{"id":20447,"date":"2006-10-02T12:47:05","date_gmt":"2006-10-02T12:47:05","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/10\/02\/contracultura-ou-o-dificil-sim-da-pessoa-a-pessoa\/"},"modified":"2006-10-02T12:47:05","modified_gmt":"2006-10-02T12:47:05","slug":"contracultura-ou-o-dificil-sim-da-pessoa-a-pessoa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/contracultura-ou-o-dificil-sim-da-pessoa-a-pessoa\/","title":{"rendered":"Contracultura  ou o dif\u00edcil sim da pessoa \u00e0 pessoa"},"content":{"rendered":"<p>ContraCultura, o que \u00e9 isso? Hospitalidade ou o dif\u00edcil  sim de pessoas a  pessoas.  Estou muito contente pelo consenso da Comiss\u00e3o ter decidido este F\u00f3rum de teor provocador e refrescante . Bem-vindos todos. Vamos ent\u00e3o procurar a contracultura de Hospitalidade inspirando-nos no carisma de hospitalidade sem fronteiras de S. Jo\u00e3o de Deus. Bem hajam pela vossa presen\u00e7a! E passo \u00e0 minha provoca\u00e7\u00e3o. A contracultura de hospitalidade s\u00f3 poder\u00e1 ser conseguida com mais compet\u00eancias e categorias profissionais, uns milhares delas\u2026 Penso at\u00e9 que ser\u00e1 preciso chegar a ter profissionais s\u00f3 de vassoura e outros s\u00f3 de esfregona, uns para lavar a cara do acolhido outros para lavar os p\u00e9s, outros dar o banho todo; um para dar o p\u00e3o outro a \u00e1gua, estes para os sentar outros para  os levantar, etc.  E todos a proclamarem: \u201cisso n\u00e3o me compete\u2026\u201d E \u201cisso\u201d muitas vezes seria a hospitalidade! Por alguma coisa acontece que Portugal tem cerca de dez vezes mais categorias profissionais que pa\u00edses desenvolvidos como a Su\u00e9cia! Vejamos ent\u00e3o. Ser\u00e1 poss\u00edvel uma contracultura de hospitalidade ou acolhimento em que  pessoas acolhem  pessoas? De pessoas no seu todo a acolher pessoas no seu todo? Os dicion\u00e1rios dizem que contracultura \u00e9 aquela que se procura contrapor como alternativa a outra decadente e obsoleta. Dei por mim a pensar que este sentido equivale ao sentido nobre de profecia proposto pelos biblistas.  Nunca se foi t\u00e3o  anti-alguma coisa e nunca se foi t\u00e3o conformista com alguma cultura do politicamente correcto. Conformistas, hoje? Que ideia, se todos at\u00e9 vestem jeans\u2026 Estamos aqui um pouco como aquele coleccionador que passou pela cidade em ru\u00ednas e viu cacos de um vaso e come\u00e7ou a apanh\u00e1-los para os colar porque reconheceu neles o que restava de  uma pe\u00e7a de inestim\u00e1vel valor. Ou estamos aqui como um oleiro que pretende fazer ele mesmo o vaso mais valioso jamais visto? Estamos, \u00e9 certo, como h\u00e1 centenas de anos a viver a incapacidade persistente de conseguir harmonizar a liberdade pessoal com a ci\u00eancia e a raz\u00e3o. A irracionalidade do homem atrapalha tudo e torna dif\u00edcil uma contracultura que valha a pena. Faltam pessoas inteiras, unificadas. Deixem-me dizer isto de forma mais directa. O homem de um ponto de vista de ju\u00edzo, raz\u00e3o e liberdade est\u00e1 sempre tramado e trama sempre o seu pr\u00f3ximo. Vejamos. Quando os meios faltam o homem morre e deixa morrer, \u00e0 fome e \u00e0 mingua de tudo, os seus irm\u00e3os, aos milh\u00f5es.  