos roteiros de turismo cultural. Em declara\u00e7\u00f5es \u00e0 Ag\u00eancia Lusa, o Pe. 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