{"id":20484,"date":"2006-10-03T17:14:07","date_gmt":"2006-10-03T17:14:07","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/10\/03\/osservatore-romano-assinala-145-anos-ao-servico-do-papa\/"},"modified":"2006-10-03T17:14:07","modified_gmt":"2006-10-03T17:14:07","slug":"osservatore-romano-assinala-145-anos-ao-servico-do-papa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/osservatore-romano-assinala-145-anos-ao-servico-do-papa\/","title":{"rendered":"Osservatore Romano assinala 145 anos ao servi\u00e7o do Papa"},"content":{"rendered":"<p>O jornal Osservatore Romano completou 145 anos ao servi\u00e7o do Papa e do Vaticano, data que \u00e9 assinalada com uma exposi\u00e7\u00e3o intitulada &#8220;L&#8217;Osservatore Romano: de Roma para o mundo&#8221;. S\u00e3o v\u00e1rias d\u00e9cadas de hist\u00f3ria vistas \u201catrav\u00e9s das p\u00e1ginas do jornal do Papa\u201d, como refere a organiza\u00e7\u00e3o da iniciativa, a cargo da Prov\u00edncia de Roma. Na apresenta\u00e7\u00e3o da exposi\u00e7\u00e3o, o Cardeal Jean-Louis Tauran, antigo Secret\u00e1rio do Vaticano para as rela\u00e7\u00f5es com os Estados, comentou a import\u00e2ncia desta publica\u00e7\u00e3o, dizendo que &#8220;L&#8217;Osservatore Romano \u00e9 fundamental&#8221; para a diplomacia pontif\u00edcia, lembrando que \u201cos grandes apelos dos Papas, emblem\u00e1ticos para a comunidade internacional, fizeram do jornal um instrumento de paz&#8221;. Ao longo de tr\u00eas semanas, de 25 de Outubro a 10 de Novembro, ser\u00e1 poss\u00edvel observar o caminho feito pelo jornal e as not\u00edcias que marcaram a hist\u00f3ria dos nossos dias. Esta \u00e9 a primeira mostra inteiramente dedicada ao jornal do Vaticano. O director-geral de L&#8217;Osservatore Romano, Pe. Elio Torrigiani, referiu que &#8220;L&#8217;Osservatore nunca deixou de ser Romano, ou seja, do Papa enquanto bispo de Roma. Teve um olhar universal, mas tamb\u00e9m um olhar atento \u00e0 cidade, e fotografou a sua voca\u00e7\u00e3o universal&#8221;.  <b>Hist\u00f3ria<\/b> O primeiro n\u00famero de L&#8217;Osservatore Romano foi publicado na Urbe no dia 1 de Julho de 1861, a poucos meses da proclama\u00e7\u00e3o do Reino da It\u00e1lia (17 de Mar\u00e7o de 1861). O objectivo da publica\u00e7\u00e3o era claramente apolog\u00e9tico, em defesa do Estado Pontif\u00edcio, e dos seus intentos pol\u00e9mico-propagandistas. O jornal retomava o nome de uma precedente folha privada (5 de Setembro de 1849 &#8211; 2 de Setembro de 1852), dirigida pelo  Abade  Francesco  Batteli  e  financiada por um grupo cat\u00f3lico legitimista franc\u00eas.  O nascimento de L&#8217;Osservatore Romano est\u00e1 estritamente correlacionado com a derrota b\u00e9lica, sofrida pelas tropas pontif\u00edcias em Castelfidardo (8 de Setembro de 1860). Depois deste evento, com efeito, enquanto o poder temporal do Pont\u00edfice era fortemente redimensionado em termos de extens\u00e3o territorial e em toda a Europa n\u00e3o parecia haver uma pot\u00eancia disposta a defend\u00ea-lo, um grande n\u00famero de intelectuais cat\u00f3licos come\u00e7ou a chegar a Roma com o firme desejo de se colocar ao servi\u00e7o de Pio IX.  