Mas quando vive na abund\u00e2ncia e na fartura de quase tudo, o homem mata-se com essa fartura por excesso de consumo de tudo o que disp\u00f5e. Um ter\u00e7o dos determinantes de doen\u00e7as e mortes prematuras s\u00e3o os comportamentos irracionais de consumo. Ontem morria-se de fome, hoje de excesso de comer e beber, de consumir  demais, ao mesmo tempo que se deixa continuar a  morrer milh\u00f5es \u00e0 mingua. Pelo meio est\u00e1 a liberdade, (que palavra maltratada!) a (falta de) vontade, a  irracionalidade e a  incapacidade de se governar. E ainda nos vamos consolando que somos seres inteligentes! E livres! Mas aten\u00e7\u00e3o: Sem raz\u00e3o, n\u00e3o. S\u00f3 com raz\u00e3o tamb\u00e9m n\u00e3o. Sem liberdade e vontade, n\u00e3o. S\u00f3 com liberdade e vontade, tamb\u00e9m n\u00e3o.  Vivemos um quebra-cabe\u00e7as. N\u00f3s os humanos dispomos de uma vontade dividida que S. Paulo e Santo Agostinho nos testemunharam. Temos uma liberdade ferida mas n\u00e3o a podemos dispensar. Tentemos pelo menos remend\u00e1-la. Com qu\u00ea? Somos racionais mas nem por isso; somos livres mas nem tanto, temos, por vezes, uma vontade boa, mas n\u00e3o lhe obedecemos. Como vamos ser capazes de uma contracultura de hospitalidade que fa\u00e7a alguma diferen\u00e7a? H\u00e1 milhares de anos que andamos nisto e olhem o panorama! Um ter\u00e7o da humanidade ainda n\u00e3o \u00e9 alvo de uma cultura de hospitalidade! A\u00ed est\u00e1, se houvesse uma contracultura que harmonizasse a liberdade com a vontade, a boa, a raz\u00e3o e o comportamento, seria um produto a comprar, e de primeira necessidade. Tantos supermercados e tanta falta faz esta contra-cultura e nenhum oferece esse produto!. Francamente! Ser\u00e1 que o nosso F\u00f3rum tem o produto dispon\u00edvel? Espero que sim. Mas n\u00e3o \u00e9 garantido que ter\u00e1 muita procura. Por vezes (vezes demais)  o homem gosta de se comportar irracionalmente e at\u00e9 com libertinagem em vez de liberdade. E ego\u00edsmo! J\u00e1 um famoso filho pr\u00f3digo assim fez. E o seu exemplo \u00e9 muito seguido. J\u00e1 repararam que os melhores produtos s\u00e3o os mais sujeitos a contrafac\u00e7\u00e3o. Assim acontece com o amor, a liberdade, a verdade e o bem. E j\u00e1 agora a democracia em que muitos s\u00e3o mais iguais que outros, como na rep\u00fablica dos porcos. Uma boa percentagem do que se apregoa por a\u00ed com essas marcas devia ser apreendido e destru\u00eddo e substitu\u00eddo porque est\u00e1 a prejudicar o melhor da humanidade. Infelizmente n\u00e3o h\u00e1 fiscais suficientes! Nem produto de alternativa suficiente. Reparem. Se os cientistas ainda n\u00e3o conseguiram unificar o campo das ci\u00eancias f\u00edsicas, muito menos os homens conseguiram unificar-se a si mesmos para dar corpo a uma contracultura de hospitalidade.  Um pequeno par\u00eantese. Nas ci\u00eancias Newton com as leis da gravita\u00e7\u00e3o universal deu um passo colossal, Einstein com a teoria da relatividade pareceu abalar tudo mas deixou tudo ligado pelo determinismo (logo irresponsabilidade) e deu grande confian\u00e7a \u00e0s certezas da ci\u00eancia mas s\u00f3 at\u00e9 que surgiu a provocadora teoria qu\u00e2ntica. E paz ainda n\u00e3o voltou \u00e0s ci\u00eancias. Os princ\u00edpios da incerteza e das probabilidades desarrumam tudo e parecem querer dar liberdade e consci\u00eancia \u00e0s coisas e desarrumar tudo. T\u00eam sido um quebra cabe\u00e7a as rela\u00e7\u00f5es rec\u00edprocas desta duas ci\u00eancias, mas isso n\u00e3o tem impedido os dogmas cient\u00edficos de ci\u00eancia mal fundamentada.  