{"id":204110,"date":"2021-04-02T20:16:14","date_gmt":"2021-04-02T19:16:14","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=204110"},"modified":"2021-04-02T20:16:14","modified_gmt":"2021-04-02T19:16:14","slug":"homilia-do-bispo-de-beja-na-celebracao-da-paixao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/homilia-do-bispo-de-beja-na-celebracao-da-paixao\/","title":{"rendered":"Homilia do bispo de Beja na Celebra\u00e7\u00e3o da Paix\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/ordenacao_beja2.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-179943 alignright\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/ordenacao_beja2-390x260.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/ordenacao_beja2-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/ordenacao_beja2-1024x682.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/ordenacao_beja2-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/ordenacao_beja2-980x653.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/ordenacao_beja2-480x320.jpg 480w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/06\/ordenacao_beja2.jpg 1067w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/><\/a>Car\u00edssimos irm\u00e3os e irm\u00e3s:<\/p>\n<p>1 \u2013 \u00c9 Sexta-feira Santa!<\/p>\n<p>Neste dia, Jesus passou deste mundo para o Pai, e, na Sua Cruz, abriu para toda a humanidade, as portas da Vida Eterna. Na Sua morte venceu a nossa morte. A morte j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 o fim inexor\u00e1vel da exist\u00eancia humana. Ele passou, realizou a P\u00e1scoa. Para n\u00f3s passarmos com Ele, precisamos de O seguir, precisamos de dar os passos necess\u00e1rios. Ele \u00e9 o Caminho. Sigamo-l\u2019O, pondo os nossos p\u00e9s nas Suas pegadas.<\/p>\n<p>Acabamos de escutar a Paix\u00e3o segundo S\u00e3o Jo\u00e3o.<\/p>\n<p>Para sublinhar que o Senhor Se entregou livremente \u00e0 morte, o ap\u00f3stolo apresenta-nos Jesus como Aquele que sabe tudo o que lhe vai acontecer, como Aquele para quem os insultos e os desprezos se tornam aclama\u00e7\u00f5es. Naquele condenado \u00e0 morte, S. Jo\u00e3o faz-nos ver o Rei da Gl\u00f3ria, o Sumo-Sacerdote que regressa ao Santu\u00e1rio Celeste com o Seu pr\u00f3prio Sangue para nos reconciliar com o Pai. Naquele Homem das Dores apresenta-nos o Esposo que, no t\u00e1lamo da Cruz, desposa a sua Esposa. Nesta forma de apresentar os sofrimentos e a morte de Jesus, S\u00e3o Jo\u00e3o, o ap\u00f3stolo te\u00f3logo, faz-nos reconhecer, na partida de Cristo deste mundo, a maior manifesta\u00e7\u00e3o de Deus alguma vez realizada na terra. Mas esta \u00e9 uma Epifania negativa \u00e0 qual, apenas pela f\u00e9, temos acesso.<\/p>\n<p>2 \u2013 Convido-vos irm\u00e3os, neste momento, a contemplar Cristo crucificado. Que nos diz Ele?<\/p>\n<p>Diz-nos que n\u00e3o veio abolir a Lei e os profetas, mas dar-lhes pleno cumprimento. Amou o Pai com todo o cora\u00e7\u00e3o, com toda a Sua mente e com todas as suas for\u00e7as, e amou-nos a n\u00f3s carregando com a Cruz dos nossos pecados e oferecendo-nos a sua Vida. Ele morreu por n\u00f3s, morreu em vez de n\u00f3s, morreu em nosso favor. Assim deu pleno cumprimento \u00e0 Lei que nos manda amar a Deus acima de tudo, e ao pr\u00f3ximo. <em>Nisto reconhecemos o amor: Jesus deu a Sua vida por n\u00f3s <\/em>pecadores, por n\u00f3s que, pelas nossas obras, n\u00e3o merec\u00edamos sen\u00e3o a condena\u00e7\u00e3o e o inferno. Ele, o mais belo dos filhos dos homens morreu <em>desfigurado, sem aspeto nem beleza que atraia os olhares<\/em>, como <em>aquele diante do qual se volta o rosto<\/em>, como escut\u00e1mos na leitura do profeta Isa\u00edas. Nesta situa\u00e7\u00e3o completamente vazia de conforto e contr\u00e1ria \u00e0quilo que qualquer ser humano deseja para si, Jesus, coroado de espinhos e apresentado ao povo como rei dos judeus e como <em>o homem,<\/em>mant\u00e9m a Sua dignidade.