Entre as autoridades pontif\u00edcias, decididas a restabelecer o status quo ante, come\u00e7ou a difundir-se a ideia de uma publica\u00e7\u00e3o quotidiana de car\u00e1cter privado, que se fizesse v\u00edndice do Estado Pontif\u00edcio e dos princ\u00edpios de que este era portador.  J\u00e1 desde o dia 20 de Julho de 1860 o Substituto Ministro do Interior, Marcantonio Pacelli, queria p\u00f4r ao lado do boletim oficial o Giornale di Roma, uma publica\u00e7\u00e3o pol\u00e9mica e batalhadora de natureza oficiosa, com o nome L&#8217;Amico della Verit\u00e0. A elabora\u00e7\u00e3o do projecto requereu tempo e \u00e9 prov\u00e1vel que tenha chegado ao conhecimento do Marqu\u00eas Augusto Baviera, j\u00e1 conhecido publicit\u00e1rio, concidad\u00e3o de Pio IX, que em pleno per\u00edodo estivo (19 de Agosto) tinha pedido licen\u00e7a para publicar um peri\u00f3dico bissemanal mais de cultura do que de pol\u00edtica, o qual deveria assumir o antigo nome de L&#8217;Osservatore dirigido por Battelli.  Nos primeiros meses de 1861, um famoso polemista de Forli, Nicola Zanchini, pediu ajuda ao Governo pontif\u00edcio. A este e a outro exilado, o vivac\u00edssimo jornalista Giuseppe Bastia que viera de Bolonha, foi concedida a direc\u00e7\u00e3o do jornal projectado por Pacelli. Era o dia 22 de Junho de 1861 quando o Minist\u00e9rio do Interior Pontif\u00edcio, competente em mat\u00e9ria de jornalismo, recebeu um manuscrito assinado pelos suplicantes Zanchini e Bastia, que pediam a permiss\u00e3o de publica\u00e7\u00e3o. Dois dias depois da proposta, j\u00e1 estava a ser discutido no Conselho dos Ministros. Por fim, no dia 26, na Audi\u00eancia Pontif\u00edcia, Pio IX concedia o assentimento ao &#8220;Regulamento&#8221; de L&#8217;Osservatore.  Eis alguns dos seus artigos:  Art. 1: O jornal concedido aos Senhores Advogados Nicola Zanchini e Giuseppe Bastia ter\u00e1 o t\u00edtulo L&#8217;Osservatore Romano e ser\u00e1 publicado com n\u00fameros progressivos, a fim de formar os seus volumes. A sua publica\u00e7\u00e3o ter\u00e1 lugar nos dias e horas estabelecidos no relativo Manifesto de associa\u00e7\u00e3o, no qual ser\u00e3o tamb\u00e9m especificados o formato do papel, a qualidade dos caracteres, o pre\u00e7o e as outras condi\u00e7\u00f5es da mencionada associa\u00e7\u00e3o.  Art. 2: A finalidade desse jornal \u00e9: 1 &#8211; desmascarar e rebater as cal\u00fanias que se escalonam contra Roma e contra o Pontificado Romano; 2 &#8211; fazer conhecido tudo o que de mais not\u00e1vel acontece na jornada de Roma e no estrangeiro; 3 &#8211; recordar os princ\u00edpios inconcussos da Religi\u00e3o cat\u00f3lica, e os da justi\u00e7a e do direito, como bases inabal\u00e1veis de todo o ordenado viver social; 4 &#8211; esclarecer os direitos que se t\u00eam para com a p\u00e1tria;  5 &#8211; estimular e promover a venera\u00e7\u00e3o ao Augusto Soberano e Pont\u00edfice;  6 &#8211; recolher e ilustrar quanto por artes, letras e ci\u00eancias mere\u00e7a ser assinalado ao p\u00fablico, e especialmente as inven\u00e7\u00f5es e aplica\u00e7\u00f5es relativas, que s\u00e3o realizadas nos Estados Pontif\u00edcios. Eis como se apresentava ao leitor o primeiro n\u00famero do jornal. No cabe\u00e7alho aparecia a escrita &#8220;L&#8217;Osservatore Romano giornale politico morale&#8221;, custo de um n\u00famero 5 baj. Depois eram explicados os &#8220;pactos da associa\u00e7\u00e3o&#8221; para quem quisesse ter uma assinatura do mesmo.  