Para complicar as coisas surgiu a \u201cteoria do cordel\u201d ( string theory\u201d e a mega teoria do cordel que p\u00f5e centenas de f\u00edsicos atarefados a provar hip\u00f3teses, entre as quais  uma poss\u00edvel dezena de universos com leis cient\u00edficas privadas  sem aplica\u00e7\u00e3o nos outros. Mas nada disto poder\u00e1 ser irracional ou absurdo, ou ent\u00e3o os cientistas seriam os primeiros a passar por est\u00fapidos. Mas a racionalidade sozinha n\u00e3o gera uma contracultura como a humanidade precisa. E a irracionalidade ainda menos. Se \u00e9 assim nas ci\u00eancias f\u00edsicas, nas ci\u00eancias humanas nem vale a pena falar: algumas das suas evid\u00eancias mudam todos os dez ou vinte anos e em cada onda s\u00f3 valem as conclus\u00f5es politicamente correctas e com \u201cvested\u201d interesses. Mas os cientistas e os t\u00e9cnicos nem por isso desistem e l\u00e1 v\u00e3o de ideologia em ideologia, de evid\u00eancia em evid\u00eancia, de preconceito em preconceito, de contrafac\u00e7\u00e3o em contrafac\u00e7\u00e3o, de c\u00f3digo em c\u00f3digo, tentando o melhor que podem. E n\u00f3s para aqui a tentar uma teoria unificada de hospitalidade com as coisas da liberdade, raz\u00e3o, das ci\u00eancias e da irracionalidade omnipresente. S\u00f3 estes ingredientes, contudo, n\u00e3o bastam para a contracultura de Hospitalidade que queremos.  Como harmonizar e unificar a raz\u00e3o e a ci\u00eancia, a liberdade, sem a verdade e o bem? E quem \u00e9 que j\u00e1 harmonizou o seu bem com o bem dos outros, de todos os outros? Os bens individuais e individualistas est\u00e3o por a\u00ed a medrar \u00e0 mistura com todo o tipo de comportamentos ego\u00edstas, corrup\u00e7\u00f5es e discrimina\u00e7\u00f5es. E tamb\u00e9m \u00e0 mistura com experi\u00eancias de liberdade, de depend\u00eancia e libertinagem.  A contra-cultura  que procuramos precisa de  uma vis\u00e3o e uma praxe diferente  e partilhada por muitos. Mas qual vis\u00e3o? H\u00e1 por a\u00ed quase tantas vis\u00f5es sobre cada assunto quantas as pessoas e grupos organizados? E  as praxes  s\u00e3o legi\u00e3o?  E cada um pretende decidir que a sua \u00e9 a boa ou que todas s\u00e3o nem boas nem m\u00e1s. E contudo sabemos que as vis\u00f5es, as praxes, as opini\u00f5es n\u00e3o podem ser todas do mesmo valor, todas irracionais, todas verdadeiras, todas boas, mesmo quando lhe chamamos \u201cboas pr\u00e1ticas\u201d.  Harmonizar e unificar o racional, a liberdade, o verdadeiro e o bem numa vis\u00e3o e numa praxe poderia vir a dar origem a uma cultura que fizesse a diferen\u00e7a. Mas harmonizar e unificar, como? Nos livros? Nos discursos? Na arte?  