{"id":204050,"date":"2021-04-02T17:47:18","date_gmt":"2021-04-02T16:47:18","guid":{"rendered":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/?p=204050"},"modified":"2021-04-02T17:47:18","modified_gmt":"2021-04-02T16:47:18","slug":"a-dor-nao-esta-so","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-dor-nao-esta-so\/","title":{"rendered":"A dor n\u00e3o est\u00e1 s\u00f3!"},"content":{"rendered":"<div class=\"titulo\"><\/div>\n<div class=\"desc\"><em>Homilia do arcebispo de Braga na Celebra\u00e7\u00e3o da Morte do Senhor<\/em><\/div>\n<div><\/div>\n<p><!--more--><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Cruz_Braga.jpg\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-204051 alignleft\" src=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Cruz_Braga-390x260.jpg\" alt=\"\" width=\"390\" height=\"260\" srcset=\"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Cruz_Braga-390x260.jpg 390w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Cruz_Braga-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Cruz_Braga-768x512.jpg 768w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Cruz_Braga-1080x720.jpg 1080w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Cruz_Braga-1280x853.jpg 1280w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Cruz_Braga-980x653.jpg 980w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Cruz_Braga-480x320.jpg 480w, https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Cruz_Braga.jpg 1500w\" sizes=\"(max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/><\/a>\u201cDesprezado e repelido pelos homens, homem de dores, acostumado ao sofrimento, pessoa desprez\u00edvel e sem valor, suportou as nossas enfermidades, tomou sobre si as nossas dores, trespassado por causa das nossas culpas, esmagado por causa das nossas iniquidades.\u201d Por tudo o que estas palavras podem significar \u201ctornou-se para todos causa de salva\u00e7\u00e3o eterna\u201d.<\/p>\n<p>\u00c9 nesta consci\u00eancia que vamos olhar para o mundo da dor e do sofrimento, para acolher com outra convic\u00e7\u00e3o mais um desafio do Programa Pastoral \u201cabrir os olhos para as novas formas de pobreza e comprometer as comunidades na realiza\u00e7\u00e3o de promessas e proximidade e de solidariedade\u201d.<\/p>\n<p>O Santo Padre, na sua mensagem para a Quaresma, recorda o que S\u00e3o Mateus nos deixou como palavras de Jesus: \u201cvamos subir a Jerusal\u00e9m\u201d (Mt 20,18). Subamos tamb\u00e9m n\u00f3s nesta tarde de Sextafeira Santa. Tomemos consci\u00eancia do que aconteceu no passado e sintamos que a Hist\u00f3ria se repete. Devemos ter capacidade para extrair li\u00e7\u00f5es: \u201cJesus, ao anunciar aos seus disc\u00edpulos a Sua Paix\u00e3o, Morte e Rssurrei\u00e7\u00e3o como cumprimento da vontade do Pai, desvendou-lhes o sentido profundo da Sua miss\u00e3o e convida-os a associarem-se \u00e0 mesma pela salva\u00e7\u00e3o do mundo\u201d (Francisco, Mensagem da Quaresma).<\/p>\n<p>O Calv\u00e1rio, no dramatismo de uma morte cruenta, mostra ao mundo o modo como Cristo viveu a Sua miss\u00e3o. N\u00e3o se trata de um acto her\u00f3ico, de um solit\u00e1rio que grita o abandono de todos, inclusive do Pai. O Seu grito de \u201cnas Tuas m\u00e3os entrego Meu esp\u00edrito\u201d tornou-se um convite para que os seus seguidores n\u00e3o o deixassem s\u00f3 mas prosseguissem o des\u00edgnio Salvador de Deus. Ele quer a salva\u00e7\u00e3o da Humanidade como experi\u00eancia a viver ao longo dos tempos. A evid\u00eancia da hist\u00f3ria do Calv\u00e1rio \u00e9 a morte de algu\u00e9m sem grandes resultados aparentes. Mas aquela morte n\u00e3o o \u00e9 pois foi experimentada para que os outros \u201ctenham vida e a tenham em abund\u00e2ncia\u201d. Quem triunfa verdadeiramente \u00e9 a vida. \u00c9 ela que est\u00e1 em quest\u00e3o. Para isso Cristo morreu e para isso devem viver os seus disc\u00edpulos. Estes encontram a sua identidade no amor mas este deve ser oblativo, de permanente entrega e continua dedica\u00e7\u00e3o. A hist\u00f3ria da Igreja, no passado e no presente, est\u00e1 repleta destas p\u00e1ginas brilhantes de entrega sem nada pretender. Hoje, a Igreja vive para que a vida aconte\u00e7a.