Um pouco mais abaixo eram mencionados o &#8220;Aviso&#8221; aos potenciais associados e o artigo de fundo, sob o t\u00edtulo &#8220;L&#8217;Osservatore Romano aos seus leitores&#8221;, que era uma dura requisit\u00f3ria contra a pol\u00edtica de Cavour, falecido recentemente.  Os primeiros n\u00fameros eram compostos de quatro p\u00e1ginas, nas quais estavam presentes todos os argumentos pol\u00e9micos que haveriam de caracterizar a &#8220;linha editorial&#8221; durante muito tempo.  No final de 1861, desaparecido o subt\u00edtulo &#8220;giornale politico morale&#8221;, apareceram debaixo do cabe\u00e7alho as palavras unicuique suum e non praevalebunt , presentes at\u00e9 hoje.  No in\u00edcio, L&#8217;Osservatore Romano n\u00e3o teve nem sequer uma sede:  os primeiros redactores como Bayard de Volo, Anton Maria Bonetti, Ugo Flandoli, Padre Nazareno Ignazi, Costantino Pucci, Paolo Pultrini, Telesforo Sarti encontravam-se na tipografia dos Salviucci, na P.zza de&#8217; SS. Apostoli, n. 56, onde se imprimia o jornal. S\u00f3 a partir de 1862 a redac\u00e7\u00e3o se estabeleceu no pal\u00e1cio Petri, na Pra\u00e7a dos &#8220;Crociferi&#8221;, onde imediatamente depois seria instalada a pr\u00f3pria tipografia. O primeiro n\u00famero foi ali impresso no dia 31 de Mar\u00e7o, data em que se acrescentou ao cabe\u00e7alho a inscri\u00e7\u00e3o Giornale quotidiano.  A 30 de Junho de 1865 os dois advogados Zanchini e Bastia cederam a propriedade, com decorr\u00eancia a partir do in\u00edcio do ano sucessivo, ao Marqu\u00eas da Baviera. Nos primeiros meses de direc\u00e7\u00e3o, este foi coadjuvado pelo bolonh\u00eas Giovan Battista Casoni que, em 1890, se tornaria \u00fanico director. O jornal apresentou-se imediatamente com um programa de vanguarda e com um esp\u00edrito de independ\u00eancia, e empenhou-se em \u00e1speras pol\u00e9micas com outras publica\u00e7\u00f5es italianas e estrangeiras, defendendo a Igreja e os princ\u00edpios do direito humano.  No primeiro dec\u00e9nio de vida L&#8217;Osservatore Romano dedicou muito espa\u00e7o aos argumentos de pol\u00edtica internacional, incluindo a &#8220;Quest\u00e3o romana&#8221;. Quase nunca se discutiam problemas puramente pol\u00edticos; antes, eram consideradas a justi\u00e7a ou a injusti\u00e7a dos actos p\u00fablicos e as suas consequ\u00eancias para a religi\u00e3o cat\u00f3lica e para a moral da sociedade. Tamb\u00e9m as tem\u00e1ticas de car\u00e1cter religioso, eclesi\u00e1stico e econ\u00f3mico-social encontravam espa\u00e7o na primeira p\u00e1gina. Deste modo, logo no in\u00edcio o jornal qualificou-se como &#8220;espelho leal e bastante completo n\u00e3o s\u00f3 das opini\u00f5es e dos desejos da maioria dos cat\u00f3licos romanos, mas tamb\u00e9m daqueles &#8211; pelo menos nas suas formas exteriores e p\u00fablicas &#8211; do pr\u00f3prio Governo do Papa&#8221;.  