<\/p>\n<p>Morreu por mim, morreu por ti, morreu por n\u00f3s, levado pelo Seu amor misericordioso, amor que n\u00e3o merec\u00edamos. Esse amor de Cristo que nos liberta da escravid\u00e3o do pecado e da morte, leva-nos a reconhecer como somos importantes para Ele, leva-nos a aceitar as cruzes que o Senhor permite em nossas vidas.<\/p>\n<p>3 \u2013 Neste ano de pandemia, queridos irm\u00e3os e irm\u00e3s, a morte de tanta gente, noticiada em cada dia na comunica\u00e7\u00e3o social, tornou mais vis\u00edvel e pr\u00f3xima de todos n\u00f3s, a certeza de que morreremos. Somos seres mais conscientes da fragilidade da nossa exist\u00eancia, e isso deve ajudar-nos a ser humildes e magn\u00e2nimos nos nossos relacionamentos com o pr\u00f3ximo. De facto, a esperan\u00e7a de nos unirmos ao Senhor na Sua Morte e Ressurrei\u00e7\u00e3o, esperan\u00e7a que nos vem do facto de sermos filhos adotivos de Deus, deve levar-nos a viver imitando as obras de Cristo, que s\u00e3o as mesmas obras do Pai. Ele faz nascer o sol sobre bons e maus e chover sobre justos e injustos. <em>Como o Senhor nos perdoou, assim devemos perdoar, n\u00f3s tamb\u00e9m, aos nossos irm\u00e3os<\/em>, n\u00e3o apenas sete vezes, mas sempre. Esta \u00e9 a justi\u00e7a da Cruz que Jesus praticou e nos manda praticar, a justi\u00e7a anunciada pela Lei de Mois\u00e9s, pelos Profetas e pelos Salmos. Iniciada pelo Messias ela est\u00e1 sendo instaurada pela Igreja na certeza de que, recebendo-a, o mundo se vai transformando para melhor.<\/p>\n<p>4 \u2013 Neste dia em que o Esposo nos foi tirado fazemos jejum. Hoje e amanh\u00e3, em todo o mundo cat\u00f3lico, n\u00e3o h\u00e1 celebra\u00e7\u00f5es da Eucaristia. Desde a \u00faltima que celebr\u00e1mos ontem at\u00e9 \u00e0 primeira que celebraremos na Vig\u00edlia Pascal, h\u00e1 um vazio lit\u00fargico que nos permite entrar dentro de n\u00f3s e nos re-situarmos, iluminados pela boa not\u00edcia da P\u00e1scoa de Jesus. O Mist\u00e9rio da Cruz do Senhor que adoraremos \u00e9 o grande instrumento que Deus usa para nos manifestar cruamente as consequ\u00eancias dos nossos pecados, mas tamb\u00e9m a Sua santidade. Os nossos pecados destroem o plano de Deus a nosso respeito, e matam o Filho de Deus. Mas Deus respondeu \u00e0 entrega amorosa do Seu Filho, ressuscitando-O de entre os mortos. De facto, ningu\u00e9m pode ser condenado por ter morto algu\u00e9m que est\u00e1 vivo. Deus \u00e9 poderoso, Deus tem poder para transformar em fonte de Vida, a horrorosa morte de Seu Filho crucificado. Naquele Sangue e naquela \u00e1gua que brotaram do lado de Cristo, o novo Ad\u00e3o, adormecido na Cruz, a Igreja reconhece o seu pr\u00f3prio nascimento como sendo a nova Eva, a M\u00e3e de todos os viventes.<\/p>\n<p>Queridos irm\u00e3os e irm\u00e3s: Concluo estas palavras lembrando-vos Jos\u00e9 de Arimateia que foi ter com Pilatos e lhe pediu o Corpo de Jesus. Ele, disc\u00edpulo de Cristo, quis receb\u00ea-l\u2019O e n\u00e3o se importou de ficar legalmente impuro por tocar o Seu cad\u00e1ver. Para ele, a P\u00e1scoa antiga tinha passado. Cristo era para ele, e \u00e9 para n\u00f3s, a nova P\u00e1scoa.<\/p>\n<p>A comunh\u00e3o do Corpo do Senhor, nesta celebra\u00e7\u00e3o em que o p\u00e3o e o vinho n\u00e3o s\u00e3o consagrados, vos console e vos fortale\u00e7a, de modo que, tendo comemorado, hoje e aqui, a Paix\u00e3o e a Morte de Jesus Cristo, vivamos unidos a Ele na peregrina\u00e7\u00e3o da nossa vida.<\/p>\n<p><em>D. Jo\u00e3o Marcos<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":5,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[171],"class_list":["post-204110","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-diocese-de-beja"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/204110","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=204110"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/204110\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=204110"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=204110"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=204110"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}