<\/p>\n<p>Se j\u00e1 o ano passado vivemos este momento de morte, vivido sem manifesta\u00e7\u00f5es exteriores, este ano sentimo-nos mais carregados e dobrados sobre a Cruz que vai sendo mais pesada. Convido as comunidades crist\u00e3s a que coloquem no alto do Calv\u00e1rio tudo o que h\u00e1 de dor e sofrimento para que<\/p>\n<p>v\u00e1 acontecendo, momento ap\u00f3s momento, um trabalho a mostrar sinais de vida que nem sequer a morte pode merecer.<\/p>\n<p>Trago para esta celebra\u00e7\u00e3o as v\u00edtimas do Covid-19, no espa\u00e7o da nossa Arquidiocese, assim como no mundo inteiro. Foram vidas ceifadas num imprevis\u00edvel surto, galopante e chocante. Tudo tendo acontecido num dramatismo semelhante ao de Cristo no alto do Calv\u00e1rio. A morte \u00e9 dura. N\u00e3o ter ningu\u00e9m para acariciar e oferecer conforto \u00e9 tremendamente mais complicado. Nada de despedidas a a quem confiar as \u00faltimas vontades. Nenhuma m\u00e3o de samaritano a mostrar proximidade. Morrer s\u00f3 \u00e9 muito duro.<\/p>\n<p>Depois a dor da perda e da separa\u00e7\u00e3o tornou-se mais aguda pela impossibilidade de fazer o luto. E tudo foram restri\u00e7\u00f5es. Os amigos n\u00e3o estiveram presentes. Os abra\u00e7os de coragem n\u00e3o foram dados. As l\u00e1grimas escorreram sem ningu\u00e9m para as partilhar. Estes momentos permanecer\u00e3o pois a aus\u00eancia de sinais de amor dificultar\u00e3o uma reconcilia\u00e7\u00e3o com a vida.<\/p>\n<p>Se a morte foi a experi\u00eancia de Calv\u00e1rio para os que morreram v\u00edtimas da Pandemia, muitas outras mortes aconteceram durante este ano marcadas por uma austeridade incompreens\u00edvel mas necess\u00e1ria. A morte aconteceu por causas naturais mas ningu\u00e9m nos consegue explicar o aumento significativo de casos que muitos atribuem ao isolamento, as depress\u00f5es motivadas pelas condi\u00e7\u00f5es em que fomos obrigados a viver. Se a morte aconteceu, os sofrimentos e dores mostraram uma presen\u00e7a cont\u00ednua durante os \u00faltimos tempos. Presenciamo-la na terceira idade, com o sentimento de inutilidade mesmo quando em fase funcional; na sa\u00fade mental com situa\u00e7\u00f5es a multiplicarem; as fam\u00edlias em stress; ruptura relacional e aumento de isolamento afectivo, mesmo que estando juntos; numa excessiva burocracia e informatiza\u00e7\u00e3o que impede o acesso dos mais iletrados aos apoios sociais; no desconsiderar os direitos dos mais d\u00e9beis que, dia-a-dia, se tornam direitos d\u00e9beis; nas fam\u00edlias com incapacidade de acompanhar os seus doentes, experimentando um dif\u00edcil equil\u00edbrio entre o risco e a proximidade; nos cuidados paliativos a que nem todos t\u00eam acesso e nas ac\u00e7\u00f5es paliativas obscurecidas por uma medicina de emerg\u00eancia; aos sem-abrigo para quem abrigar n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 uma quest\u00e3o de tecto; nas dificuldades na vida familiar com filhos em idade escolar e com filhos com defici\u00eancia; nas comunidades paroquiais com as igrejas a encerrarem e a n\u00e3o permitirem experi\u00eancias comunit\u00e1rias de f\u00e9 estando a criar, entre outras realidades, dificuldades na sustentabilidade econ\u00f3mica e manuten\u00e7\u00e3o do patrim\u00f3nio religioso.<\/p>\n<p>As trevas densas das tr\u00eas horas da tarde de Sexta-feira Santa s\u00e3o contrabalan\u00e7adas pela presen\u00e7a efectiva de Maria e Jo\u00e3o, juntamente com Maria Cl\u00e9ofas e Maria Madalena que \u201cestavam junto da Cruz\u201d. Pouco fizeram. A sua presen\u00e7a teve um pre\u00e7o incalcul\u00e1vel.