{"id":20456,"date":"2006-10-03T10:25:06","date_gmt":"2006-10-03T10:25:06","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/10\/03\/o-meu-jugo-e-suave-mt-11-30\/"},"modified":"2006-10-03T10:25:06","modified_gmt":"2006-10-03T10:25:06","slug":"o-meu-jugo-e-suave-mt-11-30","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/o-meu-jugo-e-suave-mt-11-30\/","title":{"rendered":"\u00abO meu jugo \u00e9 suave&#8230;\u00bb (Mt 11, 30)"},"content":{"rendered":"<p>Inten\u00e7\u00e3o Geral do Santo Padre para o m\u00eas de Outubro <!--more--> 1.\t\u00abPedir o baptismo\u00bb. Aos pais crentes, a Igreja reconhece o direito de baptizar os filhos \u2013 e afirma mesmo a obriga\u00e7\u00e3o de procurarem que assim aconte\u00e7a; ao adulto n\u00e3o baptizado, a Igreja reconhece o direito ao baptismo, desde que cumpra certas condi\u00e7\u00f5es; tal direito, por\u00e9m, exerce-se sob a forma de \u00abpedido\u00bb: os pais pedem \u00e0 Igreja que, pelo baptismo, acolha o seu filho no seio do povo dos redimidos por Cristo; o adulto pede \u00e0 Igreja que, pelo baptismo, o acolha no seu seio; por seu lado, a Igreja n\u00e3o administra a seu bel-prazer o sacramento, pois este n\u00e3o lhe pertence, \u00e9 dom de Deus, concedido por interm\u00e9dio de seu Filho, Jesus, sob a ac\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito Santo \u2013 ou seja, o sacramento \u00e9 dom de Deus-Trindade. Colocada a quest\u00e3o neste plano, compreende-se melhor a liberalidade da Igreja na hora de acolher mais um filho de Deus pelo baptismo \u2013 pois responde ao desejo de Deus de que \u00abtodos se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade\u00bb (1 Tm 2, 4). Compreende-se tamb\u00e9m a sua exig\u00eancia relativamente aos pais e padrinhos, pois estes assumem compromissos graves face a Deus, \u00e0 Igreja e ao baptizando. E \u00e9 de esperar que, da parte de quem pede o baptismo, haja um particular cuidado em procurar acolher este dom de Deus com a dignidade que o mesmo merece.  2.\tCrescer no baptismo. \u00c9 doutrina de f\u00e9 que o baptismo \u00abimprime car\u00e1cter\u00bb \u2013 e, portanto, uma vez baptizado, baptizado para sempre (mesmo se j\u00e1 vai aparecendo quem queira exigir da Igreja um documento de \u00abdesbaptiza\u00e7\u00e3o\u00bb). No entanto, o baptismo n\u00e3o tem nada de m\u00e1gico (deixemos de lado as supersti\u00e7\u00f5es associadas ao mesmo). Creio que a dimens\u00e3o definitiva do baptismo se pode entender deste modo: como se trata de um dom absolutamente gratuito de Deus-Triundade, e como Deus n\u00e3o Se contradiz, nem desdiz, nem desiste da sua obra, da parte de Deus, o baptismo realiza plenamente aquilo que lhe \u00e9 pr\u00f3prio. Quem o recebe, por\u00e9m, seja crian\u00e7a, jovem ou adulto, recebe-o como semente e est\u00e1 chamado a criar condi\u00e7\u00f5es, ao longo da vida, para que ele possa dar frutos de vida crist\u00e3 em plenitude. N\u00e3o se trata, entenda-se, de \u00abfaz\u00ea-lo\u00bb dar frutos \u2013 pois isso cabe a Deus, de modos que s\u00f3 Ele conhece; trata-se de criar condi\u00e7\u00f5es pessoais para Deus agir, pela gra\u00e7a do sacramento, dando vida crist\u00e3 em abund\u00e2ncia. Criar tais condi\u00e7\u00f5es implica crescer na vida de f\u00e9, procurando os meios mais adequados para conhecer melhor Jesus Cristo e, conhecendo-O, am\u00e1-Lo sempre mais, pois s\u00f3 Ele tem \u00abpalavras de vida eterna\u00bb e \u00e9 \u00abo Santo de Deus\u00bb (Jo\u00e3o 6, 68.69). Assim se compreende o sem sentido daquele \u00abcat\u00f3lico n\u00e3o praticante\u00bb, ostentado orgulhosamente por tantos. \u00abBaptizado n\u00e3o praticante\u00bb, entende-se&#8230; pois o dom do baptismo permanece. Mas se quem o recebeu n\u00e3o o cuida, a gra\u00e7a do sacramento estiola, a vida de f\u00e9 acaba por se extinguir e a perten\u00e7a \u00e0 comunidade dos crentes deixa de fazer sentido.    3.\tOp\u00e7\u00f5es. Ao contr\u00e1rio de outras religi\u00f5es, n\u00e3o se exige aos crist\u00e3os que tenham comportamentos estranhos, ou se vistam de modo particular, falem uma l\u00edngua pr\u00f3pria ou se socorram de qualquer outra marca distintiva externa. Mas ser baptizado e viver de modo consequente implica fazer op\u00e7\u00f5es, todos os dias: no trabalho, no lazer, na vida social ou familiar&#8230; h\u00e1 sempre op\u00e7\u00f5es a fazer. Op\u00e7\u00f5es que resultam do confronto das circunst\u00e2ncias quotidianas com a condi\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria de disc\u00edpulo de Cristo e membro da sua Igreja. Ser\u00e1 isto a tal \u00abcarga pesada\u00bb que muitos acusam o cristianismo de colocar aos ombros dos homens? Se assim for, n\u00e3o \u00e9 mais pesada do que a de qualquer outro ser humano, pois todos est\u00e3o chamados, continuamente, a fazer op\u00e7\u00f5es. E parece-me bem mais pesado fazer op\u00e7\u00f5es ao sabor do momento, sem nada a dar sentido \u00faltimo \u00e0s escolhas feitas&#8230; uma vida vazia de significado, marcada pelo aturdimento quotidiano. O crist\u00e3o que vai crescendo na sua f\u00e9, pelo contr\u00e1rio, vai experimentando, cada vez mais, a verdadeira liberdade dos filhos de Deus \u2013 e a vida, na multiplicidade das escolhas quotidianas, torna-se plena de sentido e valor. Importa, por\u00e9m, que seja capaz de fazer op\u00e7\u00f5es claras, pelas quais d\u00ea testemunho da f\u00e9 recebida no baptismo, coerentes com as exig\u00eancias da mesma f\u00e9 e corajosas, num mundo onde se torna cada vez mais dif\u00edcil assumir sem constrangimentos a op\u00e7\u00e3o por Cristo e pelo seu Evangelho.  <i> Elias Couto<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Inten\u00e7\u00e3o Geral do Santo Padre para o m\u00eas de Outubro<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[154],"class_list":["post-20456","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-vaticano","tag-crianca"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20456","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20456"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20456\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20456"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20456"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20456"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}