Deixo a pergunta para todos. O Samaritano que ia de Jerusal\u00e9m a Jeric\u00f3 teve uma vis\u00e3o diferente da do sacerdote e do levita. E teve uma praxe diferente da dos outros dois. Foi racional e cient\u00edfico? Ou foi irracional, est\u00fapido, incompetente? Teve um comportamento absurdo ou deu sentido \u00e0 sua vida ou simplesmente \u00e0 vida? Tinha a qualifica\u00e7\u00e3o profissional adequada ou eram os outros que a tinham? Foi conformista ou anti-conformista com a cultura vigente? E a religi\u00e3o, qualquer religi\u00e3o, ser\u00e1 precisa para uma vis\u00e3o e praxe desta contracultura diferente? Ou ser\u00e1 precisa uma religi\u00e3o de f\u00e9 muito especial com profecia para dar essa vis\u00e3o e levar a esta praxe? E ser\u00e1 precisa a unifica\u00e7\u00e3o e harmonia pessoal coerente nos criadores  dessa contracultura? Uma cita\u00e7\u00e3o de Albert Einstein que me chegou h\u00e1 dias \u00e0 m\u00e1quina dizia: &#8220;\u00c9 mais f\u00e1cil desintegrar um \u00e1tomo que desintegrar um preconceito!\u201d O preconceito, o ego\u00edsmo, o \u00f3dio, a mentira, desarmonizam as pessoas. E \u00e1s vezes at\u00e9 t\u00eam r\u00f3tulos cient\u00edficos.  S\u00f3 geram culturas de in-hospitalidade. A contra-cultura que se precisa de hospitalidade universal tem de desintegrar muita desarmonia,  \u201cpeneirice\u201d, preciosismos  \u201csenhoriais\u201d, de muitas atitudes de \u201cisso n\u00e3o me compete\u201d e rigidez laboral. Portanto, sem raz\u00e3o, n\u00e3o; sem ci\u00eancia n\u00e3o; sem liberdade e vontade, n\u00e3o. Tamb\u00e9m sem compet\u00eancia, n\u00e3o; sem uma vis\u00e3o e praxe, n\u00e3o. Mas s\u00f3 com tudo isso tamb\u00e9m ainda n\u00e3o. Tudo isso unificado e harmonizado com o verdadeiro e o bem de todos  bastar\u00e1? Harmonizado, como? Em discursos, livros e parlamentos, com leis e regulamentos? J\u00e1 Mahatma Gandhi  deu a entender  que se isso bastasse estava tudo resolvido h\u00e1 muito. Faltam as pessoas com essa unifica\u00e7\u00e3o de vis\u00e3o e praxe, essas pessoas  verdadeiras, boas, com f\u00e9 no Outro e em cada outro, com uma polival\u00eancia e flexibilidade chocantes para as culturas de vis\u00f5es e pr\u00e1ticas conformistas.  Faltam pessoas unificadas, com compet\u00eancia,  raz\u00e3o, saber fazer,  mais que saber dizer, e mais com essa compet\u00eancia maravilhosa do cora\u00e7\u00e3o, do bem-fazer e do fazer bem. Infelizmente o que h\u00e1 mais por todos os lados s\u00e3o pessoas fragmentadas, fracturadas que a pr\u00f3pria cultura de hospitalidade t\u00eam por miss\u00e3o re-unificar e harmonizar. Numa palavra pessoas do todo, n\u00e3o partidas ou fragmentadas, como tantas que em equipas e organiza\u00e7\u00f5es perderam a vis\u00e3o do todo da pessoa e se passeiam pelas pessoas sugerindo a todos que acolham a sua \u201csenhoria\u201d e alto estatuto de compet\u00eancia, e n\u00e3o a senhoria dos acolhidos, como nos falam os compromissos e regras de hospitaleiros de h\u00e1 s\u00e9culos. Uma contracultura de hospitalidade precisa com urg\u00eancia pessoas unificadas com vis\u00e3o do todo de cada pessoa, sens\u00edveis a todas as suas dimens\u00f5es e interventivas para lhes responder. Precisa-se mesmo de transformar a atitude hol\u00edstica em compet\u00eancia hol\u00edstica n\u00e3o para este ou aquele, mas para toda a pessoa envolvida na contracultura da hospitalidade. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 a hospitalidade que deve ser hol\u00edstica; a pessoa do hospitaleiro ainda precisa de ser mais hol\u00edstica. Bem. Se s\u00f3 com pessoas unificadas poderemos ter esperan\u00e7a de uma contra-cultura de hospitalidade para o s\u00e9culo XXI, teremos que as encontrar e sermos do seu n\u00famero. Vou terminar mas n\u00e3o sem antes indicar um ponto importante. A aut\u00eantica contracultura que procuramos s\u00f3 pode ser uma pessoa em que a raz\u00e3o, a liberdade, a verdade, bondade, hospitalidade misericordiosa est\u00e3o unificadas com excel\u00eancia. E aquelas outras pessoas, j\u00e1 harmonizadas pelo acolhimento dAquela, e que com ela se identifiquem e unem na vis\u00e3o, praxe e  vida de hospitalidade. Pessoa assim s\u00f3 conhecemos uma. E muitos de n\u00f3s acreditamos n\u00e3o apenas na sua excel\u00eancia mas na sua divindade. \u00c9 a pessoa de Jesus Cristo. Ele \u00e9 a contracultura que precisamos. E \u00e0 volta dele e unidas a ele conhecemos muitas proeminentes pessoas que  foram e continuam a ser acolhidas pela dimens\u00e3o e abra\u00e7o de hospitalidade universal e misericordiosa do pr\u00f3prio Cristo e se tornaram ou tornam sempre mais hospitaleiras. Claro que \u00e9 uma hospitalidade aberta \u00e0 fraternidade com Cristo em que o Pai \u00e9 meu e do outro, de todo o outro. E em que em que Jesus \u00e9 Mestre e lava os p\u00e9s aos ap\u00f3stolos e manda fazer o mesmo. Uma contracultura a toda a linha contra toda a esp\u00e9cie de \u201cpeneirices\u201d. A contracultura da hospitalidade de Jesus Cristo actua n\u00e3o tanto enquanto est\u00e1 nos livros e discursos mortos  mas enquanto \u00e9 incarnada em pessoas. Deixem-me aludir, como meros exemplos, a algumas delas e que todos conhecem. Santo Agostinho e S. Bento  da contracultura \u00e0  cultura romana em derrocada  e do caos das invas\u00f5es dos b\u00e1rbaros que responderam com o amor fraterno e uma hospitalidade monacal, S. Francisco o da contracultura de linguagem nova de amor universal sem estigma nem sequer para os animais. Podia referir-me a outra grande hospitaleira, a Madre Teresa de Calcut\u00e1, de todos conhecida, mas termino com   Claro, S. Jo\u00e3o de Deus \u00e9 e continua a ser um marco de contracultura de hospitalidade universal e contagiante e este F\u00f3rum foi programado para a sua cultura hospitaleira hoje ser ainda mais alternativa prof\u00e9tica \u00e0 cultura de morte e de decad\u00eancia que polui os espa\u00e7os  e os cora\u00e7\u00f5es. Se n\u00e3o vos choquei fico um pouco triste Temos poucos a dizer, com palavras e a pr\u00e1tica quotidiana, que o rei das nossas culturas, do politicamente correcto, e da  adapta\u00e7\u00e3o egoc\u00eantrica, vai nu. E, incr\u00edvel,  muitos continuam a admirar as suas  ricas roupagens!  Forum: Hospitalidade, a Contracultura Lisboa, 29 de Setembro de 2006 <i>Irm\u00e3o Aires Gameiro, sac. OH<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ContraCultura, o que \u00e9 isso? Hospitalidade ou o dif\u00edcil sim de pessoas a pessoas. Estou muito contente pelo consenso da Comiss\u00e3o ter decidido este F\u00f3rum de teor provocador e refrescante . Bem-vindos todos. Vamos ent\u00e3o procurar a contracultura de Hospitalidade inspirando-nos no carisma de hospitalidade sem fronteiras de S. Jo\u00e3o de Deus. 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