Com a &#8220;Breccia di Porta Pia&#8221; (20 de Setembro de 1870), L&#8217;Osservatore Romano de \u00f3rg\u00e3o &#8220;semi-oficial&#8221; do Estado Pontif\u00edcio tornou-se um jornal de oposi\u00e7\u00e3o, no interno do jovem e ampliado Reino da It\u00e1lia. Ap\u00f3s cerca de um m\u00eas de suspens\u00e3o, o jornal retomou as publica\u00e7\u00f5es no dia 17 de Outubro. Naquela ocasi\u00e3o publicou na primeira p\u00e1gina uma declara\u00e7\u00e3o de obedi\u00eancia ao Papa e de total dedica\u00e7\u00e3o \u00e0s suas directrizes, reafirmando que ele permaneceria fiel &#8220;\u00e0quele imut\u00e1vel princ\u00edpio de religi\u00e3o e de moral, do qual reconhece como \u00fanico deposit\u00e1rio e v\u00edndice o Vig\u00e1rio de Jesus Cristo na terra&#8221;.  No clima particularmente candente daqueles anos, o jornal foi v\u00e1rias vezes sequestrado. Mas nada impediu aos redactores de retomar a sua batalha de f\u00e9 e de ideias. Antes, imediatamente L&#8217;Osservatore Romano come\u00e7ou a substituir-se ao Giornale di Roma, o \u00f3rg\u00e3o oficial do Estado Pontif\u00edcio, na comunica\u00e7\u00e3o de not\u00edcias oficiais a respeito da Igreja. Isto aconteceu de maneira mais evidente sob o Pontificado de Le\u00e3o XIII, que adquiriu a propriedade do jornal e, a partir de 1885, o tornou o \u00f3rg\u00e3o de informa\u00e7\u00e3o da Santa S\u00e9.  Fiel \u00e0s suas origens, nestes 146 anos de vida, L&#8217;Osservatore Romano tem continuado a sua obra ao servi\u00e7o da Verdade. Com paix\u00e3o e sem temor de se fazer voz fora do coro, tem documentado a hist\u00f3ria de povos e na\u00e7\u00f5es. E sobretudo continuou o seu servi\u00e7o privilegiado para a difus\u00e3o do Magist\u00e9rio do Sucessor de Pedro. Por ocasi\u00e3o do centen\u00e1rio de funda\u00e7\u00e3o do jornal, Jo\u00e3o XXIII escreveu:  &#8220;Os cem anos transcorridos tornaram este jornal n\u00e3o s\u00f3 testemunha, mas tamb\u00e9m art\u00edfice da hist\u00f3ria:  porque, estritamente ligado, pela sua proximidade do lugar, \u00e0 S\u00e9 Apost\u00f3lica e seguindo diligentemente o seu magist\u00e9rio, tem continuamente oferecido, na promo\u00e7\u00e3o do Reino de Cristo sobre a terra, aquilo que goza de grande estima junto dos fi\u00e9is cat\u00f3licos e de todos os homens honestos:  tem afirmado a verdade, defendido a justi\u00e7a, promovido a causa da verdadeira liberdade, tutelado a honestidade e a honra da condi\u00e7\u00e3o e dignidade humana. Nos tempos tanto tranquilos como tempestuosos, entre as mud\u00e1veis vicissitudes dos acontecimentos, ele tem sempre mantido a mesma const\u00e2ncia, a mesma modera\u00e7\u00e3o e equidade, o mesmo sentimento de piedade para com o g\u00e9nero humano, alimentado pela caridade crist\u00e3, pois fundava o seu modo de pensar e de agir n\u00e3o nas paix\u00f5es dos m\u00edseros mortais, mas na verdade e justi\u00e7a divina. Desse modo, tornava-se exemplo excelso de qualquer publica\u00e7\u00e3o an\u00e1loga. Uma vez que