<\/p>\n<p>A Igreja Samaritana tem de ser uma Igreja de presen\u00e7a, de proximidade. Ter\u00e1 de se colocar bem perto de todos os calv\u00e1rios humanos. Pode pensar que a suas for\u00e7as s\u00e3o diminutas, que n\u00e3o consegue chegar onde a sua presen\u00e7a \u00e9 necess\u00e1ria. Com muito ou pouco, ela deve partir na disposi\u00e7\u00e3o de dar tudo atrav\u00e9s de um amor incondicional, totalmente oblativo e nunca marcado por qualquer tipo de interesse. \u00c9 a cruz de Cristo que o exige. Ela cont\u00e9m um projecto de salva\u00e7\u00e3o da Humanidade. Por ela nada pode ser esquecido ou ficar na mesma. \u00c9 luz que denuncia situa\u00e7\u00f5es inumanas e alento para nunca se deter perante as in\u00fameras dificuldades.<\/p>\n<p>O Papa Francisco falando num amor que deve chegar a todos, em todos os lugares e sem medo, estabelece um conjunto de atitudes que devem orientar esta entrega.<\/p>\n<p>Nem sempre os programas pastorais deixam marcas na vida dos crist\u00e3os e das comunidades. Em circunst\u00e2ncias que rodeiam todo um ano onde a pandemia imp\u00f4s a sua tirania, \u00e9 de esperar que algo de novo aconte\u00e7a. Assumimos o paradigma do Bom Samaritano e quisemos cuidar do pr\u00f3ximo com m\u00e3os samaritanas. Precisamos de acolher cada um dos verbos da par\u00e1bola para com eles elaborar uma verdadeira gram\u00e1tica que ensine a ler o quotidiano da vida numa linha de um amor oblativo marcado somente pela alegria de amar. Junto da cruz de Cristo, na hora da Sua morte, coloco um itiner\u00e1rio a acordar para uma maior sensibilidade:<\/p>\n<p>\u2013 Um samaritano ia de viagem com os seus projectos e inten\u00e7\u00f5es;<br \/>\n\u2013 Chegou perto de um homem desconhecido que se encontrava quase morto;<br \/>\n\u2013 Viu e n\u00e3o fez de conta, passando ao lado de algo que iria perturbar os esquemas;<br \/>\n\u2013 Teve compaix\u00e3o n\u00e3o ficando num amor te\u00f3rico e de poss\u00edveis abordagens te\u00f3ricas;<br \/>\n\u2013 Aproximou-se dele n\u00e3o querendo ficar longe dos problemas mas para conhecer realmente a situa\u00e7\u00e3o;<br \/>\n\u2013 Fez-lhe o curativo recorrendo ao que tinha no momento e para o qual n\u00e3o estaria programado;<br \/>\n\u2013 Derramando azeite e vinho nas feridas como o melhor curativo que lhe poderia oferecer naquela circunst\u00e2ncia de abandono e desgra\u00e7a;<br \/>\n\u2013 Colocou no seu animal atrav\u00e9s de uma opera\u00e7\u00e3o que n\u00e3o seria f\u00e1cil concretizando e com a inevitabilidade de perturbar os seus espa\u00e7os;<br \/>\n\u2013 Levou-o a uma pens\u00e3o, como o melhor que lhe poderia oferecer naquele momento e na aus\u00eancia de outras mais adequadas;<br \/>\n\u2013 Cuidou dele antes de partir para o que teria motivado a sua viagem;<br \/>\n\u2013 Pegou em duas moedas de prata e entregou as ao dono da pens\u00e3o, mostrando que o seu amor lhe estava a exigir a comunh\u00e3o e partilha;<br \/>\n\u2013 Recomendou-o, antes de partir, dizendo que tudo pagaria no seu regresso, como sinal de um amor que n\u00e3o fica a meio do caminho mas vai at\u00e9 \u00e0s \u00faltimas consequ\u00eancias.<\/p>\n<p>Todos estes verbos recordam as diferentes nuances que a caridade crist\u00e3 dever\u00e1 ter no cuidar do pr\u00f3ximo. N\u00e3o s\u00e3o gestos mec\u00e2nicos ou estipulados genericamente. Cada situa\u00e7\u00e3o exige cuidados diferentes para que s\u00f3 o amor ven\u00e7a os sofrimentos.<\/p>\n<p>Uma hist\u00f3ria, uma par\u00e1bola, a deixar muitas interpela\u00e7\u00f5es com o intuito de fazer, como j\u00e1 tem sido dito, que a nossa Arquidiocese seja uma estalagem, um hospital de Deus, que est\u00e1 atenta a todas as conting\u00eancias e a procurar encontrar solu\u00e7\u00f5es. No seu cora\u00e7\u00e3o h\u00e1 lugar para todos mas as diferentes formas de pobreza e sofrimento ocupam o primeiro lugar nas inten\u00e7\u00f5es e nas aten\u00e7\u00f5es. \u201cPrefiro uma Igreja acidentada, ferida e enlameada por ter sa\u00eddo pelas estradas, a uma Igreja enferma pelo fechamento e a comodidade de se agarrar \u00e0s pr\u00f3pria seguran\u00e7as. N\u00e3o quero uma Igreja preocupada com o ser o centro, e que acaba presa num emaranhado de obsess\u00f5es e procedimentos\u201d.