desprezar a religi\u00e3o, deturpar a verdade com interpreta\u00e7\u00f5es falsas, ridicularizar a virtude, exaltar os v\u00edcios e delitos, \u00e9 suma vergonha, que se torna ainda mais nefasta, quando em nome da liberdade se p\u00f5e em pr\u00e1tica a permiss\u00e3o desenfreada e se prepara assim a ru\u00edna da sociedade humana&#8221;. E trinta anos depois, por ocasi\u00e3o da introdu\u00e7\u00e3o das novas tecnologias inform\u00e1ticas na produ\u00e7\u00e3o do jornal, Jo\u00e3o Paulo II dirigiu ao Director Respons\u00e1vel a seguinte Carta:   Hoje, 1\u00b0 de Julho de 1991, em coincid\u00eancia com o 130\u00b0 anivers\u00e1rio de funda\u00e7\u00e3o, &#8220;L&#8217;Osservatore Romano&#8221; abre um novo cap\u00edtulo da sua hist\u00f3ria, iniciando a utiliza\u00e7\u00e3o das tecnologias de fotocomposi\u00e7\u00e3o. A nova fase consente esperar frutos ainda melhores no servi\u00e7o que esse Jornal presta de modo autorizado, no sulco do Magist\u00e9rio Pontif\u00edcio, \u00e0 comunh\u00e3o eclesial e \u00e0 moderna comunica\u00e7\u00e3o social. De bom grado invoco a assist\u00eancia divina sobre redactores, colaboradores e leitores, chamados, com dons diversos, a tornar presente no mundo, mediante as novas t\u00e9cnicas editoriais, a Palavra de Deus e o ensinamento da Igreja. \u00e9 um servi\u00e7o \u00e0 humanidade inteira, desejosa de encontrar &#8220;canais de esperan\u00e7a&#8221;, dos quais se possam haurir confian\u00e7a e coragem evang\u00e9licas. Ao desejar que o trabalho quotidiano, inspirado pela f\u00e9 e confortado pelo amor, amplie os espa\u00e7os da compreens\u00e3o e da solidariedade entre os homens e os povos, reflectindo constantemente aquela &#8220;luz das na\u00e7\u00f5es&#8221;, Cristo, que resplandece no rosto da Igreja universal e das Igrejas locais, concedo a todos de cora\u00e7\u00e3o, com estima e afecto, a minha B\u00ean\u00e7\u00e3o&#8221;.   <i>Edi\u00e7\u00e3o em l\u00edngua portuguesa<\/i> Um ano depois do surgimento da edi\u00e7\u00e3o em espanhol, em 1970, era publicada a edi\u00e7\u00e3o em l\u00edngua portuguesa, destinada a difundir-se em Portugal e nos diversos Pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina e da \u00c1frica onde esta l\u00edngua \u00e9 falada, isto \u00e9, no Brasil, em Angola, em Mo\u00e7ambique, na Guin\u00e9-Bissau, e tamb\u00e9m em Macau. Em 26 anos de hist\u00f3ria da edi\u00e7\u00e3o, recorda-se de modo particular o n\u00famero especial de 1980, por ocasi\u00e3o da primeira peregrina\u00e7\u00e3o do Santo Padre ao Brasil, a qual foi difundida com 200.000 exemplares.  Fonte:www.vatican.va<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O jornal Osservatore Romano completou 145 anos ao servi\u00e7o do Papa e do Vaticano, data que \u00e9 assinalada com uma exposi\u00e7\u00e3o intitulada &#8220;L&#8217;Osservatore Romano: de Roma para o mundo&#8221;. S\u00e3o v\u00e1rias d\u00e9cadas de hist\u00f3ria vistas \u201catrav\u00e9s das p\u00e1ginas do jornal do Papa\u201d, como refere a organiza\u00e7\u00e3o da iniciativa, a cargo da Prov\u00edncia de Roma. 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