<\/p>\n<p>A Igreja n\u00e3o \u00e9 uma estrutura. Talvez tenhamos perdido muito tempo a defender esquemas tradicionais. \u00c9 uma realidade viva que passa pela vida dos seus membros. Sem estes ela n\u00e3o existe.<\/p>\n<p>Da\u00ed que devemos tomar consci\u00eancia de que a estalagem nunca poder\u00e1 prestar servi\u00e7os de qualidade na promo\u00e7\u00e3o da dignidade humana sem int\u00e9rpretes activos e respons\u00e1veis. Uma estalagem vale pelos estalajadeiros e n\u00e3o pelas condi\u00e7\u00f5es exteriores e vis\u00edveis. As apar\u00eancias enganam. S\u00f3 o servi\u00e7o de cada um, por insignificante que seja, permitir\u00e1 que os feridos da Humanidade possam encontrar um abrigo seguro nos nossos espa\u00e7os. Importa ser bom samaritano, sabendo que este \u00e9 Cristo e que o seremos se nos aproximarmos dele, nos deixarmos tocar pelo Seu amor, aprendendo com Ele a gastar a vida para que os outros tenham vida. S\u00f3 na escola de Jesus aprenderemos a arte de servir e nunca nos conseguiremos aproximar do pr\u00f3ximo em desejo de cuidar dele se antes n\u00e3o nos aproximarmos de Jesus. Maria e Jo\u00e3o, com Maria Cl\u00e9ofas e Maria Madalena conseguiram estar ao p\u00e9 da Cruz onde estavam presentes todos os males da Humanidade porque estavam perto de Jesus, num amor de profunda identidade e comunh\u00e3o. Serei samaritano, numa Igreja Samaritana, se seguir os passos do Bom Samaritano. N\u00e3o procuremos li\u00e7\u00f5es noutras escolas. H\u00e1 muitas experi\u00eancias na sociedade. N\u00e3o somos mais uma. Com Cristo, nunca com vergonha, devemos aprender a gastar os nossos dias pelos outros.<\/p>\n<p>Neste dia em que quis colocar junto da Cruz de Cristo as situa\u00e7\u00f5es de dor e sofrimento para reconhecer que o mundo do sofrimento espera pela Igreja. N\u00e3o poderei deixar de sublinhar que se Cristo precisou de um Cireneu para levar a Cruz e de mulheres para lhe purificarem o rosto tornando a caminhada menos pesada, tamb\u00e9m reconhecemos muito hero\u00edsmo an\u00f3nimo nos cientistas na sombra, nos profissionais de sa\u00fade e prestadores de servi\u00e7os que viveram e vivem as exig\u00eancias desse amor oblativo. N\u00e3o merecem s\u00f3 os elogios e as palmas. Precisam de ser imitados e com eles darem o corpo a uma sociedade mais humana quando sofre e, sobretudo, porque sofre. N\u00e3o eliminaremos o sofrimento. Cristo podia ter fugido a ele como fugiu a outras situa\u00e7\u00f5es. Abra\u00e7ou-o. Tornou-o fonte libertadora e salvadora. Com Ele n\u00e3o o teremos, mas reconhecemos que s\u00f3 uns com os outros e uns para os outros avan\u00e7aremos com serenidade dolorida mas feliz. A dor n\u00e3o est\u00e1 s\u00f3. Cristo assumiu-a. O crist\u00e3o vai prosseguindo a sua miss\u00e3o. Com presen\u00e7a, proximidade, compaix\u00e3o e ternura venceremos as dificuldades de sempre e a que a pandemia est\u00e1 a dar um enfoque especial. Com a pandemia exercitamos exemplarmente uma caridade operativa. Dever\u00e1 continuar no ap\u00f3s pandemia.<\/p>\n<p>\u2020 Jorge Ortiga, <em>Arcebispo Primaz<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Homilia do arcebispo de Braga na Celebra\u00e7\u00e3o da Morte do Senhor<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":204051,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[172],"class_list":["post-204050","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-documentos","tag-diocese-de-braga"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/204050","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=204050"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/204050\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media\/204051"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=204050"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=204050"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=204050"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}